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  • Gostaria de filmar a família?
    Despertai! — 1978 | 22 de abril
    • Gostaria de filmar a família?

      Do Correspondente de “Despertai”! na Alemanha

      HÁ ALGUM tempo atrás, fomos convidados à casa de nossos amigos, os Silva, em certa noite. Sua filhinha, Tina, nos acolheu com seus encantos infantis. “Esta noite vamos ver um filme”, disse ela. “Eu também apareço nele! Papai o filmou sozinho!”

      Estávamos ansiosos de ver o filme. Quando finalmente foi exibido, era colorido, sim, bem colorido. De início pensávamos que se tratava de arte moderna — uma porção de manchas coloridas que passavam rapidamente pela tela. “Esse foi o nosso congresso, há algumas semanas”, explicou Henrique Silva. Se ele não explicasse, nós não saberíamos.

      Daí, a tela ficou bem escura; ninguém estava certo do que acontecera. “Que pena”, disse Henrique. “Já era muito tarde da noite quando filmei a vovó.” Ninguém a reconheceu.

      Daí, porém, apareceu na tela o sorriso encantador de Tina, claro e largo como a vida. “Sou eu”, ela gritou. Tal explicação não era necessária, pois era mesmo Tina como ela é — um belo quadro. Daí, vimos outros no jardim. Mas, antes que se pudesse identificá-los, surgiu a próxima cena. As cenas passaram de um lado para o outro, de cima para baixo; houve vezes em que quase se ficava mareado. De vez em quando se podia ver um cachorro. Aha, houve uma brincadeira no jardim — um pique louco! E assim se passaram três minutos e dezessete segundos. O primeiro carretel terminou. Todo o mundo aplaudiu e concordou que é sempre difícil começar alguma coisa.

      Parece-lhe familiar? Muitos já viram tais filmes amadores ou os fizeram eles mesmos. Conforme expressou-se alguém, certa vez: “Não admiro sua capacidade, e sim sua coragem de exibir tal filme.”

      Daí, contudo, não se deve levar a sério demais tal coisa. A pessoa precisa aprender, a fim de não cometer erros. Não é preciso jogar fora esse primeiro filme. É uma grata lembrança e um meio de se medir o progresso futuro.

      O que é preciso para filmar bem? Se a objetiva e o mecanismo da câmara são bons, um fotógrafo experiente poderá fazer melhores filmes com uma câmara barata do que um iniciante com equipamento melhor e mais caro. Para se ter bons filmes, então, é necessário aprimorar-se a habilidade pessoal. É inútil tentar substituir a falta de conhecimento técnico pelo equipamento melhor.

      Como Evitar Imagens Indistintas

      Algo que se deve evitar são imagens indistintas. Sem dúvida sabe que balançar a câmara ao tirar fotos resulta em imagens indistintas e borradas. Se não segurar com firmeza a câmara, ao filmar, as imagens também sairão tremidas. No caso duma câmara de filmar, obtêm-se dezoito quadros ou fotogramas por segundo, de modo que, em questão de cinco segundos tremidos obtêm-se noventa fotogramas indistintos. Por isso, é mister segurar com firmeza a câmara. Não tente substituir a falta de movimentos em frente da câmara pelo movimento da mesma. A não ser em raras exceções, trata-se duma regra básica.

      Outra coisa que se precisa observar é o tempo de exposição. O tempo desempenha um papel mais importante ao filmar do que ao tirar apenas uma foto. Nossa mente precisa de tempo para registrar impressões conscientes. Quando apertar o obturador, pense primariamente em sua prospectiva assistência, e não em quanto filme está usando (os iniciantes sempre querem economizar). Considere quanto tempo é preciso para abranger o cenário. Isto depende do que há para se ver, ou do que acontece. A regra mais simples é: Quando há muita coisa para se ver, ou muita ação, a cena tem de ser mais longa. Se há pouco a ver, e não há muito movimento, a cena tem de ser mais curta. Sim, tem de ser. Senão, será enfadonha.

      Talvez baste uma exposição de dois a doze segundos. Quando aperta seu obturador, conte os segundos — vinte e um, vinte e dois, vinte e três, etc. (Se estiver filmando um texto, leia-o cabalmente duas vezes ao filmá-lo, isso basta.) Jamais faça com que a cena seja curta demais. Se for um pouquinho longa, sempre pode ser reduzida ao editar ou cortar o filme.

      Também deve ter presente que seu olho e a objetiva da câmara são muito diferentes. A objetiva da câmara é apenas uma pobre imitação do olho humano. Por conseguinte, não espere ver em cena o que seu olho viu. O olho humano também pode ajustar-se e registrar muito maior contraste de luz do que a câmara. Quando ainda existe bastante luz para o olho, já pode ser escuro demais para a câmara. Daí, então, na neve e na luz brilhante do sol, o ambiente pode ser luminoso demais para a câmara. Quando se trata de grandes contrastes, a câmara tem seus limites. À guisa de exemplo, a sombra duma árvore numa praia arenosa apresentará dificuldades para a câmara. A exposição plenamente automática da maioria das câmaras apenas se adapta a um valor médio. Isto significa que, na tela, a areia talvez tenha luz demais, ou a sombra seja escura demais. Visto que o filme não pode registrar corretamente a ambas, ao mesmo tempo, a pessoa tem de decidir o que é mais importante para tal cena

      Às vezes, o olho humano sente dificuldades em ajustar-se ao passar da luz brilhante do sol para a sombra. É preciso algum tempo para o olho acostumar-se à mudança O fotômetro duma câmara também precisa de tempo para ajustar-se à mudança de luminosidade. Assim, se quiser filmar cenas em que há grande contraste, dê tempo ao seu fotômetro para ajustar-se. De outro modo, parte de seu filme terá uma exposição excessiva ou insuficiente. Às vezes é bom fazer ajustes manuais, se isso for possível.

      Já ficou imaginando por que seus filmes às vezes ficam amarelados ou azulados demais, embora todas as condições sejam normais? O olho humano trabalha em conjunto com o cérebro. Como um computador, o cérebro compara as impressões recebidas com a experiência passada, e faz os ajustes necessários. A câmara não pode fazer isto. Portanto, caso use um filme específico para luz artificial, e filme à luz do sol, as cenas ficarão bastante azuladas. Um filme para luz diurna pareceria amarelado quando filma à luz artificial. Caso use filme para luz artificial ao filmar à luz do dia, precisará usar um filtro. Naturalmente, este filtro tem de ser removido antes de voltar a filmar dentro de casa.

      Se desejar obter um “close” de seu objeto, sendo isso mais do que permite sua objetiva, terá de colocar “óculos” em sua câmara, ou a imagem não será nítida. No caso da maioria das câmaras, a distância é ajustada manualmente. Se a câmara possuir uma lente zum e um anel de focalização, a pessoa sempre tem de usar a maior distância focal para tal ajuste.

      Sem dúvida já notou que algumas pessoas sempre tiram fotos nítidas. A explicação é muito simples. Sempre jogam no cesto de lixo as fotos indistintas, com exposição excessiva ou insuficiente, ou que apresentem outras falhas.

      Editar o Filme

      Malgrado seus melhores esforços, sem dúvida fará erros, mesmo que seja apenas apertar o disparador sem notá-lo. Por este motivo, caso deseje exibir filmes de qualidade, são essenciais um estojo de corte e montagem e um visor para filmes. Fotogramas com exposição excessiva e similares podem simplesmente ser cortados.

      Editar o filme para exibição também inclui arranjá-lo, conforme desejado e então emendá-lo para ajustar-se ao tema ou ao ambiente que deseja. Um “montador de cenas” pode ser feito com facilidade. Pegue uma pequena ripa e, a cada 2,5 centímetros, mais ou menos, fixe pequenos preguinhos nela. Por meio das perfurações, poderá pendurar neles as tiras de filme e numerar os pregos. Com a ajuda dos números, e um pequeno bilhete sobre o conteúdo de determinada cena, poderá facilmente selecionar e arranjar as tiras de filme numa seqüência lógica.

      Isto também ajuda a abreviar as cenas que foram demasiado longas e em determinar se será preciso filmar cenas intermediárias. Para determinar a extensão de cenas específicas, fabrique uma régua. Um pedacinho de ripa servirá para isso. Daí, tome dezoito fotogramas duma tira que estiver jogando fora e marque a extensão de sua régua. Sendo dezoito o número de fotogramas tirados num segundo, dispõe agora dum meio de determinar a extensão duma cena em segundos. Isto não custa nada e pode ser de grande ajuda.

      O Projetor

      O projetor é, naturalmente, parte vital do equipamento cinematográfico. Deve ser durável, prover suficiente luz e não deve arranhar o filme. Também, um aparelho silencioso é desejável, visto que esse tipo torna mais fácil ouvir quaisquer comentários ou acompanhamento musical durante a exibição. Ademais, é bom ter, pelo menos, uma lâmpada extra, ou, melhor ainda, duas. Não raro uma boa exibição precisa ser suspensa porque não há lâmpadas extras.

      Passatempo a Ser Controlado

      Filmar pode ser um passatempo mui instrutivo e interessante, mas apenas se continuar como passatempo. Não deixe que se torne sua segunda vocação, e uma carga que sufoque coisas mais importantes. Em seu devido lugar, filmar pode enriquecer a vida da pessoa e treinar o olho a ser mais observador. Pode também constituir excelente meio de oferecer cenas deleitosas aos amigos.

      Aguardamos ansiosamente o próximo filme dos Silva. Será que vai haver alguma melhora?

  • O artesanato de couro
    Despertai! — 1978 | 22 de abril
    • O artesanato de couro

      GOSTARIA de fazer algo agradável, e, ao mesmo tempo, ter uma renda? Nesta época de custos avolumantes e de amplo desemprego, cada vez mais pessoas procuram um trabalho ou meios de suplementar seu salário. Outros procuram a descontração satisfatória de sua rotina diária. O artesanato de couro supre tanto um trabalho lucrativo, que pode ser feito em casa, como saudável distração para toda a família.

      O couro apropriado para gravura tem de ser curtido com vegetais. Tal couro absorve prontamente a umidade, de modo que pode ser gravado, estampado, secado e receber um acabamento de bastante verniz. O couro curtido com cromo, por outro lado, não pode ser trabalhado.

      Para gravar ou trabalhar o couro, é necessário primeiro umedecê-lo ou fazer a “calagem”. Esfregue uma esponja úmida sobre o carnaz do couro. Quando o couro começar a voltar à sua cor natural, está pronto para a gravura. Talvez seja necessário acrescentar mais umidade, mas deve-se evitar umedecer demais o couro, porque isso o escurece e o torna duro. Sempre use recipientes de vidro ou de porcelana para a água usada a fim de umedecer o couro. A água de recipientes metálicos poderá manchar o couro de forma permanente.

      Ao transferir um desenho para o couro, jamais use canetas esferográficas ou lápis, visto que deixarão marcas indeléveis em seu produto. Por fazer o riscado no couro umedecido com um instrumento de ponta cega, poderá transferir o desenho do papel para o couro.

      Em seguida, as linhas do contorno do desenho são cortadas com um cinzel giratório ou ‘berço’ que só sulca o couro em cerca da metade de sua espessura. Depois disso, usam se vários instrumentos de estamparia para baixar o fundo e ressaltar os destaques do padrão, dando lhe uma aparência tridimensional. Para a gravura em couro, este precisa ser colocado sobre uma superfície dura, porém lisa, como o mármore, e os instrumentos de estamparia devem ser acionados com um martelete de madeira ou de couro cru, seguro frouxamente na mão.

      Os instrumentos de estamparia são usualmente divididos nas seguintes categorias: camuflagem, sombreado, buril, veia, semente, fundo. Instrumentos adicionais poderiam incluir um cravador tipo alicate, usado para fazer buracos de prender tiras no couro, uma boa faca afiada de lâmina curta, compasso, esquadro, agulhas de passar tiras, buracos para colocar rebites e fechos, e cola de borracha. Também, uma tesourinha fina e afiada é muito útil para se cortar couro.

      Com a prática no uso dos instrumentos de estamparia, poderá desenvolver movimentos rítmicos de batidas leves que produzirão os melhores resultados. Para obter perícia no trabalho e experiência em determinar a umidade correta para a gravura, pratique em pequenas sobras de couro.

      Seu artesanato poderá ser ajuntado por meio de vários métodos de junção, ou os pedaços poderiam ser costurados à mão. As juntas em trabalhos comerciais podem ser feitas de plástico ou de couro genuíno. No entanto, a pessoa talvez deseje experimentar juntar as peças com linha de pescar de náilon, pedaços de certas fibras sintéticas, ou de couro fino, cortado em tiras estreitas e emendadas. Alguns itens podem ser juntados apenas com rebites.

      Com a prática e planejamento cuidadoso, alguns conseguiram desenvolver seu próprio estilo e técnica. O prazer e a satisfação do artesanato de couro provém de criar, com suas próprias mãos, algo que é tanto atraente como útil. Assim, quer esteja procurando um trabalho lucrativo ou um passatempo descontraidor, o artesanato de couro pode bem preencher suas necessidades. Como se dá com outros trabalhos e passatempos, é necessário controlá-lo e não permitir que o domine. Reconheça que é apenas um meio para se atingir um fim. À medida que trabalha com couro, poderá verificar que seu prazer pode ser gratificante em mais de um sentido.

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