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O motivo desta brochuraA Escola e as Testemunhas de Jeová
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O motivo desta brochura
Esta brochura é publicada para promover o entendimento e a cooperação entre as Testemunhas de Jeová e autoridades escolares. Queremos cooperar com todos os que se empenham pelo sucesso dos programas educativos básicos providos na escola.
Os pais que são Testemunhas de Jeová querem contribuir para um ambiente favorável para o processo do aprendizado. Querem que seus filhos tirem o maior proveito possível da sua educação escolar. E desejam que os professores e outras autoridades escolares saibam que estão dispostos a fazer tudo o que for razoavelmente ao seu alcance para ajudar a conseguir isso.
As Testemunhas de Jeová, em geral, gozam duma reputação de excelente conduta moral, onde quer que morem. São conhecidas pela sua obediência às autoridades governamentais. No entanto, alguns professores talvez achem que as Testemunhas jovens não estão cooperando por não participarem em todo programa ou solenidade escolar. No entanto, esta recusa de participar em certas coisas não se deve a que os jovens sejam rebeldes ou anti-sociais. Suas ações baseiam-se em convicções religiosas e morais.
Com esta brochura, gostaríamos de familiarizar as autoridades escolares com as crenças das Testemunhas de Jeová, que influem nas atividades escolares. Além disso, queremos explicar por que, em resultado de tais crenças, as Testemunhas jovens não participam em certas solenidades e programas escolares, costumeiros em muitos lugares do mundo. Ao mesmo tempo, desejamos esclarecer que não temos a intenção de impor nossos conceitos a outros.
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Nosso objetivo na vidaA Escola e as Testemunhas de Jeová
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Nosso objetivo na vida
De começo, será útil fazer uma breve descrição das Testemunhas de Jeová e de nosso objetivo na vida. Somos um grupo internacional de cristãos, que podem ser encontrados em mais de 200 terras em todo o mundo. Nossa maneira de adorarmos a Deus envolve todo o nosso conceito e modo de vida.
Visto que estamos convencidos de que Deus é um ser real, achamos vital manter uma relação íntima e pessoal com ele, qual nosso Pai. (Mateus 6:9) Entre outras coisas, isto envolve conhecê-lo pelo seu nome. A Bíblia diz no Salmo 83:18: “Para que as pessoas saibam que tu, cujo nome é Jeová, somente tu és o Altíssimo sobre toda a terra.”
Nós, como cristãos, procuramos também amoldar nossa vida ao exemplo do Filho de Deus, Jesus Cristo. Que ele era um homem notavelmente bem instruído evidencia-se na sabedoria dos seus ensinos. Mas Jesus usou este conhecimento em benefício dos outros, não para alcançar uma posição financeira segura ou grande destaque. A maior coisa na sua vida era o serviço que prestava a Deus. “Meu alimento”, disse Jesus, “é eu fazer a vontade daquele que me enviou e terminar a sua obra”. — João 4:34.
Pensamos do mesmo modo. Para este fim, as Testemunhas, em todo o mundo, dão valor a uma boa instrução. Incentivamos nossos filhos a ampliarem seus horizontes — a obterem conhecimento e entendimento de seu meio ambiente e do significado da vida. Para este fim, eles lêem e amiúde usam nos seus trabalhos escolares nossa revista Despertai!, que abrange quase todos os campos do conhecimento humano. Alguns professores também usam esta revista para preparar suas aulas.
A instrução que nossos filhos recebem tem ajudado a muitos deles a desenvolver seu potencial criativo. O Journal of Personality (Jornal de Personalidade) mencionou isso no seu relatório sobre uma pesquisa australiana a respeito da “criatividade” de escolares de 12 anos. Os pesquisadores disseram: “Em especial, um número desproporcionalmente grande de crianças altamente criativas eram Testemunhas de Jeová.” Isto pode ser atribuído a que a religião das Testemunhas as incentiva a usar sua faculdade de raciocínio.
No entanto, embora as Testemunhas jovens estejam interessadas em obter uma boa instrução, não se empenham em obter a educação com o fim de granjear prestígio ou destaque. Seu objetivo principal na vida é servir eficazmente como ministros de Deus, e dão valor a instrução escolar como meio para atingir este fim. De modo que, em geral, escolhem cursos práticos, visando prover seu sustento no mundo moderno. Muitos talvez tomem por isso cursos vocacionais ou cursam escolas vocacionais. Ao terminarem sua instrução escolar, desejam conseguir um emprego que lhes permita concentrar-se na sua vocação principal, o ministério cristão.
O Conceito da Bíblia
Como se pode avaliar à base do que se acaba de mencionar, as Testemunhas de Jeová tomam a Bíblia mais a sério como guia diário do que muitos outros o fazem. Crêem realmente que “toda a Escritura é inspirada por Deus”. — 2 Timóteo 3:16.
Em harmonia com estas palavras, cremos que tudo o que foi registrado na Bíblia é exato e deve orientar o cristão na vida. Em conseqüência, o conceito que a Testemunha jovem tem sobre certas atividades escolares pode ser bastante diferente daquele dum estudante que não toma tão a sério os ensinos bíblicos. Esta brochura considerará as atividades escolares envolvidas nisso e procurará ajudá-lo a entender por que as Testemunhas de Jeová adotam certa atitude para com essas atividades.
Visto que a Bíblia, conforme talvez saiba, se destaca como livro de profecia, gostaríamos de que considerasse o efeito que a fé nas profecias dela exerce sobre a atitude das Testemunhas para com a escola.
[Foto na página 5]
As Testemunhas, em todo o mundo, dão valor a uma boa instrução.
[Foto na página 6]
Usada como guia diário.
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Nosso conceito sobre o futuroA Escola e as Testemunhas de Jeová
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Nosso conceito sobre o futuro
Uma profecia bíblica que influi muito no nosso modo de encarar a vida encontra-se em Revelação (Apocalipse) 21:3 e 4. Reza: “O próprio Deus estará com [a humanidade]. E enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor. As coisas anteriores já passaram.”
A Bíblia descreve repetidas vezes um mundo melhor criado por Deus. “Há novos céus e uma nova terra que aguardamos segundo a sua promessa [a de Deus], e nestes há de morar a justiça.” — 2 Pedro 3:13; Salmo 37:9-11, 29; Isaías 11:6-9; 35:5, 6.
As Testemunhas de Jeová crêem que esta é a única solução para os problemas da humanidade, conforme Jesus indicou quando ensinou aos seus discípulos a orar: “Venha o teu reino. Realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra.” (Mateus 6:10) Cremos que o Reino de Deus é um verdadeiro governo. (Isaías 9:6, 7) É o único governo que pode eliminar da terra todas as condições que causam a aflição humana, e que pode trazer paz duradoura.
Outra profecia bíblica diz o que a vinda do Reino de Deus significará para todos os atuais governos: “O Deus do céu estabelecerá um reino que jamais será arruinado. E o próprio reino . . . esmiuçará e porá termo a todos estes reinos, e ele mesmo ficará estabelecido por tempos indefinidos.” — Daniel 2:44.
Visto que estamos convencidos de que esta mudança está bem próxima, nossos jovens crêem que é ser realístico preparar-se para uma carreira vitalícia em harmonia com a nossa crença na realidade do Reino de Deus. Nosso principal objetivo é falar às pessoas sobre o brilhante futuro a frente. Nós realmente aguardamos o desaparecimento das atuais aflições e tribulações, e esperamos sobreviver para usufruir as bênçãos que Deus tem em reserva para os que O servem. A promessa segura de Deus é: “O mundo está passando, e assim também o seu desejo, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.” — 1 João 2:17.
Separados do Mundo
Como é de esperar, este conceito sobre o futuro influiu também de maneira significativa nos primitivos cristãos. Fez deles gente diferente, separada do mundo. Conforme observou o historiador E. G. Hardy no seu livro Christianity and the Roman Government (Cristianismo e o Governo Romano): “Os cristãos eram estranhos e peregrinos no mundo em volta deles; sua cidadania era do céu; o reino que aguardavam não era deste mundo. A conseqüente ausência de interesse nos negócios públicos tornou-se assim desde o início uma particularidade notável do cristianismo.”
Jesus tornou claro que a separação deles seria uma característica destacada dos seus discípulos. “Não fazem parte do mundo”, disse ele. (João 17:16; 15:19) Em harmonia com este princípio, as Testemunhas de Jeová procuram ‘não fazer parte do mundo’. Isto não quer dizer, porém, que advoguemos tornar-nos eremitas, reclusos quanto ao mundo. Estamos sinceramente interessados no bem-estar dos outros na localidade e nas escolas. Nossos filhos querem contribuir para as atividades de classe de maneira útil.
Ao mesmo tempo, porém, cremos que a Bíblia torna claro que “o mundo inteiro jaz no poder do iníquo”. (1 João 5:19; João 12:31; 2 Coríntios 4:4) Por causa disso, preocupamo-nos com os efeitos adversos que a influência do mundo pode exercer sobre os nossos filhos. O mundo muitas vezes procura tornar atraentes modos de vida que achamos ser prejudiciais. E as escolas são afetadas por isso. Portanto, até onde for possível, as Testemunhas querem que seus filhos evitem tais influências perniciosas.
[Destaque na página 7]
“O mundo está passando, . . . mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.”
[Foto na página 8]
Os filhos das Testemunhas querem contribuir o que podem para as atividades de classe.
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Os princípios de moral seguidos por nósA Escola e as Testemunhas de Jeová
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Os princípios de moral seguidos por nós
As Testemunhas de Jeová acreditam que a mudança dramática nos conceitos sobre a moralidade exerce má influência sobre os jovens. Conforme deve estar apercebido, a chamada nova moralidade ficou em voga desde os anos 60. O bispo de Woolwich, da Inglaterra, um dos seus primeiros proponentes, afirmava: “Nada, por si só pode sempre ser classificado como ‘errado’.” Não concordamos com isso, mas queremos tornar claro que não vamos discutir com os que concordam com tal conceito. Simplesmente queremos explicar quais os princípios de moral que seguimos e o motivo disso.
Joseph Fletcher, famoso professor de teologia nos Estados Unidos, disse a respeito da nova moralidade: “Não há nada contra o sexo extra-marital como tal, nesta ética, e em alguns casos é bom.” E Frederic C. Wood, professor adjunto de religião, nos Estados Unidos, explicou a estudantes: “Não há leis associadas com o sexo. Repito: absolutamente nenhuma lei. Não há nada que devam fazer ou que não devam fazer.” — Theology Today, outubro de 1965, página 396.
Embora tais conceitos sobre a moralidade possam ser populares, as Testemunhas de Jeová os consideram contrários à Bíblia, e por isso impróprios. Nossa atitude baseada na Bíblia é refletida pelo nosso livro Sua Juventude — O Melhor Modo de Usufruí-la, de 1976, que considera o efeito dos princípios de moral sobre a conduta. Um ponto interessante é que certo pesquisador, depois de fazer com que 100 estudantes de 12 a 19 anos o examinassem, escreveu como crítica: “Normas de moral como as expressas no seu livro talvez tivessem funcionado antigamente, mas duvido que funcionem agora. Esta geração está mais esclarecida do que qualquer anterior.”
No entanto, não nos parece que a adoção das novas normas de moral tenha feito os jovens ‘mais esclarecidos’. Numa pesquisa recente, entre mais de 160.000 jovens da idade de 13 a 15 anos, 41 por cento dos rapazes e 21 por cento das moças já haviam tido relações sexuais. E entre os de 16 a 18 anos de idade, quase três quartos dos rapazes e metade das moças já as haviam tido. Mas, quais têm sido as conseqüências?
Uma epidemia de gravidez entre adolescentes. Cerca de uma em dez moças adolescentes nos Estados Unidos fica grávida, cada ano — cerca de 1.250.000 anualmente. Dentre estas, umas 600.000 dão à luz o seu bebê — as demais têm abortos. Também, milhões de jovens, cada ano, contraem doenças venéreas, inclusive o temido herpes. Portanto, achamos que temos bons motivos para não encarar estas condições sociais como produto do ‘esclarecimento’.
Sólidos Princípios de Moral
Há muita confusão a respeito de que princípios de moral devam ser ensinados aos jovens. Os professores freqüentemente lamentam a falta de convicção clara neste respeito. Reconhecemos que alguns professores gostariam de ter mais liberdade para ensinar aos alunos os sólidos princípios de moral encontrados na Bíblia. Nós, como Testemunhas de Jeová, cremos sinceramente que o ensino bíblico sobre a moralidade tem um efeito realmente salutar.
Os pais que são Testemunhas começam logo cedo a ensinar os princípios de moral da Bíblia aos filhos, muitas vezes usando como compêndio Sua Juventude — O Melhor Modo de Usufruí-la. Se desejar, um de seus alunos que é Testemunha terá prazer em fornecer-lhe um exemplar. Este o familiarizará com os princípios de moral que seguimos, fornecendo mais pormenores sobre os nossos conceitos a respeito dos seguintes assuntos:
SEXO PRÉ-MARITAL: Acreditamos que, sem exceção, as relações sexuais pré-maritais, que constituem fornicação, são erradas, são imorais. A Bíblia ordena “Fugi da fornicação.” (1 Coríntios 6:18) “Que vos abstenhais de fornicação.” (1 Tessalonicenses 4:3) Somos da opinião que o sexo pré-marital é um sério delito contra Deus. “Deus julgará os fornicadores e os adúlteros”, dizem as Escrituras. — Hebreus 13:4; Revelação 21:8.
HOMOSSEXUALISMO: Cremos também que o homossexualismo é moralmente errado. Note o que a Bíblia diz sobre homossexuais tanto femininos como masculinos: “Deus os entregou a ignominiosos apetites sexuais, pois tanto as suas fêmeas trocaram o uso natural de si mesmas por outro contrário à natureza; e, igualmente, até os varões abandonaram o uso natural da fêmea e ficaram violentamente inflamados na sua concupiscência de uns para com os outros, machos com machos, praticando o que é obsceno.” — Romanos 1:26, 27; 1 Coríntios 6:9-11.
BEBIDAS ALCOÓLICAS: As bebidas alcoólicas são alimentos, e, quando mantidas no seu lugar, podem ser benéficas. (Salmo 104:14, 15; 1 Timóteo 5:23) Todavia, muitas vezes se pode abusar delas e se faz isso. Acreditamos, conforme a Bíblia salienta, que o excesso delas é um sério mal moral. (Provérbios 20:1; 23:29-35; 1 Coríntios 6:9, 10) Respeitamos também a sabedoria das autoridades que promulgam leis que restringem o uso de bebidas alcoólicas por parte de jovens, e cooperamos com essas leis.
DROGAS: Não usamos por prazer drogas que viciam e habituam, tais como a maconha, a heroina, a cocaína, LSD, noz-de-areca e fumo, para se mencionarem algumas. As Testemunhas de Jeová crêem que é errado prejudicar o corpo, por mera satisfação egoísta, com substâncias que causam vício ou alteram a mente, visto que a Bíblia exorta: “Purifiquemo-nos de toda imundície da carne.” — 2 Coríntios 7:1.
LINGUAGEM OBSCENA: Consideramos impróprio o uso de linguagem obscena; ela não está em harmonia com a ordem bíblica: “A fornicação e a impureza de toda sorte, ou a ganância, não sejam nem mesmo mencionadas entre vós, . . . nem conversa tola, nem piadas obscenas, coisas que não são decentes.” — Efésios 5:3, 4.
RESPEITO PELA AUTORIDADE: Em harmonia com os princípios bíblicos, esperamos que nossos jovens respeitem toda a autoridade devidamente constituída, inclusive os professores. (Romanos 13:1-7; 1 Pedro 2:13-17) Jeová Deus, pelo qual os nossos jovens devem ter profundo respeito, conforme são ensinados, diz que devemos ser honestos e verazes, e que devemos importar-nos com os outros. — Hebreus 13:18; Colossenses 3:9; Efésios 4:25; Mateus 7:12.
O Valor dos Princípios Bíblicos
Verificamos que o acatamento dos princípios de moral da Bíblia melhorou em muito a vida de nossa gente. Embora tenhamos os nossos problemas e nossos filhos certamente não sejam perfeitos, ainda assim, na maior parte, ficamos livres de vícios tais como furtar, mentir, defraudar e prejudicar outros. Ao ponto em que nós e nossos filhos obedecemos às leis de Deus, a tal ponto ficamos livres das epidemias de doenças venéreas, de mães solteiras, de filhos ilegítimos e de abortos, também de mágoas e consciência atribulada. Cremos que um dos primeiros presidentes estadunidenses, John Adams, tinha razão em classificar a Bíblia como “o melhor livro do mundo”. Cremos também que o presidente Abraão Lincoln tinha razão em dizer que, por aceitar a Bíblia, “viverá e morrerá como homem mais feliz e melhor”.
Todavia, conforme deve estar apercebido, os colegas exercem muita pressão sobre os jovens, para fazer aquilo contra que a Bíblia aconselha, a saber, ‘correr num proceder que leva a um antro vil de devassidão’. E quando alguns não participam nisso, outros “ficam intrigados e falam [deles] de modo ultrajante”. (1 Pedro 4:4) Nossos filhos são às vezes ridicularizados e mesmo escarnecidos por não se entregarem a relações sexuais pré-maritais ou outras atividades similares. Por isso, apreciamos quando os professores apóiam os empenhos de nossos filhos para aderir aos princípios bíblicos, estimulando assim os nossos jovens, que procuram viver segundo estes princípios.
Verificará que nossos jovens não se sentem privados de algo por causa das restrições bíblicas quanto à moral. Ao contrário, como disse certo jovem, Testemunha, comparando sua vida com a de seus colegas na escola: “A única coisa que estou perdendo é uma porção de encrencas.” Nós achamos que os requisitos do Deus Todo-poderoso são para a nossa proteção e que só podemos ser beneficiados por acatá-los. — Salmo 19:7-11.
[Destaque na página 12]
‘Por aceitar a Bíblia, viverá e morrerá como homem melhor.’ — Abraão Lincoln.
[Foto na página 9]
Sua Juventude — O Melhor Modo de Usufruí-la
Um livro que trata do efeito dos princípios de moral sobre a conduta. Testemunhas que são pais usam-no para instruir seus filhos.
[Foto na página 10]
Junto com a nova moralidade passou a haver um aumento de problemas sociais.
[Foto na página 10]
Os pais que são Testemunhas começam logo cedo a ensinar os princípios de moral da Bíblia ano filhos.
[ANOTAÇÕES]
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Feriados e celebraçõesA Escola e as Testemunhas de Jeová
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Feriados e celebrações
Os professores talvez fiquem perplexos porque as Testemunhas de Jeová não participam na observância da maioria dos feriados e em outras celebrações. Esperamos que aquilo que segue possa fazê-lo compreender por que tomamos isso tão a sério.
Muitos feriados e costumes associados com eles, talvez num grau maior do que se deu conta até agora, têm fundo histórico não-cristão. Isto é o que os torna objetáveis para as Testemunhas de Jeová. Procuramos seguir o princípio expresso pelo apóstolo cristão Paulo:
“Que associação tem a justiça com o que é contra a lei? Ou que parceria tem a luz com a escuridão? Além disso, que harmonia há entre Cristo e Belial [um deus falso]? Ou que quinhão tem o fiel com o incrédulo? . . . ‘Portanto, saí do meio deles e separai-vos’, diz Jeová.” — 2 Coríntios 6:14-17.
Portanto, se um feriado ou uma celebração estiver de algum modo ligado a outros deuses ou deuses, ou se a observância dele for contrário ao nosso entendimento dos princípios bíblicos, não participamos nele.
ANIVERSÁRIOS NATALÍCIOS: Participar numa festa ou num banquete, e dar generosamente presentes a entes queridos certamente não é errado. (Lucas 15:22-25; Atos 20:35) As Testemunhas de Jeová gostam de dar presentes e de se divertir juntos em qualquer época do ano. Mas, as únicas duas celebrações de aniversários natalícios mencionadas na Bíblia envolviam pessoas que não eram crentes verdadeiros. Eram o Faraó do Egito e o governante romano Herodes Ântipas, sendo que a celebração do aniversário deles teve resultados mortíferos. (Gênesis 40:18-22; Marcos 6:21-28) Portanto, não surpreende ver as seguintes referências históricas à atitude dos primitivos cristãos para com as celebrações de aniversários natalícios:
“A noção de uma festa de aniversário natalício era alheia às idéias dos cristãos deste período, em geral.” — The History of the Christian Religion and Church, During the Three First Centuries (Nova Iorque, 1848), de Augustus Neander (traduzido ao inglês por Henry John Rose), página 190.
“Dentre todas as pessoas santas, nas Escrituras, não se registra nenhuma que celebrasse uma festa ou realizasse um grande banquete no dia do seu aniversário natalício. São apenas os pecadores (tais como Faraó e Herodes) que realizam grandes festejos por causa do dia em que nasceram neste mundo inferior.” — The Catholic Encyclopedia (Nova Iorque, 1911), Volume X, página 709 (citando Orígenes Adamâncio, do terceiro século).
Além disso, os aniversários natalícios costumam dar importância excessiva à pessoa, o que foi, sem dúvida, um dos motivos de serem evitados pelos primitivos cristãos. (Eclesiastes 7:1) De modo que notará que as Testemunhas de Jeová não participam em festas de aniversários natalícios (na celebração, no cantar, nos presentes, e assim por diante).
NATAL: Conforme talvez saiba, o 25 de dezembro não é o dia do nascimento de Jesus Cristo. Talvez pense que isso não importa — que o importante é o acontecimento. Mas a maneira em que o feriado do Natal se desenvolveu mostra que há mais envolvido do que isso. As seguintes enciclopédias explicam isso:
“. . . a data real deste acontecimento . . . não foi ainda satisfatoriamente reconhecida. . . . O dia 25 de dezembro aparece pela primeira vez no calendário de Philocalus (354). No ano 245, o teólogo Orígenes repudiava a idéia de se festejar o nascimento de Cristo ‘como se fosse ele um faraó’.” — Enciclopédia Barsa (1968), Volume 9, página 437.
“No Norte europeu, percebe-se a fusão da concepção cristã do Natal com a festa pagã local do solstício do inverno. Por conseguinte, influiram sobre o caráter das festividades natalinas, por um lado, a festa nórdica, que implicava num culto aos espíritos ancestrais, e, por outro, as saturnais romanas.” — Enciclopédia Brasileira Mérito (1960), Volume 13, página 630.
A Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Volume 18, página 437, explica:
“Segundo outros autores . . . a Roma pagã celebrava a 25 de Dezembro o Natale Solis invicti, a festa solsticial, consagrada ao Sol cuja luz começa a prevalecer sobre a noite. O clero romano teria julgado oportuno substituir a festa pagã por uma festa cristã, e era natural que pensasse no nascimento daquele que, segundo o Evangelho, era ‘a verdadeira luz do Mundo’.”
É conhecido que o Natal não celebrava originalmente o nascimento de Cristo. A revista U.S. Catholic de dezembro de 1981, página 32, observou: “É impossível separar o Natal de sua origem pagã.” A revista explicou:
“A festividade favorita dos romanos era as saturnais, que começavam em 17 de dezembro e terminavam com o ‘nascimento do sol invicto’ (Natalis solis invicti), em 25 de dezembro. Em algum tempo durante o segundo trimestre do quarto século, autoridades entendidas da igreja de Roma decidiram que o 25 de dezembro seria um dia excelente para celebrar o nascimento do ‘sol da justiça’. Nasceu o Natal.”
Que efeito teve sobre alguns saberem destes fatos sobre o Natal? The World Book Encyclopedia (1982) observa o seguinte sob “Christmas” (Natal): “Durante os anos 1600 . . . o Natal era proscrito na Inglaterra e em partes das colônias inglesas na América.” Visto que as pessoas no passado recusavam celebrar o Natal por causa de sua origem pagã, deve ser compreensível por que as Testemunhas de Jeová não o celebram hoje em dia. Não participamos em festas natalinas, nem em encenações, cantos, troca de presentes ou outras atividades assim, associadas com o Natal.
As Testemunhas de Jeová adotam a mesma atitude de total não-participação em outros feriados religiosos ou semi-religiosos que ocorrem durante o ano letivo. O motivo é que esses feriados também têm ligações com o culto não-cristão; de fato, certos aspectos de tal culto amiúde predominam nas celebrações. Tome os seguintes exemplos:
A PÁSCOA ATUAL: Embora este feriado (em inglês chamado “Easter”) supostamente comemore a ressurreição de Cristo, veja o que autoridades seculares dizem a seu respeito:
“Easter. Originalmente a festividade da primavera em honra da deusa teutônica da luz e da primavera, conhecida no anglo-saxônico como Eastre. Tão cedo como no oitavo século, o nome foi transferido pelos anglo-saxões para a festividade cristã destinada a celebrar a ressurreição de Cristo.” — The Westminster Dictionary of the Bible (Filadélfia, EUA, 1944), de John D. Davis, página 145; veja o Dicionário da Bíblia, de John D. Davis, página 447, “Páscoa2”.
“Em toda a parte vão à procura dos ovos de Easter [Páscoa], de muitas cores, trazidos pelo coelho de Easter. Não se trata de mera brincadeira de criança, mas é o vestígio dum rito de fertilidade, sendo que tanto os ovos como o coelho simbolizavam a fertilidade.” — Standard Dictionary of Folklore Mythology and Legend de Funk & Wagnalls (Nova Iorque, 1949), Volume 1, página 335.
DIA DE FINADOS: “A tradição do culto dos mortos foi, porém, uma das práticas fundamentais de quase todas as religiões, mesmo as mais primitivas. . . . a idéia central da festa dos mortos é a mesma dos ritos agrários e da fecundidade: . . . Hipócrates . . . nos diz que os espíritos dos defuntos fazem crescer e germinar as sementes.” — Enciclopédia Barsa (1968), Volume 6, página 213.
DIA DE TODOS OS SANTOS: “Há pouca dúvida de que a igreja cristã procurava eliminar ou suplantar a festa druídica dos mortos por introduzir a celebração alternativa do dia de Todos os Santos em 1.º de novembro. Esta festa foi estabelecida para homenagear todos os santos, conhecidos ou desconhecidos, mas deixou de substituir a celebração pagã de Samhain.” — Encyclopœdia Britannica (1959), Volume 11, página 107.
ANO NOVO: “Na antiga Roma, o primeiro dia do ano era dedicado à honra de Jano, o deus dos portões, e das portas, e dos começos, e dos fins. . . . O Dia do Ano Novo tornou-se dia santo na Igreja Cristã em 487 AD.” — The World Book Encyclopedia (1982), Volume 14, página 237.
DIA DOS NAMORADOS (DIA DE SÃO VALENTIM): “O Dia de São Valentim cai num dia festivo de dois mártires cristãos diferentes, de nome Valentim. Mas os costumes relacionados com este dia . . . provavelmente vêm duma antiga festa romana chamada Lupercalia. . . . A festa homenageava Juno, deusa romana das mulheres e do casamento, e Pã, o deus da natureza.” — The World Book Encyclopedia (1973), Volume 20, página 204.
SANTOS REIS: A Bíblia não indica que os visitantes eram reis, mas sim mágoi, praticantes da astrologia que é condenada por Deus. (Isaías 47:14) “Desde cedo, a piedade cristã atribuiu nomes e outras particularidades a esse fato. Chamar-se-iam, pois, Melquior, Gaspar e Baltasar, mas as pinturas das catacumbas e alguns escritores do primeiro século sugerem dois, quatro e até doze reis magos.” — Enciclopédia Barsa (1968), Volume 11, página 438.
DIA DAS MÃES: “Uma festividade derivada do costume de adorar a mãe, na antiga Grécia. A adoração formal da mãe, com cerimônias para Cibele ou Réia, a Grande Mãe dos Deuses, era realizada nos idos de março, em toda a Ásia Menor.” — Encyclopœdia Britannica (1959), Volume 15, página 849.
Estes são apenas alguns exemplos de feriados que costumam ser celebrados e nos quais amiúde se espera que os escolares participem por tomar parte em certas atividades. As Testemunhas de Jeová, porém, por motivos conscienciosos, não tomam parte em nenhuma dessas atividades de feriados — quer por cantar, quer por tocar música, por participar em peças teatrais, marchar em desfiles, fazer desenhos, comparecer a festas, comer e beber, e assim por diante. Todavia, ao mesmo tempo, não objetamos a que outros celebrem tais feriados, nem procuramos impedi-los. Apreciamos muitíssimo quando os professores bondosamente eximem nossos filhos da participação em todas essas atividades, que de algum modo comemoram tais feriados.
Feriados Nacionais
Há outros feriados que são de natureza diferente. Não são tão universalmente celebrados, porém, podem ser peculiares a certo país. Por exemplo, pode haver um dia nacional de ação de graças. Em outros lugares, talvez se reserve certa data para comemorar os mortos de guerra da nação, ou um dia para celebrar o nascimento da nação, ou para homenagear certos presidentes, governantes ou heróis nacionais de destaque.
As Testemunhas de Jeová refreiam-se respeitosamente da participação em tais feriados nacionais. Embora respeitemos as autoridades dos diversos países em que vivemos, por motivos de consciência não podemos dar-lhes o que consideramos ser veneração religiosa. Somos neutros para com todas essas celebrações. Isto está em harmonia com as palavras de Jesus a respeito de seus seguidores: “Não fazem parte do mundo, assim como eu não faço parte do mundo.” — João 17:16.
[Destaque na página 16]
“O Natal era proscrito na Inglaterra e em partes das colônias inglesas na América.”
[Destaque na página 18]
Por motivos de consciência, Testemunhas de Jeová não participam nas festividades de feriados.
[Foto na página 14]
Os primitivos cristãos não celebravam seus aniversários natalícios.
[Foto na página 16]
“Não se trata de mera brincadeira de criança, mas é o vestígio dum rito de fertilidade, sendo que tanto os ovos como o coelho simbolizam a fertilidade.”
[ANOTAÇÕES]
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Atividades extracurricularesA Escola e as Testemunhas de Jeová
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Atividades extracurriculares
As Testemunhas de Jeová crêem que a vida deve ser mais do que apenas estudar e trabalhar. Algum exercício físico ou uma recreação durante as horas na escola provêem a necessária interrupção ou revigoramento. No entanto, talvez tenha notado que os jovens das Testemunhas não participam em atividades extracurriculares patrocinadas pelas escolas. Uma breve explanação talvez o ajude a compreender nosso conceito sobre este assunto.
As famílias das Testemunhas já seguem um programa de atividades que gira em torno de sua adoração. E os pais são exortados a incluir a recreação neste programa orientado para a família. Quando os pais providenciam e supervisionam a recreação e a diversão de seus filhos, muitas vezes participando com eles, provê-se a necessária supervisão.
Ocasionalmente, algumas famílias de Testemunhas talvez se reúnam para diversos tipos de diversão. Viajam também várias vezes por ano para assistir a reuniões maiores chamadas de assembléias de circuito ou de distrito. Estas viagens às vezes oferecem a oportunidade de visitar museus, locais históricos e outros de interesse cultural. Nesses ajuntamentos, as Testemunhas jovens têm contato e companheirismo com muitos outros jovens de outras partes do país, os quais têm os mesmos objetivos de servir seu Deus, Jeová.
Achamos vital que nossos filhos tenham esta associação sadia, especialmente em vista da deterioração das normas de moral da atual sociedade humana. As Testemunhas de Jeová tomam a sério a advertência bíblica: “Más associações estragam hábitos úteis.” E, conforme já mencionamos, procuramos acatar a declaração que Cristo fez aos seus seguidores: “Não fazeis parte do mundo.” (1 Coríntios 15:33; João 15:19) Estes princípios formulam o conceito das famílias das Testemunhas para com as atividades extracurriculares na escola, tais como as seguintes:
ESPORTES: O treinamento físico, tal como o obtido nos esportes, é bom para nós. Mas, colocando o assunto na devida perspectiva, a Bíblia diz: “Treina-te com a devoção piedosa por teu alvo. Pois o treinamento corporal é proveitoso para pouca coisa, mas a devoção piedosa é proveitosa para todas as coisas.” (1 Timóteo 4:7, 8) Em harmonia com este conselho, as Testemunhas de Jeová reconhecem o valor dos cursos de educação física durante as horas escolares.
Ao mesmo tempo, porém, os pais que são Testemunhas acham que certas escolas enfatizam demais os esportes. Portanto, na instrução que eles provêem aos filhos, procuram moderar a ênfase dada às realizações atléticas. Esperam que seus filhos não se empenhem pela carreira de atleta, mas pela de ministro de Deus. Portanto, as Testemunhas que são pais incentivam seus filhos a usar as horas de folga da escola principalmente no empenho de interesses espirituais, em vez de se sobressaírem em algum esporte.
Achamos que a participação em esportes organizados expõe os jovens das Testemunhas a associações não recomendáveis. Achamos também que o espírito competitivo nos esportes modernos — a ideologia de que ‘ganhar não é tudo, é a ÚNICA coisa’ — tem efeitos prejudiciais. Portanto, quando jovens Testemunhas sentem a necessidade de uma recreação extra, os pais os incentivam a procurar tal recreação na companhia de companheiros de crença, sim, “ao lado dos que invocam o Senhor dum coração puro”. — 2 Timóteo 2:22.
BAILES ESCOLARES: Assim como se dá com os esportes, a dança também pode ser uma atividade salutar. É evidente que tinha a aprovação de Jesus Cristo, visto que ele mencionou a dança como parte duma celebração correta, na sua ilustração sobre o filho pródigo. (Lucas 15:25) No entanto, talvez tenha notado que as Testemunhas jovens não costumam ir a bailes patrocinados pela escola, tais como os bailes dos alunos de certo ano. Por que não?
É principalmente por causa do ambiente pouco recomendável que amiúde existe relacionado com bailes estudantis. Costuma-se fumar, exceder-se nas bebidas alcoólicas, usar drogas, e há também conduta sexual escandalosa. De modo que aquele que vai a tais bailes inevitavelmente fica exposto a contatos pouco recomendáveis. Portanto, em harmonia com a admoestação de se empenharem em atividades “ao lado dos que invocam o Senhor dum coração puro”, as Testemunhas de Jeová costumam evitar bailes escolares.
NAMORO: Ultimamente, o namoro tem-se tornado em muitos lugares uma forma de recreação. Mesmo jovens ainda no começo ou no meio da adolescência costumam namorar. Podem ser vistos na escola andando de mãos dadas, beijando-se ou indo até mesmo além disso. As Testemunhas que são pais não acham que seja correto que seus filhos, ainda jovens demais para se casarem, devam isolar-se com alguém do sexo oposto e entregar-se a conduta costumeiramente associada com o namoro.
CLUBES ESCOLARES: Estudantes com interesses similares talvez queiram compartilhar esses interesses como membros dum clube estudantil. Muitas vezes, porém, esses clubes servem principalmente para atividades sociais. E tem-se observado que a participação em tais atividades com certos grupos de estudantes muitas vezes leva a uma conduta imoral. Em vista desta possibilidade, achamos que se deve considerar muito bem isso, antes de ingressar num clube estudantil.
Perguntas importantes que as Testemunhas jovens e seus pais deveriam considerar são estas: Limitam-se as atividades do clube às horas escolares? Estão sob boa supervisão escolar? Requererá o clube tempo após as aulas, que poderia ser gasto melhor em atividades familiares ou congregacionais? Afinal, é da responsabilidade dos pais que são Testemunhas decidir em que clube ou organização estudantil permitirão que seus filhos ingressem, se é que existem.
TEATRO ESTUDANTIL: As Testemunhas de Jeová não têm nenhuma objeção a representações teatrais em si. Dramas bíblicos são uma parte destacada do programa de nossas assembléias de distrito. No entanto, as Testemunhas que são pais tomarão em consideração diversos fatores, antes de decidir se permitem ou não que seus filhos participem em peças teatrais na escola. Por exemplo: Está aquilo que é encenado em harmonia com princípios bíblicos? Os jovens Testemunhas não participariam numa peça que tolera normas de moral que a Bíblia condena. Além disso, envolve tempo para ensaios e possivelmente associações impróprias. Portanto, ao decidirem se jovens Testemunhas devem participar numa peça teatral, seus pais considerarão bem esses fatores.
SANGUE E OUTRAS DOAÇÕES: De vez em quando, em algumas escolas, pede-se que os estudantes contribuam para uma ou outra causa. Às vezes se solicita a doação de sangue a ser usado em transfusões. Todavia, entendemos da ordem bíblica de ‘abster-se do sangue’ que este não deve ser ingerido, nem usado de outra maneira. Portanto, como questão de consciência, não doamos nem aceitamos sangue. — Gênesis 9:4-6; Levítico 17:10-14; Atos 15:19, 20, 28, 29.
Por motivos de consciência, caso se solicite dinheiro para alguma causa política ou para algo relacionado com um feriado ou uma celebração religiosa, as Testemunhas de Jeová não fazem contribuições. Tampouco participamos em loterias, jogos de azar ou outro tipo de jogatina. Mas, há casos em que se pode fazer uma decisão pessoal quanto a se se pode fazer uma contribuição, segundo as circunstâncias. Por exemplo, se um colega da escola foi ferido ou está doente, e se faz uma coleta para a compra de flores ou dum presente, temos prazer em participar nisso, conforme as nossas posses. — Atos 20:35.
[Destaque na página 20]
“Más associações estragam hábitos úteis.” — 1 Coríntios 15:33.
[ANOTAÇÕES]
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AulasA Escola e as Testemunhas de Jeová
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Aulas
Outro ponto em que os conceitos das Testemunhas de Jeová talvez influam na sua educação são as matérias ensinadas. Portanto, o que apresentamos aqui destina-se a promover o entendimento e a cooperação entre professores e os pais que são Testemunhas, já que cremos que cabe especialmente aos pais a responsabilidade de escolher o que se deve ensinar aos seus filhos.
RELIGIÃO E ORAÇÃO: Algumas escolas incluem nos cursos aulas de religião. Em certo período, exigia-se dos pais nos Estados Unidos declarar se queriam que seus filhos recebessem instrução na religião católica, protestante ou judaica. O aluno que não estivesse matriculado para receber aula de religião tinha de sair da sala e empenhar-se em estudos seculares em outro lugar. Mas depois, em 1948, a Suprema Corte daquele país declarou:
“A Primeira Emenda baseia-se na premissa de que tanto a religião como o governo podem ter melhor desempenho para atingir seus elevados objetivos por se deixar cada parte livre da outra no seu respectivo campo de atuação. . . . a Primeira Emenda erigiu um muro entre a Igreja e o Estado, que precisa ser mantido alto e inexpugnável.” — McCollum v. Board of Education (1948).
Mais tarde, em 17 de junho de 1963, a Suprema Corte dos Estados Unidos também decidiu contra a leitura da Bíblia e a oração nas escolas públicas. O Ministro Brennan explicou sua opinião: “O espírito de nossas constituições federal e estaduais, desde o começo . . . [tem sido] deixar a instrução religiosa entregue ao critério dos pais.”
As Testemunhas de Jeová concordam que cabe aos pais a responsabilidade de dar aos filhos instrução religiosa. Portanto, onde se provê aula de religião na escola, as Testemunhas que são pais solicitam que seus filhos sejam dispensados dela. Se um curso de religião incluir a participação em alguma forma de adoração que consideramos antibíblica, tal como curvar-se diante de imagens, os pais que são Testemunhas não aprovam isso de modo algum.
Por outro lado, se simplesmente houver uma aula objetiva sobre diversas religiões ou a Bíblia, as Testemunhas de Jeová não têm nenhuma objeção a isso. Portanto, caso a escola providencie preleções de representantes de diversas religiões, não para fins de proselitismo, mas só para informar os estudantes sobre essas religiões, os estudantes Testemunhas escutarão com o devido respeito. De maneira similar, quando convidadas, as Testemunhas de Jeová de bom grado proferem discursos perante alguma classe, explicando nossas crenças religiosas.
Em algumas escolas profere-se regularmente a oração do Pai-Nosso. Embora as Testemunhas de Jeová aceitem esta oração, não participamos na sua repetição ritual. O motivo é que, na mesma ocasião em que Jesus proveu esta oração-modelo, ele aconselhou contra orar “as mesmas coisas vez após vez”. (Mateus 6:7, 8) Outro motivo de não participarmos nisso é que não tomamos parte em ofícios religiosos ecumênicos.
EDUCAÇÃO SEXUAL: A saúde e a higiene já por muito tempo são matérias ensinadas nas escolas públicas. Reconhecemos que esses cursos têm sido muito úteis para ensinar o valor da limpeza, a prevenção de doenças, como cuidar de crianças, a responsabilidade familiar, e assim por diante. Mas, hoje em dia, muitas escolas provêem também educação explícita sobre assuntos sexuais, inclusive a contracepção, a masturbação, o homossexualismo e o aborto.
A educação sexual costuma ser dada sem orientação moral. De fato, não é raro que os próprios educadores critiquem as normas de moral da Bíblia. Portanto, os pais que são Testemunhas se preocupam muito com o que se ensina nas aulas de educação sexual.
Um livro usado em certas escolas, intitulado Dreng og pige, mand og kvinde (Rapaz e Moça, Homem e Mulher), diz: “Cada pessoa tem de ter o direito de satisfazer suas necessidades sexuais independente de idade, sexo e — desde que não viole os direitos de outros — do método usado.” Quanto às relações sexuais com animais, este livro declara: “Neste país [a Dinamarca], . . . é lícito satisfazer os desejos sexuais desta maneira.” No entanto, a Lei que Deus deu a Israel declarava: “Todo aquele que se deitar com um animal positivamente deve ser morto.” — Êxodo 22:19.
Como já foi salientado, as Testemunhas de Jeová procuram seguir os princípios de moral da Bíblia e inculcá-los em seus filhos. Portanto, não querem que seus filhos recebam educação sexual de alguém que não respeita esses princípios. Portanto, se os pais que são Testemunhas acharem que seus filhos estão sendo doutrinados com idéias e/ou matéria visual que flagrantemente mina os princípios ensinados em casa, poderão solicitar que seus filhos sejam dispensados das aulas de educação sexual.
CIÊNCIA E EVOLUÇÃO: As Testemunhas de Jeová estão vivamente interessadas na ciência. Têm grande respeito pelos cientistas dedicados que aumentaram em muito nosso entendimento do mundo que nos rodeia. Incentivamos os nossos filhos a estudar os diversos ramos da ciência, visto que isso ajudará a aumentar seu apreço pela sabedoria e pelo poder de nosso Criador.
Mas nem tudo o que se chama de ciência necessariamente é fato. Existem também teorias, tais como a teoria da evolução, que amiúde são impingidas como fatos científicos. A evolução afirma que o primeiro organismo vivo evoluiu de matéria não viva. Daí, ao passo que esse organismo se reproduziu, sua prole mudou e se ramificou, produzindo por fim todas as coisas vivas, inclusive todas as pessoas que já viveram na terra.
As Testemunhas de Jeová não crêem que esta teoria seja verdadeira. Tampouco vamos ao outro extremo de crer que a criação ocorreu em sete dias literais. Cremos que o primeiro homem e a primeira mulher foram criados por Deus, assim como todas as outras espécies de vida. Portanto, quando se consideram na aula teorias sobre a origem das coisas vivas, apreciamos quando os professores respeitam as crenças baseadas na Bíblia dos jovens Testemunhas. Na realidade, achamos que essas crenças estão em harmonia com os fatos científicos, o que os jovens Testemunhas terão prazer em lhe explicar.
AULAS DE MÚSICA E DE ARTE: As Testemunhas de Jeová não crêem que haja algo de errado com as aulas de música ou de arte em si mesmas. Todavia, os jovens Testemunhas não participam de nenhuma aula de música e de arte que se relacione com feriados religiosos ou patrióticos. No que se refere a participar no programa educativo musical da escola, há fatores que os jovens Testemunhas e seus pais tomarão em consideração.
Por exemplo, tomarão em consideração onde e em que circunstâncias se dá a aula, bem como a natureza da música tocada. Se a aula envolver participar duma banda que talvez tenha de tocar em ocasiões relacionadas com política ou religião, a Testemunha de Jeová não participará. Mesmo durante sessões de ensaio, os estudantes Testemunhas não participam em tocar hinos nacionais ou canções relacionados com feriados religiosos ou nacionais. Outro assunto a ser considerado é quanto tempo envolve, e se interferirá em reuniões cristãs e atividades familiares.
AULAS DE LUTA: Algumas escolas provêem treinamento militar aos estudantes. As Testemunhas de Jeová, porém, querem estar entre aqueles de quem a Bíblia diz: “Terão de forjar das suas espadas relhas de arado, e das suas lanças, podadeiras. Não levantará espada nação contra nação, nem aprenderão mais a guerra.” (Isaías 2:4) Portanto, as Testemunhas pedem para ser dispensadas de aulas de treinamento militar na escola.
A Bíblia diz também: “Se possível, no que depender de vós, sede pacíficos para com todos os homens.” (Romanos 12:18) A aplicação destes princípios na nossa vida influi também na nossa atitude para com outras formas de luta. Estas incluem as artes marciais, tais como o judô, o caratê e o quendô, bem como o pugilismo e a luta romana. Embora essas atividades sejam classificadas como esportes, encaramos a participação nelas como treinamento com o objetivo de lutar contra outros ou feri-los. As Testemunhas de Jeová, portanto, não participam em tais atividades combativas. Embora os jovens Testemunhas peçam ser dispensados da participação nelas, de bom grado cooperam no que for possível com outros programas de educação física no período escolar.
[Destaque na página 27]
Incentivamos nossos filhos a estudar os diversos ramos da ciência.
[Foto na página 25]
Certos tribunais decidiram que a instrução religiosa deve ficar ao critério dos pais.
[ANOTAÇÕES]
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Cooperação com a escolaA Escola e as Testemunhas de Jeová
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Cooperação com a escola
As Testemunhas de Jeová crêem que uma boa instrução é um dos legados mais importantes que podem transmitir aos filhos. Mas quem tem a responsabilidade primária pela instrução que o filho recebe? São apenas os professores na escola?
Alguns parecem pensar assim. No entanto, os filhos nascem de pais e fazem parte da família. Não são produto do Estado, nem de quaisquer instituições governamentais. Portanto, os pais têm a responsabilidade dada por Deus de decidir o que se deve ensinar aos filhos.
Ao mesmo tempo, porém, os professores prestam um serviço muito apreciado e valioso. E reconhecemos que, nestes dias da deterioração da disciplina, a tarefa deles não é fácil. O que podem os pais fazer para cooperar com eles?
A Cooperação dos Pais
Para começar, é importante que os pais cheguem a conhecer os professores de seus filhos — por providenciar um encontro com eles e conversar com eles. O contato certamente não deve ter por objetivo um confronto, mas, antes, para ver como tanto os pais como os professores podem cooperar para ajudar no desenvolvimento do filho. Os pais terão prazer em escutar quando o professor fala, bem como expressar claramente o que querem para os seus filhos.
Numa reunião assim, o pai e a mãe que são Testemunhas deixam o professor saber que eles esperam de seus filhos uma conduta cristã, correta, e que, se o filho não se comportar bem, querem ser informados. Os pais também devem garantir que apoiarão o professor em toda disciplina razoável que for administrada, reforçando-a mesmo em casa.
Outras maneiras em que os pais podem ajudar: Certifique-se de que os filhos se alimentem bem antes de ir à escola. Verifique se fizeram suas tarefas escolares de casa e que levem consigo todos os livros. Sempre mostre respeito para com os regulamentos da escola e espere que os filhos também os acatem. Faça com que os filhos falem em casa sobre as suas atividades escolares e sobre quaisquer problemas que possam encontrar ali.
Certo escritor diz aos pais como poderiam motivar os filhos a estudar: “Ajude o filho a compreender quão importante o empenho na escola é para futuras decisões quanto ao emprego. Mostre-lhes como matérias tais como a leitura, a aritmética e as comunicações são usadas quase em todas as ocupações. Em suma, ajude-os a compreender que há motivos mais importantes para ir a escola do que apenas ir a escola.”
Esperamos sinceramente que a informação contida nesta brochura contribua para uma agradável cooperação entre as autoridades escolares e as famílias das Testemunhas de Jeová.
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