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Observando o MundoDespertai! — 1986 | 8 de janeiro
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importou, em 1984, notas de pesos no valor de US$ 23 milhões, tornando-as a terceira maior importação do país, sendo somente ultrapassada por equipamentos de mineração e alimentos. Não é incomum os bolivianos levarem pesos em sacolas ou ponchos nas costas, ao irem fazer compras. A inflação obrigou o Governo a pôr em circulação notas de cinco milhões de pesos.
Quem Assalta Bancos?
Um investigador de polícia de Munique, Alemanha, dirigiu uma pesquisa da motivação e da formação dos assaltantes de banco. Chegou à conclusão que o assalto a banco não é de forma alguma um crime cometido apenas por pessoas com antecedentes criminais. Antes, tornou-se praticamente “um crime de qualquer um”. “A pesquisa revelou que os atuais assaltantes de banco provêm de todos os níveis sociais, ocupacionais e de inteligência”, veicula o Bremer Nachrichten. “Encontra-se tanto o dono de fábrica como o oficial militar, o corretor da bolsa de valores e o artífice; mas também o próprio bancário, sim, até mesmo o policial.” Os motivos mais comuns são a dívida, a paixão pelos jogos de azar, e o desejo de um “estilo de vida livre de preocupações”.
Nova Luz Sobre o Suicídio de Jovens
Nos últimos 20 anos, os suicídios de jovens mais do que triplicaram nos Estados Unidos. Um estudo de três anos, feito na Universidade de Louisville (Kentucky, EUA), comprovou não ser verídica a idéia geralmente aceita de que aqueles que falam sobre o suicídio não o cometem. Ao estudar 24 suicídios de jovens na faixa dos 12 aos 19 anos, observou-se que 17 deles já tinham falado antes sobre seu desejo de morrer, 11 haviam ameaçado suicidar-se, e 8 tinham tentado fazê-lo. “Graças a estes dados, somos muito mais sensíveis se um professor ou um genitor nos telefona e diz que um jovem preferiria estar morto”, afirmou o Dr. Mohammad Shafii, que presidiu a equipe de pesquisa. Explicando o aumento dos suicídios, cita “o aumento em lares de um só genitor, a influência declinante da igreja como sistema de apoio”, e “mais do que qualquer outra coisa. . . a falta de contato humano”, relata o jornal The Courier-Journal, de Louisville.
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De quem são os filhos? A quem cabe decidir?Despertai! — 1986 | 8 de janeiro
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De quem são os filhos? A quem cabe decidir?
EM 1982, a Sociedade de Proteção em Questões Médicas da Grã-Bretanha declarou: “É perfeitamente razoável afirmar que a pessoa tem de levar em conta as crenças [religiosas] dos genitores. Mas é totalmente desarrazoado pôr em perigo a vida da criança.” Isto constituía firme endosso para que os médicos transfundissem sangue em filhos de Testemunhas de Jeová sem primeiro obterem um mandado judicial.
Não obstante, o recente aumento da AIDS complicou muito esta situação, conforme noticiado na publicação Justice of the Peace, de março de 1985: “A terrível doença AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) introduz novo fator no argumento. Se parte do sangue transfundido foi infetada por um doador de sangue, isto, tecnicamente . . . poderia resultar em uma criança contrair a doença, e morrer duma forma muito angustiante, pouco tempo depois. Já houve casos em que o pior aconteceu. . . . Qualquer doença terminal é estarrecedor, do ponto de vista dos pais ou de outros intimamente ligados à criança, mas o efeito da AIDS é, pelo visto, tão horrível que é quase impossível de se crer.”
Semanas mais tarde, uma criança de menos de dois anos morreu de AIDS num hospital de Londres. Uma “vítima trágica duma transfusão de sangue infetado”, noticiou o jornal Daily Mail. O inquérito judicial revelou que mais bebês na Grã-Bretanha têm probabilidade de contrair AIDS “apesar dos testes seletivos mais rígidos do sangue usado em transfusões”. Já se sabe que os bancos de sangue ingleses apresentam contaminação.
Agora, será que os médicos e os tribunais permitirão que os pais determinem que tratamento médico devem ter seus próprios filhos, e reconhecerão o direito legal dos pais de opor-se a transfusões de sangue à força? Só o tempo dirá.
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