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Mefibosete, homem apreciativoA Sentinela — 1980 | 1.° de maio
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neste estado de pesar, encontrou-se com Davi em Jerusalém. Ele foi saudado com as palavras: “Por que não foste comigo, Mefibosete?” (2 Sam. 19:25) Em vista do que Ziba havia dito, era de se esperar que Davi fizesse esta pergunta. Mefibosete replicou:
“Meu senhor, o rei, foi meu servo quem me logrou. Pois o teu servo havia dito: ‘Deixa-me selar para mim a jumenta, para que eu monte nela e vá com o rei’, visto que o teu servo é coxo. De modo que ele caluniou o teu servo diante do meu senhor, o rei. Meu senhor, o rei porém, é como um anjo do verdadeiro Deus, e portanto, faze o que for bom aos teus olhos. Porque todos os da casa de meu pai se teriam tornado nada mais que condenados à morte para meu senhor, o rei, e no entanto, puseste teu servo entre os que comem à tua mesa. Portanto, que direito tenho ainda de mesmo clamar mais ao rei?” — 2 Sam. 19:26-28.
Ao ouvir isto, Davi deve ter compreendido o erro de aceitar as palavras de Ziba, e isto evidentemente o irritou. Ele não quis ouvir mais nada sobre o assunto, pois disse a Mefibosete: “Por que falas ainda as tuas palavras? Eu digo deveras: Tu e Ziba deveis compartilhar o campo.” — 2 Sam. 19:29.
Mefibosete não se ofendeu por Davi ter tratado o assunto dessa maneira. Ele não estava preocupado com sua perda material. Para ele o importante era que Davi havia retornado ileso a Jerusalém. Por isso, Mefibosete disse: “Que ele [Ziba] fique até com o inteiro, agora que meu senhor, o rei, veio em paz para a sua casa.” — 2 Sam. 19:30.
Embora Mefibosete pudesse estar amargurado pela sua sorte na vida, ele apreciava a vida em si mesma. Em vista das circunstâncias da época, ele podia ter sido morto por Davi. Isto o tornou profundamente grato por ter o privilégio de comer à mesa real, e submeteu-se leal e humildemente às decisões do Rei Davi. Mefibosete é assim um excelente exemplo dum homem que valorizava o que tinha, e não lamentava o que não tinha. Sejamos também apreciativos assim como Mefibosete.
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Por dentro das notíciasA Sentinela — 1980 | 1.° de maio
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Por dentro das notícias
Fraude: As Vítimas São “Mais Gananciosas”
● Nos Estados Unidos, a polícia relata que, cada ano, pessoas idosas, principalmente mulheres idosas, são roubadas em mais de 10 milhões de dólares por uma fraude bastante comum, um “conto do vigário”. Neste tipo de fraude, usualmente uma mulher jovem “acabou de achar” uma bolsa ou um envelope sem nome, cheio de dinheiro. Ela se chega a uma mulher solitária e idosa, persuadindo-a a retirar do banco uma grande soma de dinheiro de “boa fé”, para ter parte no achado. Recentemente, uma senhora abastada, de 80 anos, em Nova Iorque, entregou assim, no valor de um milhão de dólares, jóias, títulos e dinheiro a um bando de vigaristas, esperando aumentar a sua fortuna pela participação em 50.000 dólares “achados” num envelope — livres de impostos.
Por que será que tantas pessoas idosas, cada ano, são tão facilmente enganadas por um “conto do vigário”? A polícia chama esta fraude de crime da ganância. Vigaristas gananciosos, sim; mas quem é mais ganancioso? O supervisor da polícia de Manhattan Sul, Departamento de Roubo de Cidadãos Idosos, disse: “Na escolha de quem é mais ganancioso, deve ser a vítima.” A ganância turva o bom juízo da vítima. Quantas vezes acontece que os que perdem grandes somas de dinheiro procuram gananciosamente aumentar o dinheiro depressa! Os cristãos são bem avisados na Bíblia contra a ganância, visto que pode custar à pessoa não só uma grande soma em dinheiro, mas também a perda do favor de Deus. — Efé. 5:5.
A Felicidade Provêm da Disciplina “Antiga”
● São os métodos recém-inventados de criar as crianças tão bons como o modo antigo? A revista New Scientist da Inglaterra, altamente respeitada, publicou recentemente um estudo feito para descobrir a resposta. Dois grupos de crianças pré-escolares foram cuidadosamente observados quando brincavam. As crianças no grupo “novo” ou “progressista” receberam brinquedos criativos e um lugar ao ar livre para brincar, mas com a mínima supervisão. As crianças do grupo “antigo” ficaram restritas a um recinto fechado, com menos equipamento, mas sua conduta era supervisionada de perto. Aquelas que violavam as regras estritas de comportamento aceitável eram encostadas num “canto de castigo”.
O que revelou o estudo? Que as crianças que brincavam sob os “novos” métodos eram muito mais agressivas, com comportamento que ia desde as ameaças verbais até a própria violência física. Entre os meninos do grupo “novo”, houve 89 incidentes agressivos (56 envolvendo uma troca de golpes), em comparação com apenas cinco no grupo “antigo”, e estes eram todos apenas ultrajes verbais. As meninas no grupo “novo” tiveram 42 incidentes agressivos, ao passo que o grupo “antigo” não teve nenhum.
Qual é o significado deste estudo? New Scientist explicou: “As crianças no grupo antigo simplesmente eram mais felizes do que as do grupo progressista . . . Nossas observações, por certo, são inteiramente coerentes com o conceito antigo de que as crianças são mais felizes e sentem-se mais seguras quando se lhes impõe um código de conduta, e quando sabem quais são as regras e que punição podem esperar pela transgressão, do que se são criadas num estilo liberal, sem nenhuma orientação clara quanto ao comportamento esperado.”
É evidente que os métodos novos, que contradizem o que a sabedoria divina esclarece sobre a criação dos filhos, terão pouco êxito. Provérbios 13:24 diz que aquele que ama seu filho “está à procura dele com disciplina”.
Igrejas Contribuem Para Distúrbios Mentais
● O manual diagnóstico da Associação Psiquiátrica Americana, de 1° de janeiro de 1980 (em inglês), acrescentou a “jogatina patológica” à sua lista de distúrbios mentais. No entanto, segundo uma enquête típica, a maioria dos 127 sacerdotes da Arquidiocese Católica Romana de Milwaukee, Wisconsin, E. U. A., que abrange 10 municípios, aprovaram a jogatina patrocinada pela igreja na forma de bingo ou víspora. Não consideravam o bingo como sendo “uma questão moral”. Todavia, num número recente da revista U. S. Catholic, o artigo de Nathan Kollar elaborou o tema “A Jogatina na Igreja É Imoral”. “O jogador quer que os outros percam, porque esta é a única maneira de ele ganhar”, escreveu ele. “O que pode produzir esta atitude senão cristãos egocêntricos — odiosos da boa sorte dos outros — alegrando-se com a sua própria boa sorte? Será que isso é cristão?” Além disso, será que a jogatina na igreja não estimula alguns em direção à “jogatina patológica”?
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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1980 | 1.° de maio
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Perguntas dos Leitores
● Por que o toco de árvore do sonho de Nabucodonosor foi enfaixado com duas bandas?
Nabucodonosor recebeu um sonho profético de uma imensa árvore que foi cortada e enfaixada. Com relação ao toco, lemos: “Deixai-lhe o toco na terra, mas com banda de ferro e de cobre, . . . e seja seu quinhão com os animais do campo, até terem passado sobre ele sete tempos.” — Dan. 4:23, 15.
O profeta Daniel explicou que, na primeira aplicação, o sonho significava que Nabucodonosor seria cortado de sua posição governamental por sete tempos (evidentemente sete anos). Entendemos que este sonho se aplica também aos “sete tempos” de dominação gentia, durante os quais Jeová não exerceria a soberania universal por meio dum reino com um governante da linhagem de Davi. Veja O Reino de Deus — Nosso Iminente Governo Mundial (1977), pp. 71-89.
Ser o tronco enfaixado significaria que a “árvore” seria mantida sob restrição por sete tempos. Conforme mostra Jó 14:7-9, sob condições normais, um toco de árvore pode brotar e começar a crescer novamente; mas não esse. Quando Nabucodonosor recebeu o sonho, o ferro e o cobre estavam entre os metais mais fortes disponíveis. (Veja Salmo 107:10, 16; Jó 40:18.) De modo que o enfaixamento do toco com uma banda de ferro e uma banda de cobre confirmaria em dobro que a “árvore” não cresceria novamente até que as bandas de restrição divina fossem removidas.
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