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África do Sul e territórios vizinhos (Parte Dois)Anuário das Testemunhas de Jeová de 1977
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território isolado, fez-se esforço especial de alcançar a toda essas pessoas. As congregações das cidades aceitaram voluntariamente designações de território a centenas de quilômetro de distância. Obtiveram-se mapas especiais, mostrando cada casarão de fazenda europeu, bem como todos os povoados africanos localizados nas fazendas. As congregações européias começaram a cobrir todas as fazendas, testemunhando inclusive aos residentes africanos. No caso de os africanos não poderem entender as línguas européias, os publicadores europeus usavam pequenos gravadores de fita cassete para tocar sermões pré-gravados nas próprias línguas das pessoas. Havia tão grande demanda de publicações que eles esgotaram quase todos os livros encadernados nesta campanha. As congregações africanas concentraram-se nas “terras natais” onde não se permitia que os europeus entrassem. Durante os três meses da campanha, 140.000 livros encadernados e mais de 92.000 folhetos, além de milhares de revistas, foram distribuidos. Alguns grupos de pioneiros especiais viajaram mais de 14.400 quilômetros durante esta campanha de território isolado, a fim de alcançar todas as fazendas constantes de sua designação
No fim do ano de serviço de 1974, ficaram contentes de relatar grandioso novo auge de 4.055 pessoas batizadas e um aumento de 14 por cento na média de publicadores, com um auge de 28.397. A distribuição dos tratados Notícias do Reino deu ímpeto adicional à obra.
EVIDÊNCIA CONTÍNUA DA BÊNÇÃO DIVINA
A obra de pregação do Reino verdadeiramente avança de forma contínua. Ora, já no início de junho de 1975, 2.462 pessoas tinham sido batizadas nesse ano de serviço. Outra campanha de território isolado ainda maior do que a de 1974 foi planejada, a fim de alcançar a todas as pessoas incluídas na designação desta filial.
No ínterim, a produção de revistas aumentou ao ponto em que a gráfica, o lar e os escritórios de Elandsfontein são pequenos demais e tiveram de ser ampliados de novo. Na ocasião em que este relatório é escrito, seus planos de expansão já foram traçados. Planejavam erguer um anexo que incluiria a duplicação do refeitório, cozinha e lavanderia, adicionando 1.850 metros quadrados à gráfica, construindo-se novo bloco para o escritório, de 370 metros quadrados, e acrescentando-se um novo e grande Salão do Reino.
Os irmãos se regozijam com toda a evidência da bênção de Jeová. Mas, compreendem também que têm de esperar oposição do inimigo. Na atualidade, ocupam-se com um processo legal perante o Supremo Tribunal de Joanesburgo, que defende os direitos de seus filhos africanos em idade escolar de cursar a escola sem entoar cânticos religiosos nem partilhar de orações das organizações da religião falsa. Muitos dos filhos das Testemunhas européias também estão sendo expulsos da escola, mas por motivo diferente. É devido à sua recusa em participar nas paradas de estilo militar, em saudar à bandeira e entoar o hino nacional. Não sabemos qual será o resultado destas questões, mas eles estão determinados a irem avante na pregação das boas novas do Reino, confiando na orientação de Jeová.
Quando se lembram daquela filial de um só homem que teve início em 1910, no pequenino escritório usado pelo irmão Johnston e o comparam com seu excelente lar de Betel hodierno, bem como com as novas sucursais formadas na Rodésia, Zâmbia, Zaire, Quênia, República Malgaxe e Maurício — que diferença! Quando pensam naquela pequenina prensa plana, alimentada manualmente, enviada de Brooklyn em 1924, e instalada pelo irmão Phillips, e então andam pela sua gráfica aqui, cheia de máquinas, produzindo amplas quantidades de revistas e outros itens do Reino — que expansão maravilhosa! Quando se lembram da pequena família de Betel, de 21 membros em 1951, que morava em casas separadas, e consideram a atual família unida e feliz de 110 irmãos e irmãs — que esplêndido crescimento! E, quando observam que, em 1931, em todos os territórios sob esta filial havia apenas 100 publicadores, ao passo que hoje, nessa mesma área, há mais de 140.000 pregadores das boas novas, como ficam cheios de gratidão a Deus! Seus atos hoje em dia são momentosos, como foram outros tratos divinos no passado. Eles podem, apropriademente, adotar as palavras do salmista: “Isto veio a ser da parte do próprio Jeová; é maravilhoso aos nossos olhos. — Sal. 118:23.
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Sri LankaAnuário das Testemunhas de Jeová de 1977
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Sri Lanka
Jóia do Oceano Índico. É assim que muitos chamam esta ilha que está prestes a visitar. Talvez a conheça como Ceilão, mas, desde 1972, este lar ilhéu tem sido chamado de Sri Lanka.
Com uma área de cerca de 64.750 quilômetros quadrados, Sri Lanka é uma “jóia” de muitas facetas. Sendo tropical e com pouca elevação por toda a costa, é coroada de colinas e montanhas centrais. Atravessa plantações de coqueiros para atingir as colinas, muitas delas estando agora cobertas de lindos arbustos de chá.
Há também muitas facetas quando consideramos as raças, castas, línguas e religiões. Nos dois terços que abrangem o centro e o sul da ilha, a maioria das pessoas afirmam ser arianas, falando cingalês e praticando o budismo teravada. São amigáveis, hospitaleiras. Nas regiões norte e oriental de Sri Lanka há gente dravídica, que fala tâmil, a maioria aderindo ao hinduísmo. São conhecidos por sua laboriosidade.
As perspectivas de comércio certa vez atraíram os muçulmanos até do Marrocos. No início do século dezesseis, os portugueses, interessados nas especiarias, tomaram as regiões costeiras. Com eles vieram os sacerdotes católicos romanos. Fizeram-se grandes esforços de converter os budistas ao catolicismo. Como? Por lhes oferecer vantagens materiais e também por usarem muita força. Atualmente, muitas cidades costeiras são predominantemente católicas.
Cerca de um século depois, os holandeses tomaram esta “jóia” e dominaram apenas suas regiões costeiras. Para ajudar a manter seu controle, trouxeram soldados da Malaia e de Java, adicionando outro tipo racial.
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