BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • São seus filhos discípulos de Cristo?
    A Sentinela — 1974 | 1.° de agosto
    • São seus filhos discípulos de Cristo?

      “Estas palavras que hoje te ordeno . . . tens de inculcá-las a teu filho.” — Deu. 6:6, 7.

      1, 2. (a) O que pensam alguns pais sobre criar filhos? (b) Que motivos há para se interessar na educação melhor do filho?

      POR QUE tomar tempo para cogitar esta pergunta do nosso título? Por que não simplesmente prover o que a lei de César exige — alimento, roupa, abrigo, instrução secular — e então deixar o filho decidir por si mesmo os assuntos religiosos ou éticos, quando tiver bastante idade para isso? Não estaria sozinho se adotasse tal proceder.

      2 Mas há bons motivos para se fazer a pergunta. Privou-o o aumento da violência de seu senso de segurança? Entristeceu-o o aumento da desonestidade? Sente-se pelo menos um pouco perturbado com o aumento vertiginoso do abuso dos tóxicos e da imoralidade? Ficou afetado pelo resultante aumento dos impostos? Neste caso, em vista do envolvimento dos jovens nestes problemas, pelo menos tem bom motivo para se perguntar se uma educação melhor dos filhos não teria ajudado.

      3. O que indica que a maioria dos filhos pode ser educada para ser aquilo que os pais querem que sejam?

      3 Não se engane nisso. Os filhos usualmente podem ser educados a ser o que seus pais querem que sejam. Os que pesquisam o desenvolvimento da criança aprenderam que a maior parte da personalidade da criança já se fixou antes de ela ingressar na escola, e que depois não é fácil tentar alterar tais traços de personalidade. O Criador do homem, na sua Palavra, a Bíblia, diz: “Educa o rapaz segundo o caminho que é para ele; mesmo quando envelhecer não se desviará dele.” (Pro. 22:6) Princípios fundamentais de conduta inculcados durante a infância não costumam ser esquecidos, mesmo que alguém se desvie temporariamente para uma transgressão, por causa da imperfeição. Esta idéia está incluída na ilustração de Jesus a respeito do filho pródigo, que pediu ao pai crente sua herança e depois “viajou para fora, a um país distante, e ali esbanjou os seus bens por levar uma vida devassa”. (Luc. 15:13) O que o fez voltar? Em primeiro lugar, lembrou-se do pai. Não só das provisões materiais sempre feitas pelo pai, mas também do amor do pai às coisas espirituais. Ele disse: “Levantar-me-ei e viajarei para meu pai e lhe direi: ‘Pai, pequei contra o céu e contra ti.’” (Luc. 15:18) Sim, o treinamento correto durante a infância é um dos principais fatores em moldar a vida da criança.

      4. (a) Por que é necessário planejamento na educação do filho? (b) Qual deve ser o objetivo?

      4 Naturalmente, para ser bem sucedida, tal educação precisa ser planejada. Os pais precisam saber o que querem e o que será preciso para alcançá-lo. É bom ter um quadro mental do desejado resultado final e palestrarem sobre este. (Pro. 21:5; 15:22) O objetivo deve ser produzir um adulto capaz de pensar por si mesmo, devotado à justiça, conhecedor de Deus, com vontade e determinação de servir a Deus em imitação de Jesus Cristo e tendo prazer em fazer algo para os outros. Mas, quando a educação é deixada entregue ao acaso, o resultado é conforme declarado em Provérbios 29:15: “O rapaz deixado solto causará vergonha à sua mãe.” Isto pode ser evitado quando os pais usam sua autoridade no interesse amoroso pelo bem-estar eterno de seu filho.

      A VARA DA AUTORIDADE

      5, 6. (a) De que se precisam lembrar os pais quanto às medidas disciplinares que têm de tomar? (b) Que exemplo dá Jeová no uso da disciplina parental?

      5 Quem tem autoridade, por fim precisa prestar contas ao que lhe deu tal autoridade. De modo que os pais têm uma pesada responsabilidade em criar os filhos, visto que terão de responder a Deus pela confiança depositada neles. Conforme o Salmo 127:3 lembra aos pais: “Eis que os filhos são uma herança da parte de Jeová.” De modo que o apóstolo Paulo aconselha: ‘Vós, pais, não estejais irritando os vossos filhos, mas prossegui em criá-los na disciplina e no conselho de autoridade de Jeová.” (Efé. 6:4) Isto inclui ensinar aos filhos que, em harmonia com a vontade de Jeová, Jesus ‘deixou para nós uma norma para seguirmos de perto os seus passos’. — 1 Ped. 2:21.

      6 Em Israel, a vara era instrumento de castigo. Em 2 Samuel 7:14, Jeová disse a respeito do sucessor do Rei Davi: “Quando cometer uma falta, também vou repreendê-lo com vara de homens e com pancadas dos filhos de Adão.” Também o apóstolo Paulo escreveu aos membros do Israel espiritual, em 1 Coríntios 4:15-21: “Certamente não tendes muitos pais; porque eu me tornei vosso pai em Cristo Jesus por intermédio das boas novas. . . . O que quereis? Hei de ir ter convosco com uma vara, ou com amor e brandura de espírito?” O livro de Provérbios diz: “Não retenhas a disciplina do mero rapaz. Não morrerá se lhe bateres com a vara. Tu mesmo lhe deves bater com a vara, para que livres a sua alma do próprio Seol.” (Pro. 23:13, 14; 22:15) O uso desta vara parental de castigo autorizado é assunto sério. Os pais terão de prestar contas a Deus, quem lhes dá a autoridade de castigar, de usar corretamente a “vara”. Deixar de fazer isso pode resultar na morte do filho, conforme diz o Provérbio, bem como na desaprovação divina dos pais. O próprio Jeová dá o exemplo no uso correto da autoridade paternal para disciplinar, conforme salientado em Hebreus 12:7, 9, 10: “Deus vos trata como a filhos. Pois, que filho há a quem o pai não disciplina? Outrossim, costumávamos ter pais, que eram da nossa carne, para nos disciplinar, e nós os respeitávamos. Não nos sujeitaremos muito mais ao Pai de nossa vida espiritual para vivermos? Pois eles costumavam disciplinar-nos por alguns dias, segundo o que lhes parecia bom, mas ele o faz para o nosso proveito, para participarmos de sua santidade.” Jeová disciplina seu povo, não porque está irritado, mas “para o nosso proveito”, para que tenhamos sua aprovação e vivamos. Espera que os pais cristãos façam o mesmo para com seus filhos, com o objetivo de que se tornem verdadeiros discípulos de seu Filho.

      O MENINO ÓRFÃO DE PAI

      7, 8. (a) Descreva o interesse de Jeová no menino órfão de pai. (b) Por que era trágica a família sem pai?

      7 A maneira em que Jeová ordenou que os israelitas cuidassem dos meninos órfãos de pai incute em nós o bem que o pai piedoso pode fazer dentro do círculo familiar. Note o interesse amoroso de Jeová em tais pessoas desoladas: “Não deves desvirtuar o julgamento do residente forasteiro ou do menino órfão de pai, e não deves tomar em penhor a roupa duma viúva. E tens de lembrar-te de que te tornaste escravo no Egito e que Jeová, teu Deus, passou a remir-te dali. É por isso que te mando fazer esta coisa.” (Deu. 24:17, 18) Não há dúvida de que Deus reconhecia a falta que havia em tal família desolada.

      8 A família sem pai era trágica em muitos sentidos. O pai era quem provia as necessidades materiais. Podia protegê-la contra os que talvez furtassem, defraudassem ou de outro modo oprimissem. Provia ao filho orientação e conselho paternal, companheirismo e amor. Portanto, na ausência do pai, a Lei provia lembretes a respeito da necessidade de interesse especial. — Êxo. 22:22-24.

      9. (a) Em que era a atitude para com os ‘meninos órfãos de pai’ um indício da condição espiritual da nação? (b) O que tem que ver com o cristianismo o conceito que se tem sobre tais atribulados?

      9 A expressão “menino órfão de pai” foi até mesmo incluída quando Deus descreveu o grau de fidelidade de toda a nação de Israel. Quando a nação ficasse espiritualmente empobrecida e começasse a desvirtuar a justiça, o menino órfão de pai seria o primeiro a sentir os maus efeitos. Por isso, Jeová fez que o profeta Jeremias escrevesse: “Se positivamente tornardes bons os vossos caminhos e as vossas ações, se positivamente fizerdes justiça entre um homem e seu companheiro, se não oprimirdes o residente forasteiro, o menino órfão de pai e a viúva, e se não derramardes sangue inocente neste lugar e não andardes atrás de outros deuses para a vossa calamidade, eu, da minha parte, certamente vos manterei residindo neste lugar, na terra que dei aos vossos antepassados, de tempo indefinido a tempo indefinido.” (Jer. 7:5-7) o conceito de Deus sobre este assunto não mudou. Um modo de identificar os verdadeiros cristãos atualmente é observar como cuidam dos desolados. Tiago 1:27 diz: “A forma de adoração que é pura e imaculada do ponto de vista de nosso Deus e Pai é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas na sua tribulação, e manter-se sem mancha do mundo.”

      10. (a) Como pode um menino hoje ter pai e ainda assim, em certo sentido, ser menino órfão de pai? (b) Então, que papel desempenham os pais para seus filhos se tornaram discípulos de Cristo?

      10 É possível haver hoje um menino que tem pai e ainda assim, em certo sentido, é menino órfão de pai. Infelizmente, isto pode ser assim. Quando um menino acha necessário ir sozinho às reuniões cristãs, embora seu pai realmente pudesse acompanhá-lo, então o menino não tem pai, pelo menos nesta ocasião. Se o menino precisar recorrer a outros para receber alguma instrução no ministério cristão de campo, então ele é órfão de pai neste aspecto de sua vida. O mesmo se aplica a outros campos. Mas quão bom é quando o pai cristão assume as suas responsabilidades: tomar a dianteira no estudo bíblico familiar, prover recreação, fazer-se disponível para consulta ao surgiram problemas e pessoalmente prover instrução no desincumbimento de responsabilidades no lar, a fim de lançar um bom alicerce para assumir responsabilidades mais adiante na vida. Precisa haver instrução prática em todo o campo da vida cristã. Os filhos não se tornam automaticamente discípulos de Cristo, só porque seus pais professam ser tais. Precisam de ajuda pessoal. O pai que ajuda em todas as fases da vida do filho é deveras uma bênção.

      SUA ROTINA DIÁRIA

      11, 12. O que diz Deuteronômio 6:6, 7, sobre a adoração e como pode a aplicação deste conselho afetar os membros de nossa família?

      11 Na cristandade, os que ainda vão à igreja costumam ouvir um breve sermão no domingo, e as crianças têm uma breve sessão semanal na escola dominical. Espera-se que isso cuide das necessidades religiosas da família. Como se compara isso com o que Jeová delineou para o círculo familiar? Deuteronômio 6:6, 7, diz: “E estas palavras que hoje te ordeno têm de estar sobre o teu coração; e tens de inculcá-las a teu filho, e tens de falar delas sentado na tua casa e andando pela estrada, e ao deitar-te e ao levantar-te.” Em vista disso, é evidente que a adoração de Jeová devia ser um modo de vida e que a consideração de seus propósitos devia ser feita em ocasiões propícias durante a rotina diária.

      12 Quão bom é quando os primeiros pensamentos da pessoa, ao acordar, se fixam em Jeová e no seu Filho! Há coisas melhores para se conversar ao iniciar as atividades do dia do que os feitos de Deus? A adoração de Jeová não pode ser separada da rotina diária da vida. Quando a conversa e a conduta dos pais refletem a convicção de que é assim, os filhos crescerão no apreço de que Deus vê cada coisa que fazem e se interessa em como a fazem, que é importante ser imitador do Filho de Deus em tudo o que fazem. Assim, Deus e seu Filho estarão nos pensamentos da criança todo o tempo, não só em ocasiões especiais reservadas para a adoração. Procurarão a bênção de Jeová sobre cada tarefa realizada e buscarão a orientação que ele fornece por meio das Escrituras Sagradas. Quando o filho recebe esta espécie de educação, é mais provável que ‘mesmo quando envelhecer não se desvie dela’. — Pro. 22:6.

      13. Por que é importante manter Deus sempre em mente?

      13 Mas quão fácil muitos acham passar pela sua rotina diária e excluir Deus dos pensamentos! Permitir-se isso, porém, pode com o tempo fazer com que se torne igual àqueles a respeito de quem Jesus disse: “Assim como eles eram naqueles dias antes do dilúvio, comendo e bebendo, os homens casando-se e as mulheres sendo dadas em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não fizeram caso, até que veio o dilúvio e os varreu a todos, assim será a presença do Filho do homem.” (Mat. 24:37-39) Mas o apóstolo Paulo exortou sabiamente a que se mantenha Deus na mente durante o dia, não importa o que se faça. Ele disse: “Portanto, quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei todas as coisas para a glória de Deus.” (1 Cor. 10:31) Ele deu a mesma espécie de exortação aos colossenses: “O que for que fizerdes, trabalhai nisso de toda a alma como para Jeová e não como para homens.” (Col. 3:23) Isto é o que o discípulo de Cristo faz. Educa seus filhos para fazerem isso?

      14. Dê um exemplo de como Deus pode ser incluído na palestra, quando pai e filho trabalham juntos em alguma rotina diária.

      14 Será que você, leitor, e seu filho trabalham ocasionalmente juntos, digamos, no carro da família? Que relação tem esta parte da rotina diária com a Bíblia? Ora, o carro teve de ser construído e fabricado em harmonia com as leis estabelecidas pelo Criador, e será preciso que continue a reconhecer estas leis naturais, se quiser que funcione corretamente. Regulagens e ajustes periódicos, lubrificação e troca de óleo são todos necessários por causa das leis de Deus. Faz com que seu filho se lembre destas coisas ao trabalhar? Outro assunto: Estabeleceu o César governamental certas leis de segurança a respeito do funcionamento de automóveis no seu estado? Precisam os pneus, as luzes e os freios estar em harmonia com certas normas, para se evitarem acidentes e proteger a vida? Quão importante é satisfazer estes requisitos? Somos informados em Romanos 13:1: “Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores, pois não há autoridade exceto por Deus; as autoridades existentes acham-se colocadas por Deus nas suas posições relativas.” Incute estes pensamentos em seu filho ao trabalharem juntos?

      15. Dê um exemplo de como Deus pode ser incluído na palestra, quando mãe e filha trabalham juntas numa atividade construtiva.

      15 Será que a mãe e a filha trabalham alguma vez juntas em fazer um vestido? Que relação tem isso com as Escrituras? Ora, de que estilo será? Estará em harmonia com 1 Timóteo 2:9, 10, que diz: “Desejo que as mulheres se adornem em vestido bem arrumado, com modéstia e bom juízo”? Com que o enfeitará, e que acessórios usará sua filha com ele? O restante do mesmo texto diz que as mulheres que reverenciam a Deus devem adornar-se, “não com estilos de trançados dos cabelos, e com ouro, ou pérolas, ou vestimenta muito cara, mas . . . por intermédio de boas obras”. É possível que quando nem sempre se usa a vestimenta mais cara, se aprenda razoavelmente economia e se “tenha algo para distribuir a alguém em necessidade”. (Efé. 4:28) Há muitos princípios bíblicos que sua filha pode aprender ao trabalharem juntas nas tarefas diárias do lar, ‘fazendo todas as coisas para a glória de Deus’.

      16. (a) Que espécie de linguagem devem usar tanto os pais como os filhos, e por quê? (b) Embora não possamos todo o tempo ler a Bíblia e a literatura bíblica o que é que podemos fazer?

      16 Que espécie de linguagem usa na associação diária com seus filhos? Os discípulos de Jesus sabem que o uso correto da língua é importante. (Mat. 12:36) A Bíblia admoesta: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra pervertida, mas a que for boa para a edificação, conforme a necessidade, para que confira aos ouvintes aquilo que é favorável.” (Efé. 4:29; Tito 2:6-8) Não importa qual seja o assunto, as idéias expressas devem estar em harmonia com a orientação inspirada, registrada pelo apóstolo Paulo, que disse: ‘Todas as coisas que são verdadeiras, todas as que são de séria preocupação, todas as que são justas, todas as que são castas, todas as que são amáveis, todas as coisas de que se fala bem, toda virtude que há e toda coisa louvável que há, continuai a considerar tais coisas.” (Fil. 4:8) É verdade que não podemos ler a Bíblia ou literatura bíblica o dia inteiro. Mas, imitando a Cristo, podemos sempre pensar, falar e trabalhar em harmonia com as Escrituras. Refletindo este conceito, o Salmo 119:97 diz: “Quanto eu amo a tua lei! O dia inteiro ela é a minha preocupação.”

      PERÍODOS ESPECIAIS RESERVADOS

      17. Por que é o estudo regular em família um fator importante na educação dos filhos?

      17 Além de ensinar e educar seus filhos durante a rotina normal do dia, para ter verdadeiro bom êxito é preciso reservar períodos especiais, regulares, para o estudo familiar. A regularidade neste respeito é tão importante como a regularidade no comer e no beber. Pouco é de se admirar que chamemos a verdade bíblica de modo natural de alimento espiritual, pensando na força que ela dá, no prazer da participação nela e da contínua necessidade dela. — Mat. 4:4; 5:3.

      18. Quem deve decidir o que a família deve estudar e por quê?

      18 A matéria a ser estudada deve ser escolhida pelo chefe da família. Assim como ele decide o que a família terá no que se refere a coisas materiais, assim lhe cabe a responsabilidade de decidir o que a família deve estudar. Ele está na melhor situação para saber o que a família precisa. Além disso, poderá perguntar aos outros o que eles acham de proveito e tomar isto em consideração. Cada família terá ocasionalmente necessidades específicas. Talvez sejam apropriados artigos sobre o uso de entorpecentes, a conduta com os do sexo oposto, a honestidade, as associações, a bondade e assim por diante, dependendo das condições que surgirem.

      19. Usualmente, o que estará estudando a família?

      19 Em geral, a família verá que tira muito proveito de seguir o curso de estudo providenciado para a congregação, preparando-se para participar nas reuniões. A menos que haja uma necessidade especial na família, por que não concentrar sua atenção na matéria de estudo em que todos os outros na congregação pensam e de que falam? Quão unificador será o efeito disso e que bela contribuição poderá fazer cada um para a palestra na reunião, se as famílias se prepararem em casa, em harmonia com o programa da congregação. Naturalmente, os abençoados com mais tempo para estudo poderão fazer pesquisa adicional.

      20. Se a preparação para as reuniões parecer enfadonha ou desinteressante para alguns, qual é talvez o problema e qual pode ser a solução?

      20 Preparar-se para as reuniões talvez não pareça interessante a algumas crianças. Isto se dá por causa do ponto de vista delas. O alvo que talvez tenham em mente é só sobre as perguntas do estudo. Embora de início isto possa ser um alvo aceitável, o verdadeiro alvo deve ser compreender o assunto bíblico e então ajudar os outros a isso, pelos comentários feitos. Com este objetivo, o estudo logo se torna um prazer para o amante da verdade. — Sal. 1:1, 2.

      21. Que mais podem os pais fazer a fim de tornar o estudo em família alegre e interessante?

      21 Há outras coisas que os pais podem fazer para tornar o estudo familiar alegre e interessante. Nisso ajudará um ambiente amistoso e descansado. Ninguém aprende bem quando está tenso ou preocupado. A mente jovem não será receptiva se os pais forem severos e exigentes. Embora precise haver bastante firmeza para manter a ordem e para demonstrar a seriedade da ocasião, ainda há bastante margem para a espécie de cordialidade e interesse amoroso de uns pelos outros, que mantém a família unida.

      22, 23. (a) Por que não precisam os pais sentir-se inferiores aos seus filhos, só por causa de diferença na instrução secular? (b) O que se pode ajudar os filhos a reconhecer com proveito?

      22 É verdade que em alguns casos os pais não tiveram a instrução secular que seus filhos menores agora recebem. Alguns pais procedem de outro país, e quando seus filhos passam pela escola, aprendem a nova língua, mas não os pais. Nos círculos familiares do mundo, os filhos nestas circunstâncias amiúde adotam uma atitude de superioridade para com os pais. Mas como pode este obstáculo ser vencido no círculo familiar, cristão, quando os pais procuram assumir sua responsabilidade dada por Deus para com os filhos, “em criá-los na disciplina e no conselho de autoridade de Jeová”? — Efé. 6:4.

      23 Os pais nunca devem sentir-se inferiores aos seus filhos, só porque surgiram algumas das condições já mencionadas. Sua posição de autoridade na família é dada por Deus. Além disso, seus anos de experiência e formação na vida os tornam mais aptos para sustentar a família de modo material, administrando a família e tomando a dianteira no estudo e na adoração da família. Numa situação paralela, talvez haja irmãos jovens na congregação, em fins da adolescência ou de pouco mais de vinte anos, que podem proferir discursos de estudantes mais aperfeiçoados do que alguns dos irmãos mais velhos, mas isto não os habilita para ser anciãos. Há muito mais envolvido em ser ancião. O mesmo se dá com os filhos em comparação com seus pais, dentro do círculo familiar. Não importa qual a educação ou formação dos pais, eles devem programar tempo para o estudo em família e depois permitir que cada um contribua o que puder, em benefício dos outros. Se os filhos tiverem mais capacidade em certos sentidos, poderão ser ajudados a reconhecer que para Jeová não vale a mera inteligência, mas sim a humildade e profunda devoção. Jesus disse: “Quem se enaltecer, será humilhado, e quem se humilhar, será enaltecido.” (Mat. 23:12) O espírito de Jeová preencherá qualquer falta que o pai ou a mãe possa sentir. Siga com confiança o arranjo bíblico do estudo familiar, sem tomar em conta as diferentes capacidades mentais dos diversos membros da família.

      24. Como saberão os pais se seus filhos são realmente discípulos de Cristo?

      24 São seus filhos discípulos de Cristo? Ora, se eles não só se tiverem apresentado para o batismo cristão, mas também tiveram tomado por hábito basear suas decisões no que Jesus disse e fez, se não mostrarem amor aos modos injustos do mundo, mas fixarem o olho sempre no alvo de servir os interesses do Reino, se se sujeitarem voluntariamente à sua autoridade e gostarem de falar sobre os modos de Jeová, se lhe encherem o coração com amor cordial, porque observa neles estas coisas, então não precisará adivinhar. Saberá que realmente são discípulos de Cristo.

  • Ter alegria em criar os filhos
    A Sentinela — 1974 | 1.° de agosto
    • Ter alegria em criar os filhos

      1, 2. (a) Que experiência teve o Rei Salomão em julgar entre duas mães e o que o ajudou a julgar de modo certo? (b) Como são as ações da pessoa afetadas pela relação consangüínea?

      DURANTE o reinado do sábio Rei Salomão, pediu-se-lhe que julgasse entre duas mulheres que moravam na mesma casa, as quais haviam dado à luz filhos. Durante a noite, um dos filhos morreu e sua mãe o trocou quietamente pelo vivo. De manhã, a verdadeira mãe, descobrindo que o filho morto não era seu, acusou a mãe desonesta de furto e o caso veio perante Salomão. Não podendo saber a verdade da questão, Salomão mandou que o filho vivo fosse cortado pelo meio, para que cada uma das litigantes pudesse ter parte. A narrativa diz: “Imediatamente, a mulher cujo filho era o vivo disse ao rei (pois as suas emoções íntimas estavam agitadas para com o seu filho, de modo que disse): ‘Perdão, meu senhor! Dai-lhe o menino vivo. De modo algum o entregueis à morte.’ . . . Então respondeu o rei e disse: ‘Dai-lhe o menino vivo e de modo algum o deveis entregar à morte. Ela é sua mãe.’” (1 Reis 3:26, 27) Salomão compreendia o amor que os pais têm aos filhos. Não só havia aprendido isso por experiência, sendo ele mesmo pai, mas conhecia bem o conceito de Deus a respeito do arranjo familiar, conforme expresso nas Escrituras.

      2 Uma íntima relação familiar é uma bênção. Quando André de Betsaida soube da identidade do Messias, a quem se dirigiu primeiro com estas boas novas? “Este, primeiro, achou seu próprio irmão, Simão, e disse-lhe: ‘Achamos o Messias’ (que, traduzido, quer dizer: Cristo).” (João 1:41) A relação consangüínea fornece um vínculo que não pode ser negado. A reação de André foi natural.

      3. Por que é a fraternidade cristã um vínculo unificador ainda mais forte?

      3 Há um vínculo unificador ainda mais íntimo, e este é o da fraternidade cristã. A Bíblia diz em Romanos 12:10: “Em amor fraternal, tende terna afeição uns para com os outros. Tomai a dianteira em dar honra uns aos outros.” Em 1 Pedro 5:9 menciona-se a “associação inteira dos vossos irmãos no mundo”. Em Marcos 10:29, 30, as relações carnais são comparadas com as que a verdade produz, sendo que Jesus disse: “Deveras, eu vos digo: Ninguém abandonou casa, ou irmãos, ou irmãs, ou mãe, ou pai, ou filhos, ou campos, por minha causa e pela causa das boas novas, que não receba cem vezes mais agora, neste período de tempo, casa, e irmãos, e irmãs, e mães, e filhos, e campos, com perseguições, e no vindouro sistema de coisas a vida eterna.” Sim, os cristãos aprenderam que os irmãos na verdade têm algo que nem mesmo os irmãos carnais, naturais, têm. — João 13:34, 35.

      4. Por que podem as famílias cristãs esperar ter uma união que outras famílias não podem ter?

      4 Mas, se na sua família se conjugarem ambas as relações, então está realmente numa situação favorecida. Os pais que são servos dedicados e batizados de Deus têm o amor natural aos seus filhos, que Deus implantou na humanidade. Têm também a oportunidade de formar uma união no círculo familiar, que pode trazer felicidade e satisfação inalcançáveis por outros meios. Podem ajudar os filhos a se tornarem servos fiéis de Deus; isto não só unirá mais a família, mas é também a melhor herança que podem transmitir aos filhos. Contudo, hoje isto não é tão simples como parece.

      PREVENÇÃO DE PROBLEMAS

      5, 6. (a) O que ajudará os pais a prevenir problemas que talvez exijam atenção? (b) Como se podem manter abertas as linhas de comunicação entre pais e filhos?

      5 Ao constituir família, surgirão problemas. Nada adianta imaginar que não surjam, porque hão de surgir mesmo. Portanto, mantenha os olhos e ouvidos abertos para qualquer sinal deles. Quando seu filho lhe vier com pequenos problemas, não é sábio mandá-lo embora com respostas rápidas. Este é o tempo de mostrar vivo interesse no que há na mente do filho e fazê-lo expressar-se, por usar perguntas. Muitos pais dizem que têm dificuldades em fazer seus filhos falar, em contar-lhes o que têm na mente. Não será porque os próprios pais dificultaram a palestra no passado, quando os filhos queriam falar e precisavam de ajuda? Quão tolo é interromper uma conversa com o filho, só porque na hora não sente vontade para ela.

      6 Os pais que ficam atentos às coisas sobre que podem falar aos filhos e mostram disposição genuína de considerar quase qualquer assunto não encontrarão as linhas de comunicação fechadas, mas as encontrarão sempre abertas e zumbindo com mensagens que lhes dizem o que desejam saber e que contribuem cordialidade e compreensão à relação familiar. Os pais dispostos a escutar usualmente terão filhos dispostos a falar. Mas, dirigir-se-ão os filhos aos pais quando tiverem grandes problemas, se os pais não escutarem os pequenos problemas, nem ajudarem a solucioná-los e assim mostrarem bondade e compreensão? Tem agora mesmo algum amigo em quem confia, em quem tem confiança, a quem se possa dirigir com um sério problema, sabendo que tomará o tempo para escutar tudo o que tem a dizer e não o menosprezará só porque tem um problema? Cada criança deve sentir-se assim com relação aos seus pais. Sentem-se assim seus filhos? Provérbios 17:17 diz: “O verdadeiro companheiro está amando todo o tempo e é um irmão nascido para quando há aflição.” É triste quando o filho precisa ir fora do círculo familiar para ter esta espécie de relação.

      7. O que está incluído em presidir à família de modo excelente?

      7 O apóstolo Paulo escreveu que o superintendente deve ser “homem que presida de maneira excelente à sua própria família, tendo os filhos em sujeição com toda a seriedade; (deveras, se um homem não souber presidir à sua própria família, como tomará conta da congregação de Deus?)”. (1 Tim. 3:4, 5) Ali não diz que, não importa quanto tempo o pai dedique a outros interesses, tudo está certo enquanto ele intervier e resolver as questões sempre que seus filhos se meterem em dificuldades. Não, ele precisa presidir à sua família de modo excelente, observando cuidadosamente, prevenindo problemas, e antecipando o que possa desenvolver-se entre os aos seus cuidados. Conselho preventivo é muito melhor do que conselho corretivo. O pai que se especializa em prevenir problemas é mais sábio do que aquele que se satisfaz em solucioná-los ao surgirem. É verdade que os advogados criam a sua reputação pelas batalhas que travam no tribunal. Mas os pais cristãos criam boa reputação por presidirem dum modo que evite problemas.

      ORIENTAÇÃO PARA O ‘INEXPERIENTE’

      8. Como podem os pais ajudar seus filhos a ter o conceito correto para com a experiência?

      8 As crianças têm apenas pouca experiência de vida, mas pouco adianta os pais lhes lembrarem isso. Por outro lado, quando se ajuda realmente o filho a entender o grande valor que as Escrituras dão à experiência e como ele pessoalmente deve estar atento a aprender de cada experiência, então o filho provavelmente terá a atitude correta para com a ajuda que o pai (ou a mãe) lhe dá e tirará verdadeiro proveito dos vários acontecimentos que tocarem na sua vida, com o passar dos anos. Na realidade, todos nós devemos aprender de cada experiência pela qual passamos. E quando o filho se dá conta de que seus pais reconhecem que eles mesmos podem aprender lições das diversas situações, então ele estará menos apto a ressentir-se de sua própria inexperiência e estará mais receptivo ao processo da aprendizagem.

      9. O que dizem as Escrituras sobre os que se negam a aprender da experiência?

      9 O que dizem as Escrituras sobre a experiência? Elas repreendem severamente os que obstinadamente se recusam a escutar e a aprender da experiência, dizendo: “Até quando continuareis vós, inexperientes, a amar a falta de experiência, e até quando tendes de desejar vós, zombadores, a flagrante zombaria, e até quando continuareis vós, estúpidos, a odiar o conhecimento? Retornai em vista da minha repreensão.” (Pro. 1:22, 23) “Argucioso é aquele que tem visto a calamidade e passa a esconder-se, mas os inexperientes passaram adiante e terão de sofrer a penalidade.” — Pro. 22:3.

      10. Embora falte experiência aos jovens, quais são alguns dos modos de compensá-la?

      10 Há muitos modos em que os pais podem ajudar a compensar a inexperiência juvenil. Os pais compreensivos podem ajudar bondosamente os inexperientes a passar pelas dificuldades sem embaraçar os filhos diante dos outros. Também, ao lhes ensinarem a Bíblia, preparam-nos com conhecimento que pode tornar alguém mais sábio do que toda a experiência duma vida. O Salmo 19:7 nos diz: “A advertência de Jeová é fidedigna, tornando sábio o inexperiente.” E o Salmo 119:130 acrescenta: “A própria exposição das tuas palavras dá luz, fazendo que os inexperientes entendam.”

      11. É vergonhoso ser jovem e inexperiente?

      11 Ser jovem e inexperiente não é em si mesmo algo de que se envergonhar. Faz parte do processo de crescimento e simplesmente exige paciência. Mas quando alguém recusa admitir que é inexperiente e prossegue, cometendo atos de tolice ou de transgressão da lei, trazendo vitupério sobre a família e sobre a congregação cristã, então é algo de que se envergonhar. O pai (ou a mãe) que se der conta disso e peritamente ajudar seus filhos a reconhecer isso será ricamente recompensado quando o filho progredir à madureza.

      12. Como podem os pais ajudar os filhos a aprender a importância de mostrarem respeito?

      12 Ao passo que alguém se torna experiente nos modos de Jeová, ele também aumentará no apreço da importância de se mostrar respeito. Os pais devem dar um bom exemplo neste sentido aos seus filhos. O pai deve mostrar respeito pela mãe, reconhecendo que ela é co-herdeira “do favor imerecido da vida”. (1 Ped. 3:7) Ela também deve mostrar “ter profundo respeito pelo seu marido”. (Efé. 5:33) Ambos devem ter respeito pelos anciãos na congregação, vivendo em harmonia com o conselho bíblico: “Sede obedientes aos que tomam a dianteira entre vós e sede submissos, pois vigiam sobre as vossas almas como quem há de prestar contas.” (Heb. 13:17) Por aderirem assim aos modos de Jeová, mostram respeito por Jeová e seu arranjo teocrático. — 1 Cor. 11:3.

      13. (a) Como deve o sentimento de companheirismo influir na relação entre pais e filhos? (b) Como apresentam os anúncios comerciais na televisão às vezes um conceito deturpado desta relação?

      13 Quando os pais dão tal exemplo bom, não é difícil para os filhos entenderem o princípio do respeito. Eles provavelmente tenham seus pais em alto conceito e lhes mostrem respeito de muitos modos. É verdade, conforme já se disse, que os pais e os filhos devem ser companheiros. Mas isto se refere apenas a coisas tais como a relação cordial e amistosa que deve existir entre eles e não à igualdade real em outros sentidos na família. A aplicação dos princípios bíblicos exige que haja um entendimento claro de quem é o pai e quem é o filho. Em contraste, já notou alguma vez na propaganda na televisão que amiúde se mostra os filhos ensinando os pais, apresentando-os como antiquados ou como precisando ser corrigidos, ou então atualizados? Tal propaganda estimula o filho a pressionar o pai a comprar a espécie de carro que o filho quer. Ou estimula a filha a pressionar a mãe a permitir-lhe comprar roupa, perfumes, desodorantes, xampus ou outras coisas “novas” e “diferentes”, que realmente não são nem novas. É simplesmente uma invenção do mundo comercial para tirar proveito financeiro sem consideração dos maus efeitos no lar. Mas a Bíblia mostra claramente que os filhos são os menos experientes e que devem ser incentivados a mostrar respeito pelos que viveram mais tempo e viram mais da vida.

      14, 15. (a) Por que se deve ensinar aos filhos a pensar um pouco por si mesmos? (b) Dê sugestões que possam ajudar os pais nos seus esforços de ajudar os filhos a desenvolver a faculdade de raciocínio.

      14 Naturalmente, é preciso ensinar os filhos a pensar por si mesmos. Algum dia terão de fazer suas próprias decisões, e a educação desde cedo pode ajudar nisso. A Bíblia incentiva muito o desenvolvimento da faculdade de raciocínio, e este é um dos assuntos mais importantes em que os pais podem auxiliar os filhos. Estes desenvolverão algum padrão de raciocínio; assim, por que não assegurar-se de que aprendam a raciocinar à base do que a Bíblia nos diz sobre Jeová e seus modos? Provérbios 5:1, 2 diz: “Filho meu, presta deveras atenção à minha sabedoria. Inclina teus ouvidos ao meu discernimento, para guardar os raciocínios; e resguardem os teus lábios o próprio conhecimento.” Se quiser ajudar a alguém a desenvolver a faculdade de raciocínio, é importante não fazer para o estudante o que ele mesmo pode fazer. Os cristãos, ao apresentarem a verdade aos outros, aprenderam a importância de incluir o ouvinte na palestra, envolvendo-o nela, para saber o que ele pensa e depois fazê-lo raciocinar e chegar às conclusões certas. Estas são as coisas que os pais devem ter em mente ao ajudarem seus filhos a desenvolver a faculdade de raciocínio.

      15 Esta faculdade pode ser desenvolvida progressivamente, ao passo que o filho cresce. Há muitas decisões, decisões menores, que se lhe pode permitir fazer sozinho. Pergunte-lhe: “O que acha melhor fazer a respeito disso?” Talvez a sua resposta mostre que precisa de mais um pouco de ajuda. Raciocine com ele e encaminhe-o na direção certa. Não fique irritado ou impaciente. O apóstolo Paulo relembrou a sua própria infância como exemplo e disse: “Quando eu era pequenino, costumava falar como pequenino, pensar como pequenino, raciocinar como pequenino; mas agora que me tornei homem, eliminei as características de pequenino.” (1 Cor. 13:11) Ele desenvolveu a faculdade de raciocínio ao se tornar mais velho.

      16. Como se empenham até mesmo as pessoas do mundo a preparar os filhos para o futuro?

      16 Mesmo alguns pais que não fazem parte da congregação cristã dão-se conta do valor de preparar seus filhos para o futuro. Não deixam o futuro do filho entregue ao acaso, nem lhe permitem escolher o que ele quer fazer mais tarde, se é que quer fazer, quando tiver idade bastante para isso. Por exemplo, podem começar cedo na vida do filho a prepará-lo para cuidar dos negócios da família, para cuidar da propriedade da família ou iniciar uma nova carreira. Não é com respeito ao seu futuro financeiro, mas quanto à religião, que consideram como de pouca ou nenhuma importância, que eles às vezes permitem que seu filho se decida mais tarde. Portanto, não pense que o mundo não aprova o princípio da preparação e educação. Aprova, sim, e muitíssimo, mas em empreendimentos materialistas, não em assuntos espirituais.

      DAR CONSELHO QUE EDIFICA

      17. É bastante simples dar conselho exato ou precisa-se de algo mais?

      17 Às vezes, após receber conselho, houve quem dissesse: “Não me importei com o que ele disse; era realmente verdade e merecido. Só não gostei do jeito como falou.” Naturalmente, numa família cristã, o conselho deve ser aceito mesmo que não seja apresentado do modo mais aceitável. Mas, há coisas que os pais podem ter em mente, a fim de tornar o conselho mais aceitável para os filhos? Sem dúvida que há. Não é apenas uma questão de saber o que há de errado e o que precisa ser melhorado, mas também é preciso saber como tratar do assunto e como se expressar.

      18, 19. (a) Como estão o tempo e o lugar envolvidos na questão de dar conselho? (b) O que mais ajudará a aceitar mais facilmente o conselho?

      18 Uma coisa a considerar é o tempo para dar conselho. Logo após um transtorno ou erro amiúde pode ser o tempo apropriado, mas nem sempre. Talvez seja melhor esperar até que tanto os pais como o filho estejam com melhor disposição de ânimo. Também se deve considerar o lugar. Se algo saiu errado no lugar da reunião da congregação, na casa dum outro ou durante as compras, talvez seja melhor adiar o conselho ou pelo menos um conselho extenso até voltar para casa.

      19 O modo de se expressar envolve bondade, discrição, calma e razoabilidade. Poderá deixar o filho expressar-se sobre alguns pontos, reconhecendo que pessoalmente talvez não saiba tudo sobre a situação. E poderá fazer perguntas, para ver que ele entenda a questão. Um sorriso talvez seja apropriado, quando o assunto não é muito sério e o conselho é prontamente aceito. Mas, em ocasiões mais sérias, quando se precisa dum conselho firme, o sorriso talvez dê a impressão errada. Em todos os casos, deve-se ter a certeza de que o conselho é prontamente entendido.

      20, 21. (a) Por que não costumam produzir as ameaças os melhores resultados na educação dos filhos? (b) Qual é o método melhor?

      20 Ameaças e advertências não costumam produzir os melhores resultados. Por que não? Porque podem resultar apenas no temor da ameaça de punição, não em ódio à transgressão. (Sal. 97:10) Em Efésios 6:9, os amos são aconselhados a ‘deixar as ameaças, pois sabem que o Amo, tanto deles como seu, está nos céus, e com ele não há parcialidade’.

      21 O método melhor é mostrar a vantagem de se fazerem as coisas do modo de Jeová, e, sempre que possível, raciocinar sobre por que certas coisas são más. Estimule otimistamente o proceder certo, mas ao mesmo tempo esclareça amorosamente as conseqüências da desobediência. Há uma diferença entre ameaçar e esboçar as conseqüências que certo proceder sem dúvida produzirá. Note a maneira convidativa em que Jeová exorta ao proceder certo: “Filho meu, se aceitares as minhas declarações e entesourares contigo os meus próprios mandamentos, de modo a prestares atenção à sabedoria, com o teu ouvido, para inclinares teu coração ao discernimento; . . . neste caso entenderás o temor a Jeová e acharás o próprio conhecimento de Deus.” (Pro. 2:1-5) No entanto, mais adiante neste capítulo, apresentam-se as conseqüências de modo bondoso, mas firme: “O objetivo é que andes no caminho de gente boa e que guardes as veredas dos justos. Pois os retos são os que residirão na terra e os inculpes são os que remanescerão nela. Quanto aos iníquos, serão decepados da própria terra; e quanto aos traiçoeiros, serão arrancados dela.” — Pro. 2:20-22.

      ASSOCIAÇÕES

      22, 23. Como influem no filho os companheiros, e, por isso, qual deve ser a atitude dos pais neste respeito?

      22 Os pais cristãos muitas vezes vêem surgir problemas quando seus filhos começam a se associar com outros na vizinhança ou com colegas de escola. Naturalmente, eles precisam ter alguma associação com os de fora. O isolamento completo, hoje em dia, é praticamente impossível e desaconselhável. Os companheiros mundanos variam em grau de influência não-cristã que exercem. Mas os pais precisam saber com quem seus filhos falam e brincam. Ao passo que algumas pessoas do mundo hoje têm certas características admiráveis, é preciso lembrar-se de que não se pode dizer que aquele que não é adorador de Jeová seja boa companhia. — 1 Cor. 15:33.

      23 De modo geral, pode-se dizer que há realmente apenas duas espécies de companheiros. Provérbios 13:20 diz: “Quem anda com pessoas sábias tornar-se-á sábio, mas irá mal com aquele que tem tratos com os estúpidos.” Naturalmente, não se identifica ali quem é sábio. Mas a Bíblia torna claro, em outra parte, a que espécie de sabedoria isso se refere. Salmo 111:10 diz: “O temor de Jeová é o princípio da sabedoria.” Portanto, os adoradores de Jeová são os sábios com os quais seus filhos devem associar-se. Isto os ajudará a tornar-se realmente sábios. A situação ideal é quando os pais têm preparado um programa tão bom para seus filhos, que sobra pouco ou nenhum tempo para associações com os de fora. Estar com a família ou com outros cristãos torna-se tão interessante e absorvente, que as outras associações nem se tornam uma tentação. Mas quando se tornam, então os pais devem tomar tempo para esclarecer ao filho o ponto de vista bíblico sobre o assunto; ao mesmo tempo devem exercer firmemente o necessário controle.

      24. Por que precisam os próprios filhos compreender o que a Bíblia diz sobre más associações?

      24 Devem os pais cristãos ser realmente tão francos e diretos em ensinar seus filhos sobre associações mundanas? Por que não? Os filhos, em geral, apreciam que se lhes fale sobre a verdade dum assunto, para que não seja mal entendido. Pelo menos, vários deles afirmam hoje que querem que os mais velhos lhes “falem as coisas como são”. Naturalmente, deve-se ensinar aos filhos também a bondade e a discrição, para que possam tratar os outros de modo amoroso. Mas não basta que só os pais se apercebam dos perigos das associações erradas. Se os filhos hão de ser protegidos, terão de saber também quais os perigos, e é da responsabilidade dos pais esclarecer este ponto.

      25. A quem devem os pais recorrer em busca de orientação na criação de seus filhos, e por quê?

      25 Ao procurarem edificar nos seus filhos qualidades duradouras de que precisarão para sobreviver às provações que ainda aguardam todos os verdadeiros cristãos, os pais devem recorrer a Jeová em busca de força e orientação. (1 Cor. 3:10-15) Não é fácil criar os filhos para que se tornem motivo de prazer para os pais e honra para Deus. Exige constante vigilância. Mas, embora seja uma responsabilidade que às vezes causa momentos de ansiedade, é também um privilégio que nos foi dado por um Deus amoroso, que primariamente dá alegria. Deveras, pode haver satisfação e alegria em criar os filhos.

  • “Amizade com o mundo”
    A Sentinela — 1974 | 1.° de agosto
    • “Amizade com o mundo”

      O clero da cristandade não teve vergonha em mostrar abertamente seu apoio a Hitler e seus esforços de perseguir as testemunhas de Jeová. Conforme relatado em Oschatzer Gemeinnützige, de 21 de abril de 1933, o ministro luterano Otto, num discurso pelo rádio em 20 de abril, em honra do aniversário de Hitler, disse:

      “A Igreja Luterana alemã do Estado da Saxônia chegou conscientemente a bom termo com a nova situação e tentará prestar a mais íntima cooperação com os líderes políticos de nosso povo mais uma vez, a fim de tornar disponível à inteira nação a força do antigo evangelho de Jesus Cristo. Os primeiros resultados desta cooperação já podem ser relatados na proscrição hoje imposta à Associação Internacional dos Fervorosos Estudantes da Bíblia e suas subdivisões na Saxônia. Sim, que momento decisivo mediante a direção de Deus! Até agora, Deus tem estado conosco.”

Publicações em Português (1950-2026)
Sair
Login
  • Português (Brasil)
  • Compartilhar
  • Preferências
  • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Configurações de Privacidade
  • JW.ORG
  • Login
Compartilhar