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Ao sucumbirem as instituições seculares, será possível a sobrevivência?A Sentinela — 1967 | 1.° de julho
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a sua Palavra. Têm agora de aplicar-se ao cultivo do espírito de Deus, a fim de produzirem os frutos do espírito, que constituem as coisas que produzem o bem nas vidas dos homens. São “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, brandura, autodomínio”. (Gál. 5:22, 23) Constituem o exato oposto às coisas produzidas pelo espírito deste mundo, coisas estas que não produzem o bem para ninguém, a saber, as obras da carne: “fornicação, impureza, conduta desenfreada, idolatria, prática de espiritismo, ódios, rixa, ciúme, acessos de ira, contendas, divisões, seitas, invejas, bebedeiras, festanças e coisas semelhantes a estas”. — Gál. 5:19-21.
19. Que perguntas se apresentam diante de toda pessoa para decisão, e será que podemos demorar a nos decidir?
19 As perguntas que se apresentam de modo claro para serem decididas por toda pessoa que ouve a proclamação e lê e entende estas coisas são: Que frutos prefere? Será que deseja viver um curto tempo num mundo cheio das obras da carne e então morrer para sempre, ou prefere a vida eterna num mundo cheio dos excelentes frutos do espírito de Deus? Agora mesmo, quando está sendo derramada esta sétima e última praga, rapidamente se reduz o tempo em que há oportunidade de a pessoa salvar-se do terremoto e da incomumente grande saraivada. Aja ràpidamente para escapar do final esmagamento. Muito embora talvez considere uma religião, um governo ou uma instituição ou ideologia como sendo secular, abandone-a agora em favor da única coisa duradoura, o reino de Deus por Cristo.
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Identificando o Filho de DeusA Sentinela — 1967 | 1.° de julho
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Identificando o Filho de Deus
Como é que as Escrituras Hebraicas fornecem identificação que é indisputável e sobrepujante como prova?
QUAL é o nome do próprio Filho de Deus? Pode identificá-lo? Sabia que Ele tem um Filho? Note como a Bíblia Sagrada suscita este assunto de identidade em Provérbios 30:4 (CBC): “Quem determinou as extremidades da terra? Qual é o seu nome, qual é o nome de seu filho, se é que o sabes?”
Embora quase um terço da população do mundo professe crer que Jesus de Nazaré cumpriu os requisitos de identificação da Bíblia quanto ao Filho de Deus, quantas pessoas dentre êles sabem isso com certeza? De cerca de 13.000.000 de judeus no mundo, quantos conhecem as profecias a respeito do Filho de Deus que foram fornecidas nas Escrituras Hebraicas?
CONE DE IDENTIFICAÇÃO
Jeová Deus pintou um retrato preciso de seu Filho a fim de habilitar os humanos a identificá-lo sem falha. Por motivos sábios, Deus decidiu incluir profecias sobre seu Filho em muitos dos livros das Escrituras Hebraicas, não apenas em um. Tais profecias estreitam progressivamente a identificação do Filho de Deus, até que não haja dúvidas quanto à sua identidade. Podemos empregar um cone invertido, um cone de identificação, por assim dizer.
No alto do cone invertido, onde é mais amplo, achamos as profecias no começo da Bíblia. Tais profecias não permitem a identificação precisa de qualquer pessoa. A medida que o cone se estreita até seu ápice embaixo, as profecias progridem com o tempo e se tornam mais estreitas ou específicas, assim limitando o número de pessoas que podiam cumpri-las todas. Isto continua até que atingem a própria ponta do cone, o ponto em que o peso da profecia bíblica permite o cumprimento por parte de apenas uma pessoa, o Messias, o Filho de Deus.
Ao usar este cone de identificação, podemos progredir mediante quatro diretrizes: (1) Linhagem; (2) lugar e modo de nascimento; (3) natureza de sua obra e (4) cronologia.
LINHAGEM
O livro bíblico de Gênesis começa nosso cone de identificação em seu ponto mais amplo. O Deus Todo-poderoso revelou a Abraão, o Hebreu, que por meio de sua descendência todas as nações da terra se abençoariam. (Gên. 22:18) As Escrituras Sagradas traçam esta descendência prometida pela linhagem de Abraão, Isaque, Jacó, e Judá, um dos doze filhos de Jacó, a respeito de quem a profecia disse: “O cetro não se apartará de Judá, nem a vara de comando dentre seus pés, até que venha o Pacífico, a quem os povos obedecerão.” (Gên. 49:10, CBC) Aqui o Messias é identificado como vindo da tribo real de Judá.
Mediante o profeta Jeremias foi predito: “Eis que vêm dias, diz o Senhor [Jeová], em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, sendo rei, reinará, e prosperará, e praticará o juízo e a justiça na terra.” (Jer. 23:5, Al) Nesta profecia, o Criador indica, que seu Filho Messias viria mediante o Rei Davi, e que ele eventualmente será governante, e, conforme predito mediante Daniel, ele seria um rei celeste para executar a justiça e a retidão para seus súditos. (Dan. 7:13, 14) Portanto, nosso cone de identificação estreita o número de pessoas que podiam cumprir as profecias a respeito da linhagem do Filho de Deus, pois ele não só deveria ser da tribo de Judá, mas também da linhagem do Rei Davi. — Sal. 89:34-37.
LUGAR E MODO DE NASCIMENTO
O cone de identificação aponta para o nascimento deste rei celestial futuro no pequeno povoado de Belém: “E tu, ó Belém Efrata, tão pequena para estar entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que será governante em Israel, cuja origem é desde os tempos primitivos, desde os dias do tempo indefinido.” — Miq. 5:2.
O Filho de Deus, contudo, não deveria ter nascimento comum, visto que o papel resgatador que deveria cumprir exigia que fosse homem perfeito. (Isa. 53:5; Dan. 9:24, 25) Isto, por sua vez, exigia que nascesse duma virgem mediante sêmen provido milagrosamente por Jeová Deus, mediante seu espírito santo. Tal profecia dum nascimento virginal se encontra deveras nas Escrituras Hebraicas. Numa moderna tradução em inglês de Isaías 7:14, declara o texto: “Eis que a própria donzela ficará realmente grávida, e ela dará à luz um filho e certamente lhe dará o nome de Emanuel.” É verdade que não diz especificamente que seria virgem, como algumas das mais antigas traduções em inglês e em português traduzem incorretamente a palavra hebraica almah. Mas, isto não impede o trecho de ser profético do nascimento virginal. Por certo a donzela seria virgem, ou, de outra forma, dificilmente seria considerada donzela.
É interessante notar que os judeus, mais de duzentos anos antes do princípio da Era Comum, realmente esperavam e antecipavam um nascimento virginal. A famosa Versão dos Setenta das Escrituras Hebraicas, feita por eruditos judeus, provou isto em sua tradução de Isaías 7:14 para o grego. Ao invés de traduzirem a palavra hebraica almah, “donzela”, na equivalente palavra grega para “donzela”, traduziram-na pela palavra grega parthénos, que significa simplesmente “virgem”! Assim, tais eruditos judeus mostravam seu conhecimento desta profecia do nascimento virginal do Filho de Deus.
Este cone de identificação estreita ainda mais a identidade do Filho de Deus.
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