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Regência divina sobre a humanidade logo no começoA Sentinela — 1973 | 1.° de junho
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os seus contemporâneos. Noé andou com o verdadeiro Deus.”
21. (a) À luz de que profecia de Jesus faremos bem em observar a situação existente nos dias de Noé? (b) Como mostra a narrativa de Gênesis que a regência divina não foi reconhecida nos dias antediluvianos de Noé?
21 Faremos hoje bem em observar qual era a situação mundial nos dias de Noé, até o seu sexcentésimo ano de idade. Por quê? Porque Jesus Cristo, na sua profecia a respeito das condições mundiais na “terminação do sistema de coisas”, fez a seguinte declaração significativa: “Assim como eram os dias de Noé, assim será a presença do Filho do homem. Porque assim como eles eram naqueles dias antes do dilúvio, . . . não fizeram caso, até que veio o dilúvio e os varreu a todos, assim será a presença do Filho do homem.” (Mat. 24:3, 37-39) Além de se comer, beber e casar, naqueles dias antes do Dilúvio, existia uma situação que exigiu que o Criador trouxesse aquele Dilúvio global. Era como se descreve em Gênesis 6:11, 13, onde lemos: “A terra veio a estar arruinada à vista do verdadeiro Deus, e a terra ficou cheia de violência. Depois, Deus disse a Noé: ‘Chegou o fim de toda a carne diante de mim, porque a terra está cheia de violência por causa deles; e eis que os arruíno juntamente com a terra.’” De modo que, certamente, não se reconhecia a regência divina.
22, 23. (a) Nos dias antediluvianos, como ganhou a regência de Satanás força adicional em vista de “mulheres sendo dadas em casamento”? (b) Como se evidenciou que os nefilins, descendentes dos casamentos entre anjos e humanas, não eram de ajuda moral para a humanidade?
22 Naqueles dias antediluvianos, a regência satânica sobre a família humana adquiriu mais força. Como? Ora, na referência de Jesus aos dias de Noé ele falou de “mulheres sendo dadas em casamento”. (Mat. 24:38) Entre aquelas mulheres então dadas em casamento havia muitas que foram tomadas por pessoas que Gênesis 6:4 chama de “filhos do verdadeiro Deus”. Eram “filhos de Deus” celestiais, assim como Satanás, o Diabo, havia sido, mas foram tentados a descer e a passar a viver na terra, por causa das filhas “bem-parecidas” dos homens, disponíveis para o casamento.
23 Portanto, estes celestiais “filhos do verdadeiro Deus” materializaram-se como homens e “foram tomar para si esposas, a saber, todas as que escolheram”. É possível que cada um tomasse mais de uma esposa. Entre os descendentes deste casamento entre anjos e humanos havia os que a Bíblia chama de nefilins, que significa “derrubadores”, quer dizer, os que causavam alguém ou algo a cair à força. “Eles eram os poderosos da antiguidade, os homens de fama.” (Gên. 6:1-4) Aqueles nefilins ou derrubadores híbridos, evidentemente, não eram de ajuda moral para o gênero puramente humano, porque a Bíblia relata que depois a terra ficou arruinada e cheia de violência. Isto prova definitivamente que aqueles angélicos “filhos do verdadeiro Deus” haviam agido em pecado ao se casarem com as “filhas dos homens” para satisfazer seu desejo sexual.
24. (a) Pecaram estes “filhos de Deus” que se casaram? E do lado de quem se colocaram? (b) No Dilúvio, o que aconteceu aos nefilins, e o que se viram obrigados a fazer os “filhos de Deus”, casados?
24 A Bíblia declara positivamente que aqueles filhos celestiais de Deus pecaram ao abandonarem seu estado espiritual, invisível, e sua própria habitação no serviço celeste de Deus. (1 Ped. 3:19, 20; 2 Ped. 2:4, 5; Jud. 6) Isto os colocou decididamente em oposição à regência divina, tanto no céu como na terra. Colocou-os ao lado da regência satânica e debaixo dela. Seus descendentes híbridos, os nefilins, não foram preservados através do dilúvio global; nenhum deles foi introduzido na grande arca construída por Noé e seus três filhos. Sendo humanos, por causa de suas mães humanas, foram afogados no Dilúvio junto com seus parentes terrestres. Seus pais angélicos desmaterializaram-se, e, involuntariamente, sob compulsão, desapareceram no domínio espiritual. Ali se viram obrigados a juntar-se a Satanás, o Diabo, como seu regente.
25. De que modo se causou assim a interrupção da regência de Satanás, e debaixo de que obteve a humanidade um novo começo?
25 O dilúvio global interrompeu a regência satânica sobre a família humana. Noé, sua esposa, seus três filhos e suas três noras, que ficaram dentro da arca durante o Dilúvio, eram todos a favor da regência divina. Sobreviveram àquele cataclismo global, mas todos os contrários à regência divina foram afogados nas águas do Dilúvio. Por conseguinte, quando Noé e os outros sobreviventes saíram da arca para a terra purificada, a família humana estava de novo sob a regência divina. Em evidência disso, Jeová Deus, como Regente Divino, disse a Noé e sua família o que deviam fazer, assim como dissera a Adão e Eva no Éden: encher a terra com seus descendentes, sujeitos a certas leis divinamente especificadas. (Gên. 6:13 a 9:7) A humanidade teve assim um segundo começo sob a regência divina.
26. Concordemente, por que não estaria Deus menos preocupado com as atuais condições terrestres, e como sabemos se ele fará alguma coisa neste respeito, assim como nos dias de Noé?
26 Se a arruinação da terra e ser ela enchida de violência nos dias antediluvianos de Noé mereciam ser mencionados na Bíblia Sagrada, então, certamente, a maior arruinação da terra e ser ela enchida de violência mais ampla neste século vinte merecem ser mencionados. Preocupa-se Deus, o Criador, menos com as condições atuais, muito piores, do mundo do que com as dos dias de Noé? Segundo toda regra de coerência, deve estar muito mais preocupado com elas e por isso obrigado a fazer alguma coisa, como Criador do céu e da terra. Jesus Cristo, Filho fiel de Deus, profetizou que Deus faria isso.
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Regência divina — somos a favor dela ou contra ela?A Sentinela — 1973 | 1.° de junho
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Regência divina — somos a favor dela ou contra ela?
1. (a) Após o Dilúvio, como se começou a organizar a regência humana? (b) Como foi reforçado o poder de Satanás para a regência sobre a humanidade, e que evidência temos da existência de demônios na história desde então?
TODOS os fatos atuais provam que a humanidade não é a favor da regência divina. Isto se dá porque em menos de dois séculos depois do Dilúvio a regência humana começou a ser organizada por líderes humanos, em oposição a Jeová Deus. Quem se destacava nisso notoriamente era Ninrode, construtor de Babilônia e da Torre de Babel. (Gên. 10:8-12; 11:1-9) Por fazer isso, levaram a maioria da humanidade não só sob uma regência opressiva e imperfeita, mas também sob a regência de Satanás. Fez-se então vigorar o poder de Satanás, o Diabo, por meio daqueles outros “filhos de Deus”, que se haviam voltado contra a soberania de Deus e se haviam casado com filhas dos homens. Estes, iguais a Satanás, o Diabo, fizeram de si mesmos demônios. Os que hoje têm mentalidade materialista e que se riem de Satanás, o Diabo, e de seus demônios como sendo figuras míticas e invenção da imaginação, não podem apagar o registro de toda a história antiga. Os registros antigos, por escrito, em templos e em outras ruínas religiosas, todos atestam que as antigas nações adoravam demônios e eram influenciadas por eles. Há demônios! Eles existem!
2, 3. (a) Que informação de fonte autorizada é mais importante do que tal evidência histórica, e como fala ela sobre os demônios? (b) Que conselho escreveu Paulo aos efésios contra os demônios?
2 Ainda mais importante, o Livro da verdade sagrada, a Bíblia inspirada, fornece-nos informações definidas a respeito destes demônios e seu líder, Satanás, o Diabo. Este Livro adverte-nos contra as maquinações, as tramas e os ardis de tais pessoas espirituais maliciosas e invisíveis, que não são de carne e sangue. As pessoas, hoje em dia, mesmo as da cristandade, não tomam a sério o conselho que o apóstolo cristão Paulo escreveu a todos os cristãos na sua carta à congregação em Éfeso, dizendo:
3 “Revesti-vos da armadura completa de Deus, para que vos possais manter firmes contra as maquinações do Diabo; porque temos uma luta, não contra sangue e carne, mas contra os governos, contra as autoridades, contra os governantes mundiais desta escuridão, contra as forças espirituais iníquas nos lugares celestiais.” — Efé. 6:11, 12.
4. (a) O que significam estas palavras quanto à atividade organizada de Satanás, e, por isso, como é Satanás chamado por Jesus e por Paulo? (b) Como reagem os governantes humanos ao serem classificados como estando em tal companhia, mas, quem os colocou ali?
4 Entendemos isso? Significa que Satanás, o Diabo, tem uma organização invisível, sobre-humana. Significa que ele organizou as forças espirituais iníquas, nos lugares celestiais, em “governos”, em “autoridades”, em “governantes mundiais desta escuridão”. Esta potência organizada, invisível, é mais poderosa do que o bloco comunista de nações com sua enorme força militar; é mais poderosa do que o rico bloco democrático de nações, com todo o seu poderio militar. Jesus Cristo, que devia saber disso, chamou o Diabo, Satanás, de “governante deste mundo”. O apóstolo cristão Paulo chamou a Satanás de “deus deste sistema de coisas”. (João 12:31; 14:30; 16:11; 2 Cor. 4:4) Os governos terrestres
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