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É meu lar benéfico?A Sentinela — 1972 | 1.° de abril
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É meu lar benéfico?
“O superintendente, portanto, deve ser . . . homem que presida de maneira excelente à sua própria família.” — 1 Tim. 3:2-4.
1. Na busca da felicidade pelo homem, em que situação aflitiva se vê amiúde, suscitando que pergunta?
A BUSCA da felicidade pelo homem é toda em vão, se ele não usufruir paz e contentamento no seu próprio círculo familiar. Pois, que satisfação há na procura da felicidade do lado de fora, se ele, ao voltar para a sua própria moradia pessoal e íntima chamada lar, mergulha no cadinho do descontentamento? Que espécie de ambiente prevalece no seu lar?
2. Que condições no lar o tornariam feliz, do ponto de vista do filho?
2 Como responderiam vocês, filhos, a esta pergunta? Convivem seus pais agradavelmente em paz e união? Ajudam-lhes o conselho do pai e a compreensão da mãe em tempos difíceis? Neste caso, deveras, gozam de uma vida feliz, cuja lembrança prezarão por muitos anos no futuro. Por outro lado, se os seus pais constantemente apoquentam um ao outro ou se empenham em guerra aberta, ou se vivem num lar dividido por barreiras e comunicação entre si mesmos e seus pais, então, a sua juventude deve ser um pesadelo que desejariam esquecer.
3. O que talvez achem os pais sobre o que influencia sua vida familiar?
3 E qual é a sua opinião, pais? Quão benéfico é seu lar? Verificam que as pressões dos tempos e as influências deteriorantes em sua volta permeiam a sua família? Verificam que neste mundo moderno a orientação anterior desapareceu, e, junto com ela, as normas pacíficas do passado? Acham que há necessidade de melhora no seu lar, mas não sabem exatamente qual a causa da dificuldade, nem como achar a solução?
4. O que se quer dizer com “benéfico”, especialmente com relação à vida familiar?
4 “Benéfico” significa favorável, proveitoso, salutar; não maléfico, improfícuo ou nocivo. Isto é especialmente importante no sentido espiritual e moral. A família vigorosa e moral e espiritualmente sadia consegue vencer os outros problemas que possam surgir, tais como saúde fraca e dificuldades financeiras. Ela consegue resistir a todas as forças divisórias que afligem hoje a tantas famílias.
A IMPORTÂNCIA DA BÍBLIA NO LAR
5. Quão importante é a Bíblia no lar?
5 Então, como pode a família alcançar o desejável nível elevado de benefício moral e espiritual? Não é muito difícil. A família que faz da Bíblia o seu livro mais lido, a família que aplica os princípios bíblicos na vida diária, é família benéfica e feliz. A fibra moral e a força espiritual de cada membro da família só podem ser edificadas por meio da Palavra de Deus.
6. Qual é um dos dois motivos principais da desunião na família?
6 Há basicamente dois motivos pelos quais algumas famílias têm uma luta constante para manter um ambiente benéfico. Primeiro, existem em cada um de nós a imperfeição e a fraqueza inatas. Conforme dizem as Escrituras: “‘Não há um justo, nem sequer um só; . . . Todos se apartaram’, . . . todos pecaram.” (Rom. 3:10-12, 23; Sal. 14:3) “Se fizermos a declaração: ‘Não temos pecado’, estamos desencaminhando a nós mesmos e a verdade não está em nós.” — 1 João 1:8, 10.
7. (a) Que correção se pode fazer nas tendências hereditárias do filho? (b) Podem-se remover completamente as imperfeições inatas por meio de disciplina e treinamento? Explique isso.
7 O bebê, ao nascer, embora indefeso e inculpe, é hereditariamente imperfeito e pecador. Conforme disse Davi: “Em erro fui dado à luz . . . e em pecado me concebeu minha mãe.” (Sal. 51:5) Contudo, com o treinamento correto, o filho pode desenvolver-se para ser muito mais do que apenas prole desenfreada e desregrada. “A tolice está ligada ao coração do rapaz”, diz o provérbio; “a vara da disciplina é a que a removerá para longe dele”. (Pro. 22:6, 15; 23:13, 14) Isto não significa que as tendências inatas de fazer o que é mau são removidas completamente pela disciplina. Não, a tendência de fazer o mal sempre está presente, do berço ao túmulo, mesmo em pessoas tão devotas à justiça como o apóstolo Paulo, que confessou: “Eu realmente me deleito na lei de Deus . . . mas observo em meus membros outra lei guerreando contra a lei da minha mente e levando-me cativo à lei do pecado que está nos meus membros.” — Rom 7:22, 23.
8. Qual é outro motivo importante da desunião na família?
8 O segundo motivo de ser necessária uma luta constante para manter o lar pacífico é a presença de Satanás e de seus demônios. Estes são forças bem reais, poderosas e sempre presentes, que precisam ser tomadas em consideração. O objetivo iníquo deles não é só cultivar nos homens desejos errados, mas também aproveitar a imperfeição e as tendências pecadoras do homem no esforço de lançar os homens ainda mais na cova do desespero. Daí o aviso: Mantenham-se “firmes contra as maquinações do Diabo; porque temos uma luta não contra carne e sangue, mas contra . . . os governantes mundiais desta escuridão, contra as forças espirituais iníquas nos lugares celestiais”. — Efé. 6:11, 12.
APLICAÇÃO DOS PRINCÍPIOS BÍBLICOS AOS PROBLEMAS
9. Que sugestão se apresenta aqui para solucionar problemas de família?
9 Não é uma teoria intangível e não prática dizer-se que os princípios bíblicos, quando aplicados, podem solucionar os problemas cotidianos no lar. A praticabilidade e utilidade do conselho bíblico nos assuntos cotidianos e pessoais da família podem ser facilmente demonstradas.
10. Quando falta a devida chefia no lar, que condições resultam disso?
10 Por exemplo, tome o lar onde não se exerce a devida chefia ou onde ela falta completamente. Qual é o resultado? Confusão e desordem. Os membros da família agem de modo independente. Não há regras nem preceitos. A vida doméstica se desintegra em pouco tempo. O lar se torna então na realidade nada mais do que um “posto de serviço”, um abrigo contra a chuva onde se pode comer e dormir. Uma vez satisfeitas estas necessidades, cada um corre para se associar com outros companheiros mais do seu agrado. Conforme observou o sábio Rei Salomão: ‘Melhor é morar no sótão, do que embaixo com uma esposa contenciosa.’ O outro lado da questão poderia ser: ‘Melhor morar num abrigo no quintal, do que partilhar a casa com um marido alcoólatra exigente.’ — Pro. 21:9, 19.
11. Em contraste, o que se pode esperar quando se segue as leis bíblicas sobre a chefia?
11 Mas quão grande é a diferença quando se segue as leis bíblicas sobre a chefia! Então há uma base em que podem ser edificadas a paz e a união. ‘Quero que saiba’, diz o apóstolo Paulo, ‘que o homem é o chefe da casa’. A devida chefia masculina acarreta a responsabilidade de se buscar orientação de Jeová Deus e Cristo Jesus. Significa que o marido tratará a esposa com o mesmo terno afeto que ele mostra ter para com seu próprio corpo. Será bom provedor tanto das necessidades materiais como das espirituais da família. — 1 Cor. 11:3; Efé. 5:22-33; 1 Ped. 3:1-7.
12, 13. (a) Descreva a Jeová como Chefe modelar de sua família. (b) Imitando a Jeová, como devem os pais tratar sua família?
12 Neste respeito, pais, encontrarão um exemplo maravilhoso no grande Pai do universo, Jeová Deus, a quem farão bem em imitar. Ele provê constantemente não só as necessidades materiais e espirituais, mais também conselho e encorajamento a todos na sua família. Ele detesta a rebelião e traz punição sobre os violadores da lei, sem parcialidade. — Pro. 6:16-19; Deu. 10:17, 18.
13 Mas, ao mesmo tempo, quão amoroso, compassivo e misericordioso Jeová é! Sim, a um grau além de descrição ou medida. (Sal. 103:8; Tia. 5:11) De modo similar, pais, poderão prover um ambiente benéfico em seu lar por cuidarem amorosa e ternamente das necessidades de sua família, usando de compreensão. Convivam com sua esposa segundo o conhecimento e criem os filhos na disciplina e na regulação mental de Jeová. Não os irritem. — 1 Ped. 3:7; Efé. 6:4.
14. Para se controlar a ira, que conselho prático dá a Bíblia?
14 É comum haver no seu lar palavras amargas e explosões de temperamento emocional? Não haverá se seguir o conselho bíblico. Pode parecer haver muitíssimas situações que justifiquem palavras iradas. Mas, considerando bem, a prevenção da ira é na maior parte uma questão de se guardar a língua e de se controlar o espírito. (Sal. 34:13; Pro. 25:28) Este é o proceder sábio a adotar. “Todo o seu espírito é o que o estúpido deixa sair, mas aquele que é sábio o mantém calmo até o último.” (Pro. 29:11) “Larga a ira e abandona o furor”, pois, “quem é vagaroso em irar-se é abundante em discernimento”. (Sal. 37:8; Pro. 14:29) ‘Uma resposta branda faz recuar o furor.’ Use “palavras sadias que não podem ser condenadas”, se quiser paz e união no seu lar. — Pro. 15:1; Tito 2:8.
15. Como se deve considerar as preferências e as tendências pessoais para que não perturbem a paz e a união da família?
15 Poderá haver preferências e gostos triviais entre os membros da família, por causa da diferença de temperamento e de personalidade, mas eles não precisam ser causa de discórdia e briga. Se todos fossem exatamente iguais nestas características, quão monótono seria este mundo! Antes, as tendências individuais dão sabor, colorido, variedade e vida ao círculo familiar. Aumentam a alegria do convívio sem a monotonia aborrecedora da uniformidade.
16. Quais podem ser alguns dos motivos por que os filhos no lar são desregrados?
16 Que dizer do lar no qual os filhos são desregrados e desobedientes? Acontece isso porque os pais desistiram completamente de tentar manter a autoridade sobre seus filhos rebeldes? Ou dá-se que as regras não são claramente definidas ou compreendidas? Talvez a raiz da dificuldade sejam os pais que se esqueceram de que a Bíblia diz: “Deixai simplesmente que a vossa palavra Sim signifique Sim, e o vosso Não, Não.” (Mat. 5:37; Tia. 5:12) Na qualidade de pais, violam imprudentemente as regras que esperam que seus filhos guardem? Pregam, em substância: ‘Façam o que eu digo, mas não façam o que eu faço’? Os filhos descobrem prontamente a hipocrisia dos pais. (Mat. 23:3) Portanto, os pais podem dar forte significado às regras no lar, e ao mesmo tempo ganhar o respeito dos filhos, se eles mesmos guardarem as regras, dando assim um bom exemplo aos seus filhos.
17. (a) Por que ficam os pais às vezes alheados dos filhos? (b) Como se pode impedir que ressentimentos ergam uma barreira entre pais e filhos?
17 Devem-se a fricção doméstica e as discussões acaloradas a mal-entendidos e à falta de comunicação? Os pais às vezes não parecem compreender seus filhos. Muitas vezes isso se deve à falta de associação íntima entre pais e filhos, condição que pode começar já quando os filhos ainda são pequenos. Em outros casos, a comunicação se interrompe durante a adolescência do desenvolvimento do filho, quando o filho e os pais param de se falar, por causa de sentimentos feridos. Entretanto, guardar ressentimento é condenado pela Bíblia. Para evitar isso, ‘não se ponha o sol enquanto estão encolerizados, nem dêem margem ao Diabo’. — Efé. 4:26, 27; Lev. 19:18.
18. Como provê o funcionamento do corpo humano um exemplo apropriado que os membros da família fariam bem em copiar?
18 A família benéfica pode muito bem ser comparada ao corpo humano, no qual cada membro funciona segundo o objetivo com que foi criado. No corpo humano, quando um membro deixa de fazer a sua parte, o corpo inteiro sofre. Contudo, quando isto ocorre, os membros sadios não castigam, nem espancam ou maltratam o membro que falha nas suas funções. Antes, os demais membros do corpo vêm em socorro para dar ajuda, auxílio e apoio ao membro doentio, por assumirem parte da tarefa, até que o membro doente possa recuperar a força. Assim também deve ser na família que é beneficamente forte. — 1 Cor. 12:19-26.
19. De que outra parte pode a família esperar perturbação, se não vigiar?
19 Além das causas internas de fricção, há uma multidão de influências externas que podem perturbar a tranqüilidade do lar, se não se cuidar delas de perto e se não forem controladas.
PRESSÕES EXTERNAS
20. (a) Mencione algumas das causas comuns de pressão em nossos tempos. (b) Como pode ajudar a Bíblia nas condições atuais?
20 As causas de pressão parecem ser inúmeras em nossos tempos — medo de ladrões e de pessoas imorais, que querem prejudicar, perigos de doenças medonhas, custo da vida em aumento vertiginoso, reduzido poder adquisitivo das economias, séries aparentemente intermináveis de crises, uma atrás da outra, por causa de greves, distúrbios, guerras, revoluções — para se mencionarem algumas. Embora tais coisas estejam muito além do controle da pessoa, contudo, com a ajuda da Bíblia, pode-se impedir que tais pressões perturbem a tranqüilidade do círculo familiar.
21, 22. Como pode o conceito correto sobre a oposição e perseguição religiosa ajudar a impedir que elas perturbem a família?
21 Oposição severa da parte de parentes, ou ultrajes físicos da parte de vizinhos, podem causar pressão na família. A compreensão dos motivos disso talvez não elimine a pressão, mas fortalecerá muito a família para suportá-la. Não diz a Bíblia que os parentes mais chegados talvez se oponham violentamente aos devotados a Jeová Deus e Cristo Jesus? — Mat. 10:21, 22.
22 Os pais que se vêem compelidos pela situação econômica a trabalhar na companhia de mundanos amiúde estão sob grande pressão de se conformarem a este sistema, cujo deus é o Diabo. Se não os acompanharem neste proceder vil de devassidão, que consiste em “ações de conduta desenfreada, em concupiscências, em excessos com vinho, em festanças, em competições no beber e em idolatrias ilegais”, seus colegas de trabalho talvez os ultrajem. (1 Ped. 4:3-5) Às vezes, alguém é perseguido por se manter neutro nas questões políticas ou por se negar a transigir quanto aos princípios bíblicos na questão da honestidade, da conduta casta ou do uso de sangue. Novamente, porém, tais experiências nunca devem perturbar a paz mental da família. “Felizes sois”, disse Jesus, “quando vos vituperarem e perseguirem, e, mentindo, disserem toda sorte de coisas iníquas contra vós, por minha causa”. “De fato”, acrescenta o apóstolo Paulo, “todos os que desejarem viver com devoção piedosa em associação com Cristo Jesus também serão perseguidos”. — Mat. 5:11, 12; 2 Tim. 3:12.
23. Que pressões sofrem hoje muitos filhos na escola?
23 Os filhos que cursam a escola estão na maior parte em associação íntima com outros que usam de linguagem péssima e demonstram toda espécie de conduta imodesta. Os escolares são cada vez mais vítimas do vício dos entorpecentes, do vandalismo, de ataques físicos e estupros por parte de bandos errantes de rufiões, que ameaçam, coagem, espancam e de outros modos intimidam tanto os professores como os alunos. 1t também nas escolas que se lançam e cultivam as sementes da discórdia e da rebelião, as quais, se forem deixadas desenvolver-se, por fim substituirão o treinamento benéfico dado pelos pais no lar. Estas coisas todas fazem parte dos tempos atribulados em que vivemos, dos “tempos críticos, difíceis de manejar”, que constituem o sinal dos “últimos dias” deste sistema de coisas. — 2 Tim. 3:1-5.
SUA ÚNICA PROTEÇÃO
24. Que quatro ajudas estão disponíveis para fortalecer o vínculo da união familiar neste “tempo do fim”?
24 Não se engane nisso; apenas por permanecer espiritualmente forte poderá esperar resistir à onda da corrução que se abate sobre o mundo. Não poderá fazer retroceder esta onda, mas poderá melhorar a sua força espiritual para resistir a ela, e poderá fazer isso com a ajuda da Palavra de Deus, de Seu espírito, de Sua organização e pela oração. Considere brevemente a importância destas quatro ajudas.
25. Quem, na família, tirará proveito dum estudo regular da Bíblia?
25 Um estudo bíblico familiar, regular, é muito proveitoso para todos os membros da família, tanto para os idosos como para os jovens. Josué já era homem bem velho quando se lhe disse: “Tens de ler [o livro da Palavra de Deus] em voz baixa dia e noite, para cuidar em fazer segundo tudo o que está escrito nele; pois então farás bem sucedido o teu caminho e então agirás sabiamente.” (Jos. 1:8) No estudo da Bíblia, os filhos aprendem: “Em tudo sede obedientes aos vossos pais.” No estudo da Bíblia, os pais que se vêem obrigados a fazer trabalho indesejável, aprendem: “O que for que fizerdes, trabalhai nisso de toda a alma como para Jeová, e não como para homens.” — Col. 3:20, 23, 24.
26. Que instrução benéfica fornece a Bíblia sobre as questões morais destes tempos?
26 O estudo da Bíblia transformará seu modo de pensar também em muitas outras maneiras, de forma que a sua mente não mais será ‘modelada segundo este sistema de coisas’. (Rom. 12:2) Por exemplo, a Bíblia adverte os que praticam as “obras da carne”, de que “não herdarão o reino de Deus”. Tais “obras” incluem “fornicação, impureza, conduta desenfreada, idolatria, prática de espiritismo, inimizades, rixa, ciúme, acessos de ira, contendas, divisões, seitas, invejas, bebedeiras, festanças e coisas semelhantes a estas”. (Gál. 5:19-21) “Coisas semelhantes a estas” outras cartas do apóstolo, como sendo ganância, conversa tola e piadas obscenas (Efé. 5:3-5), e também apetite sexual, desejo nocivo, cobiça, furor, ira, maldade, linguagem ultrajante e conversa obscena, coisas de que a pessoa se deve despojar como fazendo parte da “velha personalidade”. (Col. 3:5-9) Além disso, “nem homens mantidos para propósitos desnaturais, nem homens que se deitam com homens, nem ladrões, . . . nem injuriadores, nem extorsores herdarão o reino de Deus”. — 1 Cor. 6:9, 10.
27. O que recomenda a Bíblia além de que a pessoa se livre da “velha personalidade”?
27 A eliminação de todas estas práticas más já em si mesma produziria certamente um lar muito mais benéfico, não produziria? Mas, livrar-se da “velha personalidade” é apenas parte da questão. A Bíblia diz que deve revestir-se duma “nova personalidade”, descrita como sendo de “ternas afeições de compaixão, benignidade, humildade mental, brandura e longanimidade”. Também suporte e perdoe os outros, e, acima de tudo, revista-se do amor, que é “o perfeito vínculo de união”. — Col. 3:12-14.
28. De que ajuda é o espírito santo de Deus no desenvolvimento duma nova personalidade?
28 É nisso que a família precisa da ajuda do espírito santo de Deus, pois, sem esta força ativa, divina, é impossível desenvolver uma nova personalidade cristã. Isto se dá porque “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, brandura, autodomínio”, são frutos do espírito de Deus. Ao passo que “não há lei” contra tais frutos, há uma lei, “a lei régia”, que ordena: “Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo”, lei que é especialmente aplicável entre “próximos” (significando “os que estão perto”) dentro do círculo familiar. — Gál. 5:22, 23; Tia. 2:8.
29. De que modo podem boas associações ser de ajuda para um lar benéfico, e onde podem ser encontradas?
29 A terceira ajuda importante na obtenção de paz e união na família é a associação com a organização do povo dedicado e devoto de Deus. O truísmo: “Más associações estragam hábitos úteis”, salienta quão importantes são as boas associações para uma espiritualidade salutar. Ora, onde se encontra melhor associação do que na companhia das testemunhas de Jeová nos seus Salões do Reino? É ali que as Testemunhas se ajuntam para se estimularem “ao amor e a obras excelentes”, e tanto mais quanto vêem chegar o fim deste sistema. — 1 Cor. 15:33; Heb. 10:24, 25.
30. O que diz a Bíblia sobre a oração como ajuda para se resistir às forças divisórias de Satanás, neste tempo do fim?
30 A oração é também uma poderosa ajuda neste tempo de tensão, pois, a família que ora em conjunto do modo de Deus é uma família que permanece unida. “Não estejais ansiosos de coisa alguma”, dizem as Escrituras, “mas em tudo, por oração e suplica, junto com agradecimento, fazei conhecer as vossas petições a Deus”. “Persisti em oração.” “Orai incessantemente.” (Fil. 4:6; Rom. 12:12; 1 Tes. 5:17) Se estiver revestido “da armadura completa”, poderá resistir ao Diabo somente se em adição a isso, ‘com toda forma de oração e súplica, em todas as ocasiões, fizer orações em espírito’. (Efé. 6:11-18) E em prol de que deve orar? Jesus disse que o interesse primário é a santificação do nome de Jeová e assumir o reino de Deus os assuntos da terra; outras questões são de importância secundária. — Mat. 6:9-13.
31. O que garantira uma resposta positiva à pergunta: É meu lar benéfico?
31 Novamente, pergunte-se: É meu lar benéfico? Se for superintendente na congregação cristã, sua resposta certamente é “sim”. Pois, conforme argumenta o apóstolo, “se um homem não souber presidir à sua própria família, como tomará conta da congregação de Deus”? (1 Tim. 3:2-5) Por outro lado, se a sua resposta não for afirmativa, então aplique os princípios bíblicos aqui considerados, e começará também a usufruir um lar benéfico, feliz.
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Fazem-lhe os filhos confidências?A Sentinela — 1972 | 1.° de abril
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Fazem-lhe os filhos confidências?
“Filhos, sede obedientes aos vossos pais . . . vós, pais, não estejais irritando os vossos filhos.” — Efé. 6:1, 4.
1. Descreva a mudança que amiúde ocorre na atitude dum filho para com os pais ao crescer.
QUANTO prazer dá ver uma criança emocionada procurar contar aos pais um pequeno incidente que acaba de ocorrer! Para esta criança, a coisa mais importante do momento é contar ao pai e à mãe toda a história, pois ela acha que, mais do que quaisquer outros, são os pais que precisam ouvi-la. Mas, infelizmente, alguns anos depois, aquela cordialidade e confiança íntima muitas vezes deterioram para um silêncio gélido, e começa uma ambigüidade congeladora.
2. Reconhece-se em geral o motivo por que os pais perdem a confiança de seus filhos? Portanto, o que é necessário?
2 Por que esta mudança de atitude? Os pais e os filhos que se encontram nesta situação infeliz podem apresentar toda uma série de queixas uns contra os outros, mas poucos são os que sabem os motivos básicos da mudança, senão poderiam lidar com ela. Em geral, estão muito chegados ao problema e muito envolvidos emocionalmente para reconhecerem a causa ou acharem a solução. Precisam de ajuda externa. Precisam da ajuda da Palavra de Deus, a Bíblia, pois ela salienta a causa e focaliza a solução.
3. Quando foram pela primeira vez lançadas as sementes da rebelião contra os pais, e por quem?
3 Na pesquisa da causa, precisa-se reconhecer em primeiro lugar que as sementes da rebelião contra a autoridade parental foram lançadas há muito tempo. O Diabo, aquele rebelde original que também é chamado Satanás, que significa adversário ou opositor, induziu Adão e Eva a perderem confiança no seu Pai Jeová, por questionar a lei divina. (Gên. 3:1-6; 2 Cor. 11:3) Desde então, os descendentes de Adão, na maior parte “filhos da desobediência”, têm tido pouca confiança e fé em Jeová ou na sua Palavra. (Efé. 2:2) Neste respeito, os principais responsáveis são os líderes religiosos, e isto se dá especialmente nos tempos modernos. A maioria dos clérigos rejeita hoje a Bíblia como não sendo inspirada por Deus, e em seu lugar pregam que ‘Deus está morto’ e que o homem é produto da evolução. — Mat. 15:6, 9.
“TEMPOS CRÍTICOS, DIFÍCEIS DE MANEJAR”
4. São as condições hoje piores do que nas gerações passadas?
4 Embora as sementes da insubordinação tenham sido plantadas há muito, é só nos tempos modernos que aparece uma safra tão grande de rebeldes. Esta geração dos que são contra a lei criou uma crise na terra como nunca houve. Ao mesmo tempo em que se travam guerras internacionais por causa de disputas de fronteiras, travam-se outros tipos de guerras em muitas frentes domésticas, e são estas últimas que têm os maiores efeitos sobre os jovens. Um distúrbio no bairro tem maior impacto sobre as crianças do que um bombardeio de aldeias numa zona de guerra do outro lado do globo.
5. Quais são algumas das coisas que hoje são “difíceis de manejar”?
5 As disputas trabalhistas locais são cada vez mais freqüentes e mais e mais difíceis de solucionar. Amiúde se restabelece a paz apenas temporariamente em tais disputas. Há muito pouca confiança. Os operários e os patrões perderam a confiança uns nos outros. No ínterim, todo o mundo sofre. Os produtos e os serviços pioram, o custo da vida aumenta e o fardo dos impostos cresce. Todos parecem estar descontentes.
6. São melhores as condições entre os funcionários públicos?
6 A rebelião não só prevalece entre operários industriais, mas também muitos funcionários públicos se rebelam contra a autoridade constituída. Há alguns anos atrás eram quase desconhecidas as greves entre funcionários municipais, estaduais e federais. Mas, hoje em dia, policiais, bombeiros, funcionários da saúde pública, carteiros e outros têm feito greves, não só por maiores salários, mas também em protesto contra outras coisas. Há também a crescente rebelião de professores contra as diretorias das escolas.
7. Que atitudes rebeldes são de natureza ainda mais séria?
7 Além das disputas por questões econômicas, ocorrem acontecimentos de natureza mais séria, envolvendo protestos e rebeliões contra o atual sistema de coisas, contra o que se chama de ‘instituições’. Há muitos movimentos “contra” — contra a guerra, contra a paz, contra a riqueza e contra a pobreza. Às vezes não se consegue conter os pequenos incêndios de descontentamento até se perderem diversas vidas.
8. Como foram preditas na profecia bíblica as atuais condições do mundo?
8 Deveras, a situação mundial é exatamente como predita pelo apóstolo Paulo, “tempos críticos, difíceis de manejar”! Paulo descreveu os pormenores do seguinte modo: “Os homens serão amantes de si mesmos, amantes do dinheiro, pretensiosos, soberbos, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, desleais, sem afeição natural, não dispostos a acordos, caluniadores, sem autodomínio, ferozes, sem amor à bondade, traidores, teimosos, enfunados de orgulho, mais amantes de prazeres do que amantes de Deus, tendo uma forma de devoção piedosa, mostrando-se, porém, falsos para com o seu poder.” Por certo estas condições constituem um monte de evidência de que vivemos nos “últimos dias” deste sistema de coisas. — 2 Tim. 3:1-5.
9. Como influirão forçosamente nos jovens as atuais condições do mundo?
9 Não é surpreendente, portanto, que haja um efeito adverso sobre os filhos que vivem no meio destes tempos desesperados e críticos. Em muitos casos, os pais perderam a confiança nos seus líderes sociais e políticos, nos seus superiores industriais e nos seus instrutores religiosos. Então, o que se pode esperar dos filhos, quando estes começam a pensar por si mesmos? Eles também perdem a confiança no sistema que os cerca, e nos seus pais e avós, que consideram responsáveis pelo atual sistema podre.
OUÇA AS QUEIXAS DE SEU FILHO
10. Que queixa se ouve amiúde contra os pais?
10 Uma das queixas dos jovens é que seus pais não conseguem compreendê-los. Por exemplo, quando os jovens lhes fazem confidências e revelam um problema que têm, muitas vezes os pais ficam zangados, em vez de dar a ajuda necessária. Portanto, para evitarem fricções na família, os filhos acham melhor não mencionar seus problemas aos seus pais incompreensíveis.
11. (a) Ao darem instruções aos filhos, o que deixam de fazer alguns pais? (b) Pode-se sempre confiar nas promessas e nas opiniões dos pais?
11 Há também outras queixas. Os pais amiúde dizem aos filhos o que estes não devem fazer, mas raras vezes lhes dizem o que fazer ou como fazê-lo. Em outras palavras, dá-se ênfase negativa em vez de instrução edificante. Muitas vezes, os pais não cumprem as promessas. Prometem aos filhos algo muito desejável, mas depois deixam de cumprir a promessa sob o pretexto fraco de estarem ocupados ou cansados demais. Portanto, como pode o filho confiar nos pais quando fazem promessas? O mesmo se dá com respeito às ameaças parentais. Às vezes são cumpridas; na maioria das vezes não são. Torna-se assim uma questão de sorte, um jogo de azar, e o filho aprende logo que as probabilidades do jogo são que a palavra dos pais não é fidedigna. De modo similar, amiúde se ralha com os filhos por certos motivos, mas em outras ocasiões, os mesmos motivos são deixados de lado sem comentário, como se não importassem. Demasiadas vezes bastam tais caprichos, manias e noções instáveis dos pais para destruir a confiança do filho e alienar sua fé e suas afeições.
12. O que falta quando os pais deixam de falar aos filhos sobre os “fatos da vida”?
12 Uma das acusações mais serias de muitos adolescentes é a de que seus pais deixaram de instruí-los nos próprios fundamentos da vida e de sua reprodução, quer dizer, nas questões das relações sexuais corretas. Não existe uma falta de genuíno amor quando os pais deixam de instruir seus filhos sobre a santidade do matrimônio ou deixam de adverti-los sobre a promiscuidade e as conseqüências da conduta moral desenfreada, que resulta em gravidez vergonhosa fora do matrimônio e em doenças venéreas infecciosas, que resultam em cegueira, esterilidade e demência? Onde está o amor parental, quando não se diz à filha que uma moça de virtude fácil acaba sendo desprezível aos olhos de seus pretensos “namorados”? Onde está o amor da parte dos pais que deixam seus filhos aprender os ‘fatos da vida” dos elementos depravados e degenerados da sociedade humana?
13. Quem é em grande parte responsável pela corrução dos jovens mediante a pornografia?
13 A acusação dos adolescentes é real: São os adultos, muitos dos quais são pais e mães, que produzem e fornecem livros e retratos pornográficos para a corrução moral dos jovens. Parece que alguns pais não sentem maior preocupação com a literatura imunda lida pelos seus filhos do que com a companhia que seus filhos mantêm.
14. Que outra crítica dura se faz hoje a muitos pais, e é ela justificada?
14 Os filhos fazem também algumas críticas duras, mas honestas, no que se refere à vida pessoal que os pais às vezes levam e o exemplo que assim dão aos jovens. Em toda a parte se encontram pais que são mentirosos e ladrões, que se gabam de golpes nos negócios, que subtraem materiais de seus patrões e defraudam no horário, que violam as leis do trânsito e retêm fraudulentamente o pagamento do imposto de renda. Alguns pais são alcoólatras, outros são viciados em entorpecentes, outros são adúlteros e sexualmente pervertidos. É bastante comum o marido e a mulher gritarem e imprecarem uns contra os outros na presença de seus filhos. Ainda assim, estes mesmos pais amiúde pretendem ter alguma espécie de devoção religiosa. Quanto fingimento! Quanta hipocrisia santimoniosa! E seus filhos bem sabem disso.
15, 16. (a) Que companheiros procuram muitas vezes os jovens rebeldes, e por quê? (b) Resolvem-se os problemas dos jovens por sua associação com “turminhas”?
15 É razoável esperar-se que os filhos de tais pessoas tenham confiança e fé nos pais? Dificilmente! É mais provável que procurem companheiros com os quais gostam de se associar, e, segundo a lei da natureza, ‘cada qual com seu igual’, estes companheiros provavelmente serão uma turma de jovens com problemas similares. Então, estes farão confidências uns aos outros e falarão francamente sobre as suas queixas mútuas. Faz pouca diferença se as conclusões a que chegam solucionem os problemas ou não. Pelo menos têm alguém com quem falar, alguém que escuta, alguém que se condoe deles.
16 Estes jovens são assim afastados pouco a pouco da tutela dos pais. Quando entram em dificuldades, confiam na “turminha”. Ao passo que aumenta seu senso de segurança na “turminha”, aprofunda-se seu sentimento de amargura para com os pais. Requer então pouco para ingressarem em grupos de “protesto”, no esforço de expressarem seu desprezo pela sociedade com a qual se identificam seus pais.
COMO OBTER A CONFIANÇA DOS FILHOS
17. O que devem os pais fazer, quer gozem da confiança de seus filhos, quer não?
17 É muito mais fácil reter e manter a confiança do filho do que recuperá-la quando perdida. Portanto, se os seus filhos lhe fizerem confidências, não considere isso corriqueiro, mas empenhe-se arduamente em manter esta boa relação mutuamente tão benéfica. No entanto, se for um dos muitos milhares de pais desanimados, que perderam a confiança de seus filhos, valerá a pena tomar todo o tempo e fazer todo o possível para recuperá-la. Seguem-se algumas sugestões sobre como poderá fazer isso.
18. Quão importante é que os pais tenham plena confiança em Jeová?
18 Comece por lançar um alicerce sólido. Este alicerce durável é a sua própria confiança e fé em seu Pai celestial, Jeová, e na sua Palavra, a Bíblia. “Confia em Jeová de todo o teu coração”, diz o provérbio, “e não te estribes na tua própria compreensão. Nota-o em todos os teus caminhos, e ele mesmo endireitará as tuas veredas”. Se tiver tal confiança implícita em Jeová, não acha que seus filhos, por sua vez, estarão inclinados a demonstrar-lhe confiança? Usualmente o farão. — Pro. 3:5, 6.
19. (a) Por que é tão importante o amor a Jeová? (b) Estão os filhos mais propensos a confiar nos pais que odeiam o que é mau?
19 Daí, sobre este alicerce sólido da confiança, coloque aquela importante pedra fundamental chamada amor, amor a seu Pai Jeová. Amá-lo de todo o coração, alma, mente e força é “o maior e primeiro mandamento”. (Mat. 22:37, 38; Mar. 12:30) Se amar a Jeová, amará os que ele ama e odiará os que ele odeia. Jeová odeia a todo aquele que pratica a maldade — fornicadores, idólatras, adúlteros, homossexuais, ladrões, gananciosos, beberrões, injuriadores, extorsores, mentirosos. Deus diz que estes não viverão sob a regência justa do seu Reino a menos que mudem radicalmente de proceder. (1 Cor. 6:9, 10; Gál. 5:19-21; Efé. 5:3-5; Rev. 21:8; 22:15) Portanto, ‘amantes de Jeová, odeiem o que é mau’ por se refrearem de todas estas práticas. (Sal. 97:10; 1 João 5:3) Não acham que, ao fazerem isso, seus filhos passarão a ter confiança em sua pessoa? Claro que sim. — Col. 3:5-9.
20. Descreva a “nova personalidade” de que os pais devem revestir-se.
20 Quando alguém se livra destas práticas más, é como se se despojasse duma “velha personalidade”. É admoestado a revestir-se em seu lugar de uma “nova personalidade”, que consiste em ternas afeições de compaixão, benignidade, humildade, brandura, longanimidade, amor, suportar os outros e perdoar a todos os que possam causar-lhe prejuízo. (Col. 3:10-14; Efé. 4:22-24) Então, o que acha? Far-lhe-ão os filhos confidências se tiver tal personalidade agradável, uma personalidade que reflita os ‘frutos do espírito de Deus’! Certamente que sim! — Gál. 5:22, 23.
21. O que devem os pais fazer se quiserem que seus filhos lhes façam confidências?
21 As Escrituras dizem: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os nossos pecados e para nos purificar de toda a injustiça.” (1 João 1:9) Apenas quando os pais fizerem tais confidências a Jeová, pedindo-lhe em oração que ‘lhes perdoe as suas dívidas, assim como também já perdoaram aos seus devedores’, pedindo que lhes indique o caminho certo a andar neste mundo iníquo e dizendo: “Instrui-me no teu caminho, ó Jeová, e guia-me na vereda da retidão por causa dos meus adversários hostis”, apenas então poderá esperar que seus filhos se sintam à vontade para lhe falarem de seus problemas e a pedirem conselho e sugestões sobre o que devem fazer. — Mat. 6:12; Sal. 27:11.
22. Que exemplo de misericórdia farão os pais bem em copiar?
22 E quando seus filhos passarem a fazer-lhe confidências, como os tratará? Terá misericórdia com eles do mesmo modo como espera que seu Pai nos céus lhe tenha misericórdia? Lembre-se de que “quem não praticar misericórdia terá o seu julgamento sem misericórdia”. (Tia. 2:13; Mar. 11:25; Luc. 6:36) Sente-se feliz que seu Pai celestial é longânime e paciente com sua pessoa, que ele “tolerou com muita longanimidade os vasos do furor, feitos próprios para a destruição”, e que ‘é paciente, porque não deseja que alguém seja destruído’. (Rom. 9:22; 2 Ped. 3:9) Certifique-se, portanto, que seja longânime e paciente com seus filhos e os problemas deles. Conforme diz o provérbio: “Quanto àquele que tapa seu ouvido contra o clamor queixoso do de condição humilde, ele mesmo também clamará e não se lhe responderá.” — Pro. 21:13.
23. Por que nunca deverá considerar os problemas de seus filhos como pequenos demais para se incomodar com eles?
23 Outro ponto: Nunca pense que os problemas e seus filhos sejam pequenos e insignificantes demais para se incomodar com eles, e nunca se desculpe dizendo que está ocupado demais para tratar deles. Pense em quão pequenos e insignificantes seus problemas devem parecer aos olhos do Deus Todo-poderoso! E quem está mais ocupado do que ele? Contudo, sente-se muito grato de que os ouvidos dele estejam abertos dia e noite aos seus clamores e de que ele nunca se canse de escutar as suas orações e de responder a elas, não importa quão triviais sejam. — Sal. 34:15; Luc. 18:7, 8.
COMO MANTER A CONFIANÇA DOS FILHOS
24. Ao se comunicar com seus filhos, que pontos deve ter em mente?
24 Pais, se tiverem completa confiança em Jeová, certifiquem-se de aplicar o conselho sábio e a instrução dele nos tratos com seus filhos, se quiserem que estes lhes façam confidências. Comuniquem-se com eles a façam isso ao nível da idade deles. Se já forem jovens, não os tratem como crianças. Se forem adolescentes, falem com eles como tais. (1 Cor. 13:11) Na comunicação, transmitam conhecimento aos seus filhos, especialmente a respeito dos propósitos de Deus apresentados na Bíblia. Raciocinem com eles, deixando-os fazer perguntas e expressar suas próprias opiniões. Se estiverem errados, salientem-lhes bondosamente seu erro dum modo amoroso, não com menosprezo.
25. Junto com a instrução, o que mais devem os pais dar aos filhos, mas o que diz sobre isso Hebreus 12:11?
25 Se a instrução deve alcançar seu objetivo intencionado, precisa ser acompanhada de disciplina corretiva. Comecem a disciplinar os filhos enquanto ainda são criancinhas; depois, quando crescerem, não terão os problemas de outros jovens. Conforme está escrito: “Educa o rapaz segundo o caminho que é para ele; mesmo quando envelhecer não se desviará dele.” “É verdade que nenhuma disciplina parece no momento ser motivo de alegria, mas sim de pesar; no entanto, depois dá fruto pacífico, a saber, a justiça.” — Pro. 22:6; Heb. 12:11.
26. Por que não devem os pais hesitar em usar a vara se necessário, para disciplinar os filhos?
26 Não hesite em usar a vara para disciplinar. “A tolice está ligada ao coração do rapaz; a vara da disciplina é a que a removerá para longe dele.” “Não morrerá se lhe bateres com a vara. Tu mesmo lhe deves bater com a vara, para que livres a sua alma do próprio Seol.” — Pro. 22:15; 23:13, 14.
27. (a) Mas que cautela é preciso ter ao punir? (b) Por que é importante que as regras do lar se baseiem na Bíblia e nos seus princípios?
27 Contudo, tal punição nunca deve ser dada num acesso de ira, nem num acesso de emoção por falta de autodomínio. Dificilmente deve ser só para punir a criança por fazer algo que nunca soube ser errado. Primeiro precisa dar-se instrução cuidadosa e paciente, “no conselho de autoridade de Jeová”, para a criança não só saber o que se espera razoavelmente dela, mas também o motivo disso. (Efé. 6:4) Portanto, ao estabelecer regras e regulamentos, tenha a certeza de que estejam em harmonia com os princípios bíblicos, e então poderá sempre dizer: ‘Isto é o que diz a Palavra de Deus.’ Isto fará com que a criança que teme a Deus e ama as suas leis se sinta feliz em obedecer às regras do lar. Depois disso, se alguma punição for necessária, a criança saberá que foi por ter havido uma violação proposital e deliberada das instruções baseadas na Bíblia.
28. Em imitação de Jeová, como devem os pais disciplinar seus filhos?
28 Mas, mesmo então, tempere a punição dada em justiça com a misericórdia. Que os pais, imitando o Pai celestial, demonstrem compreensão e afinidade, junto com paciência e autodomínio. A punição por meio de zombaria perante amigos tornará a criança desanimada e até mesmo hostil. Daí o conselho: “Vós, pais, não estejais exasperando os vossos filhos, para que não fiquem desanimados.” “Não estejais irritando os vossos filhos.” — Col. 3:21; Efé. 6:4.
29. Que outras virtudes devem cultivar os pais?
29 Em tudo isso, os pais nunca devem ser indecisos ou dúplices, dizendo uma coisa numa ocasião e outra coisa em outra. “O vosso sim signifique sim e o vosso não, não.” (Tia. 5:12; 4:8) A humildade também é uma grande virtude que agrada a Deus. Por isso, evite ser altivo, arrogante ou jactancioso. Jeová odeia os orgulhosos de coração. Seus filhos também o amarão se for humilde, e se o amarem, far-lhe-ão também confidências. — Pro. 16:5; 1 Ped. 5:5, 6.
30. Como somente podem os pais obter e manter a confiança de seus filhos?
30 Tudo isso é bem evidente. Se os filhos hão de confiar livremente nos pais, então os próprios pais precisam mostrar fé em Jeová, devoção a ele e obediência à sua Palavra. Precisam também demonstrar na sua vida cotidiana qualidades piedosas tais como misericórdia, compreensão, benignidade, paciência e autodomínio, junto com integridade para com a verdade e amor à justiça. Só assim poderão os pais esperar ganhar e manter a confiança de seus filhos.
[Foto na página 205]
O pai, ao escutar com compreensão os problemas e as queixas de seu filho, incentiva-o a fazer-lhe confidências.
[Foto na página 205]
Se os seus filhos lhe fizerem confidências, não considere isso corriqueiro, mas empenhe-se arduamente em manter esta boa relação.
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Testemunho na EspanhaA Sentinela — 1972 | 1.° de abril
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Testemunho na Espanha
● Quando um ministro das testemunhas de Jeová verificou que um dos seus estudantes da Bíblia não estava em casa, decidiu usar a hora para visitar os vizinhos no mesmo quarteirão. Logo na primeira apresentação, uma senhora jovem perguntou: “O senhor é testemunha de Jeová?” Quando respondeu que sim, foi convidado a entrar e informado de que, logo na noite anterior, esta senhora havia orado para que Deus lhe enviasse alguém para realizar com ela um estudo bíblico, visto que ela se sentia muito isolada. Agora, a senhora está fazendo bom progresso na compreensão e no apreço da verdade. Quão importante é fazer uso eficiente do tempo ministerial, quando os estudos falham!
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