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    A Sentinela — 1971 | 15 de janeiro
    • Dar valor aos pais

      O que é melhor: Dar-lhes valor quando estão mortos ou quando estão vivos?

      OPORTUNIDADE perdida! Já teve esta experiência? Muitos milhões já passaram por isso. E qual é esta oportunidade perdida? É a de dar pleno valor aos pais — sim, de dar-lhes valor enquanto ainda estão vivos.

      Com efeito, após a morte de seus pais, as pessoas dizem amiúde: ‘Eu gostaria de ter feito mais por eles! Houve oportunidades para lhes dar coisas de que talvez necessitassem ou de que gostassem, mas deixei de fazer isso por estar sempre tão ocupado. Quantas vezes devia tê-los visitado ou lhes escrito uma carta — mas não o fiz!’

      Sim, muitos tendem a desconsiderar os seus pais idosos enquanto ainda vivem, mas depois de falecerem, os filhos sentem remorsos. Desejariam ter tido mais consideração quando seus pais estavam vivos.

      Dar valor aos pais muitas vezes não é tanto uma questão de coisas grandes, como é de coisas pequenas. Pequenas bondades. Estas significam muito. No entanto, são muitas vezes despercebidas. Por exemplo, numa família, o filho sabia que seu pai semi-inválido gostava especialmente de sorvete. Todavia, o filho muitas vezes trazia sorvete para casa, para si mesmo, mas apenas raras vezes o partilhava com o pai. Após a morte repentina do pai, sentiu muito remorso de não ter mostrado maior consideração para com o pai, que havia feito tanto por ele.

      O que se dá no seu caso? Relega os pais ao segundo plano? Esquece-se deles simplesmente? Visto que as pessoas tendem a esquecer-se das muitas coisas que os pais fizeram por elas, no decorrer dos anos, quão bom é quando os filhos dão valor aos pais enquanto estes ainda vivem, e o mostram pelos seus atos!

      AUMENTA A FALTA DE RESPEITO

      Quando alguém realmente dá valor aos pais, mostrará respeito a eles. Mas hoje em dia aumenta em todo o mundo a falta de respeito. Não é uma tendência limitada ao mundo ocidental.

      “Mas no Oriente há a veneração dos antepassados”, talvez diga alguém. “Não garante esta o respeito pelos pais?” Não, não se estiver pensando em termos de pais vivos.

      De fato, no Oriente os jovens mostram cada vez menos respeito pelos pais vivos. Por exemplo, em Hong Kong é comum ouvir a mãe ou o pai chinês lamentar-se: “Kui m-teng wah ke”, que significa que seu filho não mais os escuta.

      Os pais, de fato, observam um crescente desrespeito para com qualquer espécie de autoridade e disciplina parentais. Isto tem resultado em muitas tragédias. Por exemplo, uma moça de quatorze anos, em Hong Kong, brigou com seu irmão mais moço por causa da televisão em vez de fazer a sua tarefa escolar. A mãe desligou prontamente a TV. Por ter sido disciplinada, a moça disse: “Vou matar-me.” Com isso se dirigiu à varanda de seu apartamento no quinto andar e mergulhou para a morte na rua abaixo.

      Não há dúvida de que maior respeito e apreço pelos pais vivos teria impedido a morte desta jovem chinesa. Mas esta tragédia não é um caso isolado. Os jornais das grandes cidades do Oriente noticiam ações similares de jovens, apesar de séculos de veneração dos antepassados. Isto reflete a crescente falta de respeito pelos pais.

      Um exame da China continental revela que após a ascensão do comunismo ao poder, desaconselhou-se a veneração dos antepassados. Mas os comunistas não estimularam o respeito e o apreço pelos pais vivos. Em vez disso, ensinou-se aos jovens: “Ame seu país — não seu pai e sua mãe.”

      Este lema desaconselhava dar valor aos pais. E o resultado? Bem, o que ocorreu durante a recente revolução cultural na China continental? Ora, os jovens recorreram a anarquia e a violência em escala total, não se poupando nem mesmo muitos pais. Reconhecendo a gravidade da situação, a China comunista promove atualmente um novo lema, para tentar restabelecer alguma honra aos pais da pessoa. O novo lema diz: “Ame seu pai, ame sua mãe — mas ame especialmente seu país.”

      Não mostra isto a fraqueza das filosofias e das tradições humanas? São muitas as que não suportam a prova do tempo e que são achadas deficientes.

      DEVERAS, O QUE É MELHOR?

      Os budistas, os confucionistas, os xintoístas e inúmeros outros que não professam nenhuma crença religiosa específica veneram seus antepassados falecidos de um modo ou de outro. No lar há um altar de família. A maioria dos altares é pintada de vermelho, com o nome da família escrito em ouro em ambos os lados. Paus de incenso se queimam continuamente diante do altar. Muitas vezes se coloca alimento diante do altar. Entoam-se orações ao passo que os membros da família se curvam diante dele.

      Durante gerações, os pais chineses, em muitas partes do mundo, têm ensinado aos seus filhos honrar os mortos. Desde o tempo em que as crianças podem andar, ensina-se-lhes a se curvarem diante do altar em veneração dos antepassados falecidos. Qualquer tendência da parte da criança, de negligenciar este dever, é corrigida pronta e firmemente.

      Os pais fazem empenho de gravar indelevelmente na idéia dos seus filhos este dever de família, porque acreditam que, quando morrem, a honra que seus filhos lhes prestarão lhes garantirá felicidade e paz no “outro mundo”. Acredita-se também que, se os vivos deixarem de prestar homenagem, os antepassados falecidos tornar-se-ão espíritos hostis e voltarão para amaldiçoá-los. Apesar de séculos de veneração dos antepassados, esta não trouxe verdadeira felicidade aos pais vivos.

      Portanto, o que é melhor: A veneração dos antepassados, ou o respeito e o apreço para com os pais vivos? O que acha? Gostaria mais de ser honrado depois de estar morto ou preferiria ter a companhia e o respeito amoroso de seus filhos enquanto está vivo?

      O MODO BÍBLICO É MELHOR

      Há tempos, certa mãe chinesa se confrontou com tais perguntas. Ela se havia queixado que um de seus filhos não era igual aos outros, porque não se empenhava nos ritos da família. Pensava que este filho não lhe prestaria homenagem depois de ela falecer. Mas o filho mostrava que dava valor aos seus pais.

      Foi salientado a esta mãe chinesa que seu filho havia comprado para seus pais um apartamento para morar. Dava-lhes também do seu ordenado uma mesada, para que não precisassem trabalhar na sua velhice. O filho fazia isso apesar de ter uma esposa e dois filhos para sustentar. Fez-se assim a mãe compreender que se lhe dava valor enquanto ainda vivia.

      Por que era diferente o filho desta senhora? Por que sustentava os pais de modo muito amoroso e prático enquanto ainda viviam? Era porque este jovem cria no que havia aprendido dos escritos sagrados mais antigos, a Bíblia Sagrada, e o praticava.

      Este Livro estimula que se dê valor aos pais vivos. Diz: “Honra a teu pai e a tua mãe, assim como te mandou Jeová, teu Deus, a fim de que os teus dias se prolonguem e te vá bem.” — Deu. 5:16; Efé. 6:1, 2.

      Realmente, não é o modo bíblico o melhor? Não prefere ter o amor e o respeito de seus filhos agora, enquanto vive? Sim, não prefere que lhe dêem valor agora, em vez de apenas ter a satisfação de saber que após a sua morte eles se curvarão ou farão algum gesto diante do altar de família?

      Este jovem não ensina aos seus filhos a se curvarem diante dum altar de família. De fato, não existe tal altar no seu lar. Antes, ele segue o conselho sadio da Bíblia, de criar os filhos “na disciplina e no conselho de autoridade de Jeová”. (Efé. 6:4) São ensinados a obedecer, a honrar e a dar valor aos seus pais enquanto estes vivem, em vez de honrá-los depois da sua morte. Os pais que inculcam estes bons princípios nos seus filhos não têm nada de que se lastimar. São recompensados com uma família muito unida, em que cada membro contribui para a felicidade e o bem-estar dos outros.

      Portanto, se crer na veneração dos antepassados e verificar que seus filhos estudam a Bíblia, não se precisa preocupar. Seus filhos lhe darão muito mais valor e serão filhos melhores, mais respeitosos e mais amorosos.

      POR QUE TEMER ANTEPASSADOS MORTOS?

      É um dos que crêem na veneração dos antepassados? Neste caso, por que crê nela? Pode um antepassado falecido realmente cheirar o incenso queimado? Pode o antepassado morto realmente comer alimento e tirar proveito dele? Pode o antepassado morto realmente prejudicar alguém vivo? Um motivo por que talvez creia na veneração dos antepassados é que pensa que há “outra vida” após a morte. Mas, há tal “outra vida”? Não, não segundo a Bíblia Sagrada.

      Mais de quatrocentos anos antes dos dias de Confúcio e de Buda, escritores bíblicos atestavam que, quando o homem morre, ele não vai a “outra vida”. Movido pelo espírito de Deus, o Rei Davi de Israel disse: “Na morte não há menção de ti; no Seol, quem te elogiará?” (Sal. 6:5) Outro salmista bíblico descreve com exatidão o que acontece aos homens na morte, dizendo: “Sai-lhes o espírito, e eles tornam-se em sua terra; naquele mesmo dia perecem os seus pensamentos.” (Sal. 146:4, Almeida, rev. e cor.) Em apoio destas palavras há as do Rei Salomão, que escreveu: “Os viventes estão cônscios de que morrerão; os mortos, porém, não estão cônscios de absolutamente nada.” — Ecl. 9:5.

      Estes antigos escritos bíblicos suportaram a prova da veracidade. O que dizem sobre a condição dos mortos permanece veraz até hoje. Os cientistas e os cirurgiões não encontraram nenhuma evidência de alguma parte cônscia e viva do homem, que sobreviva à morte do corpo.

      A idéia de que há “outra vida” após a morte não é ensinada pela Bíblia. Assim, os antepassados mortos não podem nem prejudicar nem amaldiçoar a alguém, pois estão dormindo, estão inconscientes e não vivos em “outro mundo”.

      Se for jovem cujos pais crêem na veneração dos antepassados, talvez verifique que não gostam quando começa a estudar a Bíblia. Como os pode ajudar? Explique que a Bíblia mostra que os mortos estão dormindo, que não estão cônscios em “outro mundo”. Explique também que está aprendendo o que o tornará filho ou filha melhor. Ajude-os a compreender que é mais desejável ser amado e respeitado enquanto se está vivo, do que ser apenas honrado por meio de ritos, após a morte. Sim, ajude-os a compreender que a Bíblia o exorta a dar mais valor aos seus pais enquanto estão vivos.

      O FUTURO DOS ANTEPASSADOS MORTOS

      Mas que dizer dos que perderam seus pais na morte e que agora gostariam de ter dado mais valor aos pais enquanto viviam? Estes também podem ter esperança, em harmonia com a Bíblia. Pois estes mesmos escritos sagrados, que dizem a verdade sobre os que faleceram, também revelam uma esperança para os mortos, a esperança de viverem novamente.

      Homens fiéis da antiguidade estimavam tal esperança. O profeta Isaías assegurou aos seus companheiros israelitas: “Os teus mortos viverão.” (Isa. 26:19) E o próprio Criador do homem assegurou ao seu profeta Daniel que, depois de este morrer e descansar no sepulcro, seria restabelecido à vida. — Dan. 12:13.

      Mas antes de ocorrer a ressurreição dos mortos, precisa haver uma grande transformação nesta terra. O propósito de Deus é limpar este planeta de todos os que arruínam a nossa bela terra. (Rev. 11:18) Este tempo está agora muito próximo.

      Daí, segundo a tabela de tempo de Deus, ele restabelecerá os mortos à vida por meio de seu Filho, Jesus Cristo. E cumprir-se-ão as palavras da Bíblia em João 5:28, 29: “Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos túmulos memoriais ouvirão a sua voz e sairão.”

      Quão grandiosa bênção isto será! Imagine a alegria de viver com os seus entes queridos numa terra paradísica!

      Portanto, por que gastar tempo valioso em honrar os mortos e em ensinar os seus filhos a fazer o mesmo? Quanto mais satisfatório é usar este tempo na adoração do Deus verdadeiro, Jeová! Só ele pode trazer seus entes queridos de volta dos mortos. Então, tanto os pais como os filhos terão a oportunidade de demonstrar amor e de dar valor uns aos outros por toda a eternidade, sim, para todo o sempre.

  • Segunda vinda de Cristo
    A Sentinela — 1971 | 15 de janeiro
    • Segunda vinda de Cristo

      ● Apenas 24 por cento dos episcopais, segundo um estudo feito, crêem na segunda vinda de Cristo. (Look, 29 de abril de 1969, p. 55) Acredita nela? A Bíblia claramente a ensina. — João 14:3; Mat. 24:37-42.

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