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  • Um grande passo para um país pequeno
    A Sentinela — 1984 | 1.° de dezembro
    • Um grande passo para um país pequeno

      “QUANDO vimos tudo isto, ficamos atônitos!” Essa foi apenas uma das muitas observações feitas pelos convidados entusiasmados nas cerimônias de dedicação do novo conjunto de prédios da filial das Testemunhas de Jeová em Emmen, na Holanda, em 29 de outubro de 1983.

      Uma multidão de 1.150 pessoas, incluindo 54 representantes de mais nove países, estava presente no programa festivo. Havia também na assistência centenas de veteranos, cujas “cãs” deram um toque especial à ocasião. Entre os convidados especiais estava M. G. Henschel, membro do Corpo Governante das Testemunhas de Jeová, que viajou de longe, de Nova Iorque, EUA, para servir no programa de dedicação. Próximo dali, em dois salões de assembléias, uma assistência de 2.978 pessoas assistiu a uma projeção de slides e ouviu o programa por telefone.

      VIU-SE A ORIENTAÇÃO DE JEOVÁ

      Foram as novas dependências da filial da Sociedade Torre de Vigia (dos EUA) na Holanda que os convidados vieram ver, e foi sobre elas que falaram com tanto entusiasmo. O conjunto de prédios possui acomodações para 120 pessoas, que poderão trabalhar na filial. Inclui também um refeitório com capacidade para 160 pessoas, uma cozinha moderna com padaria anexa, uma lavanderia, um Salão do Reino, e uma biblioteca. Além disso, há escritórios em que 30 pessoas poderão trabalhar confortavelmente, e uma área para gráfica e despacho equivalente à metade dum campo de futebol. Tudo isso situa-se num terreno de 5 hectares, na cidade de Emmen.

      Mas, por que em Emmen, tão distante das grandes cidades no oeste da Holanda e das antigas dependências da filial em Amsterdã? A história a respeito da procura dum terreno adequado neste país densamente povoado revela claramente a orientação de Jeová no assunto.

      A procura teve início em 1978. Por volta de 1980, parecia que todos os esforços haviam sido em vão, devido às leis estritas de preservação da terra por parte do governo holandês, que limitavam a construção de grandes prédios tais como os que nós necessitávamos. Por conseguinte, a Sociedade Torre de Vigia resolveu interromper a procura e solicitar diretamente ao departamento de Planejamento Urbano e Rural.

      Logo tivemos uma entrevista. O funcionário ouviu atentamente as propostas das Testemunhas de Jeová. Daí, para a surpresa de todos, ele disse: “As Testemunhas de Jeová realizaram um trabalho ímpar no nosso país durante a segunda guerra mundial, e isso infelizmente é com demasiada freqüência esquecido. Providenciarei que seu centro se situe numa das três províncias setentrionais da Holanda.” Jeová deveras respondeu às orações do seu povo.

      Logo na manhã seguinte, marcou-se uma entrevista com o diretor do departamento de Planejamento Urbano e Rural que supervisiona o norte do país. Dentro de 24 horas foi localizado um terreno de cerca de cinco hectares em Emmen. Revelou ser exatamente o que necessitávamos. O amistoso prefeito de Emmen, surpreso diante da atitude prestimosa das autoridades de zoneamento, confirmou que o governo local de Emmen teria prazer em colaborar com as Testemunhas de Jeová. Aderiu-se coerentemente a esta promessa.

      ENFRENTAMOS O DESAFIO

      As escavações começaram em agosto de 1980. Mas havia um problema. Até então, as Testemunhas da Holanda nunca haviam empreendido nenhuma obra de construção maior do que um Salão do Reino ou um Salão de Assembléias. Agora, confrontavam-se com o desafio de construir um lar para 120 pessoas, bem como uma moderna gráfica com sua própria oficina e seu próprio equipamento eletrônico de composição. Não é de admirar que quando se projetou, para a assistência no programa da dedicação, um slide do grupo inicial de 15 construtores, que haviam de iniciar o projeto, todos concordaram que os construtores e os organizadores eram, para se dizer o mínimo, “otimistas”.

      Logo o grupo aumentou para 120 trabalhadores de tempo integral. Nos fins de semana, tantas quantas 150 pessoas vinham das congregações para ajudar. Mas, como é que este grupo de trabalhadores relativamente inexperiente conseguiu executar a tarefa? “Os anjos fizeram o trabalho para nós”, disse um dos construtores. De algum modo, sempre se conseguiu executar os serviços difíceis, e os problemas eram solucionados de maneiras inesperadas.

      Por exemplo, embora o concreto seja bem caro nesta parte do país, ofereceu-se-nos generosamente uma usina de concreto (equipamento para dosagem) usada, resultando na economia de 60 mil dólares. Daí, exatamente quando necessitávamos dum grande guindaste, certa firma construtora tinha um à venda. Dentro de poucas semanas tínhamos um guindaste de 40 metros instalado no canteiro de obras. E quem iria operá-lo? Um pioneiro especial (ministro de tempo integral) que fora treinado como operador de guindaste poucas semanas antes do início da construção.

      O mesmo se deu no caso de outros profissionais. Quase todo o sistema de aquecimento central e o sistema hidráulico foram projetados e instalados por pioneiros especiais que obtiveram suas licenças por fazer cursos noturnos. Três dos desenhistas aceitaram a verdade poucos anos atrás. Trabalhavam na mesma firma em que um colega de trabalho, uma Testemunha, transmitiu-lhes as “boas novas”. Até o supervisor da construção parece ter surgido bem na época propícia. Ele aprendeu a verdade há apenas alguns anos e mudou-se com a família para Emmen.

      JEOVÁ FEZ CRESCER

      Apesar dos esforços elogiáveis por parte dos irmãos, uma pergunta permanecia na mente de muitos dos presentes à dedicação: “O que foi realmente que habilitou o povo de Jeová neste pequeno país a realizar tal projeto gigantesco?” A resposta era óbvia. Sem a bênção de Jeová, não teria havido a necessidade, para não se mencionar a possibilidade, de tal projeto de construção. Os diversos oradores nas cerimônias da dedicação apresentaram à assistência uma breve retrospectiva do passado, a fim de se notar como Jeová tem abençoado os fiéis.

      Willi Diehl, representante da Suíça, relatou o que ocorreu a partir do fim da Primeira Guerra Mundial. Disse que J. F. Rutherford, o então presidente daSociedade Torre de Vigia, convidou o dentista holandês, Adriaan Block, que morava em Mulhouse, na França, a retornar à Holanda para ajudar na obra de pregação ali. Até então a obra na Holanda estava sob a supervisão do Escritório Central Europeu de Berna, na Suíça. Portanto, em 1922, estabeleceu-se uma filial em Witte de Witstraat, Amsterdã. Em 1927 foi transferida para Haarlem.

      De início a obra caminhou no passo dum carro de bois, como se costumava dizer. Contudo, o carro de bois foi lenta, porém seguramente, substituído pelo automóvel. Outro orador, Richard Kelsey, da Alemanha, contou à assistência que pioneiros da Alemanha realmente prepararam o caminho para a obra na Holanda. Em 1932, 8 dos 12 pioneiros neste pais tinham vindo da Alemanha. Mais tarde, a perseguição dos nazistas fez com que muitos outros irmãos e irmãs alemães fossem para a Holanda, onde continuaram a pregar.

      Com o progresso da pregação, surgiram cada vez mais publicações em holandês. Anteriormente, A Sentinela fora publicada em holandês em 1918. Mas, devido à falta de interesse, só foram publicadas três edições. Ela reapareceu em 1926, para nunca mais desaparecer, nem mesmo durante os dias tenebrosos da Segunda Guerra Mundial.

      Pouco antes de a Holanda ficar envolvida na guerra, e a partir da edição de outubro de 1939, A Sentinela em holandês foi impressa numa prensa que veio de Praga, Tchecoslováquia. Acalentou o coração de todos os presentes à dedicação ver na tribuna o operador dessa prensa, o irmão Alois Stuhlmiller, um dos primeiros pioneiros que vieram da Alemanha, e ouvi-lo contar pessoalmente a história da impressão das revistas.

      A operação de impressão em Haarlem não durou muito tempo. A prensa logo foi confiscada pelos nazistas invasores. Como gesto de compensação, após a guerra o governo holandês concedeu-nos a permissão de estabelecermos uma gráfica em Amsterdã, embora as revistas tivessem de ser produzidas em outros países. Esta oficina gráfica cresceu a ponto de tornar-se agora uma gráfica totalmente equipada de impressão por rotativa off-set, em Emmen, onde atualmente são impressas as revistas em holandês.

      COM VISTAS AO FUTURO

      Não só os prédios e as operações de impressão tiveram recentemente uma grande expansão, mas o mesmo tem acontecido com o número dos que compõem o pessoal da filial, ou a família de Betel. Por ocasião do estabelecimento da filial no fim da Segunda Guerra Mundial havia apenas três ou quatro membros. Por volta de 1964, a família de Betel havia aumentado para 19. Mesmo no início dos anos 80, o número era de cerca de 25. Por ocasião da escrita deste artigo, havia 75 membros no novo lar em Emmen, plenamente ocupados com o trabalho a ser feito. Com amplas provisões e dependências à sua disposição, aguardam coisas ainda maiores.

      Um grande passo? Para este pequeno país, sim. Grande demais? Não! Pois, como disse o Irmão Henschel em seu discurso de dedicação: “Esta construção não foi feita para nada.” Há um grande futuro para a obra do Senhor neste pequeno país. Precisamos olhar para o futuro e não esmorecer. As 28.000 Testemunhas de Jeová na Holanda estão decididas a fazer isso. Embora os tempos tenham mudado, e o interesse geral em assuntos religiosos tenha sido relegado a segundo plano, ainda há muitas pessoas que reagem favoravelmente à mensagem da Bíblia duma vindoura nova ordem. Se for da vontade de Jeová, as Testemunhas holandesas estão ansiosas de ser usadas para promover ainda mais os interesses do Reino neste pequeno país.

      [Foto página 28]

      A portaria da nova filial.

      [Foto página 29]

      Alois Stuhlmiller contou como A Sentinela começou a ser impressa na Holanda.

      [Mapa na página 26]

      (Para o texto formatado, veja a publicação)

      HOLANDA (PAÍSES BAIXOS)

      Emmen

      Haarlem

      Amsterdã

      ALEMANHA OCIDENTAL

      BÉLGICA

  • Perguntas dos Leitores
    A Sentinela — 1984 | 1.° de dezembro
    • Perguntas dos Leitores

      ◼ Primeira Timóteo 4:10 chama a Deus de “Salvador de toda sorte de homens, especialmente dos fiéis”. Portanto, será que infiéis serão salvos?

      Não. O ponto é que a salvação é assegurada em especial aos que exercem fé.

      O apóstolo Paulo avisou a Timóteo que o benefício da devoção piedosa é que ela “tem a promessa da vida agora e daquela que há de vir”. (1 Timóteo 4:6-8) Daí Paulo escreveu: “Pois, para este fim estamos trabalhando arduamente e nos esforçamos, porque baseamos a nossa esperança num Deus vivente, que é Salvador de toda sorte de homens, especialmente dos fiéis.” — 1 Timóteo 4:10

      Deus estende a possibilidade de salvação a todos os homens. Conforme Paulo escreveu: “Há um só Deus e um só mediador entre Deus e homens, um homem, Cristo Jesus, o qual se entregou como resgate correspondente por todos.” (1 Timóteo 2:5, 6) Mas, quem reagirá favoravelmente ao resgate, escolhendo a vida em vez de a morte? (Deuteronômio 30:19, 20) Algumas pessoas rejeitam a mensagem cristã de salvação. Em outras, a ‘semente’ cria raiz e cresce por um pouco, mas depois permitem que oposição, interesses materiais e outras preocupações se interponham entre elas e a salvação. — Mateus 13:3-8.

      Portanto, embora a salvação que Deus oferece esteja potencialmente disponível a todos, o modo em que as coisas se revelarão mostrará que a salvação é em especial para os “fiéis”. De modo que o apóstolo Pedro instou: “Por esta razão, irmãos, fazei tanto mais o vosso máximo para vos assegurar da vossa chamada e escolha; pois, se persistirdes em fazer estas coisas, de nenhum modo falhareis jamais.” — 2 Pedro 1:10; João 3:16.

      ◼ Seria errado fumar cigarros que não sejam de tabaco como ajuda para se vencer o vício do tabaco?

      Há diversos motivos pelos quais isto deve ser evitado pelas pessoas que desejam aplicar o conselho bíblico e ser membros da congregação cristã.

      Muitos que eram viciados em fumo, especialmente o tóxico nicotina do tabaco, tentaram romper com o hábito. Uma das maneiras de fazer isso tem sido a substituição, fumando cigarros feitos de outras ervas que não contêm nicotina. Isto pode parecer bem desejável pela seguinte razão: O fumante evita a nicotina, porém a tensão provocada por se romper com um hábito antigo pode parecer menos severa, pois a pessoa ainda pode segurar e fumar algo, um cigarro que não é de tabaco.

      Para reconhecer por que isso não é apropriado para os cristãos, reflita em alguns dos motivos de as Testemunhas de Jeová não fumarem.

      Em primeiro lugar, o hábito

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