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  • Espancam criancinhas — por que será?
    Despertai! — 1977 | 22 de janeiro
    • Espancam criancinhas — por que será?

      “PARECE uma cartilha para torturadores de campos de concentração ou peritos na prática da degradação humana.” Ao que se referia o repórter de jornal que escreveu tais palavras?

      Aos maus tratos de crianças. Notícias recentes declaram que isso já atingiu proporções “epidêmicas” nos Estados Unidos e em outras partes do mundo.

      Quão grave é esta epidemia? “MALTRATAR CRIANÇAS — ‘DOENÇA’ QUE MATA DUAS CRIANÇAS POR DIA”, declarava uma manchete no American Medical News de 21 de abril de 1975. Um mês depois, The Journal of Legal Medicine (Revista de Medicina Legal) anunciava: “A causa mais comum da morte de crianças, atualmente, pode ser os maus tratos de crianças. Segundo certo comentarista, a incidência de mortes devida aos maus tratos de crianças, ou espancamentos, é maior do que o total devido a acidentes e doenças infecciosas juntos.”

      Perto do fim de 1975, um item noticioso da “United Press International” afirmava: “Mais de um milhão de crianças estadunidenses sofrem abusos físicos ou negligência cada ano.” Noticiando as informações obtidas de Douglas Besharov, autoridade do Departamento de Saúde, Educação e Bem-Estar Social dos EUA, o item noticioso continuava: “Segundo as definições mais estreitas, disse ele, 2.000 crianças por ano morrem devido a circunstâncias ligadas a maus tratos ou negligência.” Dados indicam que as crianças que sofrem tais maus tratos têm usualmente menos de cinco anos e, com freqüência, menos de um ano.

      Atordoante Crueldade Para com Crianças

      Relatos de maus tratos de crianças são cruciantes. Conforme certo relatório policial, um senhor em Bronx, Nova Iorque, submeteu quatro criancinhas aos seguintes episódios de horror:

      ● Besuntou os joelhos delas com calda para panquecas e as obrigou a rastejar de joelhos de um lado para o outro sobre um assoalho salpicado de arroz.

      ● Removeu as roupas das crianças e as colocou em prateleiras num armário de metal de 2,10 metros de altura; daí, derramou cera quente de velas sobre suas nádegas e as trancou no armário por uma hora ou mais.

      ● Quando, devido ao barulho, o garoto de sete anos o acordou, tal homem meteu o garoto dentro do forno, fechou a porta e o acendeu. O menino escapou dessa morte diabólica só porque sua mãe correu para tal aposento e o livrou.

      Em outro caso, um bebezinho de 18 meses foi encontrado pendurado numa planta à beira de um precipício de 91 metros de altura sobre agitadas ondas. Tinha sido abandonado. Em seu livro, Children Are People Too (As Crianças Também São Gente), Virgínia Coigney declara: “Houve pais que deceparam mãozinhas, queimaram, mutilaram, surraram, deixaram famintas, acorrentaram, prenderam e assassinaram seus filhinhos.” Além dos maus tratos físicos, bebezinhos, e crianças que engatinhavam, com freqüência foram vítimas de maus tratos verbais, emocionais e sexuais.

      Que tipo de pais ou outros adultos sujeitariam as crianças a tais crueldades? São principalmente os depravados mentais, os economicamente empobrecidos ou alguma outra categoria de pessoas desafortunadas?

      “Não Existe Estereótipo”

      Na realidade, os maus tratos de crianças cruzam todas as linhas raciais, econômicas e sociais. “Não deve . . . haver nenhum estereótipo do genitor que maltrata”, comenta Virgínia Coigney. “Se o problema for estudado em Baltimore, haverá mais genitores de cor; se for estudado em Salt Lake City, serão brancos. Fatores raciais dependem da composição do grupo estudado.” A mesma autora prossegue, indicando:

      “Os maus tratos de crianças raramente são resultado até mesmo de não se gostar das crianças, muito menos de odiá-las. Os peritos, salvo raras exceções, concordam que o genitor espancador ama o filho que espanca. Se não ama aquele determinado filho, então ama outros filhos. Há ampla evidência de que quem maltrata crianças deseja agir de modo diferente, e, na ampla maioria dos casos, é o espancador que traz suas ações à atenção das autoridades apropriadas, pelo que parece na esperança de proteger a criança de sua doença [i. e, do genitor]. E é uma doença mesmo. Maltratar crianças tem sido descrito como doença crônica com episódios agudos de traumática recidiva.”

      O que provoca tal “doença”? Como pode a pessoa impedir que se apodere dela?

      Ira Descontrolada — Por Quê?

      Muita pesquisa tem sido feita para expor as causas dos maus tratos de crianças. Em quase todo caso, acha-se presente um elemento. Qual é? Segundo uma entrevista do Dr. C. Henry Kempe, perito em maus tratos de crianças, mais de 90 por cento dos genitores que maltratam crianças fazem isso por causa de ira descontrolada. O que incita isso?

      Amiúde, a ira resulta de circunstâncias para as quais um ou ambos os genitores não estão preparados. Infelizmente a nova circunstância é, com freqüência, o primeiro filho do casal. “Muitas jovens não têm idéia alguma do que significa cuidar dum bebê”, explica a Dra. Jane Gray, colega do Dr. Kempe. “Ninguém lhes fala de trocar fraldas, combater uma febre, limpar alimentos derramados, levantar-se de noite.” Alguns genitores que se deleitam em cuidar dum bebê indefeso ficam desesperados e enraivecidos quando o pequenino começa a engatinhar, a descer de seu bercinho ou ‘quadrado’ e a ‘subir em tudo’. Outros lidam bem com crianças mais velhas, mas não conseguem lidar com bebês.

      Um dos fatores principais nos maus tratos de crianças é a vida urbana. Cidades superpovoadas, com poluição atmosférica, aquática e sonora, geram tensões que muitos adultos não conseguem suportar. Com muita freqüência, crianças indefesas se tornam vítimas, quando tais adultos ‘estouram’.

      Indicando outro fator dos maus tratos de crianças, um artigo do News de Detroit, EUA, comentava: “Os peritos se preocupam que agudo aumento nos maus tratos infligidos a crianças possa ser subproduto do crescente desemprego na área metropolitana de Detroit.” Os pais desempregados não só sofrem a sensação de inutilidade, mas também encontram-se na presença de seus filhos por partes maiores do dia, ao invés de durante uma ou duas horas por dia que costumavam passar com eles, quando empregados. Os homens raramente conseguem suportar os gritinhos, trejeitos e movimentos incessantes das crianças muito pequenas.

      As raízes dos maus tratos de crianças, contudo, usualmente provêm de níveis mais profundos e mais pessoais. Como assim?

      Genitores não se Sentem Pessoas “Corretas”

      Pessoas preocupadas em eliminar os maus tratos de crianças instam com os pais a que se examinem. Tais pais não raro nutrem expectativas irrealísticas quanto a seus filhos. Por quê? Carole Bowdry, chefe dum projeto contra os maus tratos de crianças em Dallas, Texas, indicou: “Muitos pais espanadores têm pouca estima por si mesmos e outros fizeram com que não se sentissem ‘corretos’, que não havia meios de poderem satisfazer as expectativas de seus próprios pais. Em resultado, quando atingiram a madureza e tiveram seus próprios filhos, começaram a representar que se sentiam ‘corretos’, por dizer a seus filhos, ‘Vocês não são, mas eu sou.’”

      Famintos de amor, tais genitores que sofreram maus tratos quando crianças amiúde esperam coisas impossíveis de sua prole. Comentando um estudo dirigido pelo Dr. Kempe, o escritor Edward Edelson explica:

      “Obviamente, cada caso difere. Mas, o fator constante em quase todo caso, descobriu o grupo do Dr. Kempe, é que a criança espancada ao crescer se torna um genitor que espanca. Rejeitadas por seus próprios pais, convencidas de sua própria inaptidão, têm dificuldades em travar relações normais com outras pessoas e esperam muitíssimo de seus filhos. Tais expectativas jamais se materializam, porque nenhuma criança normal poderia ser o ser perfeito que tais genitores desejam. E, assim, a criança é espancada, dando novamente início ao ciclo.”

      Similares foram os resultados dum estudo da Sociedade de Prevenção de Crueldade com as Crianças, de Massachusetts, EUA. Este grupo investigou casos de maus tratos de crianças em 115 famílias, com 180 filhos. Os resultados mostravam que em nove de cada dez casos, as pessoas que maltratavam crianças tinham “graves problemas sociais”. São, mormente, pessoas solitárias, tendo pouca ou nenhuma associação em grupo. Muitos de tais genitores procuram satisfazer quase toda sua carência de companheirismo e afeto por meio dum filho (ou de filhos). Encaram os pequeninos como “míni-adultos”, e exigem deles que demonstrem afeto, motivação e autocontrole caraterísticos dos adultos. Naturalmente, nenhum bebê ou criança engatinhante pode satisfazer tais expectativas. Todavia, seu desencontro é encarado como desobediência premeditada e são punidos concordemente.

      Efeito da “Nova Moral”

      Atitudes para com a moral sexual mudaram radicalmente nos anos recentes. Atualmente, é popular que os homens e as mulheres troquem de parceiros sexuais a seu bel-prazer. Seja qual for seu conceito disso, sabia que tem contribuído para o aumento dos maus tratos de crianças? Em que sentido?

      A Dra. Peggy Ferry, neurologista de crianças da Faculdade de Medicina da Universidade de Oregon, observa: “O novo namorado com freqüência fica enraivecido com a criancinha irritável. A criança talvez o faça lembrar-se do ex-amante da mãe, ou talvez interfira nos planos recreacionais do casal.” Foi um desses “namorados” que imaginou as torturas mencionadas no início deste artigo.

      São deveras trágicos os relatórios do espancamento, da tortura e do assassínio de crianças indefesas. Já consideramos algumas das causas principais dos maus tratos de crianças. Como podem os adultos enfrentar as causas e combater a inclinação de espancar criancinhas?

  • Maltratam crianças — coisas que poderá fazer a respeito disso
    Despertai! — 1977 | 22 de janeiro
    • Maltratam crianças — coisas que poderá fazer a respeito disso

      A “EPIDEMIA” de maus tratos de crianças já alcançou proporções alarmantes. Conforme indicado no artigo precedente, várias circunstâncias e atitudes que influem nos genitores levam aos maus tratos dos pequeninos.

      Como podem os pais e outros adultos enfrentar a tendência de maltratar crianças? Uma coisa é compreender os resultados prejudiciais dos maus tratos de crianças. Já pensou seriamente sobre isso?

      Uma equipe de pesquisas de Pittsburgo fez um estudo de 20 jovens maltratados. Um relatório sobre este estudo explica:

      “A maioria deles pareciam permanentemente prejudicados mental, física e emocionalmente. Apenas dois dentre os vinte podiam ser descritos como completamente normais. Mais da metade estavam abaixo do peso normal, alguns estavam extremamente subnutridos, seis também mostravam sinais de lesões causadas a seu sistema nervoso central. Em dois casos, isto era claramente o resultado dos golpes recebidos nu cabeça. Três do grupo tinham marcantes defeitos físicos; um tinha o crânio deformado, outro tinha paralisia das extremidades inferiores, e um terceiro sofria de permanentes lesões oculares. Dois outros tinham tamanho e peso abaixo dos normais, quatro só conseguiam alcançar menos de 80 nos testes de Q. I., quatro eram emocionalmente perturbados, cerca de metade do grupo tinham problemas de fala.”

      Sabia que efeitos ruins similares podem resultar de sacudir uma criancinha? Isto também pode resultar em lesões cerebrais permanentes. Berros constantes e atacar vocalmente de outra forma as criancinhas são outras coisas que prejudicam permanentemente as crianças.

      As Escrituras admoestam todos que desejam obter a aprovação de Deus: “Sejam tirados dentre vós toda a amargura maldosa, e ira, e furor, e brado, e linguagem ultrajante, junto com toda a maldade.” (Efé. 4:31) Isso toca na raiz de quase todo caso de maus tratos de crianças, a saber, a ira descontrolada.

      “Mas, Eu Tenho um Temperamento Horrível”

      Será esse seu problema? O que pode fazer para evitar acessos de ira?

      É importante ter o conceito correto da ira. Sem dúvida, por experiência própria, aprendeu que o mundo hodierno considera a ira e a violência como forma aceitável de enfrentar os problemas e as pressões. Mas, será que as duas guerras mundiais, e numerosos outros conflitos que resultaram dessa atitude, mostraram ser ela proveitosa?

      Segundo as Escrituras, a ira e a violência são indício, não de força, mas de fraqueza. Lemos: “O homem estúpido dá rédeas soltas à sua ira: o homem sábio espera e a deixa esfriar.” (Pro. 29:11, New English Bible) Ilustrando a condição debilitada da pessoa enraivecida, a Bíblia declara ainda mais: “Como uma cidade com brechas e que é deixada sem muros é o homem que não consegue controlar seu temperamento.” — Pro. 25:28, NE, margem.

      Como poderá controlar melhor seu temperamento? Um passo básico é acatar o conselho bíblico adicional: “Não tenhas companheirismo com alguém dado à ira; e não deves entrar com o homem que tem acessos de furor, para não te familiarizares com as suas veredas e certamente tomares um laço para a tua alma.” (Pro. 22:24, 25) Deve ser fácil obedecer a isso; pois, provavelmente, está no seu alcance escolher as pessoas com quem se associa regularmente. Procurar a companhia de pessoas de temperamento brando o ajudará a manter o domínio de si.

      Poderá evitar situações em que seu filho provavelmente lhe provoque a ira? Que tal contratar uma babá enquanto faz as compras, ou fazer as compras numa hora em que outros membros da família possam cuidar das crianças? Quando as crianças se tornam ranzinzas por ficarem cansadas demais, muitos pais discernidores fazem uma pausa naquilo que estão fazendo e se sentam junto com elas num banco ou em qualquer lugar próximo que sirva para esse fim. Algumas palavras de conforto, ao invés duma censura, e os pequeninos em geral se acalmam.

      Alguns talvez considerem isso como sendo mostrar excessiva afeição pelos jovens que deviam “saber bem” que não deviam causar tal transtorno. Mas, amiúde, as crianças ficam simplesmente esgotadas após várias horas em pé, ou de gastarem suas energias de outra forma. Em relação a tais casos, a Bíblia insta a que se preste atenção às queixas, dizendo: “Se um homem fecha seus ouvidos ao clamor do indefeso, ele mesmo clamará por ajuda e não será ouvido.” — Pro. 21:13, NE.

      Lembra-se de Quando Era Pequenino?

      Importante modo de evitar ficar enraivecido com as crianças é lembrar-se de como eram as coisas quando era pequenino. É instrutiva a seguinte experiência relatada por uma jornalista e mãe:

      “Certo dia, um rapaz subiu num ônibus com uma criança que chorava e se contorcia em seus braços. Isso era tudo que ele podia fazer para segurá-la. À medida que ela berrava a plenos pulmões, ele se tornou muito cônscio dos olhares de reprovação nas faces das pessoas dentro do ônibus. Quando, por fim, conseguiu sentar-se, o jovem pai segurou com firmeza a berradora massa de humanidade em seus braços e lhe falou com voz baixa e firme. ‘Jenny, querida’, disse ele, ‘sei como você se sente. Está com muita fome e cansadinha. Essa é uma sensação horrível. Você está confusa com tudo. Simplesmente não consegue parar de chorar. Sei que não pode evitar isso. Deixe-me balançar você. Prometo-lhe que logo estaremos em casa, e poderá ficar em sua caminha e eu irei ninar você. Sim, pobre filhinha, sei que você não consegue parar de chorar.’”

      Qual foi o resultado da tenra empatia que este pai demonstrou por sua filha? “Depois de alguns minutos, à medida que a mensagem de entendimento penetrou no meio da exaustão, Jenny se acalmou, chupou seu polegar e adormeceu.” A observadora concluiu dessa experiência:

      “Se o pai tenta mostrar empatia pelo que acontece com a criança — e reconhece que há muito tempo atrás sentia a mesma coisa — isso muda toda a situação. Se acha que seu filho é uma criança mimada que tenta deixá-lo louco, então o desejo de revidar por bater nela se torna sobrepujante. Se, por outro lado, pensa consigo mesmo: ‘Quando uma criancinha fica cansada, o mundo todo se despedaça — isso também deve ter acontecido comigo, antigamente’, então poderão ser ministrados os cuidados proveitosos tanto para o genitor como para o filho.”

      Disciplina sem ‘Irritação’

      Sugere isto que o castigo físico, tal como uma surra, é inteiramente despropositado? De jeito nenhum. Há muitas ocasiões em que esse tipo de castigo é necessário. A Bíblia declara: “Não retenhas a disciplina do mero rapaz Não morrerá se lhe bateres com a vara. Tu mesmo lhe deves bater com a vara, para que livres a sua alma do próprio Seol [a sepultura].” — Pro. 23:13, 14.

      O castigo físico, porém, nem sempre é necessário; nem é eficaz para toda criança. E já notou que muitos genitores levam o castigo físico a extremos? Perdem o controle e infligem punições muito além do que o necessário para a correção. Estudos mostram que a maioria absoluta de pessoas que maltratam crianças são pais que as disciplinam em excesso.

      As Escrituras avisam contra isto. Ao passo que encorajam os pais a criar seus filhos “na disciplina e na regulação mental de Jeová”, o apóstolo Paulo avisa: “Não estejais irritando os vossos filhos.” (Efé. 6:4, NM, 1971) Em outro lugar, Paulo aconselhou: “Vós, pais, não estejais exasperando os vossos filhos.” (Col. 3:21) Isto eliminaria os espancamentos brutais ou outras torturas físicas, bem como amofinar os jovens por continuamente berrar com eles, menosprezá-los ou sujeitá-los a outras indignidades psicológicas. Como padrão de conduta que agrada a Deus, a Bíblia indica a mãe que “acalenta” e é “meiga” com seus filhinhos. — 1 Tes. 2:7.

      Ajuda Para Pais Espancadores

      É básico, para se vencer os maus tratos de crianças, que se ajude o genitor. Num artigo intitulado “É o Genitor Que Precisa de Ajuda”, Edward Edelson indica:

      “Em quase cada caso, a cura para os maus tratos de crianças é fornecer aos pais suficiente respeito próprio e dignidade para alcançarem as profundas amizades de que carecem. A maioria destes pais viveram em indizível solidão, por recearem ser rejeitados pelos conhecidos, do mesmo modo que foram rejeitados por seus pais. Apenas esta espécie de amizade pode fazer com que os pais vejam seu filho na devida luz — não como um brinquedo vivo, destinado a satisfazer as necessidades dos pais, mas como outro ser humano, que possui vida e necessidades próprias.”

      Para cultivar relacionamentos vitais, pessoais, com outros adultos’ alguns genitores espancadores se agruparam em organizações tais como “Pais Anônimos” e “Mães Anônimas”. Reúnem-se com regularidade para ajudar-se a melhorar as relações entre os pais e seus filhos. Em algumas localidades, há centros de emergência para cuidados diurnos em que os genitores podem deixar seus filhos quando os assuntos se tornam tensos. Existe um órgão desse tipo em sua localidade? Um telefonema para o médico da família ou o hospital local, ou consultar a lista telefônica pode colocá-lo em contato com pessoas que podem ajudá-lo no problema de maus tratos de crianças.

      Mas, há algo ainda mais eficaz do que estes serviços seculares quando se trata de cultivar significativas relações humanas. O que é!

      Orientação Realmente Funcional

      No que tange à Palavra escrita de Deus, escreveu o apóstolo Paulo: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa . . . para endireitar as coisas”, inclusive as relações estremecidas entre pais e filhos. (2 Tim. 3:16) Consideremos alguns princípios básicos que produzem tais relações aprimoradas.

      As pessoas que estudam os maus tratos de crianças afirmam que os genitores espancadores esperam muito mais de seus filhos do que estes podem razoavelmente lhes dar. A Bíblia opera para a correção de tal atitude egoísta dizendo: “Digo a cada um aí entre vós que não pense mais de si mesmo do que é necessária pensar.” (Rom. 12:3) Os adultos se inclinarão a acatar esse conselho quando reconhecerem a adicional verdade bíblica: “Não há nenhum homem justo na terra, que continue fazendo o bem e que não peque.” (Ecl. 7:20) Todos temos falhas, tanto os adultos como as crianças; e, quando se pensa nisso, não são os pontos fracos dos bebês e das crianças que engatinham menos dignos de culpa do que as ações rudes (às vezes premeditadas) dos adultos?

      Na verdade, há ocasiões em que as crianças deliberadamente agem de modo ‘malcriado’ e os genitores ficam justificadamente amolados. Conforme observado acima, a disciplina com a “vara” literal talvez se torne necessária. Mas, os pais nunca devem perder o domínio de si quando administram a disciplina. Devem ter presente o conselho bíblico: “Continuai a suportar-vos uns aos outros e a perdoar-vos uns aos outros liberalmente”, e isto mesmo quando alguém justamente “tiver razão para queixa contra outro”. — Col. 3:13.

      Os elevados padrões da Bíblia quanto à moral sexual constituem outro elemento dissuasório dos maus tratos infligidos a crianças. As crianças cujos pais acatam a ordem bíblica: “Fugi da fornicação”, não precisam temer o tratamento cruel por parte de “namorados” ou “namoradas” visitantes do genitor com quem vivem. — 1 Cor. 6:18.

      A Alegria de Interessar-se nos Outros

      A Palavra de Deus especialmente se distingue quando se trata da necessidade de os genitores espancadores cultivarem relações frutíferas com outros adultos. Um princípio que, com certeza, dá certo, é o encontrado em Filipenses 2:3, 4; “Não fazendo nada por briga ou por egotismo, mas, com humildade mental, considerando os outros superiores a vós, não visando, em interesse pessoal, apenas os vossos próprios assuntos, mas também, em interesse pessoal, os dos outros.”

      Faz sentido isso, porém? É prático tratar os outros como “superiores” a si mesmo no hodierno mundo hostil? Jesus Cristo garantiu que, não só isso faz sentido, mas moverá as pessoas a agir para com o leitor do mesmo modo altruísta. “Praticai o dar, e dar-vos-ão”, disse Jesus. “Pois, com a medida com que medis, medirão a vós em troca.” (Luc. 6:38) Por que não experimenta isso e prova a si mesmo que o Filho de Deus sabia do que estava falando?

      Os princípios bíblicos delineados acima realmente funcionam, quando aplicados. Gostaria que dessem certo em seu caso, Isso exigirá a associação regular com outros que se esforçam em aprimorar as relações com seu próximo, inclusive com suas famílias. Onde poderá encontrar tais pessoas?

      As Testemunhas de Jeová se reúnem em seus Salões do Reino para cinco reuniões semanais. Com freqüência, as palestras em tais reuniões se centralizam nos princípios bíblicos para a vida familiar feliz e como os pais e os filhos podem verdadeiramente ter prazer em ficar juntos. É cordialmente convidado a comparecer ao Salão do Reino mais próximo de sua casa. Não se fazem jamais coletas de dinheiro. Além disso, as Testemunhas de Jeová ficarão contentes de dirigir um estudo bíblico gratuito com o leitor e sua família, quer em sua casa quer em outro local conveniente. Se apreciaria isso, simplesmente entre em contato com as Testemunhas, em seu Salão do Reino local, ou escreva aos editores desta revista.

  • De barriga cheia
    Despertai! — 1977 | 22 de janeiro
    • De barriga cheia

      ● Cirurgiões em Nova Iorque operaram um doente mental que achavam que tinha um tumor, visto que seu estômago estava terrivelmente inchado. Mas quando abriram o paciente de 38 anos, encontraram 300 moedas — de 25, de 10, de 5, de 1 centavo de dólar estadunidense, e fichas para o metrô. Além disso, encontraram mais de 200 outros objetos, inclusive termômetros quebrados, abridores de latas, facas, colheres, garfos, porcas, parafusos, correntes e chaves de automóvel. Disse um dos cirurgiões: “É a coisa mais surpreendente que já vi.” Não tinham meios de saber por quanto tempo os objetos tinham estado no estômago dele. Surpreendentemente, não houve danos ao seu esôfago ou ao trato intestinal.

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