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  • “Em lugares deliciosos” com a organização de Jeová
    A Sentinela — 1963 | 15 de julho
    • dar o próximo grande passo em minha vida. Numa certa reunião da congregação, fomos animados a entrar mais cabalmente no serviço de Jeová e, se interessados, inquirir sobre isto. Eu resolvi assim fazer e, em resultado disto, fui convidado a Betel, ao escritório da Sociedade Torre de Vigia em Londres. Aceitei alegremente o convite naquele ano, em 1921. Recebi trabalho no escritório.

      BÊNÇÃOS DO SERVIÇO DE BETEL

      Não tenha a impressão de que a vida em Betel seja monótona. Há regularidade, há horários de trabalho, e de refeições mais estritamente obedecidos e pontuais do, que se experimentam na maioria dos lares. Todavia, logo se acostuma e eu descobri uma grande vantagem, tanto com referência à saúde como em fazer o serviço. Servir Jeová em Betel é servir “em lugares deliciosos” com a sua organização, por causa de muitas bênçãos. — Sal. 16:6, Al.

      Uma grande vantagem da vida em Betel é a instrução e o treinamento que ela permite. Sempre tem sido verdade que em Betel se recebe conselho edificador mais estrito e mais constante, junto com bom exemplo, que ajuda muito em se preparar para o ministério em todos os seus aspectos. Como para muitos outros membros da família de Betel, abriu-se o caminho para mim visitar e servir congregações diferentes em certos fins-de-semana e de participar em várias assembléias e congressos, inclusive três grandes reuniões na cidade de Nova Iorque, em 1950, em 1953 e em 1958.

      Outra vantagem do serviço em Betel é o benefício e o prazer de visitar várias congregações. Isto significa geralmente ficar nos lares dos irmãos, desfrutando a hospitalidade e o agradável companheirismo deles, chegando realmente a conhecê-los e fazendo amigos perenes. É exatamente como Jesus disse: “Todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou campos [as boas coisas da vida comum do lar], por causa do meu nome; receberá muitas vezes mais, e herdará a vida eterna.” — Mat. 19:29, ALA.

      E também no próprio Betel há a oportunidade de se angariar verdadeira amizade. Talvez, como eu, algumas pessoas tenham o que é chamado de reserva britânica e não sejam fáceis de se chegar a conhecer, mas eu posso dizer definitivamente que ficar na casa dos irmãos ou no lar de Betel sob tal arranjo organizacional, torna o travar conhecimento possível que, além de ser mui agradável, pode provar-se uma fonte de revigoramento, ajudando a pessoa a manter o bom equilíbrio em tempos de dificuldades.

      Há também a questão de ponto de vista. Lembro-me muito bem do ponto de vista que eu tinha nos primeiros anos antes de entrar em Betel, em geral, acho eu, semelhante a muitos outros. Indo para Betel significou uma vida mais ampla, mais plena e aprendi como estar contente e feliz, tendo muito que fazer no serviço de tempo integral. Nós sabíamos que tínhamos de ‘Anunciar o Rei e o Reino’, mas não se concebia então o tremendo trabalho educativo nem o ajuntamento dá “grande multidão” de “outras ovelhas” antes do Armagedon; não, nem mesmo se identificava com clareza este grupo. Contudo, gradualmente a cortina se descerrou, descortinado-se um mui amplo horizonte. Como se deu isto?

      Olhando para trás, posso ver que foi sempre por intermédio da organização, por intermédio da classe organizada do “escravo fiel e discreto” designado sobre os bens do Senhor. (Mat. 24:45-47) Eu sempre aguardava as assembléias, pois invariavelmente era então que se dava mais esclarecimento ou se abria uma nova fase do serviço do Reino, sempre baseado nas Escrituras.

      Uma das maiores ocasiões em que a voz da organização representou muito para mim foi durante os negros anos da Segunda Guerra Mundial. Viver em Londres então, humanamente falando, era uma horrível experiência. Não sabíamos quanto duraria ou o que estava para acontecer. Lembro-me de que no período de crescente suspense antes de a guerra irromper, com a voz de Hitler, gritando a quase todo o instante pelo rádio, a nossa atitude para com as pessoas no trabalho de casa em casa era que esta podia ser a última vez que passaríamos pelo território e que elas deviam decidir o que seriam, “ovelhas” ou “cabritos”.

      Sim, humanamente falando, senti o gosto das trevas e da incerteza. Terminaria isto no Armagedon? Daí, com a guerra ainda em progresso, veio a palavra da Sociedade que se planejava na “Fazenda do Reino”, no Estado de Nova Iorque, o estabelecimento de uma escola para o treinamento de missionários para o serviço no estrangeiro. Isto falou muito para mim. Era a voz da esperança e da promessa da organização de Jeová, indicando o que estava adiante. Foi um repentino descerrar de cortinas.

      Assim, figurativa e espiritualmente descerram-se as cortinas, possibilitando-me a participar na restauração do paraíso espiritual predito em Isaías 55:12 (ALA): “Saíreis com alegria, e em paz sereis guiados; os montes e os outeiros romperão em cânticos diante de vós, e todas as árvores do campo baterão palmas.” Que posição deliciosa em que se estar!

      Esse paraíso espiritual se tem manifestado de modo tangível. Se alguém me tivesse dito em princípios da década de mil novecentos e vinte que depois de quarenta anos eu estaria vivo e trabalhando num excelente e espaçoso lar de Betel, bem, eu provavelmente risse como riram Abraão e Sara, quando se lhes disse uma aparente impossibilidade. (Gên. 17:17; 18:12) Eu ainda estou trabalhando no escritório, mas que escritório! Temos um grande escritório com janelas em toda a extensão de um lado, dando uma visão de um amplo espaço de céu e árvores, com um grande cedro nas proximidades. Que lugar agradável para se trabalhar! Segundo o nosso servo regional, o irmão Hoffmann, disse-me há pouco tempo: “É como viver num paraíso restaurado.”

      E também eu tenho o mesmo amigo e companheiro de quarto por trinta anos ou mais, o irmão Edgar Clay, que talvez já tenha lido a história de sua vida; mas agora temos um lindo quarto, um agradabilíssimo lar, com uma excelente visão sulina, e uma outra janela que dá para o campo aclivoso e arborizado e para b pôr do sol em toda a sua glória.

      Por dar ouvido à voz da organização de Deus, eu, junto com milhares de meus irmãos cristãos, posso dizer nas palavras do salmista, que “as linhas caem-me em lugares deliciosos”. — Sal. 16:6, Al.

  • Provada a inocência
    A Sentinela — 1963 | 15 de julho
    • Provada a Inocência

      Uma testemunha de Jeová no Brasil fora contratada, juntamente com outro homem, a escavar um poço. Trabalharam até que o poço estava bem profundo; daí, ocorreu um acidente. O colega de trabalho da Testemunha caiu no poço e pereceu. A polícia prendeu a Testemunha para interrogatório e possivelmente para acusá-lo de homicídio, visto que muitas vezes se cometem homicídios nessas circunstâncias. Pareceu terrível à Testemunha, visto que não havia pessoas presentes para provar a sua inocência. Finalmente, a policia pediu-lhe que mostrasse os seus documentos de identificação. Ele não estava com eles. A única coisa que tinha consigo era o seu cartão de identificação de ministro, assinado pelo servo de congregação, que o identificava como sendo uma das testemunhas de Jeová. Ele lho mostrou. Quando descobriram que ele era de fato uma testemunha de Jeová, a atitude da policia mudou completamente. Disseram: “Sabemos que as testemunhas de Jeová não matam. Você é inocente.” A Testemunha foi imediatamente posta em liberdade.

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