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  • Nova Sede no Brasil — resultado de uma edificação de fé!

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  • Nova Sede no Brasil — resultado de uma edificação de fé!
  • Despertai! — 1981
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  • A DEDICAÇÃO
Despertai! — 1981
g81 22/7 pp. 16-20

Nova Sede no Brasil — resultado de uma edificação de fé!

Uma grande edificação foi feita no Brasil nos últimos 60 anos. Ela começou de modo bem modesto, mas atinge hoje proporções gigantescas. Não, não se trata de uma construção literal, com tijolos, areia e cimento, mas de edificação da fé. Verdadeiras personalidades cristãs foram edificadas!

No começo havia apenas alguns poucos proclamadores do Reino de Deus no Brasil. Tudo começou na década de 1920, quando 8 marinheiros regressaram ao Brasil e trouxeram em seu coração e na sua bagagem as sementes da verdade. Eles haviam ouvido a mensagem do Reino na cidade de Nova Iorque e logo se apressaram em compartilhar com outros o valioso tesouro que haviam encontrado. Desde então tem havido um contínuo progresso e hoje há mais de 114.000 proclamadores ativos das boas novas no país!

Em resultado desta grande edificação da fé, houve a necessidade constante de ampliar as instalações do lar e da gráfica de Betel no Brasil. Em 1968 foi completada a construção de um novo lar e gráfica na cidade de São Paulo, com 3.000 metros quadrados. Mas em menos de cinco anos aquelas instalações se tornaram pequenas demais. Portanto, em 1973 foi inaugurado um novo anexo aos prédios, de 5.000 metros quadrados. Eram então ao todo 8.000 metros quadrados de construção. Pensou-se então que aqueles prédios seriam suficientes para atender às necessidades por muitos anos.

O progresso da obra de pregação e o aumento do número de publicadores continuaram. Também, havia planos de se produzir livros encadernados no Brasil, o que obviamente tornava as instalações existentes pequenas demais. Mas, como em todas as grandes cidades, o preço dos terrenos em São Paulo era muito elevado, tornando impossível pensar em ampliações. Por este motivo, optou-se por uma nova construção fora da cidade de São Paulo, numa zona rural, onde haveria espaço para criação de gado e plantação, o que ajudaria na redução das despesas com a alimentação da família de Betel.

Após alguma procura, em agosto de 1977, foi adquirido um terreno de 115 hectares, no município de Cesário Lange, a cerca de 140 quilômetros da cidade de São Paulo. O terreno está muito bem situado, próximo a uma das principais auto-estradas do país, a Rodovia Castello Branco. Este terreno, de 600 metros de largura por 2.000 metros de comprimento, não fora totalmente cultivado já por alguns anos. De fato, um dos trabalhos iniciais foi o desmatamento. Houve o cuidado de preservar o maior número possível de árvores e preservou-se realmente grande parte da mata virgem. Durante o desmatamento, os irmãos tiveram alguns problemas com as abelhas, e não raro eram vistos irmãos com rostos inchados, vítimas de abelhas, isso sem falar em algumas cobras encontradas.

Sair da cidade de São Paulo, com os seus mais de 8.500.000 habitantes e seus enormes arranha-céus e vir para uma zona rural, foi, sem dúvida, uma grande mudança. O ambiente cinzento de uma cidade grande foi substituído pelo verde da criação de Jeová. Há no terreno um bosque de 20 hectares de mata virgem, onde há diversas das encantadoras criações animais. Já foram vistos tatus, ouriços, veados, gatos do mato, gambás, esquilos, além de inúmeras aves, como corujas, seriemas, beija-flores, pica-paus, andorinhas, e um pássaro raro, o jacu. Bem, não se trata de viver num zoológico, mas certamente se está mais perto da criação animal, o que permite antever melhor o tempo em que o homem terá pleno domínio sobre os animais e se deleitará plenamente com a criação de Jeová.

Nos fundos da propriedade passa um riacho e é neste que é despejado o esgoto dos prédios. Bem, talvez isto logo lhe traga à mente um rio poluído, como hoje há muitos. Para evitar a poluição construiu-se um sistema de tratamento de esgotos e de outros efluentes. O valo para isso tem 45 metros de comprimento e tem capacidade para 260.000 litros. Desta forma, não contaminamos o riacho.

A CONSTRUÇÃO

Esta foi realmente uma grande construção, e está entre as maiores que o povo de Deus já realizou — 46.000 metros quadrados de área construída — o equivalente a quase seis vezes a área de que dispúnhamos em São Paulo.

Como é de esperar numa grande construção, a quantidade de material empregado foi enorme. Só para os pilares foram cravados 15.000 metros lineares de estacas, o que corresponde a quase duas vezes a altura do Monte Evereste. Também, foi usado muito cimento. Durante boa parte da obra foram consumidas 30 toneladas de cimento por dia. Além disso, cerca de 800 toneladas de ferro foram empregadas nela.

Logo após a compra do terreno, foi feito um convite para que irmãos ajudassem na construção. Foi excelente o espírito de cooperação demonstrado. Irmãos de todas as partes do país vieram ajudar; havia engenheiros, mecânicos, eletricistas, bombeiros hidráulicos, carpinteiros, enfim, quase todas as profissões relacionadas com construção. Muitos haviam deixado empregos lucrativos, como, por exemplo, certo irmão, engenheiro, que vendeu a sua casa na cidade de Salvador e mudou-se com a família para perto da construção. Sem dúvida, esses irmãos fizeram um excelente trabalho!

Além de nossos irmãos, trabalhavam na obra empregados de empresas particulares contratadas para ajudar na construção. Em certa ocasião havia mais de 800 empregados contratados, e isto representou enorme trabalho em fornecer refeições. Porém, não houve muita dificuldade em fazer tal trabalho, pois, afinal nós conhecemos o assunto, operando assembléias de circuito e de distrito onde se alimentam centenas, sim, milhares de pessoas. Bem, tantos empregados contratados reunidos constituíam uma excelente oportunidade para lhes dar também o valioso alimento espiritual da Palavra de Deus, e isto foi feito pelos nossos irmãos. Em apenas um mês, certo irmão colocou mais de 80 exemplares do livro Histórias Bíblicas. Diversos estudos também foram iniciados.

Outra coisa que se destacou nesta construção foi não ter ocorrido nenhum acidente fatal que resultasse em algum trabalhador ficar mutilado. Isto é comum em grandes construções, mas graças a Jeová, os cuidados com a segurança deram bons resultados e não houve nenhum acidente grave.

Esta era realmente uma construção diferente. Veja, por exemplo, o que certo repórter escreveu num jornal da região O tema do artigo é: “Uma Cidade Dentro da Outra: Povo Sem Ambição Mas Com Paz e Fé em Deus.” O artigo diz, em parte: “Ali não existem desordens, como comumente acontece entre os operários que trabalham em grandes construções; a bebida alcoólica, se não inexiste, é rara no ambiente de trabalho, dominado pela tranqüilidade; toda a alimentação é preparada ali mesmo. O local todo constitui-se, de fato, numa cidade em miniatura, totalmente autosuficiente.”

O artigo daquele repórter continua: “Para o visitante a visão do campo de obra é impressionante. Pequenos mas luxuosos alojamentos estão espalhados, servindo de moradia para os casais e para os solteiros, cuidadosamente separados e decorados, com simplicidade e bom gosto, num ambiente salutar onde não há brigas nem rancores entre os seus habitantes.” Pode ver que realmente havia um espírito diferente naquela construção.

Em certa ocasião, ao verem o andamento da obra de construção, algumas autoridades exclamaram: “Se com pouco mais de 100.000 testemunhas eles são capazes de construir prédios como esses, imaginem do que seriam capazes se houvesse mais delas no país.” Sem dúvida, com a força que move o povo de Deus, o espírito de Jeová, coisas grandiosíssimas podem ser realizadas!

Alguns incidentes, porém, ocorreram. Por exemplo, logo no início da construção tivemos muita chuva forte, e, certo dia, um temporal de apenas 4 minutos causou sérios danos aos alojamentos temporários, arrancando alguns telhados e quase destruindo uma das casas de banho. Felizmente, ninguém ficou ferido e os alojamentos foram logo consertados.

Em resultado de todo este trabalho, temos agora um conjunto de 8 prédios, 6 deles interligados. Dois dos três blocos residenciais, com 144 dormitórios, já estão totalmente ocupados. Nos blocos residenciais e anexos estão situados a lavanderia, a cozinha, o refeitório e os escritórios. O bloco maior é o da gráfica, com mais de 15.000 metros quadrados. Estes novos lindos prédios, de tijolos vermelhos à vista, contrastam com o verde da paisagem ao redor. Há também uma linda estrada, que passa pela mata, onde as árvores quase que ocultam os prédios.

Há também espaço suficiente para a criação de gado e plantação. A horta já está bem desenvolvida e consegue fornecer boa parte das hortaliças consumidas pela família. O rebanho inclui cerca de 100 cabeças de gado que fornece parte do leite e boa parte da carne consumida.

A mudança da família e do equipamento para Cesário Lange foi feita nos meses de agosto e setembro. Havia ainda muito trabalho a ser feito, e todos em Betel trabalharam arduamente para aprontar os prédios para a dedicação. A dedicação havia sido marcada para 21 de março de 1981. Nessa ocasião estaria presente também um dos membros do Corpo Governante, o irmão Lloyd Barry.

Todos aguardavam ansiosamente a chegada da dedicação dos novos prédios. Os irmãos em todo o país haviam contribuído de diversas formas para a construção e estavam ansiosos de vê-la pessoalmente. Até mesmo crianças contribuíram financeiramente. Por exemplo, foi recebido um cofrinho e o seguinte bilhete anexo: “Todos os anos ajunto dinheiro em um cofre para comprar um brinquedo para mim. Meu pai me incentivou a mandar o meu cofrinho para a Sociedade. Sei que Jeová me abençoará por isso.” Deveras, todos estavam interessados em que o projeto fosse terminado com bom êxito.

A DEDICAÇÃO

“Tijolos não podem pregar. Portanto, sem os pregadores das boas novas, estes prédios nunca teriam sido construídos.” Foi com estas palavras que o irmão Karl Rietz iniciou o programa de dedicação do novo Betel.

Na assistência estavam 3.607 pessoas, de todas as regiões do país. Alguns dos presentes haviam viajado tantos quantos 4.000 quilômetros, como era o caso dos que vieram da Amazônia. Estavam presentes também diversos irmãos do exterior. Foram lidos vários telegramas, inclusive uma carta escrita em Braile.

Foi um prazer rever também irmãos que por muitos anos têm participado fielmente na grande obra de edificação espiritual feita no Brasil. Alguns já estão avançados em anos, mas é um prazer tê-los em nosso meio e observar a sua lealdade a Jeová e à sua organização.

Os dois oradores iniciais, os irmãos John Kushnir e Augusto S. Machado Filho, fizeram um encorajador retrospecto do progresso da obra no Brasil, desde o seu início. Foi destacado o grande impulso dado à obra na década de 1940 com a chegada de missionários e irmãos que vieram de outros países.

Na parte seguinte do programa, o irmão Amaro J. Santos entrevistou alguns irmãos e irmãs que têm perseverado por muitos anos no serviço do Reino neste país. Foi bastante encorajador ouvir o irmão Charles D. Leathco, graduado da primeira turma de Gileade, falar sobre o progresso que tem presenciado desde que chegou ao Brasil. Em 1945 havia apenas 30 congregações no país e foram organizadas então, pela primeira vez, visitas às congregações por um superintendente de circuito. Havia apenas um superintendente de circuito para todo o país. Bem, não foi sem motivo que a primeira volta dele pelo circuito tenha demorado mais de um ano e meio. Hoje, 40 anos depois, há mais de 2.100 congregações e 112 circuitos. Que tremendo progresso Jeová tem dado à obra neste país!

Outro entrevistado foi o irmão Agenor da Paixão, que está em Betel desde o ano de 1949. Naquela ocasião havia apenas 20 trabalhadores, e a gráfica ficava situada num porão de 6 metros quadrados, com apenas duas velhas máquinas impressoras. Uma delas era carinhosamente chamada de “Sara”, pois embora velha ainda produzia. A composição dos tipos para a impressão era manual, tipo por tipo. Pode imaginar o que significava compor todos os tipos de uma revista? As coisas porém mudaram. Hoje o número de trabalhadores em Betel aumentou para mais de 280, e apenas a gráfica tem mais de 15.000 metros quadrados. Não há mais duas velhas máquinas impressoras, mas máquinas modernas, inclusive duas rotativas que imprimem, cada uma, 12.500 revistas grampeadas e dobradas, por hora. Também, muito em breve estarão funcionando duas linhas de encadernação que permitirão que sejam produzidos livros. Deveras, Jeová tem providenciado o equipamento para o trabalho de seus servos neste país!

Outra entrevistada foi a irmã Maud Yuille, que chegou ao Brasil com seu esposo no ano de 1936. Naquela época havia pouco mais de 60 publicadores em todo o país. Que alegria é hoje poder ver mais de 114.000 proclamadores ativos! Atualmente, com 92 anos de idade, a irmã Yuille continua fiel em sua designação em Betel.

Encerrando o programa o irmão Lloyd Barry proferiu o discurso de dedicação, baseado em 1 Crônicas capítulo 29. Usando as belas palavras da oração do Rei Salomão por ocasião da dedicação do templo em Jerusalém, ele deixou bem claro a todos os presentes que Jeová é quem merece todo o crédito pelos maravilhosos prédios construídos. Na realidade, Jeová é o verdadeiro construtor desses prédios. Foi por causa do aumento da obra de pregação e da grande edificação espiritual feita no país que esses prédios foram construídos. E, portanto, a obra de pregação que merece a atenção principal de todos. Sem os pregadores das boas novas os prédios perderiam a finalidade.

Após o programa era evidente a alegria de todos por verem o que Jeová tinha provido para seus servos nesta parte da terra. Certo irmão presente se expressou: “Não há como não atribuir todo este progresso, esta obra, esta perseverança, à fé que nos foi outorgada pelo Dador de todo o presente perfeito, propiciando assim obter-se êxito total num empreendimento tão memorável.” Outro irmão presente comparou seus sentimentos aos da rainha de Sabá, ao visitar o Rei Salomão, quando disse: “Eis que não se me contou nem a metade.”

Também, certo superintendente viajante presente à dedicação escreveu posteriormente: “São impronunciáveis quaisquer palavras que condissessem perfeitamente com toda esta maravilhosa provisão que Jeová nos fez e que de maneira tão singela dedicamos para a promoção dos interesses de seu Reino e do engrandecimento do Seu nome. Mas apesar de desprovido das palavras certas, não poderia deixar de expressar meu contentamento e meu êxtase ao contemplar tão magníficas edificações que acomodarão tão bem e tão no seu devido lugar, tanto os membros dessa diligente família no Brasil, como os equipamentos e implementos que os mantêm ocupadíssimos nas suas horas de trabalho.” De fato, Jeová proveu excelentes instalações para que seus servos continuem na grande obra de edificação espiritual!

Para os que conheceram os prédios em São Paulo pode parecer que os atuais prédios são enormes. Mas, se analisarmos bem o serviço feito no decorrer dos anos e calcularmos que é provável que o nosso Criador, Jeová, tenha bastante trabalho para os seus servos nos anos futuros, podemos dizer que não são grandes demais.

Sim, agora os servos de Deus neste país estão bem equipados para fazer face aos aumentos esperados. Isto enfatiza a responsabilidade de usarem bem este excelente instrumento que Jeová colocou em suas mãos. Portanto, que tais prédios contribuam para que a grande edificação da fé prossiga neste enorme país!

[Foto na página 18]

Vista Aérea da Nova Sede.

[Foto na página 19]

Discurso de Dedicação no Salão do Reino.

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