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FoleAjuda ao Entendimento da Bíblia
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A construção dos foles era simples: Um saco montado em uma armação ou base era ligado a um tubo que dava para a fornalha, tubo este que pode ter sido de ferro, ou de caniço com ponta de argila resistente ao fogo. Os foles operados à mão eram úteis em pequenas forjas, mas, para as grandes fornalhas de alta temperatura empregavam-se foles duplos, movidos pelo pé, um debaixo de cada pé do operador, que os bombeava alternadamente, primeiro com um pé, e daí com o outro, cada vez puxando-se uma corda para reencher o fole comprimido. Para fornecer vento constante a estas grandes fornalhas, dois homens operavam dois pares de foles. Este instrumento é especificamente mencionado apenas uma vez nas Escrituras (Jer. 6:29), embora em Isaías 54:16 e em Ezequiel 22:20, 21 talvez se faça alusão a ele. Nestes textos, as referências são figuradas, e as ilustrações são tiradas dos métodos usados para o refino de metais.
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FôlegoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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FÔLEGO
Veja ESPÍRITO.
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FomeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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FOME
Extrema escassez de alimento; também, escassez de se ouvir as palavras de Jeová, isto é, uma fome espiritual. (Amós 8:11) A fome é uma das pragas que sobrevirão à simbólica Babilônia, a Grande. — Rev. 18:8.
CAUSAS E EFEITOS DAS FOMES
A seca, a saraiva destrutiva (Êxo. 9:23-25), as pragas, o crestamento e o míldio das safras, bem como a guerra, achavam-se entre as causas comuns de fome nos tempos bíblicos. (Amós 4:7-10; Ageu 2:17) Gafanhotos, às vezes surgindo em enormes nuvens, eram especialmente devastadores para as plantações. (Êxo. 10:15) Às vezes o problema não era de falta de chuva, mas de chuva na época errada, como durante a colheita de trigo ou de cevada. — Compare com Levítico 26:4; 1 Samuel 12:17, 18.
A fome temporária é uma sensação natural, mas a fome prolongada, como a provocada pela escassez, é muito prejudicial à saúde mental e física. Como mostra The Encyclopoedia Britannica (Ed. 1959, Vol. 9, pp. 63, 64), estabelece-se acentuada letargia, as emoções ficam embotadas, e surge a apatia mental. A mente é dominada pela ânsia de alimento. (Compare com Êxodo 16:3.) Caem os padrões morais. (Compare com Isaías 8:21.) A desnutrição real pode ter um efeito desumanizante, resultando em roubos, assassínios e até em canibalismo. A fome é amiúde acompanhada pela doença e pôr epidemias, devido à condição debilitada das pessoas atingidas. — Compare com Deuteronômio 32:24.
FOMES NA ANTIGUIDADE
A primeira fome verdadeiramente histórica é, aquela que obrigou Abrão (Abraão) a deixar Canaã e a residir como estrangeiro no Egito. (Gên. 12:10) Nos dias de Isaque ocorreu outra fome, mas Jeová lhe disse que não fosse ao Egito. (Gên. 26:1, 2) A fome de sete anos que ocorreu no Egito, enquanto José servia como primeiro-ministro e administrador de alimentos ali, evidentemente ultrapassou em muito as fronteiras do Egito, pois “vinham ao Egito pessoas de toda a terra para comprar [alimento] de José”. — Gên. 41:54-57.
Ao passo que as inscrições egípcias evitam meticulosamente qualquer referência à estada de Israel no Egito, há antigos textos egípcios que descrevem períodos de fome devido às cheias insuficientes do rio Nilo. Certo texto descreve um período de sete anos em que as enchentes do Nilo foram mínimas, e a fome resultante. Segundo esse relato, certas partes da terra foram concedidas ao sacerdócio, quando ocorreu o alívio da fome. Embora se suscite a questão de se tal documento é “uma falsificação sacerdotal de algum período posterior, justificando suas pretensões aos privilégios territoriais”, pelo menos vemos refletida uma tradição de um período de sete anos magros. — Ancient Near Eastern Texts (Textos Antigos do Oriente Próximo), de Pritchard, p. 31.
Séculos depois, Jesus predisse a escassez de viveres. (Mat. 24:7) Segundo anunciado previamente por Ágabo, um profeta cristão, grande fome deveras ocorreu no tempo do imperador Cláudio (c. 46-49 E.C.). (Atos 11:28) Alguns anos antes, no ano 42 E.C., grave fome grassou no Egito, onde residiam muitos judeus. E “grande necessidade” sobreveio à terra de Judá e Jerusalém quando os exércitos romanos, sob o general Tito, cercaram Jerusalém e finalmente a destruíram, em 70 E.C. (Luc. 21:23) Josefo narra a terrível inanição que grassou na cidade, a ingestão de couro, grama, feno, e, em um caso, de certa mãe que assou e comeu seu próprio filho. Quando predizia tal escassez de víveres, Jesus indicou que tinha presente não só os eventos que antecederiam a destruição de Jerusalém, mas também o que ocorreria quando chegasse a ocasião para o Filho do homem retornar na glória do seu reino. — Luc. 21:11, 27, 31.
O FIM DA FOME
Cristo Jesus garantiu que a oração dos fiéis servos pedindo o seu pão de cada dia seria respondida por Deus, e que aqueles que colocassem o reino de Deus em primeiro lugar seriam bem cuidados. (Mat. 6:11, 33; compare com Salmo 33:19; 37:19, 25.) No entanto, devido à oposição e à perseguição, Jesus mostrou que seus servos às vezes poderiam passar fome. (Mat. 25:35, 37, 40) O apóstolo Paulo, em especial, narra ter sofrido muitas vezes fome e sede, quando empenhado no ministério sob circunstâncias difíceis. (1 Cor. 4:11-13; 2 Cor. 11:27; Fil. 4:12) Todavia, expressou confiança de que a fome física jamais conseguiria separar os fiéis servos de Deus do poder sustentador do amor de Deus. — Rom. 8:35, 38, 39; contraste com Lucas 6:25.
Aqueles que têm a devida fome e sede de justiça e de verdade sempre serão espiritualmente satisfeitos. (Mat. 5:6; João 6:35) Promete-se aos da grande multidão de pessoas que sobreviverem à “grande tribulação” que eles “não terão mais fome, nem terão mais sede”, sob a regência do Cordeiro, Cristo Jesus. — Rev. 7:9, 13-17.
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Fonte, ManancialAjuda ao Entendimento da Bíblia
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FONTE, MANANCIAL
Em geral, uma fonte natural de água (Êxo. 15:27), em contraste com poços e cisternas que eram geralmente escavados (Gên. 26:15); também usada com referência à fonte de algo diferente da água. Visto que as fontes eram limpas e aprofundadas às vezes, isto talvez explique porque os vocábulos “fonte” e “poço” são às vezes usados de forma intercambiável para a mesma fonte de água. — Gên. 16:7, 14; 24:11, 13; João 4:6, 12.
Moisés descreveu a Terra Prometida aos israelitas como sendo uma terra de “fontes e de águas de profundeza surgindo no vale plano e na região montanhosa”. (Deut. 8:7) Mananciais ou fontes são abundantes na Palestina, havendo em média seis ou sete para cada c. 100 km2.
A importância dos mananciais ou fontes transparece na freqüência dos nomes de pequenas cidades que começam com “En”, que significa “fonte”, “manancial”. (Jos. 15:62; 17:11; 1 Reis 1:9) O hebraico en ou ain significa literalmente “olho”, mas, por analogia, é usado para designar um manancial ou fonte natural, diferençando-o de um poço ou tanque artificial, sendo esta última fonte de água expressa pelos termos Beer e Bor. (Gên. 49:22; Deut. 8:7) Pequenas cidades e povoados eram amiúde construídos junto a mananciais, uma vez que a maioria dos “rios” da Palestina são realmente vales de torrentes que se secam nos meses do verão setentrional. Para fins defensivos, as cidades eram em geral edificadas em sítios elevados, e, por conseguinte, os mananciais muitas vezes se encontravam fora dos muros da cidade, no vale lá embaixo. Isto tornara vitalmente importante a proteção das reservas de água. Construíam-se encanamentos para levar a água de sua fonte até dentro da cidade.
USO FIGURADO
Jeová estabeleceu as ‘fontes da profundeza aquosa’ nas massas de nuvens acima da terra. (Pro. 8:28; Gên. 7:11) Também é identificado como a Fonte ou Manancial da vida, a Fonte de águas vivas e a Fonte de Israel. (Sal. 36:9; Jer. 2:13; Sal. 68:26) Jesus Cristo, seu Filho, disse que a água que ele, Jesus, dá, se torna no recebedor “uma fonte de água que borbulha para dar vida eterna”. (João 4:14) Joel predisse profeticamente que, depois de as nações receberem um tratamento como se estivessem num lagar de vinho, na baixada de Jeosafá, um manancial revigorante sairá da casa de Jeová. — Joel 3:12, 13, 18.
No que diz respeito aos cristãos, que deviam oferecer a água da vida, Tiago, ao sublinhar a importância de se usar de forma correta a língua, pergunta: “Será que uma fonte faz brotar pela mesma abertura o que é doce e o que é amargo?” — Tia. 3:11.
Jesus fez secar a “fonte de sangue” de uma mulher que já por doze anos padecia de um fluxo de sangue, curando-a. (Mar. 5:25-29) “Fonte de água” é uma expressão também usada com referência à fonte de satisfação sexual. — Pro. 5:18.
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Fonte Da Cobra GrandeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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FONTE DA COBRA GRANDE
A expressão hebraica transmite a idéia de uma fonte, manancial ou poço de um monstro terrestre ou marinho, e é traduzida de forma variada como: fonte do dragão (Al; ALA; BJ; CBG; MC; So; VB); fonte do chacal (American Standard; Revised Standard); a fonte ou poço da Serpente, da cobra ou da Cobra Grande (American Translation; Rotherham; NM). A Septuaginta, contudo, reza “a fonte das figueiras”.
Esta fonte de água se localizava ao longo da rota que Neemias seguiu em sua primeira inspeção dos muros devastados de Jerusalém. (Nee. 2:12, 13) Visto que este nome não é encontrado de novo nas Escrituras, a fonte ou o poço, se alguém se referiu a ela em outra parte, deve tê-lo feito sob um nome diferente. Sugere-se comumente En-Rogel como seu nome alternativo.
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Fonte De JacóAjuda ao Entendimento da Bíblia
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FONTE DE JACÓ
O “poço” ou “fonte” onde Jesus Cristo, enquanto descansava, conversou com uma mulher samaritana. (João 4:5-30) É considerada como o Bir Ya‘qub, situado a c. 2, 5 km a SE de Nablus (Siquém). A fonte
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