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Que efeito tem sua posição perante Deus sobre seus filhos?A Sentinela — 1972 | 1.° de dezembro
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vir a estar sob os benefícios do mérito familiar. Ele anula o mérito que seu progenitor ou seus pais cristãos talvez tenham aos olhos de Deus, e ele é impuro, assim como são aqueles com quem pratica transgressões. — Sal. 50:16-20.
O que significa para o filho obediente ter o mérito dum progenitor ou de pais cristãos? Significa que tem o favor de Deus. Tem a proteção e a ajuda de Deus, assim como seu progenitor cristão. Não está sob a sentença de Deus contra ele, assim como está o mundo. (2 Ped. 2:9; veja Salmo 37:25, 26.) Quando Deus executar a sentença nos iníquos, ele poupará tais filhos como sendo puros e santos, do mesmo modo como o progenitor crente é santo.
Inversamente, a Bíblia declara: “‘Pois, eis que vem o dia que arde como fornalha, e todos os presunçosos e todos os que praticam a iniqüidade terão de tornar-se como restolho. E o dia que virá certamente os devorará’, disse Jeová dos exércitos, ‘de modo que não lhes deixará nem raiz nem galho’.” (Mal. 4:1) Quando Jerusalém foi destruída, em 70 E. C., por causa de sua infidelidade a Deus, os filhos também foram mortos junto com seus pais. Os cristãos que acataram o aviso profético de Jesus, de sair da cidade condenada antes de os romanos a cercarem, foram salvos junto com seus filhos.
Assim também, na destruição dos iníquos deste sistema de coisas, aplicar-se-á o princípio: Os filhos (os galhos) que não adotarem por conta própria um proceder justo, receberão a mesma sentença adversa dos pais (a raiz).
O reconhecimento de seus servos fiéis por parte de Jeová Deus revela seu grande amor e apreço pelos que o amam, e mostra também a sua capacidade sábia de fazer com que “todas as suas obras cooperem para o bem daqueles que amam a Deus”. (Rom. 8:28) Além disso, a justiça de Deus é magnificada por ele realizar tudo isso dentro da estrutura de seus próprios princípios declarados.
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Confie em Deus, não no seu próprio entendimentoA Sentinela — 1972 | 1.° de dezembro
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Confie em Deus, não no seu próprio entendimento
OS QUE prestam devoção exclusiva a Jeová Deus reconhecem que todos os julgamentos finais da humanidade estão nas mãos dele. O Rei Davi, no seu último conselho ao seu filho e sucessor Salomão, disse: “Jeová sonda todos os corações e discerne toda inclinação dos pensamentos.” — 1 Crô. 28:9; 1 Sam. 16:7.
Por isso, não devemos ficar ansiosos quanto a que sentença certas pessoas ou certos grupos irão receber. Entretanto, Jeová nos fornece orientações para que possamos seguir o proceder que resulte em sentença favorável para nós e também coopere para a posição correta de outros à vista de Deus.
Por causa da relação e dos sentimentos muito ternos para com os filhos jovens, e em vista do princípio de Deus quanto ao mérito familiar, considerado nos artigos precedentes, surgem algumas perguntas relacionadas que merecem ser consideradas.
FILHOS ADOTIVOS
Alguns perguntaram: ‘Que dizer de crianças adotadas? Não fazem parte da unidade familiar na qual foram adotadas, e não seria sua posição perante Deus governada pela posição de seus pais adotivos?’ Evidentemente que sim. Se os pais adotivos forem realmente cristãos, ensinarão a verdade da Palavra de Deus à criança. Se a criança for obediente aos seus pais adotivos e às leis de Deus que puder compreender, então, nestas circunstâncias, evidentemente se aplica o que o apóstolo Paulo disse em 1 Coríntios 7:14.
Por outro lado, o filho talvez seja criado por pais adotivos que não são cristãos. Parece que seria considerado como compartilhando do julgamento dos pais adotivos perante Deus. Naturalmente, se a criança tiver idade bastante para discernir o certo e o errado e fizer isso, mostrando decidido amor à justiça, procurando seriamente saber e seguir a verdade, embora seus pais adotivos não o façam, então poderá receber o favor de Deus. — Eze. 18:14-18; 33:18, 19.
Nos casos em que um casal tem um filho legalmente adotado e por isso assumiu responsabilidades por ele, contribui em muito, quer de modo bom, quer de modo mau, em determinar a posição do filho. Mas as pessoas ou os casais que apenas mantêm a criança no lar para um parente, ou os que são pagos para cuidarem duma criança, não devem esperar que a criança venha a ter o favor de Deus só porque eles são seus guardiães. Não são os responsáveis pela criança, e por isso não se aplicaria o princípio do mérito familiar. Entretanto, se ensinarem à criança aos seus cuidados a Palavra de Deus ao ponto que puderem, então isto, naturalmente, será para o bem-estar da criança, se ela escutar e seguir as boas coisas aprendidas.
Os que são servos de Deus devem fazer tudo o que podem para ensinar a verdade a outros, mas os que não têm responsabilidade direta para com uma criança não devem pensar que precisam intervir nos direitos dos pais. Quando alguém tem parentes que são incrédulos, é da responsabilidade dos pais em tais famílias incrédulas treinar seus filhos, e Deus permite-lhes fazer o que bem entendem. Naturalmente, quando se apresenta a oportunidade de falar a tais filhos sobre a verdade, pode-se fazer isso. Mas, ir além disso, por exemplo, por procurar obter o controle legal dos filhos, seria intrometer-se nos negócios dos outros. (1 Ped. 4:15) Deus não faz isso; por que devíamos nós? Deixe o assunto entregue a Deus, que se importa com os que têm coração reto.
PERIGO EM SE CASAR COM UM INCRÉDULO
Deve-se observar que, embora Deus abençoe a unidade familiar em que haja um crente, não é nada sábio que um cristão ou uma cristã se case com alguém incrédulo. Pois, embora Deus considere a relação marital como sagrada, não significa que não possam surgir problemas muito aflitivos. É muito mais difícil ensinar aos filhos o caminho de Deus numa família dividida em questões religiosas. O incrédulo talvez procure neutralizar os ensinos que os filhos recebem, ou talvez até mesmo procure impedir o ensino. Isto teria efeitos prejudiciais sobre os filhos. Talvez não se mostrem obedientes às coisas ensinadas pelo progenitor crente, e, neste caso, tais filhos também partilhariam da sentença de Deus contra o progenitor incrédulo.
Pode surgir uma situação muito difícil se o incrédulo decidir separar-se do crente por causa das diferenças religiosas. Se o incrédulo insistir numa separação, o crente ou a crente pode deixá-la ou deixá-lo partir. O apóstolo Paulo salienta que “o irmão ou a irmã não está em servidão em tais circunstâncias, mas Deus vos chamou à paz”. (1 Cor. 7:15) Mas, o que acontece quando há filhos? O incrédulo talvez procure ficar com os filhos. Ele ou ela talvez até mesmo receba a custódia deles por parte dum tribunal. Neste caso, a pouca oportunidade que o cônjuge crente tem para ver os filhos e falar-lhes sobre o caminho
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