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  • g84 8/7 pp. 17-19
  • Tenho de freqüentar a escola?

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  • Tenho de freqüentar a escola?
  • Despertai! — 1984
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Despertai! — 1984
g84 8/7 pp. 17-19

Os Jovens Perguntam . . .

Tenho de freqüentar a escola?

JOÃO era um inspetor que controlava a freqüência escolar por mais de 25 anos. Assim sendo, dificilmente um jovem gazeteiro conseguia apresentar uma desculpa que João já não tivesse ouvido. “A garotada já me disse tudo que se possa imaginar”, afirma, “tal como ‘pensei que ia ficar doente hoje’ . . . ‘Morreu meu avô lá no Acre.’” Qual é a desculpa “favorita” de João? Ela foi dada por três jovens que disseram que “não conseguiram achar a escola no meio de tanta neblina”.

Seria dificílimo ultrapassar estes álibis questionáveis quer em “criatividade” — quer em simples atrevimento. Entretanto, ecoam uma aversão aparentemente universal pela escola. Quando se pergunta aos jovens o que pensam da escola, eles com freqüência expressam, quer indiferença (“Acho OK”), quer franca hostilidade (“A escola não tá com nada! Eu a odeio!”). O que, então, pensa você sobre a escola? Será que, pelo menos ocasionalmente, junta-se ao coro de adolescentes que bradam: “Tenho de freqüentar a escola?”

Se assim for, é provável que consiga controlar seus sentimentos e freqüentá-la assim mesmo. Todavia, aumenta o número de jovens que desafiadoramente decidiram não mais freqüentá-la (o que, naturalmente, mantém o emprego de homens como João). Apenas nos Estados Unidos a cada dia, há uma evasão escolar de dois e meio milhões de alunos das escolas equivalentes ao 1.º e 2.º graus! Recente artigo no jornal The New York Times acrescentava que são tantos (cerca de um terço!) os que mostram “evasão crônica” nas escolas de 2.º grau de Nova Iorque “que é quase impossível educá-los”.

Há, contudo, aqueles que freqüentam a escola, mas revelam, seu desagrado por ela de maneiras mais sutis.

“Schulangst”

Joana fez bem o 1.º grau, mas ao passar para o 2.º grau, dificilmente conseguia ter boas notas nas várias matérias. “Ela não parece importar-se”, queixa-se a mãe dela. “Ela vai adiando as coisas, dorme muito e, daí, corre como uma louca para fazer seus deveres no último minuto — quando consegue fazê-los.”

Jorge se levantava para ir à escola e logo começava a passar mal do estômago. Dizia: “Ao me aproximar da escola, começava a suar muito e a ficar nervoso . . . Simplesmente tinha de voltar para casa.”

Ambos os jovens reagiam ao stress e às tensões da escola. Os alemães têm até uma palavra para isso — “schulangst”, ou ansiedade escolar. E o que a provoca? Alguns, como Joana, consideram o início do 2.º grau uma experiência enlouquecedora. A mudança duma escola de 1.º grau para uma grande instituição impessoal, com vários mestres, é algo grande demais para tais jovens. Como estratégia defensiva, perdem a motivação e erguem um bloqueio mental contra a escola. Concentrando a mente em coisas neutras, passam em brancas nuvens o período escolar, só se esforçando o bastante para irem levando as coisas.

Para outros, como Jorge, a violência escolar, a crueldade dos colegas e a pressão de conseguirem boas notas geram um temor obsessivo da escola — algo que os médicos chamam de fobia escolar. Tais pessoas podem (com um pouco de persuasão dos pais) ir à escola, mas sofrem constantes distúrbios e até mesmo angústia física até se desvencilharem de tal temor. O dr. Jonathan Kellerman, da Universidade do Sul da Califórnia, calcula que a “fobia escolar” atinge “uma criança em cada 60” nos Estados Unidos. E quão grave pode tornar-se a fobia escolar? Robert, por exemplo, só tinha dez anos. Um bombeiro teve de convencê-lo a não pular do alto do telhado da escola. Qual o motivo de ter subido até lá? “Ele odiava a escola”, veiculou o jornal New York Post.

Outro informe é que, em 1978, quase que um de cada três jovens alemães, de menos de 16 anos, apresentava sintomas que talvez indicassem a schulangst. Muitas das 14.000 tentativas de suicídio de jovens alemães naquele ano foram atribuídas a tal ansiedade. E, em 1978, de acordo com outra fonte, “mais de 800 estudantes japoneses, entre 5 e 19 anos, cometeram suicídio . . . por causa de problemas relacionados com a escola”.

Mas, educar-se nem sempre foi uma provação temida. Com efeito, nos tempos bíblicos, os jovens se sentiam altamente motivados a aprender. Por que tal diferença?

Educação — No Estilo Patriarcal

O primeiro homem, Adão, foi educado deleitosamente de modo direto por Deus. (Gênesis 1:28-30) O perfeito currículo provido por Deus não só fornecia orientação moral, mas, provavelmente, incluía informações sobre a ordem de cultivar e cuidar do jardim do Éden. Adão também recebeu a designação de dar nome aos animais, e esta prodigiosa tarefa exigia vívidos poderes de observação e o conhecimento de linguagem. — Gênesis 2:15-19.

Adão transmitiu tal conhecimento a sua prole. E, durante séculos, os chefes de família patriarcais igualmente educaram seus próprios filhos. A nação de Israel, para exemplificar, exerceu a instrução parental por todos os anos de sua escravidão no Egito. Gerações de jovens ali criados não puderam cursar as excelentes escolas egípcias que instruíram Moisés “em toda a sabedoria dos egípcios”. (Atos 7:22) Todavia, a nação israelita era alfabetizada — sabia ler e escrever! — Deuteronômio 6:9.

Mais tarde, Deus instruiu os pais: Treinem seus filhos quando estiverem ‘sentados em sua casa e andando pela estrada, e ao deitarem-se e ao levantarem-se’. (Deuteronômio 6:7) Ministrava-se assim aos jovens judeus excelente educação. Excitantes viagens à capital, Jerusalém, para as três festividades anuais não só davam aos jovens, em primeira mão, lições de geografia, mas também lhes proviam a oportunidade de conhecer pessoas de todas as partes do país! (Deuteronômio 16:16) Os meninos recebiam, além disso, treinamento prático, e se lhes ensinava uma profissão. As mulheres ficavam peritas não só em economia doméstica, mas também em compras e vendas. (Provérbios 31:10-31) Não havia nenhuma schulangst ou fobia escolar para os jovens israelitas!

Mas, o que realmente tornava um sucesso a educação em Israel? Na verdade, a participação dos pais dava uma deleitosa dimensão à educação. Mais importante, contudo, era que a educação em Israel tinha um alvo claramente definido: ajudar os jovens a conhecer e a amar a Jeová Deus. (Deuteronômio 6:4-7) Tudo que aprendiam estava assim relacionado com sua adoração. Salomão, por exemplo, pelo visto estudou coisas tais como o ciclo hidrológico da terra, as características dos animais, o comportamento dos insetos e o sistema circulatório do corpo. E, sob inspiração, teceu observações que são cientificamente exatas! (Eclesiastes 1:7, 12-14; 12:6; Provérbios 6:6-8; 30:24-28) Todavia, Salomão empregou sua visão científica para promover, não a ciência ateísta, mas a adoração de Deus! “Teme o verdadeiro Deus e guarda os seus mandamentos”, foi a conclusão resultante de sua pesquisa. (Eclesiastes 12:13) A educação lá naquele tempo, por conseguinte, possuía tanto um objetivo real como forte poder motivador.

Aprenda do Passado

A vida sofreu drásticas mudanças desde os tempos patriarcais. Naturalmente, os pais tementes a Deus ainda se empenham em dar orientação moral a seus filhos. A maioria dos pais, porém, admite que não dispõem nem do tempo nem da capacidade necessários para fornecer aos filhos uma educação formal. E teriam muita dificuldade em ensinar a seus filhos as habilidades técnicas necessárias à sobrevivência no mundo atual. Assim, as escolas assumiram grande parte da responsabilidade de fornecer instrução secular aos filhos.

Admitidamente, as escolas não podem prover o calor humano de pais amorosos. Também, há muitos problemas hoje em dia que afligem os sistemas escolares ao redor do mundo: violência, tóxicos, abusos dos colegas, decrescentes padrões educacionais e imoralidade, para citar apenas alguns. Assim, talvez você ressinta toda a idéia de ser obrigado a freqüentar uma escola. Lembre-se, porém, do que tornou a educação agradável para os jovens nos tempos bíblicos: Foi seu desejo de adorar a Deus. Aprendiam a ler — e a ler bem — de modo a poder ler e entender a sua Palavra. Estudavam a natureza de modo a aprofundar seu apreço pelo Criador. Aprendiam uma profissão, de modo a poder assumir a responsabilidade que Deus lhes dera de cuidar de sua família. Pode aprender disto? Poderia acontecer que, se cultivassem uma atitude similar, isso poderia mudar de forma drástica o seu modo de encarar a escola?

Provavelmente não lhe resta outra escolha senão a de freqüentar a escola, mas isto não tem de ser encarado como horrenda perspectiva ou uma sentença cruel! Existem vantagens definidas de freqüentar a escola, se cultivar a atitude correta. Mas como é que você pode cultivar tal atitude? Quais são as vantagens de continuar cursando uma escola? E como poderá enfrentar problemas específicos como a violência e os tóxicos na escola? Artigos futuros desta série se empenharão em responder a tais perguntas.

[Foto na página 17]

Alguns jovens mostram seu desagrado com a escola por não serem alunos aplicados.

[Foto na página 18]

No antigo Israel, o amor a Deus motivava os jovens a aplicar-se àquilo que aprendiam.

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