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Trabalhe arduamente pela recompensa da vida eternaA Sentinela — 1973 | 15 de fevereiro
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mais, sempre progredindo na nossa vocação escolhida, como os que trabalham junto com Deus. (2 Cor. 1:24) O apóstolo Paulo, este trabalhador incansável, tem o conselho certo para nós, ao recomendar: “O que for que fizerdes, trabalhai nisso de toda a alma como para Jeová, e não como para homens, pois sabeis que é de Jeová que recebereis a devida recompensa.” (Col. 3:23, 24) Note isso! Jeová é o recompensador. É a sua norma de serviço que precisamos satisfazer. Não sugere isso que poderíamos fazer mais?
12. A que será motivado o cristão pelo seu amor genuíno a Deus?
12 Em vez de o cristão imitar os mundanos no seu empenho de trabalhar o menos possível pelo máximo lucro possível, ele precisa colocar o ministério de Deus num nível muito mais elevado e numa base muito mais estável, e daí precisa continuar a fazer progresso constante. (Fil. 3:16) Não procurará agradar a homens, mas sim a Deus, que examina nosso coração. (1 Tes. 2:4) Igual a Cristo e seus apóstolos, não agradará a si mesmo, nem se poupará, mas prosseguirá trabalhando naquilo que Deus aprova. — João 8:29; Atos 20:31.
13. Por que é urgente a obra cristã de ajuntamento, especialmente agora?
13 Há também necessidade premente de se completar a obra de ajuntamento de Deus, porque resta agora pouco tempo antes de sobrevir o fim a este sistema iníquo de coisas e todos os que ainda fazem parte dele. Pense em quantos ainda poderão ser ajudados a ter paz com Deus e a tomar posição firme ao lado dele, contra este velho sistema e seu deus, Satanás, o Diabo. Ao se esgotar rapidamente este tempo oportuno, o que poderá fazer para entrar em contato com estas pessoas com a salvadora Palavra de verdade de Deus? Este é um verdadeiro desafio, que não se pode desperceber. — Efé. 5:15-17.
PREVINA-SE CONTRA FORÇAS NEGATIVAS E DEPRIMENTES
14. O que pode esperar o trabalhador cristão, e que conselho compensador encontramos em Gálatas, capítulo 6?
14 Só é de se esperar que a obra de Deus e seus trabalhadores suscitem a ira e o ódio de Satanás e de sua organização, e que estes, por sua vez, sujeitem o cristão a pressões de toda espécie, no esforço de fazer com que o cristão viole a sua integridade para com Deus. Mas não se deixe desviar de sua relação dedicada com Deus, mesmo que o cônjuge incrédulo, um membro de sua própria família ou algum amigo íntimo se torne o próprio instrumento usado pelo Diabo para desanimá-lo. Mesmo quando os que são co-trabalhadores na congregação de Deus deixam de algum modo de dar-lhe consolo e ajuda quando mais precisa deles, não é motivo válido para virar as costas para o trabalho honroso e significativo que Jeová lhe ofereceu. Antes, estribe-se fortemente na Palavra de Jeová e confie implicitamente nas Suas promessas. Pode estar certo de que os que semeiam visando o espírito ceifarão do espírito a vida eterna, se não desfalecerem. — Gál. 6:8-10.
15. Quando surgem questões de dúvida, as respostas de quem devemos procurar? O exemplo de quem podemos imitar?
15 O que devemos fazer quando o Diabo aflige a nossa mente com idéias de dúvida, idéias tais com estas: ‘É tudo em vão? Estou realmente conseguindo alguma coisa? Espera-se que eu faça todo este trabalho sob pressão, crítica e zombaria?’ Lembre-se de que somente Jeová pode dar as respostas certas, as respostas fidedignas, pois é ele quem comissiona seus servos a fazer esta obra de fazer discípulos. Quando tem perguntas precisa obter as respostas Dele. Recorra a ele imediatamente e peça-as. (Pro. 3:5, 6; Mat. 7:7) Lembre-se do profeta Jó! Lembre-se de como continuou a orar a Deus com seus lábios, embora sofresse provações amargas de fé. Deus também o abençoou por isso. Lembre-se também daqueles homens de fé registrados no capítulo onze de Hebreus e tire proveito de suas experiências. “Eis que proclamamos felizes os que perseveraram”, escreveu o discípulo Tiago. “Feliz o homem que estiver perseverando em provação, porque, ao ser aprovado, receberá a coroa da vida, que Jeová prometeu aos que continuarem a amá-lo.” — Tia. 5:11; 1:12.
COMPENSAÇÃO DO DESCASO PELA VONTADE DE DEUS NO PASSADO
16. (a) Que reflexões podem mostrar-se proveitosas, e por quê? (b) Que palavras do apóstolo Pedro podemos tomar a peito? (c) Em que é proveitoso o exemplo de Jonas?
16 Ocasionalmente, convém refletir sobre o passado e relembrar nossa situação anterior antes de nos tornarmos servos de Deus, quando estávamos sem Deus e sem esperança no mundo. Tais reflexões devem despertar em nós o sincero desejo de compensar este descaso passado, quando Deus não entrava em nossas cogitações. Mas, como podemos compensar o nosso descaso por Deus e pela sua vontade no passado? Por nos esforçarmos no serviço de Jeová e assim provarmos que nos arrependemos de nosso passado. Pedro insta conosco para que nos preparemos com esta disposição correta, “com o fim de viver o resto do [nosso] tempo na carne, não mais para os desejos dos homens, mas para a vontade de Deus. Porque já basta o tempo decorrido para terdes feito a vontade das nações, quando procedestes em ações de conduta desenfreada”. (1 Ped. 4:2-11) O profeta Jonas é um bom exemplo disso. Quando caiu em si e se deu conta de como se havia esquivado de sua responsabilidade para com Deus, deu meia-volta, e verificamos que proclamou em voz alta: “Temo a Jeová, o Deus dos céus, Aquele que fez o mar e a terra seca.” Declarou além disso: “Quanto a mim, vou oferecer sacrifícios a ti com voz de agradecimento. O que votei, vou pagar. A salvação pertence a Jeová.” (Jon. 1:9; 2:9) Ele estava ansioso de compensar seu descaso passado; e nós devemos fazer o mesmo.
17. (a) De que se devem lembrar os cristãos atarefados? (b) Como mostrou Paulo esta mesma preocupação?
17 Lembre-se também de que, embora Jeová nos ofereça bondosamente participar na obra atarefada do Reino, ele espera também que mantenhamos uma boa conduta nas relações cotidianas da vida. Ocupar-se na atividade de pregação, mas ao mesmo tempo rebaixar as normas de moral mostraria que não servimos por amor a Deus. Servir com a motivação errada poderá tornar nulo todo nosso trabalho. Portanto, embora nos ocupemos na obra do Senhor, procuremos, cada um de nós, a aprovação de Deus em todos os nossos caminhos. Foi com isto que se preocupava o apóstolo Paulo, embora fosse trabalhador vigoroso, ao declarar: “Amofino o meu corpo e o conduzo como escravo [sob estrito controle], para que, depois de ter pregado a outros, eu mesmo não venha a ser de algum modo reprovado.” — 1 Cor. 9:27.
18. O que nos pode proteger contra sermos desaprovados por Deus?
18 Evite ser desaprovado, por revestir-se da nova personalidade de que a Bíblia fala. (Efé. 4:22-24; Col. 3:9, 10) Permita o fluxo livre do espírito de Deus para que guie cada aspecto de sua vida, a fim de que se evidenciem os frutos do espírito. Assim, o amor, a alegria, a paz e os outros frutos do espírito influirão beneficamente nas nossas relações mútuas. Tal conscienciosidade decidida da nossa parte é evidência da motivação correta e de um coração puro no nosso serviço a Deus. — Gál. 5:16-25.
O CONCEITO CORRETO SOBRE A RECOMPENSA É UM ESTIMULANTE ÚTIL
19. Por que deve haver também um conceito correto sobre a recompensa?
19 Não só se precisa ter o conceito correto sobre a obra de pregação, mas também um conceito correto sobre a recompensa. Não se engane, trabalhar pela recompensa pode realmente ser harmonizado com trabalhar por amor a Deus. De que modo? É Deus quem oferece a recompensa e nos pede que nos esforcemos a obtê-la. Lemos em Tito 1:2: “A base duma esperança de vida eterna que Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos de longa duração.” Foi pensando nesta prometida dádiva da vida que Deus deu seu Filho unigênito Jesus Cristo como resgate, “a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna”. (João 3:14-16, 36) Visto que Deus proveu tal dádiva preciosa, certamente ele só pode amar os que com toda a diligência procuram recebê-la. E, além disso, as Escrituras inspiradas asseguram-nos que “sem fé é impossível agradar-lhe bem, pois aquele que se aproxima de Deus tem de crer que ele existe e que se torna o recompensador dos que seriamente o buscam”. (Heb. 11:6) E qual é esta recompensa? Lembre-se sempre de que a recompensa é a vida eterna sob condições justas na nova ordem de Deus. Portanto, empenhe-se agora em obter a recompensa e habilite-se a recebê-la, enquanto ainda tem a oportunidade.
20, 21. (a) Como será a vida na nova ordem de Deus? (b) O que usufruirão as pessoas em toda a parte e em que transformarão esta terra?
20 Quão diferente será a vida na nova ordem de Deus daquela que vemos hoje! Agora, um homem pode gastar muitas horas em construir um lar e em cultivar um belo jardim, só para morrer de repente e deixar tudo para outro. Mas, na prometida Nova Ordem, o homem usufruirá o resultado de seus labores por anos sem fim. Considere todas as maravilhas dos céus, do mar e da terra! Os cientistas mais adiantados apenas tocaram na superfície disso, na sua tentativa de entender a sabedoria e os princípios em que se baseia nosso universo. A recompensa da vida eterna, que os servos íntegros de Deus usufruirão naquele tempo, oferecer-lhes-á ampla oportunidade de investigar todas estas maravilhas da criação. O tempo permitirá então viagens para se conhecer de primeira mão outros humanos de todas as raças e as criaturas animais em todas as partes da terra.
21 O melhor de tudo, as pessoas em todas as partes da terra usufruirão a paz e a liberdade como filhos terrestres de Deus. Estarão livres dos temores que afligem este velho sistema de coisas. Poderão servir a Jeová em tudo o que suas mãos quiserem fazer, porque Deus cuidará de que haja trabalho significativo para todos. Não, não trabalhos que signifiquem fardos ou que ponham em perigo a vida da própria pessoa ou de outros, mas trabalho que tenha que ver com a reabilitação do homem e a transformação desta terra num belo jardim paradísico.
22. Por que não é sábio deixar a imaginação ficar desenfreada ao pensar no futuro novo sistema de coisas?
22 Naturalmente, é bom não deixar a imaginação ficar desenfreada quando se pensa em condições na Nova Ordem que Jeová não prometeu na sua Palavra, a Bíblia. Por exemplo, não há necessidade de se treinar agora para alguma atividade esperada naquela era gloriosa, pois, haverá bastante tempo então para se obter tal treinamento e experiência. Sob a regência do Reino de Deus, as pessoas viverão num sistema em que não se lutará contra o tempo. O tempo ainda será contado em dias e anos, mas a qualidade infindável da vida tornará então desnecessária a pressa.
23. Por que podem os trabalhadores cristãos ter certeza da recompensa, e os exemplos de quem são convidados a imitar?
23 A recompensa pela qual o povo de Deus trabalha arduamente é certa, pois é garantida pelo próprio Criador, a respeito de quem o apóstolo Paulo declarou com confiança: “Deus não é injusto, para se esquecer de vossa obra e do amor que mostrastes ao seu nome.” (Heb. 6:10) Seu trabalho árduo na proclamação das boas novas de seu reino e a divulgação que assim se faz do santo nome de Jeová não passarão sem recompensa. Certo disso, seja como Abraão, que manteve a sua fé inquebrantável na palavra de Deus dirigida a ele: “Não temas, Abrão. Eu sou para ti escudo. Tua recompensa será muito grande.” (Gên. 15:1) Seja também como a moabita Rute, que aceitou em plena fé a perspectiva maravilhosa que se lhe apresentou: “Jeová recompense teu modo de agir e haja para ti um salário perfeito da parte de Jeová, o Deus de Israel, debaixo de cujas asas vieste refugiar-te.” (Rute 2:12) Ache também a força e a coragem para procurar refúgio sob as asas largas de Jeová, como seu colaborador.
24. Por que é o trabalho cristão a mais elevada de todas as causas, e com que fim em vista?
24 Ao manifestar a atitude correta para com o trabalho, não desejará diminuir seus esforços, mas desejará estar sempre atento a ter bastante para fazer na obra do Senhor, fazendo cada vez mais, se possível. (1 Cor. 15:58) Nosso serviço a Deus é a forma mais elevada de trabalho à qual o homem pode dedicar-se. É a maior Causa de todas. Tem que ver com o Nome de nosso Deus e Criador, Jeová, e certamente não é uma causa perdida. Antes, é uma causa triunfante, que promete aos que a promovem diligentemente uma vida plena e satisfatória agora, e a perspectiva de vida infindável na nova ordem de Deus, agora tão próxima. Habilite-se a participar conosco agora nesta mais urgente de todas as causas.
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A Câmara Municipal de Boston expressa apreçoA Sentinela — 1973 | 15 de fevereiro
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A Câmara Municipal de Boston expressa apreço
MUITOS apreciam a obra das testemunhas cristãs de Jeová e admiram seu zelo e sua devoção. Alguns sentem-se até mesmo induzidos a expressar publicamente seus sentimentos. Isto aconteceu na cidade de Boston, E. U. A.
Em 28 de maio de 1972, o presidente da Câmara Municipal de Boston, Sr. Gabriel Francis Piemonte, passeava com seu cachorro diante de sua casa. Duas senhoras e um homem dirigiram-se a ele e se apresentaram como testemunhas de Jeová. Deixaram com ele números correntes das revistas A Sentinela e Despertai!. Mais tarde, o Sr. Piemonte viu mais quatro Testemunhas participar na mesma atividade.
Impressionado com a sua dedicação, seu interesse e seu objetivo, tomou a liberdade de apresentar em 5 de junho uma moção na Câmara Municipal de Boston. A moção foi adotada unanimemente e rezava:
“CIDADE DE BOSTON
“NA CÂMARA MUNICIPAL
“VISTO que representantes voluntários das Testemunhas de Jeová empenham-se atualmente num programa de promoção da leitura da Bíblia; e
“VISTO que a Bíblia oferece uma fonte de consolo, compreensão e esclarecimento da civilização; e
“VISTO que as Testemunhas de Jeová, no seu programa de porta em porta, distribuem exemplares de duas de suas revistas — a ‘Sentinela’ e ‘Despertai!’ para incentivar uma vida mais moral; e
“VISTO que a ‘Sentinela’ distribuída contém um artigo oportuno e bem escrito, intitulado ‘Como Encara a Autoridade?’, portanto, seja
“RESOLVIDO: Que a Câmara Municipal de Boston, em reunião neste 5.º dia de junho de 1972, elogia as Testemunhas de Jeová pelo seu programa atual de exortar todas as pessoas de todas as crenças a levarem uma vida mais moral, e congratula os voluntários das Testemunhas de Jeová, empenhados no seu atual programa de porta em porta, pela sua dedicação, generosidade e preocupação.
“Na Câmara Municipal, 5 de junho de 1972. Adotada.
Atesto:
(assin.)
(Selo) Secretário Municipal.”
“Ponde de lado toda a maldade moral, e toda a fraudulência, e hipocrisia, e invejas e toda sorte de maledicências. Mantende a vossa conduta excelente entre as nações, para que, naquilo em que falam de vós como de malfeitores, eles, em resultado das vossas obras excelentes, das quais são testemunhas oculares, glorifiquem a Deus no dia da sua inspeção.” — 1 Ped. 2:1, 12.
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