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  • Os assombrosos cérebros dos bebês!
    Despertai! — 1987 | 22 de maio
    • Os assombrosos cérebros dos bebês!

      Eles já são assombrosos desde o início. Três semanas depois da concepção, começam com 125.000 células e, depois disso, aumentam em surtos de 250.000 células por minuto. Cada cerebrozinho prossegue em seu explosivo crescimento até que, por ocasião do nascimento, o total de células atinge uns 100.000.000.000 — tantas quanto o número de estrelas existentes na Via Láctea.

      Meses antes disso, porém, o cérebro do bebê, enquanto este ainda se acha no útero, passa a funcionar. Registra percepções através de seu ambiente aquoso. Ouve, sente o sabor, percebe a luz, reage ao toque, aprende, e lembra-se. As emoções da mãe podem influir nele. Palavras brandas ou música suave o acalmam. Linguagem irada ou música rock o deixam agitado. Os rítmicos batimentos cardíacos de sua mãe o tranqüilizam. Mas se o medo faz o coração dela disparar, logo o coração do bebezinho bate duas vezes mais rápido. A mãe angustiada transmite ansiedade ao bebê abrigado em seu útero. A mãe tranqüila carrega um bebê pacífico. A mãe alegre talvez faça com que o bebezinho em seu ventre pule de alegria. Tudo isto e muito mais mantêm atarefado o cérebro do bebê. Mesmo no útero, ele é assombroso.

      Será que se formam neurônios adicionais depois do nascimento? As mais recentes pesquisas afirmam que não. Inquestionavelmente, porém, os neurônios deveras prosseguem crescendo, de forma dramática, em tamanho, enquanto formam trilhões de novas conexões entre si. O cérebro do bebê, por ocasião do nascimento, tem apenas um quarto do tamanho do cérebro dum adulto, mas triplica de tamanho em seu primeiro ano. Atinge seu peso adulto de cerca de um quilo e 400 gramas antes de se tornar um adolescente. Isso não significa que contenha o conhecimento dum adulto. O conhecimento não é determinado pelo peso do cérebro, ou pelo número de suas células. Antes, parece estar relacionado com o número de conexões, chamadas sinapses, estabelecidas entre os neurônios do cérebro.

      E tal número é assombroso! Um estonteante total de um quadrilhão de conexões podem por fim ser estabelecidas — isso significa o número um seguido de 15 zeros! Mas apenas se o cérebro foi ricamente ativado por estímulos recebidos através dos cinco ou mais sentidos. O meio ambiente precisa estimular tanto a atividade mental como emocional, pois é isso que faz com que cresça a delicada rede de dendritos. Os dendritos são diminutos filamentos parecidos a raízes que se projetam dos neurônios, a fim de conectá-los com outros neurônios.

      O fator tempo também está envolvido em estabelecer tais conexões: Elas são formadas muito mais rapidamente nos jovens do que nos idosos. Não é verdadeiro o ditado: “Não se pode ensinar novos truques a um cão velho” [no sentido de ‘Não se pode fazer uma pessoa idosa mudar seu modo de vida’]. Mas é mais difícil ensinar novos truques a um cão velho. No caso dos idosos, as conexões entre os neurônios formam-se mais lentamente, e desaparecem com mais facilidade. O preço de sua formação é o mesmo que no caso da criança — conviver com um ambiente rico e estimulante. A mente tem de manter-se ativa! Não deve mergulhar resignadamente numa rotina mental! Para a mente não existe aposentadoria!

      Mas o crescimento assombroso mesmo é o dos cérebros dos bebês. São esponjas que embebem o que há em suas proximidades! Em dois anos, o bebê aprende uma língua complexa, apenas por ouvi-la. Se ouvir dois idiomas, aprenderá ambos. Se três forem falados, aprenderá todos os três. Um senhor ensinou a seus filhinhos cinco línguas ao mesmo tempo — japonês, italiano, alemão, francês e inglês. Uma senhora fez com que sua filha tivesse contato com várias línguas, e, quando a filha atingiu os cinco anos, conseguia falar fluentemente oito línguas. Aprender línguas usualmente é difícil para os adultos, mas, no caso dos bebês, isso acontece naturalmente.

      A linguagem é apenas um exemplo das capacidades já geneticamente programadas nos cérebros dos bebês. Os talentos musicais e artísticos, a coordenação muscular, a necessidade de significado e objetivo, a consciência e os valores morais, o altruísmo e o amor, a fé e o impulso de adorar [a Deus] — tudo depende de sistemas especializados, existentes no cérebro. (Veja Atos 17:27.) Em outras palavras, redes de neurônios, geneticamente estabelecidas, são especialmente pré-programadas para ser receptivas ao desenvolvimento destas e de outras capacidades e potencialidades.

      Compreenda, porém, que por ocasião do nascimento trata-se apenas de potencialidades, de capacidades, de predisposições. Para florescerem, é preciso que sejam ativadas na mente. As crianças precisam conviver com adequadas experiências, ou ambientes, ou estudos, para que tais coisas se tornem realidades. E existe também um cronograma correto para que tal convivência seja a mais eficaz possível, em especial no caso de bebezinhos.

      Mas, quando o ambiente é correto e o momento é oportuno, acontecem coisas surpreendentes. Não só se aprendem línguas e a tocar instrumentos musicais, mas promovem-se as capacidades atléticas, treinam-se consciências, eles assimilam o amor, e lança-se um alicerce para a adoração verdadeira. Tudo isto, e muito, muito mais, à medida que se semeia nos cérebros dos bebês a boa semente, regada pelo amor parental.

  • O empenho de criar gênios
    Despertai! — 1987 | 22 de maio
    • O empenho de criar gênios

      “O mundo poderia estar repleto de gigantes intelectuais, como Einstein, Shakespeare, Beethoven e Leonardo da Vinci, se ensinássemos aos bebês, em vez de às crianças.” — Dr. Glenn Doman, diretor dos Institutos para a Consecução do Potencial Humano.

      “Nenhuma criança nasce um gênio, e nenhuma nasce um tolo. Tudo depende do estímulo das células cerebrais durante os anos cruciais. Estes anos são os anos que decorrem do nascimento aos três anos. O jardim de infância já é tarde demais.” — Masaru Ibuka, autor do livro Kindergarten Is Too Late! (O Jardim de Infância já É Tarde Demais!).

      O ASSOMBROSO potencial dos cérebros dos bebês apresenta uma decisão a ser feita pelos pais. Quando devem começar a educação especial? O que lhes ensinar? Quanto? Quão rapidamente? Alguns resultados têm sido espetaculares: criancinhas de dois a cinco anos lendo, escrevendo, falando duas ou mais línguas, tocando música clássica ao violino e ao piano, montando cavalos, nadando, fazendo ginástica.

      Na maioria dos casos, o alvo é mental, em vez de físico. Certa criancinha de dois anos sabe contar até 100, soma com precisão, tem um vocabulário de 2.000 palavras, lê frases de 5 palavras, e desenvolveu uma entonação musical perfeita. Um menininho de três anos menciona partes da célula, ao lhe serem apontadas num gráfico: mitocôndrias, retículo endoplasmático, complexos de Golgi, centríolos, vacúolos, cromossomos, e assim por diante. Outra criancinha de três anos toca violino. Uma de quatro anos traduz do japonês e do francês para o inglês. Um instrutor que leciona matemática a criancinhas afirma: “Se eu deixar cair 59 pence no chão, nossos meninos seriam capazes de lhe dizer de imediato que havia 59 e não 58 moedinhas.”

      Ao passo que alguns estão entusiasmados com essa educação intensiva, outros nutrem reservas a respeito. Segue-se um apanhado das reações diversificadas dos profissionais desse campo:

      “No todo, a evidência não é muito favorável a se iniciar crianças nas perícias acadêmicas em tenra idade. Existe ampla evidência de que isso pode ser feito. A questão, porém, não é se pode ser feito, mas, antes, quais são os efeitos, tanto imediatos como a longo prazo.”

      “É uma teoria que transforma as crianças em pequenos computadores, não lhes dá espaço para respirar.”

      “As crianças aprendem por tomarem a iniciativa e explorarem por si mesmas seu ambiente. Podemos estar interferindo [por forçar o desenvolvimento mental] em alguma outra forma de desenvolvimento que se processa [tal como o desenvolvimento emocional e as perícias sociais].”

      “Minha mensagem é: cuidado para não igualar a argúcia com o bom desenvolvimento. A superioridade intelectual é mui freqüentemente obtida a expensas do progresso em outras áreas de importância igual, ou até mesmo superior.”

      “Este não é um saudável relacionamento entre pais e filhos. Significa transmitir aos filhos a mensagem: ‘Eu te amo, porque você é esperto.’

      “Sem dúvida, há alguns pais que exigem demais dos filhos, tentando transformá-los em crianças prodígios ou gênios. Em tais casos, o ego e o orgulho parentais passaram a dominar. Os filhos são usados como peças de exibição e os pais se refestelam na glória refletida. Todavia, este não parece ser o motivo de alguns dos líderes nesse campo da aprendizagem em tenra idade.

      Glenn Doman, citado no início deste artigo, é contrário à idéia de produzir superbebês. Seu objetivo é: “Dar a todos os pais o conhecimento de tornar seus bebês crianças altamente inteligentes, extremamente capazes, e deleitosas.” O aprendizado deve ser variado e divertido para os bebês. Devem alcançar a plenitude, mental, física e emocionalmente. Doman opõe-se aos testes. “O teste é a antítese do aprendizado. Está repleto de stress. Ensinar uma criança é lhe dar um deleitoso presente. Testá-la é exigir o pagamento — antecipado.”

      Masaru Ibuka, também citado no início, quando lhe perguntaram se o treinamento em tenra idade produz gênios, disse: “O único objetivo do desenvolvimento em tenra idade é educar a criança a alcançar uma mente flexível e um corpo saudável, e ser brilhante e meiga.”

      Shinichi Suzuki, famoso pelo seu êxito em ensinar crianças a tocar violino, afirma: “Esta frase, ‘Educação de Talentos’, não se aplica apenas ao conhecimento ou à perícia técnica, mas também à moral, à formação do caráter, e ao apreço pela beleza. Sabemos que estes são atributos humanos adquiridos através da educação e do ambiente. Assim, nosso movimento não se preocupa em criar os chamados prodígios, nem tenciona sublinhar apenas o ‘desenvolvimento em tenra idade’. Temos de expressá-lo como ‘educação humana total’.”

      Suzuki considera o treino forçado como sendo, a um só tempo, ineficaz e indesejável. Quando lhe foi perguntado por quanto tempo as crianças deveriam exercitar-se, ele jamais fixa um esquema rígido. “É melhor exercitar-se cinco vezes por dia durante dois minutos, com preparação e boa atenção”, afirma, “do que insistir com elas por meia hora, quando elas relutam”. A fórmula dele é: “Dois minutos, com alegria, cinco vezes por dia.”

      Qual, então, é o equilíbrio correto no treino inicial para seu filho pequeno? O seguinte artigo oferece algumas orientações, para sua consideração.

      [Foto na página 5]

      Não as force. A fórmula de Suzuki é: “Dois minutos, com alegria, cinco vezes por dia.”

  • Eduque seu filho da maneira correta — e faça isso desde a infância!
    Despertai! — 1987 | 22 de maio
    • Eduque seu filho da maneira correta — e faça isso desde a infância!

      “O tempo da primeira infância é, sem dúvida, o mais rico. Deve ser utilizado de todos os modos possíveis e imagináveis por meio da educação. A perda deste período é irreparável. O nosso dever é cultivar com a máxima atenção os primeiros anos de vida e nunca os descurar.” — Dr. Alexis Carrel.

      HÁ NECESSIDADE de se programar tanto a mente como o coração. Os homens talvez fiquem assombrados diante das surpreendentes consecuções da mente, mas Deus olha o coração. O conhecimento mental tende a inchar; o que edifica é o amor no coração. Mentes brilhantes precisam de corações amorosos, “pois é da abundância do coração que a boca fala”. Deste coração figurativo também procedem boas e más ações. (Mateus 12:34, 35; 15:19; 1 Samuel 16:7; 1 Coríntios 8:1) Assim, ao passo que é importante estimular a mente dos filhos, é ainda mais importante instilar amor em seu coração.

      Há um acionamento inato disto no momento do nascimento. É chamado de bonding [apego, vinculação]. A mãe segura o bebê, acaricia-o, passa de leve a mão no corpinho dele, e fala meiga e amorosamente com ele. O bebê, por sua vez, olha fixamente para a mãe. Ocorre então o bonding, os instintos maternais são estimulados, e o bebê se sente seguro. Há autoridades que crêem que “existe um período sensível, nos primeiros minutos e horas depois do nascimento do bebê, que é primordial para o apego entre os pais e seu filho”.

      É um bom começo, mas apenas um começo. O bebê é carente, dependendo primariamente de sua mãe para suprir-lhe suas necessidades imediatas — tanto orgânicas como emocionais. Sem alimento o bebê fica faminto; pode também ficar emocionalmente faminto. As carícias, os abraços, os embalos, as brincadeiras e o amor — tudo estimula o desenvolvimento do cérebro. Tem-se comparado este estímulo a um nutriente para o cérebro. Sem ele, o cérebro se definha e fica tolhido pelo resto da vida. E, devido a tal negligência, pode também tornar-se hostil, delinqüente, e violento. Os cuidados maternos são uma prioridade para a criança e para a sociedade — sendo mais importantes do que qualquer carreira no mundo!

      O Papel do Pai

      O pai não deve ser excluído. Se está presente ao parto, inicia-se o bonding entre o pai e o bebê. À medida que as semanas e os meses se passam, a influência do seu papel se expande rapidamente, como foi mostrado pelo Dr. T. Berry Brazelton, profissional que milita no campo do desenvolvimento da criança.

      “Todo filho precisa de mãe e de pai”, afirma, “e todo pai pode fazer diferença. Para um bebê, ter um pai ativo e envolvido não é o mesmo que simplesmente receber mais cuidados maternos”. Ele cita um informe que mostrava a diferença nas formas como as mães e os pais lidam com os filhos. “As mães tendiam a ser meigas e restringidas com seus bebês. Os pais, por outro lado, eram mais brincalhões, fazendo cócegas e cutucando seus bebês mais do que as mães o faziam.”

      Mas os pais dão aos filhos mais do que mero divertimento. “Nos casos em que o pai é ativo”, afirma ele, “o filho cresce e se torna mais bem-sucedido na escola, vem a ter maior senso de humor e a dar-se melhor com outras crianças. Acredita mais em si mesmo e mostra-se mais motivado a aprender. Quando chega aos seis ou sete anos, o QI da criança será mais elevado”.

      Jeová Deus ordena que haja um íntimo relacionamento de ensino entre pai e filho: “Estas palavras que hoje te ordeno têm de estar sobre o teu coração; e tens de inculcá-las a teu filho, e tens de falar delas sentado na tua casa e andando pela estrada, e ao deitar-te e ao levantar-te.” (Deuteronômio 6:6, 7) Não existe aqui nenhum início dum conflito de gerações!

      Educar Desde a Infância

      Há estágios ou fases no desenvolvimento dos bebês, nos anos que vão desde o nascimento até os seis anos: coordenação muscular, habilidades lingüísticas, qualidades emocionais, faculdades de memória, faculdades de raciocínio, consciência, e outros. Quando o cérebro do bebê está crescendo rapidamente e estes estágios ocorrem, cada um por sua vez, este é o tempo oportuno para se educar nestas diferentes habilidades.

      É então que o cérebro do bebê assimila tais habilidades ou qualidades, assim como uma esponja absorve água. Amado, aprende a amar. Falando-se com ele, e lendo-se para ele, ele aprende tanto a falar como a ler. Colocado sobre esquis, torna-se esquiador perito. Exposto à retidão, assimila princípios retos. Se estes estágios favoráveis de aprendizado passarem sem que haja o inculcar correto, ele terá muita dificuldade de adquirir, mais tarde, tais qualidades e habilidades.

      A Bíblia reconhece isto, de modo que admoesta os pais: “Educa o rapaz segundo o caminho que é para ele; mesmo quando envelhecer não se desviará dele.” (Provérbios 22:6) O comentário de Keil-Delitzsch o traduz: “Dê à criança a instrução em conformidade com Seu modo de agir.” A palavra hebraica traduzida “educar” também significa “iniciar”, e aqui indica o início das primeiras instruções para a criancinha. Ministre-as de acordo com o modo de agir da criança, em conformidade com o seu modo de agir, segundo os estágios de desenvolvimento que ela estiver atravessando. Esse é o momento apropriado para que ela as assimile com facilidade, e o que ela aprender nesses anos formativos provavelmente permanecerá com ela.

      Esta é também a opinião da maioria dos estudantes do comportamento humano: “Em parte alguma nas pesquisas do desenvolvimento da criança, demonstramos forte capacidade de alterar os padrões iniciais de personalidade, ou as atitudes sociais iniciais.” Admitem que isso pode acontecer, porém “mais freqüentemente, não se conseguirá remediar a situação”. Contudo, tem havido muitas exceções, graças ao poder da verdade de Deus de efetuar mudanças. — Efésios 4:22, 24; Colossenses 3:9, 10.

      A linguagem é um bom exemplo da educação fornecida no tempo correto. Os bebês acham-se geneticamente programados para falar, mas, para que tal circuito inato do cérebro funcione com a máxima eficiência, o bebê precisa conviver com sons de fala no estágio correto de desenvolvimento. O crescimento nos centros da fala explode entre os 6 e os 12 meses, caso adultos conversem com freqüência com o bebê. Entre os 12 e os 18 meses, este crescimento se acelera, à medida que o bebê percebe que as palavras têm significado.

      Ele aprende as palavras antes de poder pronunciá-las. No segundo ano de vida, este vocabulário receptivo, ou passivo, pode ir de poucas palavras a várias centenas. O apóstolo Paulo lembrou a Timóteo que “desde a infância tens conhecido os escritos sagrados”. (2 Timóteo 3:15) O significado literal da palavra “infância” é “não-falador”. Mui provavelmente, Timóteo ouvia a leitura das Escrituras Sagradas enquanto ainda era bebezinho, e, assim, já conhecia muitas palavras bíblicas antes mesmo de saber pronunciá-las.

      O ponto é que existem ocasiões específicas no desenvolvimento da criança em que certas coisas podem ser aprendidas mais facilmente, quase por absorção. Se tais ocasiões passarem sem o devido estímulo, porém, não haverá pleno desenvolvimento das habilidades. Se, por exemplo, as crianças não ouvirem nenhum som senão anos depois, elas então aprenderão mui lentamente e com muito esforço, e, em geral, jamais aprenderão bem.

      Leia Para Seu Filho Desde Bebezinho

      Quando deve começar? Desde o princípio. Leia para seu recém-nascido. ‘Mas ele não entenderá nada!’ Quando foi que começou a falar com ele? ‘Naturalmente que foi logo.’ Compreendia ele o que você estava dizendo? ‘Bem, não, mas . . .’ Então, por que não ler para ele?

      Pondo o bebê no colo, abraçando-o, mantendo-o bem junto de si, ele se sente seguro, amado. Ler para ele é uma experiência agradável. Causa uma impressão nele. Ele associa o sentimento de alegria com a leitura. Os bebês são imitadores, e os pais são seus modelos. Ele deseja imitar você. Ele também quer ler. Faz de conta que está lendo. Mais tarde, sente as alegrias da leitura.

      Disso se deriva outro grande benefício — ele geralmente não se torna viciado em TV. Não fica sentado, com olhos vidrados, vendo milhares de casos de esfaqueamento, de tiros, de homicídio, de estupro, de fornicação e de adultério. Consegue desligar a TV; pode abrir um livro e ler. É uma consecução e tanto nestes dias de analfabetos e de viciados em TV!

      Amar um Filho Exige Tempo

      Naturalmente, ler para os filhos exige tempo. E é preciso tempo para brincar com seu bebê para brincar de “bater palminhas”, e de esconde-esconde, para observá-lo à medida que explora as coisas, toma iniciativas, procura novidade, satisfaz sua curiosidade, estimula sua criatividade. Desempenhar o papel de pai ou mãe exige tempo. E é melhor começar enquanto seus filhos são pequeninos. É muitas vezes então que começa o conflito de gerações; raramente espera até a adolescência. Robert J. Keeshan, comunicador infantil como Capitão Canguru, diz como isso acontece:

      “Uma menininha, com dedão na boca, boneca nos braços, aguarda com certa impaciência a chegada dum genitor à casa. Ela deseja relatar alguma pequena experiência que teve no caixote de areia. Sente-se excitada de partilhar a emoção que teve naquele dia. Chega a hora, o genitor chega. Arrasado pelo stress de seu local de trabalho, o genitor com demasiada freqüência diz à menininha: ‘Agora não, querida. Estou ocupado(a), vá ver televisão.’ Essas são as palavras mais proferidas em muitas famílias americanas: ‘Estou ocupado(a), vá ver televisão.’ Se não agora, quando? ‘Mais tarde.’ Mas esse mais tarde raramente acontece . . .

      “Passam-se os anos, e a menininha cresce. Damos-lhe brinquedos e roupas. Damos-lhe roupas de etiquetas famosas e um conjunto estereofônico, mas não lhe damos aquilo que ela mais deseja, o nosso tempo. Ela tem quatorze anos, seus olhos estão vidrados, ela se envolve em algo. ‘Querida, o que está acontecendo? Fale comigo, fale comigo.’ Tarde demais. Tarde demais. O amor já passou por nós e se foi. . . .

      “Quando dizemos a um filho: ‘Agora não, mais tarde.’ Quando dizemos: ‘Vá ver TV.’ Quando dizemos: ‘Não faça tantas perguntas.’ Quando deixamos de dar a nossos jovens a única coisa que eles requerem de nós, nosso tempo. Quando deixamos de amar um filho. Não é que não nos importamos. Simplesmente estamos ocupados demais para amar um filho.”

      É verdade, amar seu filho exige tempo. Não apenas tempo para alimentar o corpo dele e vesti-lo, mas tempo de encher seu coração de amor. Não o amor pesado, medido e racionado, mas um transbordante e “irracional amor”, como o chama Burton L. White autor de The First Three Years of Life (Os Primeiros Três Anos de Vida). Disse ele: “É muito insensato que pais que trabalham fora transfiram para outra pessoa a função primária de criar os filhos, especialmente aos cuidados duma creche. Bem, já me atiraram muitos tomates por causa dessa declaração, mas meu interesse é no que é melhor para os bebês.” Ele está encarando isto como ‘o que é melhor para os bebês’, compreendendo, todavia, que este ideal nem sempre é economicamente possível no caso em que um ou mesmo ambos os genitores precisem trabalhar fora.

      Disciplina — Assunto Sensível!

      Muitos tomates são também lançados à Bíblia por causa de seu conselho sobre a disciplina. “Quem refreia a sua vara odeia seu filho, mas aquele que o ama está à procura dele com disciplina.” (Provérbios 13:24) Sobre este versículo, diz uma nota de rodapé da New International Version Study Bible (Bíblia de Estudo da Nova Versão Internacional): “vara. Provavelmente uma figura de retórica para disciplina de qualquer espécie.” O Vine’s Expository Dictionary of Old and New Testament Words (Dicionário Expositivo de Palavras do Velho e do Novo Testamentos, de Vine) define “vara” como “cetro, como emblema de regência”.

      A regulamentação parental talvez envolva o surrar, porém, mais freqüentemente, não precisa envolvê-lo. De acordo com 2 Timóteo 2:24, 25, os cristãos devem ser ‘meigos para com todos, instruindo com brandura’. A palavra “instruindo”, aqui usada, é traduzida do termo grego para disciplina. A disciplina deve ser ministrada com consideração para com os sentimentos dos filhos: “E vós, pais, não estejais irritando os vossos filhos, mas prossegui em criá-los na disciplina e na regulação mental de Jeová.” — Efésios 6:4.

      Os psicólogos que defendem a permissividade afirmam que, se surra seu filho, você o odeia. Isso não é verdade. A permissividade é que é odiosa. Tem despejado um dilúvio de delinqüência juvenil e de criminalidade por toda a Terra, e causado angústia a milhões de pais. É como diz Provérbios 29:15: “O rapaz deixado solto causará vergonha à sua mãe.” Sob o subtítulo “Pais estritos vs. permissivos”, a Dra. Joyce Brothers afirma:

      “Recente estudo feito de quase 2.000 alunos da quinta e da sexta séries — alguns dos quais tinham sido criados por pais estritos, outros por pais permissivos — produziu alguns resultados surpreendentes. As crianças que tinham sido estritamente disciplinadas possuíam elevado respeito próprio e [eram] realizadores de alto nível, em sentido social e acadêmico.” Sentiam-se ressentidas com seus pais estritos? Não, “elas acreditavam que as regras parentais tinham sido estabelecidas para o próprio bem dos filhos — e eram uma expressão do amor parental”.

      White afirma que, se for estrito com seu filho, não precisará temer “que ele venha a amá-lo menos do que se for leniente. Os filhos, nos primeiros dois anos de vida, não se afastam mui facilmente de seus responsáveis primários; mesmo que os surre regularmente, verificará que continuam voltando para você”.

      O Melhor Sermão de Todos

      É você. Seu exemplo. É o modelo de seu filho ou filha. Ele ou ela ouve mais o que é do que aquilo que diz. Ouve suas palavras, mas imita suas ações. Seu filho ou sua filha é um “macaquinho de imitação”. Assim, o que deseja que ele ou ela seja? Amoroso, bondoso, generoso, estudioso, inteligente, laborioso, um discípulo de Jesus, um adorador de Jeová? Seja o que for, você mesmo precisa ser isso.

      Assim, eduque seu filho desde a infância, quando seu cérebro está crescendo rapidamente, assimilando informações e sentimentos na mente e no coração. Mas, se deixou passar aqueles cruciais anos formativos, e não instilou em seu filho a personalidade piedosa, então, que fazer? Não se desespere. Ainda podem ocorrer mudanças, e isso está acontecendo no caso de milhões de pessoas, tanto jovens como idosas, pelo poder de Deus. “Desnudai-vos da velha personalidade com as suas práticas”, afirma a Palavra de Deus, “e revesti-vos da nova personalidade, a qual, por intermédio do conhecimento exato, está sendo renovada segundo a imagem Daquele que a criou”. — Colossenses 3:9, 10.

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