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  • “Mamãe, compra isso pra mim!”
    Despertai! — 1980 | 8 de dezembro
    • “Mamãe, compra isso pra mim!”

      COMO ENSINAR OS FILHOS A FAZER USO SÁBIO DO DINHEIRO

      “MAMÃE, compra isso pra mim!” Quão amiúde ouvimos essas palavras! Quando crianças, provavelmente nós mesmos as usamos. Às vezes, nossa mãe nos dizia “Sim”, às vezes “Não”. Ocasionalmente, ela tinha tempo para explicar as razões, mas, usualmente apenas aprendíamos que existiam coisas que ela compraria, e algumas que ela não compraria.

      É assim que a maioria das crianças aprendem a usar o dinheiro — pelo exemplo. Com efeito, enquêtes demonstraram que muitos pais não têm nenhuma forma planejada de ensinar seus filhos a utilizar de modo sábio o dinheiro.

      Talvez pense que realmente está ensinando a seus filhos o que comprar e quando, como comparar os preços e julgar a qualidade das coisas, e como continuar livre do materialismo moderno. Mas, seria bom perguntar a si mesmo: “Quando foi a última vez que realmente fiz um esforço consciente de fazer isso?” Poderia ser há muito mais tempo do que imaginava.

      Quer tenha feito tais esforços quer não, os princípios e as sugestões neste artigo poderiam ser-lhe úteis.

      Isto é importante porque existem pessoas que fazem esforços conscientes de ensinar a seus filhos certos princípios que podem ser diferentes dos que desejam que eles sigam. Tais pessoas passam a vida toda aprendendo a persuadir outros, e suas opiniões sobre a importância das coisas materiais podem diferir das suas. Quem são elas? Deixemos que elas falem por si:

      Modeladores da Mente

      Há alguns anos atrás, uma agência de publicidade que visava as crianças publicou um anúncio, nos EUA, que dizia aos comerciantes e anunciantes: “Mentes ansiosas podem ser moldadas para vir a querer seus produtos! . . . Eis aqui um amplo mercado para seus produtos. Venda a tais crianças sua marca registrada e elas ainda insistirão que seus pais não comprem nenhuma outra. Muitos anunciantes de longa visão estão faturando hoje e . . . edificando para o futuro . . . por moldar mentes ansiosas.”

      Desde mui tenra idade, as crianças são o alvo da publicidade que visa fazê-las desejar mais coisas materiais. Pessoas dotadas de alta perícia estudam os modos de apelar para as “necessidades íntimas” de seu filho, e criar uma “demanda” de seus produtos.

      Nos países em que a televisão é usada para anunciar produtos infantis, este é o principal veículo para persuadir as crianças. Começa a funcionar antes mesmo que tenham idade bastante para ler. Em The Hidden Persuaders (Os Persuasores Ocultos), Vance Packard cita um anúncio que alertava os fabricantes para a extraordinária capacidade da televisão. Dizia: “Em que outro lugar da terra é a consciência da marca registrada fixada de forma tão firme na mente dos garotinhos de quatro anos? . . . Quanto isso vale para um fabricante que poderá aproveitar esta audiência juvenil e continuar a vender a ela, sob condições controladas, anos após ano, até que atinja a idade adulta e a condição de um pleno comprador?”

      Três professores universitários nos Estados Unidos entrevistaram crianças entre as idades de cinco e 12 anos, e verificaram que se expunham a uma média de cerca de 400 comerciais de televisão por semana — cerca de 20.000 por ano! Tais professores comentaram: “A capacidade de as crianças . . . evitarem ser ‘tapeadas’ ou enganadas é uma questão de considerável interesse atual, especialmente à luz desta alta exposição a que as crianças — mesmo as bem pequeninas — ficam aos comerciais.”

      Verificaram que 56 por cento das crianças no jardim de infância tinham pouca consciência do “porquê existem comerciais na TV” e que cerca da metade delas imaginava que “os comerciais sempre falam a verdade”. Tais crianças são muito jovens, mas os anunciantes gastam grandes somas para alcançá-las, porque crêem que hábitos vitalícios já estão sendo formados.

      Os professores também verificaram que apenas cerca de metade das mães destas crianças de cinco anos conversavam com elas sobre os comerciais. Comentaram eles: “Muitas mães de crianças no jardim de infância parecem estar perdendo a oportunidade de ensinar a seus filhos a compreender a intenção dos comerciais, compreensão esta que pode ajudá-los a começar a agir como consumidores eficazes.” No entanto, verificaram que até mesmo as criancinhas podem “absorver” mensagens publicitárias, e que tal capacidade pode ser ensinada “até mesmo a crianças na faixa etária do jardim de infância”.a

      Amiúde, isto não é feito. O editor de Seventeen (Dezessete Anos), revista estadunidense para moças adolescentes, foi citado como dizendo que suas jovens leitoras constituem bom mercado porque “não se tornaram ainda desconfiadas da publicidade”.

      É bom tomar tal iniciativa. Converse com seus filhos sobre a publicidade. Mostre-lhes que ela pode fornecer-nos muitas informações, mas que seu propósito óbvio é fazer com que as pessoas gastem. O comerciante pode aumentar seus lucros se puder fazer com que deseje produtos de que realmente não precisa, tais como novos aparelhos e novos estilos. Mais importante do que o dinheiro que poderia ser gasto é o ponto de vista materialista que isto lhe pode ensinar — a idéia de que comprar conduz à felicidade.

      Treinamento Ativo

      Como poderá ensinar a seus filhos a ter atitudes corretas para com o dinheiro, e como utilizá-lo sabiamente? Um modo de fazê-lo é levá-los junto ao ir fazer compras, e conversar sobre as coisas que compra. Se forem encorajadas, muitas criancinhas brincarão de saber os preços. Pensaria até que dispõe dum computador ambulante, quando elas lhe lembrarem de que o preço era mais baixo numa outra loja.

      O próximo passo é ensinar-lhes sobre a qualidade das coisas. Poderia perguntar: “Por que acha que esta suéter é mais barata?” “Será que essa aí vale o custo extra?” “Quanto tempo acha que a vermelha vai durar?” Seu filho aprende a comparar os preços e reconhecer a qualidade das coisas — habilidades que o deixarão em posição vantajosa ao se passarem os anos.

      Os jovens têm mais dificuldades em julgar a diferença entre produtos bem feitos e coisas sem valor, simplesmente porque não têm tanta experiência quanto o leitor tem com produtos que se provaram imprestáveis. Assim, faz-lhes um favor quando indica por que escolheu certo item, ao invés de outro, e explica-lhes por que acha que um durará bastante, ao passo que o outro não.

      Poderá ensinar muitas coisas desta forma. Um pai, prestes a comprar um carro novo, virou-se para sua filhinha e lhe perguntou que cor ela queria. Ela respondeu: “Preto.” Ele comentou: “O preto expõe facilmente o pó que existe nele — você vai querer lavá-lo?” Ela respondeu: “Não, talvez devêssemos comprar um de cor mais clara.” Mais tarde, uma senhora que estava por perto disse: “Imagine só, deixar que uma criança escolha a cor!” Mas a criança não escolheu a cor. O pai simplesmente gastara alguns instantes para ensinar algo à sua filha sobre fazer escolhas. Como seriam mais sábias muitas decisões feitas se mais genitores tomassem tempo para ensinar a seus filhos!

      Que dizer de decidir se poderá comprar algo? Quando vê um vestido ou uma ferramenta que lhe atrai, é provável que pondere se poderá poupar tal dinheiro daquilo que precisa em comestíveis, do aluguel ou da prestação mensal, e de outras obrigações que tenha para esse mês. No entanto, a criança não sabe que ponderou estes vários fatores. Por que não lhe explica, ao caminhar pela loja, o que foi que levou em consideração, e por que fez tal decisão? Seu filhinho não possui tais obrigações, e, assim, poderá ser mais impulsivo em como ele utiliza seu dinheiro. Mas, é bom que ele saiba, mesmo agora, como é que tais decisões são feitas.

      É provável que decida mui rapidamente se um item anunciado numa liquidação vale ou não a pena. Por que não indica a seu filhinho por que fez tal decisão? Isto leva tempo, mas poderá compensar na atitude do seu filho agora, e em suas capacidades, quando for crescido.

      Lembre-se de que a instrução amorosa e o bom exemplo podem ser muito mais eficazes do que a crítica. Mostre a seu filho como fazer decisões e se sentirá mais feliz com as decisões que ele faz!

      Verdadeiro Contentamento

      Outro assunto mui importante é se seus filhinhos compreenderão que a vida significa mais do que apenas possuir coisas. Ou se deixarão convencer por fabricantes, anunciantes e lojas — e até por seus amigos — de que a felicidade provém das coisas que compram?

      Nas gerações anteriores, as pessoas se sentiam bem com elas mesmas pelas coisas que produziam. Um homem era um excelente marceneiro. Uma mulher preparava maravilhosas tortas, ou fazia lindos acolchoados. Um rapaz construía um aparelho de rádio ou criava um bezerro premiado.

      Atualmente, fabricamos poucas coisas. A maior parte do que usamos é produzida à máquina. Os fabricantes e os vendedores sabem disso, e o incentivam a preencher tal lacuna pelo consumismo. Sugerem que poderá “ser alguém”, não por desenvolver uma boa personalidade ou um caráter íntegro, mas pelas coisas que comprar.

      Em seu livro Supershopper (Supercomprador), David e Marymae Klein dizem que “não é surpreendente que muitos jovens tentem distinguir-se por serem o primeiro de seu quarteirão ou o primeiro de seu grupo a comprar novo disco, uma guitarra elétrica, uma prancha de surfe, ou um walkie-talkie — tudo o que representa o consumo, e não a produção. E ainda mais jovens correm para comprar tais coisas, não porque as apreciam genuinamente, mas simplesmente porque ‘todos os outros caras têm um’. Isto lhes dá certo senso de igualdade — mas também pode ser brutalmente custoso, porque depende das compras contínuas para se manter em dia.”

      Como podem os jovens ser ajudados a ver que “eu sou o que possuo” não é uma base válida para uma vida feliz?

      Muito depende da atitude dos pais. Como genitor, preocupa-se mais com coisas do que com o desenvolvimento pessoal e espiritual? Ajuda seus filhos a compreender que eles são importantes pelo que eles são, e não por causa do que eles tem? Fazem-nos sentir-se bem com eles próprios, ao invés de terem de ficar mostrando seus bens?

      Muitos filhos de Testemunhas de Jeová têm determinada vantagem neste sentido. São incentivados a comentar em suas reuniões congregacionais. Podem participar em sua Escola Teocrática, onde aprendem a proferir discursos perante a congregação. Alguns deles se oferecem para trabalhar em coisas relacionadas ao Salão do Reino. Todos podem ter parte em disseminar as boas novas da vindoura nova ordem de Deus. Tais filhos vêm a ter verdadeiro alvo na vida.

      Nas casas em que os princípios da Bíblia são aplicados, os filhos ficam convictos do amor de seus pais por eles. Sabem que outros os apreciam por causa da espécie de pessoas que se esforçam em ser — pessoas que demonstram seu amor, e que tentam fazer o que é correto. Na vida de tais jovens, existe uma base para real alegria e satisfação por suas realizações, ao invés de o sentimento superficial de importância temporária, graças a seus bens.

      É importante que nós apresentemos tais coisas de real valor diante de nossos jovens, a quem tanto amamos, e que olham para o nosso exemplo, ao moldarem a sua própria vida.

      [Nota(s) de rodapé]

      a How Children Learn to Buy (Como as Crianças Aprendem a Comprar), de Scott Ward, Daniel B. Wackman e Ellen Wartella.

  • Não mimemos nossos filhos crescidos
    Despertai! — 1980 | 8 de dezembro
    • Não mimemos nossos filhos crescidos

      Dar aos filhos pequenos tudo que eles querem poderá, deveras, mimá-los, e tender a torná-los mais egoístas. Os pais mais idosos que continuam a dar às suas “crianças” adultas tudo que elas desejam poderão fazer com que encarem os pais principalmente como fonte de dádivas, ao invés de como pessoas que merecem respeito e afeição.

      Esta realidade despertou certa senhora desiludida que escreveu que ela e o marido tinham “dado, e dado a ambos os [nossos] filhos durante anos, em toda ocasião possível, e pedido que não gastassem nenhum dinheiro conosco”. Mas, os pais ficaram chocados quando, depois de oferecer à sua filha crescida uma estatueta cara, ela disse: “Não se incomode. Um dia, todo esse troço será meu, e então eu o venderei.” A mãe lamentava: “Não consigo dizer-lhes quanto isso me deixou magoada.” Outras mágoas foram causadas mais tarde, quando tanto o filho como a filha crescidos começaram a indagar-lhe quanto poderiam esperar herdar quando ela e seu marido morressem. Cheia de tristeza, ela disse: “Jamais imaginei ouvir tais comentários do meu próprio filho e filha.”

      Filhos crescidos que recebem demais dos pais, em sentido material, talvez não só fiquem mimados, mas também se lhes impeça de aprender a valiosa lição de como podem derivar alegria de dar a seus pais, ou de fazer coisas em favor deles. Os pais que não dão coisas demais aos filhos, com freqüência verificam que, quando mais tarde lhes dão um presente inesperado, é mais provável que seja apreciado. E os pais talvez sejam mais apreciados pelo que são, ao invés de pelo que possam dar.

  • O álcool como combustível — é a solução?
    Despertai! — 1980 | 8 de dezembro
    • O álcool como combustível — é a solução?

      Um relatório sobre as medidas propostas pelo Brasil para a crise de energia.

      EM 1979, em várias cidades do Brasil, os postos de gasolina começaram a vender álcool, ao invés de apenas gasolina ou óleo diesel. A idéia não é nova. Alexander Graham Bell declarou em 1922: “O consumo de petróleo é tão grande no mundo que as reservas serão suficientes apenas para mais algumas gerações. A solução é o álcool, um combustível limpo e perfeito.”

      Para ser uma solução real, o álcool precisa provir de uma fonte renovável. A única disponível é a biomassa. O que é isto? Trata-se de matéria biológica, viva, que pode ser transformada em energia. A chave é a fotossíntese. As plantas armazenam energia solar em forma de componentes químicos que o homem pode usar para produzir álcool — álcool da biomassa.

      Carros movidos a álcool têm mais de meio século de história no Brasil. Em 1919, o governador de Pernambuco decidiu usar álcool na frota de veículos oficiais, e, na década de 20, neste Estado, realmente se usaram misturas de álcool, e alguns carros eram movidos exclusivamente por tal combustível. Em 1933, o Presidente Getúlio Vargas decidiu fazer do Rio de Janeiro “a primeira cidade do Brasil movida a álcool”. Mas o esforço de converter os 20.000 veículos da cidade para serem movidos com uma mistura de 60 por cento de álcool teve que ser abandonado quando este se esgotou. Outras tentativas de misturar álcool e gasolina

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