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Criemos uma floresta!Despertai! — 1976 | 8 de setembro
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de criar e manter uma floresta.
Se tirasse uma pá cheia de solo florestal, é bem provável que ficasse surpreso diante do número de diferentes criaturas e formas de vida que encontraria. The Forest falou disso como “o mundo oculto do solo”. Falou dum exame, feito por cientistas, de uns 2,5 centímetros da camada superior do solo florestal. O que descobriram? “Havia, em média, 1.356 criaturas vivas presentes em cada pé quadrado [0,0929 m2], inclusive 865 ácaros, 265 poduras, 22 embuás, 19 besouros adultos e várias quantidades de 12 outras formas. Caso também se fizesse um cálculo da população microscópica, poderia ter atingido até dois bilhões de bactérias e muitos milhões de fungos, protozoários e algas — numa simples colher de chá de solo.” — Páginas 131, 132.
Quão úteis são tais criaturas na formação duma floresta? São muitíssimo úteis. Sem elas o solo não seria tão produtivo. Toupeiras, ouriços-cacheiros e o útil musaranho também contribuem para o equilíbrio ecológico por controlarem os insetos. E embora os tivesse procurado em vão nos monturos deixados pela mineração a céu aberto, parecem sentir-se bem à vontade aqui na floresta.
Numa floresta, não ousamos esquecer os nossos amigos, o coelho, o esquilo e o veado. Não demorou muito até que eles, também, encontraram seu caminho de volta, contribuindo com sua parte para o equilíbrio ecológico. Outros que chegaram foram a raposa, a marta, o texugo e o furão. Estes ajudaram a impedir que os coelhos e outros animais superpovoassem a área e prejudicassem gravemente os raminhos novos das árvores.
Perspectiva Futura
Caso perguntasse às muitas pessoas que passeiam pelas trilhas das bem conservadas florestas da Alemanha a razão de apreciarem tanto as florestas, sem dúvida obteria uma variedade de respostas. A sociedade industrial procura descontração na “natureza”, onde os sons são mais suaves, os movimentos menos agitados. Muitos apreciam especialmente o ar mais puro, pois tem-se provado que a casca e as folhas das árvores limpam o ar por captarem partículas de pó que são então levadas ao solo pelas chuvas. A quietude duma floresta, suas cores predominantes de verde e azul, o suave farfalhar das folhas, o murmúrio dum riacho — como acalmam os nervos, refrigeram o corpo e estimulam o espírito!
Muitos cidadãos, portanto, apreciam que algumas autoridades agora são mais cônscias do que antes em certificar-se de que as árvores não sejam desnecessariamente abatidas nem cortados os bosques. De acordo com os desejos oficiais, a filial das Testemunhas de Jeová na Alemanha Ocidental planejou seu novo prédio residencial de tal modo que um bom número de espruces no terreno pudessem continuar de pé. Assim, as árvores são excelente extensão da floresta adjacente.
Segundo notícias de jornais, grandes números de pessoas estão voltando as costas para a religião e deixando as igrejas mais vazias do que nunca. Aqui na Alemanha, muitos parecem considerar um passeio pela floresta como seu tipo de “serviço dominical”. Afirmam sentir-se mais perto de Deus numa floresta do que em qualquer outra parte. Mas, precisam tomar cuidado para não cometerem o erro de chegarem ao mesmo ponto que seus antepassados, tornando a natureza uma espécie de deusa.
O leitor realístico do “livro da natureza”, contudo, fica continuamente surpreso ao virar uma “página após outra” e notar o complicado equilíbrio envolvido na ecologia da floresta. Pode ver relações tão firmes e estáveis que, se o homem lhe desse apenas um pouco de oportunidade, poderiam obrar maravilhas. Podem transformar monturos de ganga de outrora, deixados pela mineração a céu aberto, em locais recreativos. Mas, há também lugar suficiente para as contribuições criativas e cultivadoras do homem. — Gên. 1:28.
Nada menos de trinta diferentes ramos da ciência tiveram parte no reflorestamento da área de linhita do Rio Reno. Todos esses cientistas aprenderam do “livro da natureza”, pela observação e pela experiência. O temor escravizador dos demônios e espíritos da floresta, que possuíam as velhas tribos teutônicas, é algo do passado. Ao invés, o conhecimento incrementado sobre as florestas nos enche de profundo respeito pelo Grande Criador, Jeová Deus. Foi Ele quem organizou o maravilhoso equilíbrio que se encontra na floresta. Ele também revelou, em sua Palavra escrita, que a terra inteira em breve se transformará num verdadeiro paraíso global. Gostaria de viver para ver o novo sistema de coisas de Deus, e talvez ajudar a criar uma floresta?
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Alerta médico alemão sobre o sangueDespertai! — 1976 | 8 de setembro
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Alerta médico alemão sobre o sangue
O PROGRESSO da ciência médica usualmente leva à crescente efetividade nos tratamentos médicos. No entanto, quanto mais os médicos empregam transfusões de sangue e observam seus resultados, tanto mais problemas e perigos descobrem.
Isto foi sublinhado num artigo comprido, publicado no jornal alemão Die Welt (9 de dezembro de 1974). Dizia:
“‘O sangue deve ser considerado um remédio perigoso, e deve ser usado com a mesma cautela que, por exemplo, a morfina.’ Com tais fortes palavras, o Professor H. Busch, Diretor do Departamento de Medicina Transfusional das Clínicas da Universidade de Hamburgo, concluiu seu relatório sobre os erros e os perigos das transfusões de sangue, proferido diante do 114.º congresso dos Cirurgiões do Norte da Alemanha.
“A transfusão de sangue incorre em riscos imunológicos, metabólicos e infecciosos. Qualquer desses três perigos pode produzir resultados muito graves, até mesmo fatais. . . . O sangue contém uma individualidade imunológica expressa em caraterísticas herdadas e imutáveis dos glóbulos sangüíneos e do soro. Adicionalmente, os fatores Rhesus e outros grupos sangüíneos distinguem o sangue de cada pessoa. Anticorpos irregulares, substâncias produzidas pela sensibilização quando matéria estranha entra no sistema circulatório, são fatores adicionais que distinguem o sangue diferente.
“Sempre que diferem as caraterísticas imunológicas do sangue do doador e do sangue do recebedor, o organismo do recebedor responde ao sangue do doador com reações de incompatibilidade. Portanto, é preciso fazer pormenorizados testes sorológicos do sangue do doador e do recebedor.
“A responsabilidade pela segurança duma transfusão de sangue cabe, finalmente, ao médico que a prescreve. Ele, contudo, é só um elo numa cadeia de trabalhadores. . . . Erros no manejo e descuidos comuns jamais podem ser completamente eliminados, mesmo quando se presta cuidadosa atenção a todas as regras de segurança. O médico que faz a transfusão poderia pegar possíveis erros de antemão por fazer o chamado teste cruzado de compatibilização, bem como por examinar cuidadosamente todos os registros, antes de ministrar a transfusão.
“No entanto, segundo uma investigação feita nos hospitais do norte da Alemanha, as medidas de segurança, exigidas para as transfusões pela Junta Federal de Médicos, não podem ser satisfeitas em todo hospital nem em cada caso. A falta de pessoal e as demandas excessivas de cirurgiões que fazem trabalho noturno são parcialmente responsáveis por isso. Por conseguinte, o risco imunológico, de outra forma evitável, ainda permanece para o recebedor do sangue.
“O risco metabólico inclui um complexo de perigos resultantes do envelhecimento e da degeneração do sangue estocado. . . . A fim de minimizar o risco metabólico, sangue recentemente doado está sendo cada vez mais usado para transfusões. Mas, a pessoa corre assim o risco de infecção devido a que a sífilis, não descoberta no doador, pode ser transmitida se o sangue não foi estocado durante as usuais 72 horas. . . . Há também o risco de ser infetado de hepatite. . . . Outros riscos de doença através das transfusões de sangue são a malária e a infecção com o vírus da citomegalia, que é especialmente perigoso para as crianças.”
Com bons motivos, os cirurgiões bradaram
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