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  • Nossos filhos — uma herança da parte de Jeová
    A Sentinela — 1979 | 1.° de outubro
    • Nossos filhos — uma herança da parte de Jeová

      “SAIA daqui! Vá embora! Não me apareça mais!” Gritando estas palavras, um pai expulsou de casa seu filho de 16 anos.

      Este adolescente faz assim parte dum grupo de menores que obtiveram muita publicidade nos últimos anos. “Chamados de surrados, expulsos, desabrigados, enjeitados e rejeitados — foram rejeitados pela família e ‘mandados embora’, amiúde sem dinheiro e apenas com a roupa do corpo”, observou um artigo publicado na revista Parade. O artigo declarou adicionalmente: “Alguns dos pais que enjeitam os filhos nunca mais querem vê-los.”

      É evidente que muitos adultos formam hoje um péssimo conceito sobre os menores. Deixou-se você influenciar por esta atitude? Qualquer que seja a sua resposta, achará proveitoso considerar o ponto de vista que a Bíblia recomenda aos pais com respeito aos filhos.

      O salmista, sob a inspiração de Deus, escreveu sobre os filhos nascidos em matrimônio honroso: “Eis que os filhos são uma herança da parte de Jeová; o fruto do ventre é uma recompensa.” (Sal. 127:3) De acordo com o léxico hebraico de William Gesenius, a palavra “herança”, neste caso, significa: “Patrimônio concedido por Jeová, dádiva de Jeová.” Quando alguém recebe um presente valioso, ele costuma prezá-lo. Se o presente requer manutenção e cuidados, recebe os melhores.

      Trata seus filhos como se fossem uma herança da parte do Criador, Jeová? As Escrituras dizem: “Os filhos é que não deviam acumular para os seus pais, mas os pais para os seus filhos.” (2 Cor. 12:14) “Certamente, se alguém não fizer provisões para os seus próprios, e especialmente para os membros de sua família, tem repudiado a fé e é pior do que alguém sem fé.” (1 Tim. 5:8) Deus quer que os pais “acumulem” provisões, tanto materiais como espirituais, para os filhos. Como se pode fazer isso com bom êxito?

      Visto que todos os pais e filhos têm sua própria personalidade, é impossível apresentar regras minuciosas para a criação de filhos, que sejam bem sucedidas com cada filho, em cada família. Todavia, consideremos certas orientações básicas, que sempre foram proveitosas.

      COMUNICAÇÃO

      Certo conselheiro num albergue para enjeitados indicou como o pessoal desta instituição procura ajudá-los: “Escutamos os jovens. Ligamos às suas crises e ficamos sabendo como ele ou ela se sente.” Isto se chama “comunicação”, e começa com escutar. Sua família também pode tirar proveito da comunicação.

      Tem boa comunicação regular com seus filhos? Não nos referimos à conversa vazia ou à “forçada” sobre o tempo ou outro assunto superficial. A comunicação realmente eficiente precisa ser de ‘peito aberto’. Precisa provir de genuíno amor e afeto entre pais e filhos. Visto que ‘é da abundância do coração que a boca fala’, prestar atenção ao que seu filho diz fará com que você esteja atento às suas necessidades emocionais e espirituais. — Luc. 6:45.

      Cultivar boa comunicação com os filhos requer muita paciência e trabalho árduo. Para conseguir isso, os pais precisam seguir o conselho bíblico de não fazer “nada por briga ou por egotismo”. Não devem ‘visar, em interesse pessoal, apenas os seus próprios assuntos, mas também, em interesse pessoal, os dos outros’, especialmente de seus filhos. (Fil. 2:3, 4) Por causa do pecado herdado, todos os homens tendem a estar mais interessados em si mesmos do que nos outros. Os pais precisam combater esta tendência e cultivar interesse nas coisas que atraem seus filhos.

      ‘DISCIPLINA E REGULAÇÃO MENTAL’

      Uma evidência importante do amor parental é descrita em Provérbios 13:24: “Quem refreia a sua vara odeia seu filho, mas aquele que o ama está à procura dele com disciplina.” Uma orientação bíblica similar declara: “A vara e a repreensão é que dão sabedoria; mas, o rapaz deixado solto causará vergonha à sua mãe.” — Pro. 29:15.

      A disciplina mencionada aqui não significa simples punição física, embora esta às vezes seja necessária. Os filhos não só precisam saber o que fazer e o que não fazer, mas também por que certas coisas são corretas ou erradas. Em outras palavras, a disciplina eficaz dos filhos requer conselho corretivo que os filhos aceitem como certo.

      Pode-se satisfazer esta necessidade por acatar a ordem bíblica adicional: “Vós, pais, não estejais irritando os vossos filhos, mas prossegui em criá-los na disciplina e na regulação mental de Jeová.” (Efé. 6:4) Os filhos precisam chegar a saber como o Criador do homem pensa, e o que agrada ou não agrada a Deus. Para os pais poderem prover tal regulação mental, eles mesmos precisam conhecer bem a Bíblia.

      Neste respeito, é bem instrutiva a seguinte declaração de Moisés aos pais no antigo Israel: “Estas palavras que hoje te ordeno têm de estar sobre o teu coração; e tens de inculcá-las a teu filho, e tens de falar delas sentado na tua casa e andando pela estrada, e ao deitar-te e ao levantar-te. E tens de atá-las como sinal na tua mão, e elas têm de servir de frontal entre os teus olhos; e tens de escrevê-las sobre as ombreiras da tua casa e nos teus portões.” (Deu. 6:6-9) Sobre estes versículos diz o comentário bíblico de Keil e Delitzsch:

      “Para que o amor a Deus seja da espécie certa, é preciso tomar a peito os mandamentos de Deus, e eles precisam ser assunto constante de pensamento e conversa. ‘No teu coração’: i. e., os mandamentos de Deus deviam ser assunto do coração, e não apenas da memória . . . [Veja Deuteronômio 11:18.] Deviam ser impostos aos filhos, falando-se sobre eles em casa e no caminho, à noite, ao deitar-se, e de manhã, ao levantar-se, i. e., em toda a parte e em todas as ocasiões; deviam ser amarrados à mão como sinal e usados como faixas (frontais) entre os olhos . . . estas palavras são figurativas e denotam a indivisa observância das ordens divinas.”

      Tratar seus filhos como herança da parte de Jeová requer que se comunique regularmente com eles, e que lhes ensine por repetição contínua (‘inculcar’) o modo de pensar de Deus, conforme registrado nas Escrituras Sagradas. Acha que poderia usar de um pouco de ajuda em prover tal ‘disciplina e regulação mental’ baseadas na Bíblia? Em caso afirmativo, exortamo-lo a dar detida atenção aos princípios bíblicos e às experiências da vida real apresentados nos artigos que seguem.

  • O que os adolescentes necessitam de seus pais
    A Sentinela — 1979 | 1.° de outubro
    • O que os adolescentes necessitam de seus pais

      CADA adulto já foi uma vez adolescente. Cada pai ou mãe dum adolescente já foi também adolescente. De modo que os adultos deviam poder compreender os problemas e as frustrações dos adolescentes. Mas, demasiadas vezes acontece que os pais nem se lembram dos problemas que tiveram quando eram adolescentes e deixam de ter compreensão com seus filhos adolescentes. Certo avô lembrou-se da seguinte experiência:

      “Quando eu era menino, achava às vezes que a disciplina familiar era dura e injusta. Lembro-me de pensar que, quando eu crescesse e tivesse filhos, eu os disciplinaria com amor, escutando-os e raciocinando com eles.

      “Quando atingi este estágio na minha vida, verifiquei que eram grandes as pressões em criar os filhos. As longas horas de trabalho impediram-me ver muito os meus filhos. Quando passava tempo com eles, eu era impaciente e irascível.

      “Os anos de crescimento dos filhos passam depressa demais. Agora sou avô, com uma atitude completamente diferente da que tinha como pai. Encontro tempo para brincar com os netos e ter prazer neles, muitas vezes querendo defendê-los quando estão em dificuldades, achando que os seus pais são duros demais e não têm compreensão. Amiúde penso: Se nós, como pais, somente pudéssemos ter a paciência e a compreensão dos avós.”

      Os pais costumam esquecer-se de que o adolescente normalmente quer reafirmar-se como indivíduo com suas próprias necessidades. Eles não entendem isso, e aí surgem problemas. Um ministro, que fez um estudo dos problemas dos adolescentes, relata que fez a seguinte pergunta a muitos adolescentes: “Qual é a coisa primária que quer de seus pais, acima de todas as outras?” Quase sem exceção, eles responderam:

      “SER COMPREENDIDO”

      Uma moça de 15 anos expressou tal desejo, observando: “Eu tenho bons pais, mas gostaria de que compreendessem que não sou mais criança. Tratam-me como se ainda estivesse na terceira série. Se apenas me compreendessem e confiassem em mim.” Ela queria que se mudassem algumas das regras, em reconhecimento de sua idade.

      O impulso de obter maior liberdade é uma parte normal do desenvolvimento até a idade adulta — um fato que muitos pais não estão dispostos a aceitar. Seu filho, ou filha, desde a infância confiava neles e dependia deles, e eles mesmos gostavam disso. Agora, seu filho adolescente muda do espírito de completa dependência para um de maior autonomia. Esta mudança de atitude não é má. Alguns adolescentes, já numa idade relativamente nova, começam a desenvolver conceitos de adulto. Um exemplo bíblico é o Rei Josias. “Quando ainda era rapaz [de uns 15 anos], principiou a buscar o Deus de Davi.” À idade de uns 25 anos, adotou uma ação agressiva contra a adoração falsa, promovida pelo seu pai. Este adolescente teve a liberdade de agir por conta própria. Eram más a sua atitude e ação, só porque era ainda jovem? Não. (2 Crô. 34:1-8) A motivação do jovem Davi, em indagar sobre a luta com Golias, também era boa, mas foi mal entendida pelo seu irmão mais velho. — 1 Sam. 17:26-28.

      Todavia, visto que o adolescente ainda não é adulto, nem todos os seus desejos são maduros. Precisa de tempo para se divertir. Precisa que seus pais entendam que ele tem a energia de fazer coisas quando seus pais gostariam de descansar. Os adolescentes precisam de companhia. Se os pais não proverem esta companhia, os jovens procurarão a sua própria e talvez encontrem a espécie de companhia que seus pais não aprovam.

      A maioria dos adolescentes gostam de festas. Em vista da conduta prevalecente em algumas destas festas, os pais talvez não queiram que seus filhos participem nelas. Mas, proibir totalmente que vão a festas desanimaria os jovens e os tornaria deprimidos. (Col. 3:21) Se os pais providenciam reuniões sociais, têm o direito de controlar a lista dos convidados e de supervisionar as atividades, evitando assim muitos problemas. Quando os jovens participam no planejamento, tudo sairá muito mais bem sucedido.

      Quando um adolescente comete um erro e se mete em encrencas, então, mais do que nunca, precisa de compreensão. Os pais farão bem em refletir na sua própria juventude e em lembrar-se de seus próprios erros por inexperiência juvenil. Neste caso, resistirão mais prontamente à tendência de exceder-se na ação e de ser críticos demais. Se quiserem que seus filhos adolescentes venham a eles quando estão em dificuldades, terão de criar um motivo de confiança pela maneira em que reagem diante de infrações menores.

      Quando o erro é apenas um engano irrefletido, os pais devem mostrar grande bondade e consideração. Devem fazer todo empenho para explicar o que estava errado e como evitar a repetição do erro. Mas não se deve dizer ao jovem que ele é mau.

      Mas, o que devem fazer os pais quando seus filhos adolescentes se envolvem em sérios problemas de disciplina na escola, ou em dificuldades com a polícia, com drogas ou com imoralidade? Os pais podem esperar que o treinamento anterior impeça isso. Mas, suponhamos que algo assim aconteça? A ocasião em que o adolescente precisa mais de ajuda e orientação perita é então.

      Um problema assim é muito aflitivo para os pais. Eles costumam perguntar: “Em que erramos?” Muitas vezes ameaçam ou condenam o filho refratário, o que tende a amargurá-lo e endurecê-lo no seu proceder. Jeová foi compreensivo e esteve pronto para perdoar quando seu povo se desviou do que era direito. Tomou a iniciativa em comunicar-se com eles e ofereceu-lhes ajuda, embora os pecados deles fossem sérios. “Vinde, pois, e resolvamos as questões entre nós”, disse Jeová. “Embora os vossos pecados se mostrem como escarlate, serão tornados brancos como a neve.” — Isa. 1:18.

      O futuro do jovem depende de como ele é tratado durante este tempo crítico. Não diga ou fale algo que lhe dificulte voltar a você, assim como o “filho pródigo” voltou ao pai. Os pais nunca devem desistir dos filhos sob sua autoridade. Tenha paciência. Seja misericordioso. Imite a Jeová nestas qualidades. — Tia. 2:13; 2 Ped. 3:9, 15; Luc. 15:11-24.

      SER TRATADO COMO ENTE INDIVIDUAL

      Uma grande necessidade sentida pelo adolescente é ser tratado como ente individual. Charles R. Foster diz no seu livro Psicologia Para a Vida Atual (em inglês):

      “Reconhece-se que o ser humano quer mais do que apenas comer e dormir. Quer ser reconhecido como pessoa e quer sentir que é bem sucedido.”

      “Certamente, cada pessoa se sente melhor e trabalha com mais eficiência quando pode conseguir algo e quando pode sentir que seu próprio lugar no mundo é importante. A maioria dos estudantes do comportamento social acham que cada ser humano tem algum potencial latente — que cada um sabe fazer alguma coisa bem, ou melhor, se apenas pudermos descobrir o que é.”

      Cada adolescente precisa ser considerado como diferente de todos os outros. Os pais ficam sabendo que não há dois filhos iguais. A instrução e a disciplina que funcionam bem para um filho talvez não sejam eficientes para outro. Isto se dá especialmente no que se refere aos adolescentes.

      Portanto, não é bom comparar um filho com o outro. Quando se faz comparação do trabalho de alguém com o trabalho melhor de outro, surgem ressentimentos, não incentivo. (Veja 2 Coríntios 10:12) O adolescente quer ser aceito por aquilo que ele é e pode fazer como ente individual. Quer ser amado pelos seus pais pelo que ele mesmo é, e quer ser tratado com bondade humana. Por outro lado, não quer ser sufocado ou sempre tratado como se fosse criança.

      TER NORMAS COERENTES

      Outra necessidade do adolescente é ter normas e orientações firmes e coerentes. Falando sobre este assunto, o Contra-almirante James F. Calvert, superintendente da Academia Naval dos E. U. A., e pai de três filhos, disse recentemente, conforme noticiado pelo jornal The Detroit News:

      “A garotada de hoje aprende mais da televisão do que aprenderão de nós. O adolescente de uns 15 anos gasta 20 minutos por dia com leitura e duas horas vendo televisão.”

      Depois de comentar o fracasso dos pais quanto a incutir um ‘senso de dever e de orgulho familiar’, ele prosseguiu: “Sem disciplina, não pode haver respeito básico.” Calvert comparou a disciplina humana com a casca de ovo. “Quando está intata”, disse ele, “é um objeto forte e bonito. Quebrada ou rachada, logo se desfaz.

      “Os jovens podem não clamar por disciplina, mas precisam dela desesperadamente. A autoridade estrita dos pais desenvolve nos filhos um senso de segurança.”

      O adolescente precisa da segurança da disciplina coerente. Talvez não concorde prontamente com a necessidade de algumas das restrições e regras, mas concordará plenamente que seus pais deviam ser coerentes nas suas regras. Ele quer saber o que pode ou o que não pode fazer. Sente-se frustrado quando estas regras são mudadas de um dia para outro, só porque os pais “acham” assim na ocasião. Jesus disse: “Deixai . . . que a vossa palavra Sim signifique Sim, e o vosso Não, Não.” — Mat. 5:37.

      As regras e restrições podem ser comparadas a limites. O adolescente necessita que se lhe definam e identifiquem claramente os limites; daí, quer ter a confiança e a liberdade dentro destes limites. Certo pai comparou este fato com a experiência de sua família no aluguel duma casa:

      “Encontrava-se num lugar arborizado. Uma das primeiras perguntas que fizemos foi sobre os limites. Queríamos saber: O que se nos permite fazer com a propriedade? Seria necessário saber isso para gostarmos de viver ali. Pode imaginar o desconforto e a frustração se o senhorio mudasse as restrições cada semana, ou algo assim. O mesmo princípio se aplica às restrições impostas aos adolescentes. As regras devem ser razoáveis e coerentes. E, daí, dê-lhes a confiança e a liberdade dentro destes limites.”

      As regras não devem ser desarrazoadamente rígidas. Algum acontecimento ou ocasião especial pode ser motivo bastante para se considerar um pedido especial.

      AJUDA EM FIXAR ALVOS NA VIDA

      A necessidade de orientação inclui a ajuda em fixar alvos na vida, escolher uma profissão e receber a necessária instrução secular. Cada um deve poder sentir que vale alguma coisa e que aquilo que faz vale alguma coisa. Deve poder ter amor-próprio e orgulhar-se de si mesmo.

      Os pais mostram sua preocupação por ajudarem o filho adolescente a escolher a profissão mais apta para ele. Seus “dons”, talentos ou preferências deviam receber consideração. (Veja Romanos 12:6.) Ele deve ser ajudado a fixar alvos atingíveis. Nem todos conseguem alcançar uma posição de destaque. Pode-se atingir alvos com mais realismo quando são fixados cada vez mais alto, ao passo que alvos menores são alcançados.

      É uma grande responsabilidade prover a educação que prepara os jovens para enfrentarem os problemas da vida adulta. Os jovens devem ser instruídos e devem desenvolver habilidade numa profissão para que se possam sustentar. (1 Tim. 5:8; Pro. 31:10, 19, 20) Embora Jesus havia de tornar-se o Cristo, seu pai adotivo, José, ensinou-lhe um ofício, de modo que ficou sendo conhecido como o “filho do carpinteiro” e “o carpinteiro”. (Mat. 13:55; Mar. 6:3) O apóstolo Paulo sustentou a si mesmo e os com ele por trabalhar no seu ofício, a fabricação de tendas. — Atos 18:1-4; 20:33, 34.

      Na preparação para enfrentarem os problemas da vida adulta e para aceitarem responsabilidades adultas, os adolescentes precisam do apoio de seus pais e incentivo para não se tornarem “desistentes”. Muitas vezes, precisam de ajuda com suas tarefas escolares. Às vezes talvez quase queiram desistir. Em ocasiões assim, os pais podem ser motivo de encorajamento por entenderem as frustrações e falarem francamente com eles sobre este assunto. Se o pai, ou a mãe, ocasionalmente ajudar com problemas difíceis das tarefas escolares, talvez passe a entender melhor as frustrações do jovem com as tarefas e estar em condições de dar sugestões práticas. Ocasionalmente, quando o pai compreensivo passa algum tempo conversando sobre o problema com o adolescente, isto já basta para ajudá-lo a passar pela crise.

      SENTIR-SE NECESSÁRIO

      Talvez o maior anseio seja sentir-se necessário. Por este motivo, os jovens às vezes perguntam aos pais se foram adotados, ou se os pais planejaram ou quiseram seu nascimento. Querem assegurar-se do amor de seus pais. Todos nós almejamos a segurança de saber que temos nosso lugar. Quando os pais reconhecerem as necessidades de seus adolescentes e as suprirem com compreensão, aumentará a felicidade no círculo familiar.

  • Jovens — estão em caminho para ser bem sucedidos?
    A Sentinela — 1979 | 1.° de outubro
    • Jovens — estão em caminho para ser bem sucedidos?

      HÁ MAIS de um século, o escritor norte-americano R. W. Emerson deu aos jovens a receita para serem bem sucedidos. Ele aconselhou: “Atrele sua carroça a uma estrela.” Emerson queria dizer que os jovens deviam empenhar-se em alcançar objetivos elevados. Mas, para o jovem ser bem sucedido, precisa fazer-se valer por meio do treinamento disciplinado para atingir tal objetivo.

      Jovens, estão fazendo os devidos planos agora para o futuro? É sábio fixar alvos nobres e estar decidido a alcançá-los.

      A juventude é um período em que a vida brota. É um tempo de comparativa liberdade de pesadas responsabilidades; é tempo de se olhar para a frente, para se conseguir muita alegria e felicidade. Os rapazes e as moças estão cheios de energia e saúde, com perspectivas felizes.

      Lamentavelmente, uma grande parte dos jovens não se empenha hoje para atingir objetivos elevados na vida. Antes, no vão empenho de obter independência e isenção de responsabilidades, muitos procuram uma saída por meio de drogas, sexo promíscuo e outras tolices. No entanto, é importante que se dê ouvidos à admoestação: “De Deus não se mofa. Pois, o que o homem semear, isso também ceifará.” — Gál. 6:7.

      INCLUA DEUS NOS SEUS OBJETIVOS

      A Bíblia diz: “Alegra-te, jovem, na tua mocidade, e faça-te bem o teu coração nos dias da tua idade viril [também feminil], e anda nos caminhos de teu coração e nas coisas vistas pelos teus olhos.” (Ecl. 11:9a) De modo que Jeová, o Criador, quer que os jovens usufruam a vida. Ele não adota um conceito negativo sobre os interesses dos jovens e o que atrai os desejos de corações e olhos jovens. Os jovens, da sua parte, precisam lembrar-se de que têm de prestar contas a Deus pelas suas ações.

      As Escrituras prosseguem: “Mas sabe que por todos estes [o proceder na vida que decide seguir] o verdadeiro Deus te levará a juízo. Portanto, remove de teu coração o vexame e afasta de tua carne a calamidade.” (Ecl. 11:9b, 10a) Embora o Altíssimo permita aos jovens liberdade de escolha, ele não os protegerá contra as amargas conseqüências de um proceder errado.

      O mesmo escritor bíblico acrescenta: “Pois a juventude e o primor da mocidade são vaidade.” (Ecl. 11:10b) Por quê? Em primeiro lugar, é óbvio que ninguém permanece jovem para sempre. Mesmo os que estão no primor da vida adoecem e morrem. O jovem que desconsidera isso talvez deixe de usar sabiamente o que possui, dissipando suas energias físicas e suas capacidades num modo de vida que pode tornar seus anos de adulto mais difíceis.

      O que devem fazer os jovens, em vista disso? A Bíblia diz: “Lembra-te, pois, do teu Grandioso Criador nos dias da tua idade viril.” (Ecl. 12:1) Lembrar-se assim continuamente de Deus promove uma conduta excelente e solidifica a relação do jovem com Jeová durante os seus anos jovens.

      O “JUGO” DO DISCIPULADO CRISTÃO

      A Bíblia indica que os jovens devem canalizar suas energias para um objetivo sábio na vida. Senão, tais forças serão finalmente dissipadas sem que se atinjam alvos que valham a pena.

      Jesus animou os abatidos, dizendo: “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, pois sou de temperamento brando e humilde de coração, e achareis revigoramento para as vossas almas. Pois o meu jugo é benévolo e minha carga é leve.” (Mat. 11:29, 30) Não é um privilégio inestimável ser discípulo de Jesus Cristo? Que maneira melhor há para se gastar os anos da juventude? Mas isto requer que se dê o passo sério do batismo cristão. Só assim pode alguém considerar-se como sendo “discípulo” de Jesus.

      RECEBER A NECESSÁRIA INSTRUÇÃO

      Quando jovem, Jesus foi instruído como carpinteiro pelo seu pai adotivo, José. (Mar. 6:3) De modo que, hoje, os jovens cristãos se sujeitarão com proveito a um período de instrução básica. Isto significa aceitar instrução secular que os prepare para se sustentarem durante a vida de adultos.

      Os cristãos, muitas vezes, acharam aconselhável aproveitar a instrução secular normal disponível no lugar onde moram. No Brasil, o curso de 2.º grau costuma ser de valor prático.

      Além de estudos básicos, tais como matemática, história e língua pátria, há países em que certas escolas oferecem cursos de ferramentaria e mecânica, carpintaria, eletricidade, automecânica e gráfica. As moças podem aprender prendas domésticas, datilografia e outras especialidades de secretária, serviços de auxiliares de enfermagem, e outros campos interessantes e práticos disponíveis a elas.

      PENSE NO FUTURO

      A maioria dos jovens atinge um ponto decisivo quando encerra a instrução escolar. Nesta ocasião se apresentam a eles muitas opções.

      Neste ponto decisivo, convém que os jovens decidam o que querem fazer quanto a servir a Jeová. Os últimos anos de tal instrução escolar apresentam uma bela oportunidade para se aprender um ofício que pode resultar num emprego que conceda bastante tempo para a pregação e para fazer discípulos — a obra que Jesus fez. — Mat. 24:14; 28:19, 20.

      ‘SEMEIE VISANDO O ESPÍRITO’

      Jovens, gira o seu futuro em torno do reino de Deus ou em torno de interesses mundanos? Estes objetivos opostos produzem resultados opostos. (1 João 2:15-17) Jesus mostrou claramente que os homens não podem servir a dois amos. (Mat. 6:24) Os jovens sábios fixam o coração em Jeová Deus. Continuam a fortalecer sua relação pessoal com Deus. Jovens cristãos não somente pregam “estas boas novas do reino” de maneira regular, mas também obedecem ao conselho bíblico: “Não vos esqueçais de fazer o bem e de partilhar as coisas com outros, porque Deus se agrada bem de tais sacrifícios.” — Heb. 13:16; veja Tiago 1:26, 27.

      As tendências pecaminosas inclinam todos os homens para o egoísmo e os desejos materialistas. Os jovens precisam combater constantemente o que a Bíblia descreve como os “desejos pertinentes à mocidade”. (2 Tim. 2:22) Muitos cometeram imprudentes ‘pecados da juventude’, os quais anos mais tarde, lamentaram muito. — Sal. 25:7.

      Jovens, estejam decididos a evitar a transgressão que pode arruinar o seu futuro! Os que gostam de entregar-se aos desvarios da mocidade com o sexo promíscuo, ao vício das drogas e a outros tipos de vida desenfreada amiúde colhem conseqüências trágicas nos anos posteriores. Aprendem por dura experiência a veracidade da declaração inspirada: “Aquele que semeia visando a sua carne, ceifará da carne corrução.” — Gál. 6:8a.

      Não é melhor procurar ter uma boa relação com Deus e a congregação cristã? Desta maneira, sente-se a alegria de que “aquele que semeia visando o espírito, ceifará do espírito vida eterna”. — Gál. 6:8b.

      Os jovens que crêem nestas verdades bíblicas evitarão todas as situações que possam levar à impureza ou a fornicação. (1 Cor. 6:18) Os jovens que querem agradar a Deus precisam procurar a companhia daqueles que os fortalecerão na boa conduta. “O ouvido que escuta a repreensão da vida pousa bem no meio de gente sábia.” (Pro. 15:31) Procura você a companhia daqueles que mostram ter sabedoria piedosa? (Veja Tiago 3:17, 18.) A Palavra de Deus diz: “Irá mal com aquele que tem tratos com os estúpidos.” (Pro. 13:20) Mostra seu proceder na vida que você acredita nisso?

      Os jovens que temem a Deus obedecem a ordem bíblica: “Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores.” (Rom. 13:1) “Nenhum de vós sofra como assassino, ou como ladrão, ou como malfeitor, ou como intrometido nos assuntos dos outros.” (1 Ped. 4:15) A sujeição às “autoridades superiores”, governamentais, significa acatar a lei em todos os sentidos, inclusive a observância das leis de trânsito.

      Harmoniza-se sua vida com estas orientações da Palavra de Deus? Os jovens que se encaminham para o verdadeiro bom êxito sempre acatarão o conselho inspirado: “Quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei todas as coisas para a glória de Deus.” — 1 Cor. 10:31.

  • Jovens que se lembram de seu Criador
    A Sentinela — 1979 | 1.° de outubro
    • Jovens que se lembram de seu Criador

      O TEMA da sessão vespertina de sexta-feira nos mais de 100 congressos internacionais “Fé Vitoriosa” das Testemunhas de Jeová, durante 1978 (e algumas em 1979), foi: “JOVENS, SEJAM EXEMPLOS DE FÉ.” Durante a parte do programa intitulada “Jovens Que se Lembram de Seu Criador”, jovens dedicados falaram sobre a sua vida como servos ou servas de Jeová. Apresentamos a seguir algumas experiências que contaram.

      Observará que diversos dos jovens entrevistados decidiram devotar todo o seu tempo à pregação destas “boas novas do reino”. (Mat. 24:14) Alguns fazem isso como “pioneiros especiais”, gastando por mês pelo menos 140 horas nesta atividade. Muitos tornaram-se “pioneiros regulares”, que devotam o mínimo de 1.000 horas por ano à proclamação das “boas novas”. Consideremos algumas das coisas que esses jovens cristãos disseram.

      No congresso da cidade de Nova Iorque, uma moça relatou: ‘Sei que alguns jovens hesitam em se comprometerem com Jeová Deus. Mesmo alguns dos batizados refreiam-se de colocar os interesses espirituais em primeiro lugar. Falo por experiência própria, porque eu mesma pensava assim. Mas os princípios bíblicos, tais como o de Malaquias 3:10, onde diz que devemos pagar a Deus o que lhe devemos, ajudaram-me a mudar de idéia. Eu exorto a todos vocês, jovens, aqui presentes, a colocar em primeiro lugar os interesses espirituais. Quem já tiver idade bastante para ir a festas, ou para ser imoral ou tomar drogas, já tem também idade bastante para dedicar sua vida a Jeová.’

      PRAZER NO “SERVIÇO DE CAMPO”

      “O campo é o mundo”, disse Jesus. (Mat. 13:38) É por isso que as Testemunhas de Jeová chamam sua atividade de pregação de “serviço de campo”. No congresso de Nova Iorque, uma adolescente falou sobre o que significava para ela o serviço de campo:

      ‘Minha atividade de transmitir verdades bíblicas a outros começou já cedo na vida. Acompanhando os pais de casa em casa, eu cumprimentava o morador com um sorriso alegre e lhe entregava uma pequena mensagem impressa. Com o tempo, consegui falar às pessoas sobre tópicos bíblicos. Dava-me prazer ver que alguns daqueles a quem falava queriam ajuda em entender a Bíblia. Eu os visitava regularmente e ficava emocionada de ver seu progresso em conhecimento de Deus e observar eliminarem práticas impuras, bem como mostrarem o desejo de compartilhar com outros as suas recém-encontradas crenças bíblicas. O empenho no serviço de campo freqüentemente me tem fortalecido a fé na vindoura nova ordem de Deus, que restabelecerá o paraíso em toda a terra. (Rev. 21:1-5) Se hei de convencer os outros sobre esta esperança, ela primeiro precisa ser forte no meu íntimo.’

      Uma Testemunha jovem, que falou na sessão em inglês de Montreal, Canadá, contou: ‘Meu serviço de campo começou logo na infância. Eu costumava acompanhar os pais na sua atividade de pregação. Aos cinco anos de idade, comecei a fazer apresentações simples de porta em porta.

      ‘Durante aqueles primeiros anos, o serviço de campo era realmente divertido. Mas, com o tempo, passei a aperceber-me de que me destacava na escola dos demais da turma. Ficou então embaraçoso para mim falar aos colegas na escola sobre a verdade. Pregando de casa em casa, comecei a temer encontrar alguém conhecido da escola. Quando olho para trás, para este período, acho que no meu caso o problema era o temor do homem, o qual, conforme diz a Bíblia, “arma um laço”’. — Pro. 29:25.

      ‘Depois de sair da escola, decidi ser pioneiro temporário. Em resultado disso, a pregação passou a agradar-me mais do que nunca. Não a encarava mais como atividade divertida, nem como fardo pesado. Ao ver meus estudantes da Bíblia progredir na verdade, sentia profunda satisfação diante da evidência de que Jeová Deus apoiava meus esforços. Agora já sou pioneiro por mais de dois anos e meio. Lembrando-me das oportunidades que tive de escolher outras carreiras, meus sentimentos são os mesmos do apóstolo Paulo, que escreveu: “Considero também, deveras, todas as coisas como perda, por causa do valor superior do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor. Por causa dele tenho aceito a perda de todas as coisas e as considero como uma porção de refugo, para que eu possa ganhar a Cristo.”’ — Fil. 3:8.

      APREÇO PELA CONGREGAÇÃO

      Alegram-se os jovens de estarem associados com a congregação cristã? Daniel, que serve como pioneiro em Quebeque, Canadá, contou a sua própria experiência: ‘Só fui batizado em 1975, e minha vida antes de conhecer a verdade bíblica foi muito desenfreada e nada cristã. Procurando sensações, embriagava-me muitas vezes. Quando isso deixou de ser um prazer, passei a fumar maconha e a experimentar outras drogas. À idade de 17 anos, fumava maconha quase que diariamente.

      ‘Mas a felicidade que achava ter naquele tempo não se compara em nada com a alegria que tenho desde que entrei em contato com o povo de Jeová. Minha primeira reunião no Salão do Reino foi memorável. O que me impressionou mais foi que, depois da reunião, diversos se chegaram a mim e se apresentaram, num esforço de me fazer sentir à vontade. Daquele tempo em diante, tenho freqüentado regularmente as reuniões no Salão do Reino. Antes de aprender a verdade, não tinha nenhum desejo de me associar com gente mais velha, visto que não tínhamos nada em comum. Mas, entre os concristãos, tenho encontrado muitos amigos bons de todas as idades.’

      Outra Testemunha jovem, de Nova Iorque, apresentou um motivo diferente por gostar da associação com a congregação: ‘Alegro-me de fazer parte da congregação porque posso servir os outros. Gosto de ajudar os irmãos e irmãs mais idosos, quando precisam disso, para limpar seu apartamento. Ocasionalmente tenho o privilégio de ajudar concristãos a mudar de um lugar para outro. Sendo jovem, tenho força e energia. Pode haver um modo melhor de usá-las do que em glorificar a Jeová por servir os outros na congregação?’

      MENINO DE 10 ANOS PROCURA AJUDA

      No congresso de Munique, na Alemanha, um jovem contou a seguinte experiência na sessão em grego daquela assembléia: ‘Quando eu freqüentava a escola primária, meus pais pararam de se associar com a congregação cristã. Tenho o prazer de contar-lhes que, apesar de ser apenas menino, consegui manter algum contato com a congregação.

      ‘À idade de 10 anos, comecei a orar a Jeová, pedindo ajuda. Visto que meus pais não me permitiam associar-me abertamente com as Testemunhas de Jeová, parecia-me que a única maneira de apoiar a obra de pregação era por contribuir dinheiro. Por isso, comecei a ajuntar dinheiro da mesada que meus pais me davam. Num período de dois anos, juntei 500 dracmas. Alegremente ofereci-as à congregação. Os irmãos oraram por mim e fizeram planos para que um jovem da minha idade me visitasse. Durante a hora de brinquedo com ele, estudávamos a Bíblia, o que fortaleceu minha fé. Anos depois, fui para um país estrangeiro para estudar. Meu motivo real, porém, era estar livre para assistir às reuniões congregacionais.

      ‘Quando meus pais souberam disso, teve um bom efeito sobre eles. Começaram novamente a assistir às reuniões no Salão do Reino, e meu pai ocupa agora um cargo de responsabilidade na congregação. Quanto a mim, tenho agora a alegria de servir como pioneiro regular, e desejo isso a todos os jovens.’

      Dá deveras prazer ouvir algo dos muitos jovens que fizeram da adoração de Jeová a coisa mais importante na sua vida. Esperamos que estas experiências estimulem muitos outros a acatar a ordem bíblica: “Lembra-te, pois, do teu Grandioso Criador nos dias da tua idade viril.” — Ecl. 12:1.

  • Crítica literária que faz pensar
    A Sentinela — 1979 | 1.° de outubro
    • Crítica literária que faz pensar

      Os estudantes que são Testemunhas de Jeová muitas vezes acham possível transmitir as “boas novas” a outros na escola. Por exemplo, na Espanha, os alunos de certa classe receberam a tarefa de ler um livro durante as férias de inverno, para depois apresentar um relatório à classe.

      Uma Testemunha de 12 anos decidiu basear sua crítica literária no livro Sua Juventude — O Melhor Modo de Usufruí-la, uma publicação da Torre de Vigia. O resumo da mocinha suscitou o interesse de muitas de suas colegas. Em resultado disso, esta jovem Testemunha de Jeová colocou 48 livros Juventude com outros, e pelo menos um bom estudo bíblico, progressivo, resultou de seu esforço.

      Outro jovem ouviu esta experiência contada numa reunião cristã. Ele, por sua vez, obteve excelentes resultados em oferecer a mesma publicação baseada na Bíblia a outros na escola.

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