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O que acontece com os índios do Brasil?Despertai! — 1972 | 8 de dezembro
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seus hábitos morais e religiosos e os fez ficar em conformidade com as elevadas normas que o verdadeiro Deus, Jeová, exige.
Em sua obra de pregação, as testemunhas de Jeová também tentam entrar contato com os indígenas no meio das selvas. E a boa-nova do Reino de Deus está alcançando o interior do país, à medida que alguns destes índios que aprenderam a verdade de Deus retornam a suas tribos para visitá-las. Assim, espera-se que mais se desfaçam de suas superstições e aceitem a verdade bíblica que conduz à vida eterna na justa nova ordem de Deus.
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‘Da boca das crianças’Despertai! — 1972 | 8 de dezembro
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‘Da boca das crianças’
QUANDO Jesus Cristo cavalgou para Jerusalém na primavera setentrional de 33 E. C. para apresentar-se como rei os meninos no templo gritaram: “Salva, rogamos, o Filho de Davi!” Em reconhecer assim a realeza de Jesus, estes meninos estavam louvando a Jeová, Aquele que o designara rei. (Mat. 21:15, 16) Similarmente, crianças entre as testemunhas cristãs de Jeová hoje, por suas palavras e ações, trazem louvor a seu Criador.
Uma criança de cinco anos no Japão aprendeu fielmente de sua mãe os propósitos de Deus. Mas, o pai dela, que não era testemunha de Jeová, enviou sua filha a um jardim de infância budista. Ali, esta menininha recusou adorar o Buda ao entrar pela porta, e não adorou o ídolo. A professora a reprovou severamente e também tentou impedir que ela desse graças a Jeová antes de comer seu lanche todo dia. Por fim, a professora tentou obrigá-la a tomar parte na Festa Tanabata budista mas sem resultado. Assim, perguntou: É por que sua mãe mandou que não fizesse isso?’ A menininha de cinco anos respondeu: ‘Não, não faço isso porque não agrada a Jeová Deus.’ Que excelente expressão a ser ouvida duma menininha!
A respeito da perseguição que lhe moviam as colegas, uma garota de oito anos, na Bolívia, declara: ‘Certo dia, durante as aulas, minhas colegas decidiram obrigar-me a ir com elas até Igreja católica local para ver quão linda ela era com todas as suas imagens, e decorações. Eu lhes disse que, mesmo que a Igreja seja lindamente decorada com imagens, não vale nada. As imagens tem olhos mas não vêem, têm pés mas não andam, tem ouvidos mas não ouvem, e têm boca mas não falam. Minhas colegas me ameaçaram, dizendo: “Quando morrermos, vamos vir puxar seus pés, de modo que irá arrepender-se do que disse.” Eu lhes disse que não tinha medo, visto que a Bíblia afirma que, quando uma pessoa morre, volta ao pó e não sabe nada.
“Quando terminaram às aulas, começaram a bater em mim e me derrubar, e, quando eu me levantava, passavam-me uma rasteira. Arrastaram-me até à porta da igreja. Eu fiquei com medo e orei a Jeová. Seguraram-me pelo cabelo, arrastaram-me pelo cabelo, arrastaram-me para dentro da igreja e então disseram: “Agora você vai olhar para nossas imagens e fazer o que nós fizermos.” Neste momento, entrou um estranho. Minhas colegas fugiram, mas não antes de eu conseguir ficar de pé e gritar que eu ainda era uma das testemunhas de Jeová e sempre o seria.’
O que habilitou esta Jovem a suportar tal pressão de suas colegas? Ela mesma explicou que era o estudo bíblico regular semanal da família dirigido pelos genitores dela que fortaleceram sua fé.
Que as crianças podem servir de instrumento para ajudar outros a obter conhecimento exato da verdade bíblica é ilustrado no caso de uma garotinha canadiana. Sua mãe começou a estudar a Bíblia com as testemunhas de Jeová e foi incentivada a estudar com sua filhinha de cinco anos, usando a publicação Do Paraíso Perdido ao Paraíso Recuperado. Esta garotinha então começou a conversar com sua babá sobre o que ela aprendia. Por exemplo, ela lhe disse: ‘Sempre oramos antes das refeições.’ De modo que a babá começou a orar à Virgem Maria. Mas, a garotinha de cinco anos a interrompeu, dizendo que ela e sua mãe só oravam a Jeová. Depois do almoço, ela insistiu que a babá lesse para ela o livro Paraíso. Quanto mais ela lia, mais interessada ficava a babá adolescente. Por fim, começou a fazer perguntas à mãe da garotinha. Depois disso, a babá falou com uma de suas colegas e esta, por sua vez, falou com sua família. Isto produziu surpreendentes resultados. Dentro de um ano, não só a mãe da garotinha de cinco anos se tornou Testemunha batizada de Jeová, mas, em adição, outras quatro pessoas tomaram este passo no serviço de Deus.
Crianças pequenas também participam na proclamação pública da mensagem da Bíblia. Na África do Sul, James, com quatro anos, acompanha sua mãe no ministério de porta em porta. Ao apresentá-lo, ela diz: “Como testemunhas de Jeová, ensinamos a Bíblia a nossos filhos e também os treinamos a falar com outros. Gostaria de ouvir o que ele tem a dizer?” Até agora, todos têm-se disposto a ouvi-lo, à medida que passa a dizer, quer em inglês quer em afrikaans: “Meu nome é James, eu estou fazendo um trabalho bíblico, falando às pessoas a boa-nova do Reino “ Daí, mostra-lhes a primeira gravura no livro A Verdade Que Conduz à Vida Eterna, fornecendo breve explicação.
Na verdade, as crianças jamais são jovens demais para aprender sobre a Bíblia e para louvar a Jeová. Quão excelente é, portanto, que os pais sejam diligentes em fornecer a seus filhos as melhores instruções da Palavra de Deus!
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A vida na lagoaDespertai! — 1972 | 8 de dezembro
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A vida na lagoa
CONFORME NARRADO AO CORRESPONDENTE DE “DESPERTAI!” EM GHANA
EU ÀS VEZES fico na velha ponte, de noite, observando os pescadores ebriés deslizarem em suas canoas feitas de troncos de árvores, para uma pescaria à noite. Ao vê-los passar remando sob a ponte e desaparecer na noite, ocasionalmente desejo ter a oportunidade de ir com eles e passar a noite mais uma vez na lagoa. Pois eu, também, sou um ebrié e a lagoa era certa vez toda a minha vida.
Agora moro em Abidjan, Costa do Marfim, uma cidade movimentada e próspera. Contudo, amiúde anseio me ver livre da sujeira e do barulho e das paredes de cimento da cidade e ficar lá longe em minha piroga mais uma vez deslizando entre os juncos da beira da lagoa.
Muitas noites deleitosas foram passadas por mim junto com meu pai na água. A lagoa, orlada de areia e de mar a um lado, e da selva verde do outro, era pacífica, não havendo barulho senão o barulho das ondas e a chamada ocasional de um companheiro de pesca. Às vezes a lua cheia parecia transformar tudo em prata: as gotículas de prata da água brilhando sobre as redes de prata, os peixes de prata e, através das águas escuras da lagoa, o luar abria uma trilha de prata para nossa canoa.
Diferentes Métodos de Pesca
Dispúnhamos de muitos diferentes modos de pegar peixes. Eu e meu pai em geral partíamos ao escurecer. Colocávamos as redes a alguns quilômetros do povoado. Retirávamo-nos para uma curta distância e esperávamos uns dez minutos mais ou menos. Daí, começávamos bater com nossos remos na água, e os peixes, assustados, saíam de seus buracos, nadando direto para as nossas redes. Uma ou duas vezes eram em geral o bastante para trazermos suficiente comida para a família, para aquele dia.
A rede de arremesso é bastante popular. É circular e pedaços de chumbo ou pequenas pedras nas extremidades a tornam mais pesada. Depois de espalhar sobre a água migalhas de mandioca, nossa isca comum, e de marcar o lugar com varas enfiadas no fundo arenoso da lagoa, saíamos por curto tempo e então retornávamos para lançar a rede sobre a água em que as carpas se haviam ajuntado para comer a isca.
Jogar esta ampla rede enquanto se fica em pé numa pequena piroga é uma arte. Muitos novatos gastam grande parte de seu tempo caindo no meio dos
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