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Amor romântico — a porta para o casamento feliz?Despertai! — 1971 | 22 de fevereiro
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pode facilmente resultar na idolatria de uma criatura, se não for controlado. Daí, então, sob o encanto do amor romântico ou da atração física, os jovens tendem a minimizar as habilitações mentais e espirituais mais importantes. Se a pessoa levar a sério o servir seu Criador, Jeová Deus, então deve certificar-se de que aquele a quem contempla receber como seu cônjuge por toda a vida seja igualmente tão sério quanto a servir a Jeová Deus. Em especial, o cristão não deve considerar nem por um momento sequer ficar emocionalmente envolvido com um descrente, não importa quão romântica ou charmosa tal pessoa pareça ser. O inspirado apóstolo Paulo ordena meridianamente: “Não vos ponhais em jugo desigual com incrédulos.” Case-se “somente no Senhor”. — 2 Cor. 6:14; 1 Cor. 7:39.
Dar ouvidos à Palavra de Deus o poupará de desilusões, de desapontamentos, de frustrações que tão amiúde resultam do amor romântico. Ajuda-nos a entender que o amor romântico não deve ser considerado qual bênção suprema para as criaturas humanas. Mais do que isso, também mostra que o casamento tende a trazer provações e problemas. Temperando o idealismo e entusiasmo da juventude que anseia a felicidade marital, há as palavras sóbrias do apóstolo Paulo de que aqueles que se casam “terão tribulação na sua carne”. (1 Cor. 7:28) Um vívido observador da natureza humana certa vez disse: “Alguém é responsável de impingir ao nosso mundo a noção fantástica de que o casamento é fácil.”
O amor romântico pode ser algo belo e pode ser a porta para o casamento feliz. Mas, a menos que seja acompanhado do raciocínio, do domínio de si e do bom juízo, é bem mais provável que seja a porta para a infelicidade. Poder-se-ia, portanto, dizer que mesmo sem amor romântico, tais qualidades como o raciocínio, o domínio de si e o bom juízo resultarão mais provavelmente em felicidade do que o amor romântico sem tais virtudes substanciais. Assim, não superestime o amor romântico. Talvez não seja a porta para o casamento feliz, e, com certeza, não é a única porta para a felicidade no casamento.
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Apreciação do treino bíblico dado pelos paisDespertai! — 1971 | 22 de fevereiro
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Apreciação do treino bíblico dado pelos pais
UMA jovem testemunha de Jeová em Elwood, Indiana, EUA, apreciou grandemente o treino bíblico que obteve dos pais dela. Ela nos diz a razão:
“Quando tinha cinco anos, meus pais começaram a estudar a Bíblia comigo. De início, eu apreciava isso muito. Mas, quando cheguei aos primeiros anos da adolescência, comecei a criar uma atitude rebelde. Por exemplo, nas reuniões no Salão do Reino, costumava sentar junto com outras crianças, olhar para o teto, passar bilhetinhos e sussurrar. Neste ponto, meus pais tiveram que obrigar-me a sentar junto deles. Também, jamais abandonaram nosso estudo bíblico familiar. Muito embora eu fizesse arranjos para outras atividades em nossa noite de estudo, sempre programavam de novo o estudo de modo que nosso estudo bíblico fosse realizado semanalmente.
“Meus pais me ensinaram zelosamente as verdades básicas da Bíblia com firmeza e com amor. Com o tempo, viram-me deixar para trás minha atitude rebelde e começar a mostrar apreciação pela bondade de Jeová. Atualmente, tenho dezessete anos e gasto tanto tempo quanto posso em pregar a boa-nova de Jeová. Aguardo uma vida como pregadora de tempo integral. Tudo isto por causa da paciência e treinamento amoroso de meus pais.
“Espero e oro que Jeová Deus esqueça meus anos de rebeldia. Durante todo esse tempo, eu sabia, bem dentro de mim, que meus pais estavam certos. Assim, gostaria de incentivar todos os pais a continuar seu estudo bíblico familiar com seus filhos sob todas as condições, em especial nos anos de rebeldia. É então que os filhos mais precisam dos pais. Daí, certo dia, ouvirão seus filhos dizerem: ‘Sinto-me tão grato de que minha família dirigia regularmente comigo um estudo bíblico!’”
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