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“Mamãe, compra isso pra mim!”Despertai! — 1980 | 8 de dezembro
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de rádio ou criava um bezerro premiado.
Atualmente, fabricamos poucas coisas. A maior parte do que usamos é produzida à máquina. Os fabricantes e os vendedores sabem disso, e o incentivam a preencher tal lacuna pelo consumismo. Sugerem que poderá “ser alguém”, não por desenvolver uma boa personalidade ou um caráter íntegro, mas pelas coisas que comprar.
Em seu livro Supershopper (Supercomprador), David e Marymae Klein dizem que “não é surpreendente que muitos jovens tentem distinguir-se por serem o primeiro de seu quarteirão ou o primeiro de seu grupo a comprar novo disco, uma guitarra elétrica, uma prancha de surfe, ou um walkie-talkie — tudo o que representa o consumo, e não a produção. E ainda mais jovens correm para comprar tais coisas, não porque as apreciam genuinamente, mas simplesmente porque ‘todos os outros caras têm um’. Isto lhes dá certo senso de igualdade — mas também pode ser brutalmente custoso, porque depende das compras contínuas para se manter em dia.”
Como podem os jovens ser ajudados a ver que “eu sou o que possuo” não é uma base válida para uma vida feliz?
Muito depende da atitude dos pais. Como genitor, preocupa-se mais com coisas do que com o desenvolvimento pessoal e espiritual? Ajuda seus filhos a compreender que eles são importantes pelo que eles são, e não por causa do que eles tem? Fazem-nos sentir-se bem com eles próprios, ao invés de terem de ficar mostrando seus bens?
Muitos filhos de Testemunhas de Jeová têm determinada vantagem neste sentido. São incentivados a comentar em suas reuniões congregacionais. Podem participar em sua Escola Teocrática, onde aprendem a proferir discursos perante a congregação. Alguns deles se oferecem para trabalhar em coisas relacionadas ao Salão do Reino. Todos podem ter parte em disseminar as boas novas da vindoura nova ordem de Deus. Tais filhos vêm a ter verdadeiro alvo na vida.
Nas casas em que os princípios da Bíblia são aplicados, os filhos ficam convictos do
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Não mimemos nossos filhos crescidosDespertai! — 1980 | 8 de dezembro
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Não mimemos nossos filhos crescidos
Dar aos filhos pequenos tudo que eles querem poderá, deveras, mimá-los, e tender a torná-los mais egoístas. Os pais mais idosos que continuam a dar às suas “crianças” adultas tudo que elas desejam poderão fazer com que encarem os pais principalmente como fonte de dádivas, ao invés de como pessoas que merecem respeito e afeição.
Esta realidade despertou certa senhora desiludida que escreveu que ela e o marido tinham “dado, e dado a ambos os [nossos] filhos durante anos, em toda ocasião possível, e pedido que não gastassem nenhum dinheiro conosco”. Mas, os pais ficaram chocados quando, depois de oferecer à sua filha crescida uma estatueta cara, ela disse: “Não se incomode. Um dia, todo esse troço será meu, e então eu o venderei.” A mãe lamentava: “Não consigo dizer-lhes quanto isso me deixou magoada.” Outras mágoas foram causadas mais tarde, quando tanto o filho como a filha crescidos começaram a indagar-lhe quanto poderiam esperar herdar quando ela e seu marido morressem. Cheia de tristeza, ela disse: “Jamais imaginei ouvir tais comentários do meu próprio filho e filha.”
Filhos crescidos que recebem demais dos pais, em sentido material, talvez não só fiquem mimados, mas também se lhes impeça de aprender a valiosa lição de como podem derivar alegria de dar a seus pais, ou de fazer coisas em favor deles. Os pais que não dão coisas demais aos filhos, com freqüência verificam que, quando mais tarde lhes dão um presente inesperado, é mais provável que seja apreciado. E os pais talvez sejam mais apreciados pelo que são, ao invés de pelo que possam dar.
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