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De Nossos Leitores — respostas sobre “o abuso sexual de crianças”Despertai! — 1985 | 22 de agosto
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que meu filho jamais tenha de passar pela dor que eu sofri.”
Escreve uma leitora dos Estados Unidos: “Acabo de ler o artigo sobre ‘O Abuso Sexual de Crianças’, da edição de 8 de junho de 1985 de Despertai!. Não consegui reter as lágrimas, porque eu, também, sofri abusos sexuais. Isso me aconteceu quando tinha cinco anos. Quem cometeu tais abusos foi um homem com quem minha mãe estava namorando. Aproveitando a ausência de minha mãe e enquanto meus irmãos brincavam no quintal, este senhor tomava liberdades sexuais comigo. Tenho tentado esquecer isto, procurando apagá-lo de minha mente, esforçando-me de fingir que foi só um pesadelo, mas não foi um pesadelo. Aconteceu realmente, e, durante todos esses anos (tenho agora 27 anos) jamais contei isso a ninguém. Muito obrigada pelo artigo sobre o abuso sexual de crianças. Deu-me a coragem para escrever-lhes esta carta.”
Estas são apenas algumas das muitas cartas recebidas e que mostram a assustadora dimensão do problema. Vivemos em tempos deveras decadentes. (2 Timóteo 3:1, 3) Houve até mesmo casos que envolviam famílias cristãs e que tiveram de ser cuidados pelos anciãos das congregações! Jamais se esqueça de que, ao passo que o abuso sexual de crianças é geralmente um pecado cometido por adultos, são as crianças que assumem a carga. É trágico que tantas crianças estejam sendo privadas de sua infância por parte de adultos sem domínio de si. As feridas emocionais infligidas a estas crianças e jovens podem durar a vida inteira!
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Ausência de infânciaDespertai! — 1985 | 22 de agosto
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Ausência de infância
“As crianças virtualmente não têm mais infância”, declara o jornal Daily Mail, de Londres, Inglaterra. ‘Aprendem tudo muito rápido, ficam superexpostas a tudo e não mais existem controles sociais que orientem seu comportamento. O motivo destas conclusões acha-se em dois informes: Um é da Associação dos Mestres e Mestras Assistentes (sigla em inglês, AMMA), da Grã-Bretanha, e o outro é um estudo estadunidense, feito por Marie Winn, e publicado na Grã-Bretanha, Children Without Childhood: Growing Up Too Fast in the World of Sex and Drugs (Crianças sem Infância: Crescendo Rápido Demais no Mundo do Sexo e dos Tóxicos).
Crianças de até 5 anos tornam-se cada vez mais beligerantes, não respeitam os bens de outras crianças, não respeitam os adultos, e empregam linguagem obscena, segundo tais informes. A maioria dos professores indagados pela AMMA acham que os pais estão mimando seus filhos e que esta é a causa básica do aumento do comportamento anti-social das crianças. Oitenta e seis por cento desses mestres lançam a culpa na falta de nítidos padrões e expectativas no lar”; 82 por cento apontaram a falta de exemplo parental como o culpado.
Além disso, os dois informes citam os lares rompidos, os maus exemplos dados pelos mestres, e entregar-se demais a ver TV como causas dos surpreendentes maus modos das crianças. “Todos somos culpados”, confessa o Daily Mail. “Inventamos uma sociedade que é inteiramente inapropriada para a criação de filhos. Com a fácil aceitação do divórcio e de casais amigados, destruímos a família. Com uma atitude permissiva para com a disciplina, removemos as sanções.”
As crianças, muito ao contrário de indulgência, precisam constantemente de correção e disciplina bondosas, porém firmes. Como observou o sábio homem, Salomão: “A tolice está ligada ao coração do rapaz; a vara da disciplina é o que a removerá para longe dele.” Também precisam ver em seus genitores e mestres um bom exemplo de comportamento correto, porque “todo aquele que for perfeitamente instruído será semelhante ao seu instrutor” — Provérbios 22:15; Lucas 6:40.
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