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Um jovem se desviaA Sentinela — 1966 | 1.° de fevereiro
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Isto foi claramente entendido pela primeira vez em 1881 e expresso no folheto Sombras do Tabernáculo dos Melhores Sacrifícios. Era modalidade destacada do livro O Plano Divino das Eras, publicado em 1886, livro este que foi amplamente difundido e estudado durante os próximos quarenta anos. Ainda mais penetrante, o folheto Milhões Que Agora Vivem Jamais Morrerão e os discursos públicos mundiais com esse título, que começaram no início de 1918, forneceram prova bíblica de que uma multidão de pessoas sobreviveria ao Armagedom e viveria para sempre na terra, sob o reino de Deus.
18. Como foi que alguns responderam à mensagem, similarmente ao filho mais jovem?
18 Muitas pessoas não só ouviram a mensagem, mas entraram em íntimo contato com a organização do povo de Deus que a proclamava. Conheciam a provisão de Deus para restaurar a vida perfeita na terra, e criam nela, mas, como o filho mais jovem, não queriam esperar para gozar a vida do modo e no tempo de Deus, na “nova terra”, sob a vigilância do “novo céu”. (Rev. 21:1) Em outras palavras, queriam, para usufruto imediato, proveniente do Pai celeste, aquela ‘ arte dos bens que lhes cabia’. Era pedido prematuro, com motivo indigno.
19. Como é que a classe do filho mais jovem não demonstrou nenhum desejo de ter a parte do primogênito?
19 Note, na ilustração dada por Jesus, que não foi feito o pedido da parte que cabia ao irmão mais velho, o primogênito. Segundo a lei de Deus, o “direito do primogênito” era de herdar “duas partes” das propriedades do pai, em comparação com uma parte do filho mais jovem. (Deu. 21:17) Assim, também, se dá em nossos dias. A classe do filho mais jovem não entretia para si mesma a esperança celestial, sabendo que isto envolvia trilhar pela estrada estreita do auto-sacrifício numa vida de dedicação: Relutavam em dar o passo da dedicação e de entrar no serviço de Jeová. Para apreciar sua posição, temos de ter presente que, até cerca de 1934, o passo da dedicação de si mesmo a Deus, era considerado como sendo apenas para os que se tornariam filhos espirituais de Deus, com a esperança celeste colocada diante deles. Naquele ano, foi claramente indicado em A Sentinela que era inteiramente correto as “outras ovelhas” se dedicarem para fazer a vontade de Deus, simbolizando-o pela imersão em água. — A Sentinela, em inglês, de 15 de agosto de 1934, página 250.
20. Como é que alguns, atualmente, seguem um proceder semelhante ao do filho mais jovem?
20 Até 1935, o ajuntamento das “outras ovelhas”, como algo a ser realizado antes do Armagedom, não foi destacado. Mas, dali em diante, foram supridas a nutrição e a ajuda bíblicas, por meio das páginas de A Sentinela, para fortalecer aqueles cujas esperanças eram terrestres. Da mesma forma, continua a ser verdadeiro que muitos têm obtido conhecimento de Jeová e de seu propósito, sabendo que é a verdade, mas, têm-se esquivado de fazer progresso adicional. Entendem o que está envolvido nisso. Como o filho mais jovem, desejam algo diferente, agora.
21. (a) Que perguntas surgem amiúde quando os jovens seguem tal proceder? (b) O que devem ter presente os pais neste respeito? (c) Como deve ser considerada corretamente a dedicação?
21 Os fatos mostram que, em muitos casos, tratam-se de pessoas jovens, ou talvez de filhos de pais dedicados, por isso, pessoas bem a par da esperança de vida num paraíso restaurado. As vezes, estes jovens, talvez adolescentes foram batizados, pretendendo estar dedicados. Daí, pouco depois, desaparecem da vista no que toca às testemunhas de Jeová. Tornam-se inteiramente absortos nos modos e nos prazeres mundanos, às vezes entregando-se à conduta vergonhosa, trazendo vitupério aos pais. Então os pais, com grande tristeza, suscitam a pergunta de se seu filho ou sua filha jovem realmente entendeu o significado da dedicação e do batismo. Mas, não é esse um tempo inadequado para suscitar tal pergunta? Não deveriam eles ter-se assegurado disso naquela ocasião passada? É tão fácil os jovens assumirem algo com grande entusiasmo por certo tempo, então: assumirem algo mais com igual entusiasmo. Provam apenas o que a vida tem a oferecer, inclusive as atrações deste mundo, com seus sonhos e vaidades. (Ecl. 4:7) São suscetíveis às sugestões. Vêem outros de sua idade serem imersos, assim, por que não eles? Com seu conhecimento da verdade, acham que podem dizer Sim às duas perguntas propostas na ocasião da imersão. Mas, será que se pode dizer que, nesse estágio, apreciam realmente o que significa dar o passo da dedicação como perpétuo “voto a Deus”, para fazer a Sua vontade para sempre, envolvendo sua vida inteira? Diz a escritura: “Melhor é que não votes do que votes e não pagues”, argumentando que “foi erro”. “Por que razão se iraria Deus contra a tua voz, de sorte que destruísse a obra das tuas mãos?” É justamente isso o que aconteceu ao filho pródigo. — Ecl. 5:4-6, Al.
22. O que se deve incentivar quanto às pessoas, mas, o que deve ser evitado?
22 Naturalmente, as pessoas, inclusive as jovens, variam grandemente. Em idade surpreendente, algumas podem assumir o sério conceito das coisas e apegar-se a ele. Há exemplos bíblicos disto, como o de Samuel. Não podemos fixar uma regra geral ou limite de idade. Cada um na família precisa ser tratado individualmente. Ao mesmo tempo, queremos evitar um proceder que, com efeito, tenda a produzir filhos pródigos.
23. Que perguntas surgem a respeito dos que se desviam?
23 Muitas perguntas surgem a respeito dos que se desviam. Não se trata de inimigos voluntários. Será possível para eles a recuperação, e, se assim for, como? Como é que a ilustração do filho pródigo ajuda a responder a estas perguntas Que luz lança, não só sobre a classe do filho pródigo, mas sobre a atitude e o proceder a serem seguidos por aqueles que se apegam à organização de Deus? Estas e outras perguntas serão consideradas num número subseqüente de A Sentinela.
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Vigoroso retorno à vida espiritualA Sentinela — 1966 | 1.° de fevereiro
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Vigoroso retorno à vida espiritual
“Como rapazinho de quatorze anos”, relata uma Testemunha de Nebrasca, E. U. A., “cheguei a me associar com as testemunhas de Jeová por meio do interesse que minha mãe tinha na Bíblia. Fui batizado em 1948. Mas, sinto dizê-lo, ao relembrar esses anos, que minha natureza inquieta e imaturidade me fizeram cometer muitos erros, mas, dou graças a Jeová por sua amorosa misericórdia. Fiquei distraído pelas ansiedades de criar a família e por empreendimentos materialistas até que me achava quase que espiritualmente morto. Então, subitamente, fiquei sem trabalho. O que poderia fazer? Decidi que já era tempo de seguir o conselho de Jesus, de pôr em primeiro lugar os interesses do Reino. Com o tempo, fui servir onde há mais necessidade e me tornei servo. Quando as coisas ficaram difíceis e pensávamos em ir embora dali, costumava sentar-me à minha escrivaninha e examinar os cartões de Registro de Publicador. Via muito mais que nomes apenas; via almas viventes que começavam a dar os passos para a vida. Como poderia abandoná-las depois de terem progredido tanto e mostrarem tal espírito disposto? Nós permanecemos ali!
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