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  • Atenas — “cidade de muitos deuses”
    A Sentinela — 1982 | 1.° de janeiro
    • ressuscitara dentre os mortos. Neste ponto, o discurso de Paulo foi interrompido, pois “quando ouviram falar duma ressurreição dos mortos, alguns começaram a mofar, enquanto outros diziam: ‘Nós te ouviremos sobre isso ainda outra vez.’” O que aconteceu então?

      Paulo saiu do meio deles, mas o seu argumento magistral produzira mais do que apenas essas duas reações diferentes. Havia também um terceiro grupo, porque “alguns homens juntaram-se a ele e se tornaram crentes, entre os quais havia também Dionísio, juiz do tribunal do Areópago, e uma mulher de nome Dâmaris, e outros além deles”. (Atos 17:32-34) Portanto, o primitivo cristianismo desenvolveu-se na “cidade de muitos deuses”.

      REFLEXÕES SOBRE A HISTÓRIA DA CIDADE

      A Acrópole ergue-se a curta distância do Areópago. Subimos as impressionantes escadas de mármore dos propileus (ou portais), a esplêndida ascensão ao Partenon, o cume da Acrópole. À nossa direita encontra-se o templo de Vitória Áptera, mas a deusa desapareceu dele. Passamos pelas imponentes colunatas dos propileus, as quais, embora parcialmente desgastadas, ainda dão a irresistível impressão de que se tratava antigamente duma construção maciça. Chegando ao alto das escadas, vemos as enormes ruínas do Partenon. Quando foi construído e o que levou à sua construção?

      A origem de Atenas se perde no passado, embora a arqueologia tenha lançado alguma luz sobre a sua mais antiga história. No sétimo século A.E.C., a cidade era governada pelos eupátridas, aristocratas que exerciam poder político e controlavam o Areópago, o principal tribunal criminal daquele tempo. No século seguinte, um legislador de nome Sólon lançou a base para uma democracia. Atenas tornou-se assim o centro do primeiro estado com uma forma democrática de governo.

      A ascensão do Império Medo-persa constituiu uma séria ameaça para a Grécia, e, conforme o profeta Daniel havia predito, o quarto rei da Pérsia ‘incitaria tudo contra o reino da Grécia’. (Dan. 11:2) A maré da guerra ia e voltava até que finalmente o ‘quarto rei’, Xerxes da Pérsia, incitou todo o seu império e invadiu a Grécia em 480 A.E.C. Ele chegou até Atenas e incendiou a fortaleza da Acrópole. Os atenienses, porém, destruíram a frota persa em Salamina, obrigando os persas a se retirarem. Atenas obteve o predomínio na Grécia por causa de sua poderosa marinha.

      Iniciou-se a idade de ouro de Atenas. Durante esse tempo de grande prosperidade, sob a hábil liderança de Péricles, a cidade tornou-se líder cultural do mundo antigo. Atenas florescia como centro educativo cheio de professores, conferencistas e filósofos tais como Sócrates, Platão e Aristóteles. Estabeleceram-se ali quatro escolas de filosofia: a platônica, a peripatética, a epicuréia e a estóica. (Atos 17:18, 19) Foi também naquele tempo que se construíram muitos belos edifícios e templos, entre eles o Partenon, monumento principal da antiga religião pagã.

      AS ESCRITURAS CONTRA A FILOSOFIA

      No tempo em que Jesus e seus apóstolos estavam na terra, Atenas ainda era importante por causa de suas escolas de filosofia. Do seu berço na Grécia, a filosofia espalhou-se a outras partes do mundo. De fato, Paulo até mesmo teve de advertir a congregação cristã em Colossos, na Ásia Menor: “Acautelei-vos: talvez haja alguém que vos leve embora como presa sua, por intermédio de filosofia e de vão engano, segundo a tradição de homens . . . e não segundo Cristo.” Paulo pregava Cristo, e, conforme o apóstolo disse: “Cuidadosamente ocultos nele se acham todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento.” — Col. 2:3, 8.

      Quando Paulo escreveu aos coríntios gregos, ele se expressou fortemente contra a sabedoria humana. Em defesa do verdadeiro cristianismo, colocou a filosofia humana no seu devido lugar, dizendo: “Se alguém entre vós pensar que é sábio neste sistema de coisas, torne-se ele tolo, para que se torne sábio. . . . ‘Jeová sabe que os raciocínios dos sábios são fúteis.’” (1 Cor. 3:18-20) Sim, não somente seus raciocínios mostram ser fúteis, mas também as obras das suas mãos perecem. Basta olhar para a Acrópole. Sua estátua dourada de Atena desapareceu. Apenas parte do Partenon continua de pé. E que dizer do Erecteion, santuário conjunto de Atena e de Posseidon? Pouco resta de sua soberba beleza anterior.

      Ao partirmos da Acrópole e descermos os degraus dos altos propileus, lembramo-nos das palavras do apóstolo Paulo ao tribunal de Atenas: “Não devemos imaginar que o Ser Divino seja semelhante a ouro ou prata, ou pedra, semelhante a algo esculpido pela arte e inventividade do homem.” — Atos 17:29.

      O GENUÍNO CRISTIANISMO AINDA VIVE

      Nesta excursão, conseguiu captar um pouco do espírito da Atenas antiga e moderna? Para sentir totalmente esse espírito naturalmente, é preciso associar-se com o povo. Muitos visitantes acharam que os atenienses são realmente hospitaleiros. Certamente não é coincidência que a palavra grega para estrangeiro também significa hóspede, pois os gregos são muito hospitaleiros para com os estrangeiros.

      Por isso, não deve surpreender que o verdadeiro cristianismo, que se caracteriza por tal espírito, se arraigue novamente em Atenas e em toda a Grécia. Ora, só em Atenas há mais de 7.000 Testemunhas de Jeová associadas com 110 congregações! Em toda a Grécia há 20.000 Testemunhas de Jeová. Embora, iguais a Paulo, sejam consideradas como ‘publicadores de deidades estrangeiras’, continuam a proclamar o “Deus Desconhecido”, Jeová, aos habitantes de Atenas e de toda a Grécia.

      Nossa visita terminou e passamos a retornar. Olhando para trás, de certa distância, vemos pela última vez a Acrópole. O sol poente transforma o cume de mármore da cidade em ouro radiante. Que espetáculo! Mas ficamos especialmente contentes de que são tantos os que agora têm verdadeira iluminação espiritual em Atenas, a secular “cidade de muitos deuses”.

  • A busca de prazeres não dá verdadeira felicidade
    A Sentinela — 1982 | 1.° de janeiro
    • A busca de prazeres não dá verdadeira felicidade

      AS PESSOAS que passam a viver exclusivamente para os prazeres em pouco tempo ficam cegas às suas responsabilidades para com Deus. Isto aconteceu com certos israelitas, aos quais foram dirigidas as seguintes palavras da profecia de Isaías: “Ai dos que se levantam de manhã cedo somente à procura de bebida inebriante, que ficam até tarde no crepúsculo vespertino, de modo que o próprio vinho os inflama! E terá de mostrar-se haver harpa e instrumentos de cordas, pandeiro e flauta, bem como vinho nos seus banquetes; mas eles não olham para a atividade de Jeová e não viram o trabalho das suas mãos.” — Isa. 5:11, 12.

      Os israelitas a quem se dirigiram estas palavras tinham por objetivo principal na vida a busca de prazeres sensuais. Começavam a beber logo de manhã e continuavam nisso noite adentro, caindo assim sob total influência do vinho. Embriagados, perdiam o autodomínio, ficando barulhentos e turbulentos. Suas folias desenfreadas estavam acompanhadas de música, sem dúvida de música sensual para estimular as paixões.

      Visto que aqueles que estavam numa relação pactuada com Deus podiam assim ser enlaçados pelos prazeres, isso constitui uma advertência para os cristãos, para se prevenirem contra irem em busca de prazeres. A pessoa não pode simplesmente presumir da sua atual relação com Jeová Deus, e a contínua intimidade com ele é essencial para a verdadeira felicidade.

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