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Ester, Livro DeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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seus inimigos em Susã e por todas as províncias, inclusive matando e então pendurando na estaca os dez filhos de Hamã. Mordecai e Ester dão ordens para comemorar esta libertação anualmente, no décimo quarto e décimo quinto dias de adar, chamados de dias de Purim, por causa da Pur, ou sorte, usada por Hamã como uma forma de adivinhação, para escolher o tempo auspicioso para destruir os judeus.
O capítulo 10 conclui o relato, mencionando brevemente a grandeza de Mordecai e seu trabalho profícuo em favor de seu povo.
Veja o livro “Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”, pp. 88-91.
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EstêvãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ESTÊVÃO
[coroa, grinalda]. O primeiro mártir cristão. Embora seu nome seja grego, era um dentre o fiel restante judeu que aceitou e seguiu o Messias. — Atos 7:2.
SUA DESIGNAÇÃO PARA UM MINISTÉRIO ESPECIAL
O nome de Estêvão aparece inicialmente no registro bíblico em relação com a designação de homens para responsabilidades especiais de serviço na congregação cristã em Jerusalém. (Atos 6:1-4) Talvez já fosse um “ancião” ou “superintendente”, junto com os outros seis designados a fazer a distribuição de alimentos. Tais homens eram homens “cheios de espírito e de sabedoria”, exigidos por essa situação especial de emergência, pois se tratava, não duma simples questão de distribuir manualmente gêneros alimentícios (possivelmente em forma de cereais e outros itens básicos), mas duma questão administrativa. Tais deveres talvez exigissem que estes homens cuidassem de compras, da manutenção de registros, etc. Assim, embora tal obra, se realizada numa escala menor ou sob outras circunstâncias, pudesse ser encarada como uma que normalmente seria cuidada por um diákonos, um “servo ministerial”, e não por um “superintendente” ou “ancião”, a situação que ali se apresentava era sensível, já havendo dificuldades e diferenças na congregação. Por conseguinte, exigia homens dotados de notório bom critério, discrição, entendimento e experiência. A defesa de Estêvão perante o Sinédrio indica suas habilitações.
Enquanto cuidava destes deveres ministeriais designados, Estêvão continuava vigorosamente a fazer sua pregação cristã. O cronista Lucas relata que “Estêvão, cheio de graça e de poder” e ‘realizando grandes portentos e sinais entre o povo’, sofreu amarga oposição dos judeus da chamada Sinagoga dos Libertos e de outros da Ásia e da África. Mas Estêvão falava com tamanha sabedoria e espírito que eles não podiam fazer-lhe face. Como já havia acontecido no caso de Jesus, estes inimigos arranjaram secretamente falsas testemunhas para acusar Estêvão de blasfêmia perante o Sinédrio.
SUA DEFESA PERANTE O SINEDRIO
Estêvão relembrou galhardamente os modos como Deus lidou com os hebreus desde o tempo de Abraão, seu antepassado, e concluiu com forte acusação contra sua própria audiência de líderes religiosos. Sendo que ficaram com o coração ferido pela veracidade das acusações, e começaram a ranger os dentes contra ele, Estêvão foi favorecido por Deus com uma visão da glória de Deus e de Jesus em pé, à direita de Deus. Quando ele descrevia sua visão, a assembléia gritou e se arremeteu à uma sobre ele, lançando-o para fora da cidade. Daí, lançando suas roupas aos pés de Saulo, apedrejaram Estêvão até matá-lo. Pouco antes de ‘adormecer na morte’, Estêvão orou: “Jeová, não lhes imputes este pecado.” Certos homens reverentes vieram e o sepultaram, lamentando a morte dele. Grande perseguição irrompeu então contra os cristãos, espalhando-os (embora os apóstolos permanecessem em Jerusalém), e resultando na disseminação das boas novas. — Atos 6:8 a 8:2; 11:19; 22:20.
O relato de Estêvão, proferido perante o Sinédrio, inclui certo número de dados sobre a história judia que não são encontrados nas Escrituras Hebraicas: A educação egípcia de Moisés, sua idade de quarenta anos quando fugiu do Egito, a duração de quarenta anos de sua permanência em Midiã, antes de voltar ao Egito, e o papel dos anjos em fornecer a Lei mosaica. — Atos 7:22, 23, 30, 32, 38.
Estêvão foi o primeiro a dar testemunho de que tinha visto, numa visão especial, a Jesus já de volta ao céu e situado à direita de Deus, conforme profetizado no Salmo 110:1. — Atos 7:55, 56.
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EstiloAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ESTILO
Instrumento de escrita usado para fazer impressões em materiais tais como argila ou cera. (Sal. 45:1; Isa. 8:1; Jer. 8:8) O estilo usado para a escrita cuneiforme era dotado duma ponta seja quadrada seja em forma de cunha, e era comumente feito de cana ou de madeira de lei.
Um estilo ou cinzel de metal ou de algum outro material duro era necessário para talhar ou esculpir letras em pedra ou em metal. O patriarca Jó declarou: “Quem dera agora que as minhas palavras fossem assentadas por escrito! Quem dera fossem inscritas num livro! Com um estilo de ferro e com chumbo, que fossem talhadas na rocha para sempre!” (Jó 19:23, 24) Pelo que parece, o desejo de Jó era que suas palavras fossem talhadas na rocha e as letras inscritas fossem enchidas de chumbo para torná-las mais duradouras. Séculos mais tarde, Jeová mencionou os pecados de Judá como sendo anotados com um estilo de ferro, isto é, indelevelmente registrados. — Jer. 17:1.
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EstóicosAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ESTÓICOS
Filósofos, alguns dos quais, junto com certos epicureus, conversaram com Paulo de forma controversial na praça do mercado de Atenas. Ele lhes declarava as boas novas sobre Jesus e a ressurreição, mas eles o chamaram de “palrador”, e disseram que parecia ser “publicador de deidades estrangeiras”. Mais tarde, tendo sido conduzido ao Areópago, Paulo citou os escritos dos estóicos — Arato da Cilicia (em seus Os Fenômenos) e Cleanto (no Hino a Zeus), dizendo: “Pois, por meio [de Deus] temos vida, e nos movemos, e existimos, assim como disseram certos dos poetas entre vós: ‘Pois nós também somos progênie dele.’ ” — Atos 17:17-19, 22, 28.
Zenão de Cítio, Chipre, depois de se associar com os cínicos por certo tempo, estabeleceu esta escola separada de filosofia por volta de 300 A.E.C. Seus discípulos adquiriram o nome de estóicos da Stoa Poecile (Pécilo), o pórtico variado em Atenas onde ele ensinou por cerca de cinqüenta e oito anos. A filosofia estóica foi adicionalmente desenvolvida em especial por Cleanto e Crisipo, e gozou de aceitação geral entre os gregos e os romanos, seus adeptos incluindo Sêneca, Epicteto e o imperador romano Marco Aurélio. Floresceu até cerca de 300 E.C.
Os estudos dos estóicos incluíam a lógica, a física e a ética. Embora seus conceitos mudassem um pouco com o tempo, basicamente sustentavam que a matéria e a força (essa última às vezes sendo chamada de providência, de razão ou de Deus) eram os princípios elementares do universo. Para os estóicos, todas as coisas, até mesmo os vícios e as virtudes, eram materiais. Não crendo em Deus como Pessoa, imaginavam que todas as coisas fossem parte duma deidade impessoal e que a alma humana emanava de tal fonte. Julgando que a alma sobrevivesse à morte do corpo, alguns estóicos acreditavam que ela por fim seria destruída junto com o universo; outros, que finalmente seria reabsorvida por esta deidade. Os estóicos sustentavam que a fim de atingir o alvo mais elevado, a felicidade, o homem devia usar sua razão para entender as leis que governam o universo e ajustar-se a elas. Para eles, portanto, seguir uma vida virtuosa significava ‘seguir a Natureza’. O homem verdadeiramente sábio, no modo de ver deles, era indiferente à dor ou ao prazer, era independente das riquezas ou da pobreza, e coisas assim. O destino, julgavam eles, governava os assuntos humanos, e se os problemas pareciam intransponíveis, o suicídio não era considerado objetável. Assim como os epicureus, os estóicos não criam na ressurreição, conforme ensinada pelos cristãos.
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EstômagoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ESTÔMAGO
Na única menção desta palavra nas Escrituras, o apóstolo Paulo recomenda que o jovem Timóteo tome um pouco de vinho por causa de seu estômago. (1 Tim. 5:23) Em alguns casos em que se usam as palavras hebraicas traduzidas “abdomes” (“ventre”) e “entranhas”, elas aparentemente incluem o estômago. (Pro. 13:25; Jonas 1:17) O mesmo se dá com o emprego de “ventre” nas Escrituras Gregas Cristãs, como, para exemplificar, em Romanos 16:18 e 1 Coríntios 6:13.— Veja ABDOME (VENTRE).
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EstopaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ESTOPA
Fibras grosseiras e curtas de linho, de juta ou de cânhamo, separadas destes materiais e usadas na fiação. A estopa pega fogo com facilidade. (Isa. 1:31) Quando Dalila amarrou Sansão com tendões úmidos, ele facilmente os rebentou, “assim como se rompe o fio retorcido da estopa quando cheira fogo”. — Juí. 16:8, 9.
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EstoraqueAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ESTORAQUE
[Heb. , livnéh]. O nome desta árvore em hebraico significa “branco”, e a palavra árabe aparentada, lubna, é aplicada ao estoraque (Styrax officinalis). O estoraque cresce como elevado arbusto ou pequena árvore, raramente ultrapassando 6 m de altura. É abundante na Síria, onde Jacó utilizava suas varas (Gên. 30:37), e por toda a Palestina, amiúde crescendo nas encostas secas e nos lugares rochosos, onde sua sombra seria apreciada. (Osé. 4:13) Suas folhas ovais, que crescem em raminhos longos e flexíveis, são verdes na parte de cima, mas brancas como a lã por baixo. As ostentosas flores, com suas pétalas brancas e deliciosa fragrância, são muito similares às flores das laranjeiras. Quando se fazem incisões nos ramos e caule, exsuda uma resina balsâmica, com sabor de baunilha, e esta é usada em perfumes. Alguns crêem que tal goma provia as “gotas de estoraque” ou da opobalsameira (Heb., natáph, que significa “uma gota” [compare com Jó 36:27]), usadas no incenso sagrado do tabernáculo. — Êxo. 30:34.
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Estoraque, Gotas DeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ESTORAQUE, GOTAS DE
Um dos ingredientes do incenso limitado ao uso sagrado. (Êxo. 30:34-37) As gotas talvez fossem produto do estoraque, árvore que exsuda uma resina castanha, com sabor de baunilha, por meio de incisões feitas em seu caule e em seus ramos. Outra possível fonte dessas gotas poderia ser a opobalsameira, uma arbustiva árvore sempre-verde que produz uma resina oleosa verde-amarela.
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Estrada RealAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ESTRADA REAL
A estrada da qual os israelitas prometeram não sair, caso obtivessem permissão de atravessar o território edomita e o domínio amorreu do Rei Síon. (Núm. 20:17; 21:21, 22; Deut. 2:26, 27) Assim, esta estrada devia estender-se desde o golfo de Acaba pelo menos até o Jaboque, a aparente fronteira N do território de Sion. Muitos crêem que chegava até Damasco, bem ao N, e, em geral, correspondia à rodovia pavimentada romana construída pelo imperador Trajano no segundo século E.C. Com a excessão dos ajustes necessários para o tráfego moderno, a estrada atual segue de perto a antiga rodovia romana, partes da qual ainda existem.
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EstrangeiroAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ESTRANGEIRO
[Heb., nokhrí].
Pessoa de origem não-israelita, um gentio. Os estrangeiros entre os hebreus consistiam em trabalhadores
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