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Milhões indagam: “o que comeremos?”Despertai! — 1973 | 22 de dezembro
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Austrália e Argentina, estão-se esgotando rápido . . . Para os que estão em condições de sentir a situação futura, há crescente apreensão. . . . O problema ficará especialmente agudo nos Estados Unidos, visto que somos vistos como o principal fornecedor de trigo . . . Quando a fome assolar e já não bastar a fonte de alimentos, então teremos de enfrentar a horrível questão de quem sobreviverá.”
Em 1973, quando se perguntou a uma autoridade canadense em questões de trigo sobre continuar-se a suprir o mundo, ele respondeu: “Não se pode dar nem vender o que não se tem.
A crise de alimentos encarada por toda a raça humana é real. Pode ser solucionada? Para respondermos tal pergunta, temos de determinar primeiro por que a fome agora espreita a humanidade.
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Razões de tantos passarem fomeDespertai! — 1973 | 22 de dezembro
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Razões de tantos passarem fome
“TODO DIA, quase 2 bilhões de pessoas acordam para encarar um mundo em que sua vida será dominada por um único desejo . . . o de comer”, observa L. R. Brown, do Conselho de Desenvolvimento do Ultramar. Milhões precisam de mais comida ou de melhor comida. É a terra culpada da carência do homem neste sentido?
Não; a terra parece capaz de sustentar bilhões de outras pessoas, além dos atuais 3,7 bilhões que agora a povoam. Há autoridades que afirmam haver duas vezes mais terra arável para cultivo do que se tem usado nas décadas recentes.
Tempo Impredizível Agrava a Escassez de Alimentos
Mas, um dos fatores principais que limita grandemente a safra que pode ser obtida até mesmo do solo excelente é o tempo. “Não se encontrou ainda nenhuma solução”, diz um artigo de Newsweek, “para os caprichos do tempo”.
Grande parte da fome na Ásia e na África se devia à seca. As monções em 1972 foram reduzidas demais ou chegaram muito tarde para beneficiar as safras de verão da Índia. As chuvas em Bangladesh estavam 40% abaixo das normais nos meses de crescimento. As irregularidades do tempo também influíram perigosamente nas safras das Filipinas. No norte, a colheita de arroz foi arruinada pelas piores enchentes do século; enquanto que, no sul, as safras foram limitadas pela seca.
A Rússia, por outro lado, sofreu grandes perdas de cereais nos últimos dois anos por só ter ligeira camada de neve no inverno; as safras de cereais ficaram assim sujeitas aos danos das geadas. Na China, a agência de notícias Hsinhua afirma que não só a seca, enchentes e a geada, mas também vendavais, saraiva e os insetos devastaram muitas de suas colheitas. A atual crise de alimentos do mundo deveria relembrar realisticamente ao homem a sua debilidade diante dos elementos naturais.
As incertezas do tempo cancelaram em grande parte os efeitos da “revolução verde”. Teme-se, contudo, que o êxito limitado da “revolução verde” possa ainda ficar mais reduzido. Por quê?
Porque, quando certa área é plantada com uma variedade única de cereal, fica vulnerável a uma única moléstia devastadora das plantas. Similarmente, os insetos que vicejam numa variedade de cereal podem acabar com toda uma safra. Deveras, uma piada local do Paquistão diz que ‘o novo trigo milagroso fez surgir um novo gafanhoto milagroso’.
A Tecnologia não Resolve a Escassez de Alimentos
Ao passo que o controle dos elementos naturais está fora do alcance do homem, o que dizer da tecnologia? Embora tenha aperfeiçoado técnicas e equipamentos valiosos, também contribuiu muito para a atual escassez de víveres. A ‘civilização urbana’ traga grande parte de ótima terra para lavoura, ao crescerem as cidades do homem. A poluição industrial e o emprego errado de fertilizantes comerciais reduziram grandemente a fertilidade de incontáveis hectares de terra.
Ademais, grande parte da pesquisa agrícola hodierna, ao passo que se centraliza em “safras rendosas”, esquece-se das reais safras de alimento das nações mais pobres. Certo artigo da revista Bio-Science indica que o problema alimentar do mundo persiste em especial nos trópicos. Todavia, a maioria dos estudos científicos é sobre safras que vicejam, não nos trópicos, mas nas zonas temperadas.
Por conseguinte, a tecnologia moderna não resolveu a escassez geral de alimentos. Com efeito, em vários aspectos, contribui?’ para a crise atual. Outros fatores, também criados pelo homem, semelhantemente agravaram a escassez de víveres.
Política e Fome
As guerras políticas do homem — e não as ‘causas naturais’ — podem levar a culpa pelo sofrimento devido à escassez de alimentos agora mesmo em lugares como o Camboja e Bangladesh. Os sistemas agrícolas, as reservas de cereais e de água, bem como animais de tração, foram destruídos pela guerra.
Como resultado, houve motins e saques em busca de alimentos, como em Phnom Penh, capital do Camboja. Os soldados que guardam as pontes estabeleceram “impostos do mercado negro” para os caminhões que levam alimentos para aquela cidade, duplicando o preço dos gêneros; os preços triplicaram em outros lugares do Camboja.
Em Bangladesh, os alimentos não podem chegar aos portos bloqueados por minas ou navios afundados; muitas pontes naquele país ainda não podem ser usadas. Embora, em outubro de 1972, fosse enviado a Bangladesh Cr$ 6.500.000.000,00 em fundos de socorro, apenas um terço foi usado em alimentos. O restante foi necessário para restaurar os sistemas de transporte e comunicações daquela nação.
O próprio sistema político amiúde mina os esforços de combater a fome. Observa Newsweek:
“Na Indonésia, os burocratas são o problema. Sob um típico sistema indonésio chamado abs asal asal bapak senang (enquanto o papai ficar feliz), as autoridades agrícolas não só deixaram de relatar as más notícias de revezes na produção ao Presidente Suharto, mas também deixaram de aumentar os estoques governamentais de arroz.”
De modo similar, Economic and Political Weekly (Semanário de Economia e Política) de Bombaim, Índia, admite:
“O padrão agora já é maçantemente familiar; as autoridades complacentes dizem aos ministros subalternos o que estes desejam ouvir, os ministros subalternos dizem aos ministros superiores o que estes desejam ouvir, e assim por diante, até que a cadeia termine no Primeiro Ministro.”
Religião e a Fome
A religião, também, amiúde contribui para o problema alimentar. Considere um exemplo.
Setenta e três pessoas vivem no povoado de Nazrichawk no estado indiano de Bihar. Descreve-se como “bom” o solo ali. Ademais, depois da última seca, em 1967, estabeleceu-se eficaz sistema de irrigação. Hoje, contudo, a bomba a diesel que opera o sistema de irrigação está enferrujada e as pessoas passam fome! Todavia, podem pagar o conserto da bomba. Então, porque continua estragada? Responde a revista Natural History:
“O problema é que os necessários projetos de trabalho demandariam esforço em grupo: desenvolver esquemas um pouco mais sofisticados do que uma roda de água movida por um boi exige o consenso geral em questões tais como distribuição da água, o financiamento e o trabalho. Tais necessidades comuns, contudo, raramente unem uma comunidade dividida pela religião, casta e política. . . . Uma multidão de pequenos partidos políticos, orientados pelas castas, são ativos através do estado, e suas atividades fragmentam ainda mais os povoados. Ao invés de constituir uma comunidade, um povoado amiúde se desintegra em facções hostis, divididas segundo as linhas religiosas, políticas e de castas.” — janeiro de 1973, páginas 34 e 35.
Sim, as pessoas passam fome por causa de a religião e outras forças sociais as dividirem! Mas, há outro modo em que algumas religiões influem adversamente no problema alimentar.
Certas religiões desencorajam as famílias pequenas; todavia, mais bebês significam mais bocas a alimentar. A Índia sozinha já tem 550 milhões de pessoas. A cada ano, aquele país aumenta em doze a treze milhões de pessoas. Isso é equivalente à inteira população do continente da Austrália! Embora o governo da Índia pareça ter-se esforçado ardentemente a incentivar as pequenas famílias, seu êxito foi limitado — pela religião.
Como caso em pauta: As estatísticas recentes mostram que na última década o número de hindus aumentou apenas em 24 por cento, ao passo que os muçulmanos subiram em 31 por cento. Ao saber disto, o que fizeram os líderes religiosos hindus? O jornalista A. S. Abraham, de Bombaim, afirma que “não perderam tempo em usar tais estatísticas para apoiar seus repetidos apelos aos hindus para não praticarem o planejamento familiar, temendo tornarem-se minoria em seu próprio país. Ignoraram, simplesmente o fato de que os hindus constituem 82 por cento da população, ao passo que os muçulmanos só somam aproximadamente 12 por cento.” Tais líderes religiosos contribuem muito para anular os esforços do governo em controlar o aumento da população.
Ademais, a maioria dos indianos obedecem prontamente os desejos de seus líderes religiosos. Por quê? Porque, para eles, os filhos são uma forma de riqueza. Os lavradores, por exemplo, usam seus filhos para ‘cuidar das cabras’. Também, os pais desejam filhos que cuidem deles em sua velhice. Muitas crianças asiáticas morrem na primeira infância; assim, quanto mais filhos a pessoa tiver, arrazoam os pais, tanto mais provável será que alguns deles sobrevivam até à velhice dos pais.
A oposição aos programas de controle da natalidade do governo provém não só das ‘religiões orientais’. A cristandade, também, é fonte de rígida oposição.
Em 1930, o Papa Pio XI resumiu a posição oficial católica sobre o controle da natalidade em sua encíclica Casti connubii. Disse que a maioria dos métodos anticoncepcionais “infringe a lei de Deus e da natureza, e aqueles que ousarem cometer tais ações tornam-se réus de culpa grave”. Os papas desde então reafirmaram tal crença.
O papa atual, Paulo VI, disse a uma assistência das Nações Unidas, em outubro de 1965, que o “controle artificial da natalidade” é “irracional”. Daí, em julho de 1968, promulgou sua própria encíclica sobre o assunto, Humanae Vitae. Em meados de 1970, apenas dois anos depois, a população católica da América do Sul aumentara em mais dez milhões de pessoas, ou cerca do dobro do número de pessoas que viviam em toda a Bolívia! Todavia, desde 1944, a produção de alimentos per capita decresceu mais na América Latina do que em qualquer outra parte do mundo.
Os chamados líderes religiosos cristãos deviam estar cônscios da verdade declarada pelo apóstolo cristão Paulo: “Quem se descuida dos seus e principalmente das pessoas de casa, renegou a fé e é pior do que um infiel.” (1 Tim. 5:8, tradução católica da liga de Estudos Bíblicos, da editora Herder) O tamanho da família da pessoa é, naturalmente, um assunto pessoal. Todavia, deviam os pais ser incentivados a ter tantos filhos a ponto de não poderem ‘cuidar’ deles, deixando-os passar fome? Obviamente que não.
Algumas das maiores religiões do mundo, portanto, têm de partilhar a responsabilidade pela avolumante população mundial e a crise alimentar.
Há ainda outros fatores que contribuem para a fome, fatores que são difíceis de as pessoas bem nutridas das ‘nações ricas’ avaliarem plenamente.
Efeitos da Subnutrição
Um deles é o efeito físico adverso da subnutrição. Os famintos amiúde não podem prover alimento para si mesmos. Inclinam-se a ficar doentes, visto que a imunidade natural desaparece com a dieta deficiente. Pode-se ver em muitos países pessoas com pernas definhadas e que não conseguem andar por causa da subnutrição. Quanto trabalho árduo podem tais pessoas fazer na lavoura?
Mentalmente, também, as pessoas são atingidas pela subnutrição. O que talvez de início pareça para o visitante uma ‘calma’ natural em algumas nações amiúde é o cansaço, a falta dum objetivo e a complacência resultantes duma dieta deficiente. Arthur Hoperaft afirma sobre certo país em seu livro Born to Hunger (Nascidos Para Passar Fome): “Vi muito pouca disposição de brincar, entre as crianças; dificilmente se empenhavam em quaisquer jogos. A prevalecente fragilidade e inércia das crianças é um dos aspectos mais influentes da vida diária.” Poder-se-ia esperar que pessoas desanimadas e debilitadas enfrentassem com vigor o desafio de prover amplo alimento para suas famílias? Acham-se obviamente limitadas no que podem realizar.
Infelizmente, também, as pessoas das nações mais ricas amiúde deixam de compreender que, ao passo que as pessoas criadas numa cultura inteiramente diversa em geral pensam diferente delas mesmas, isto não significa necessariamente que sejam atrasadas ou inferiores. Todavia, os homens considerados dedicados a solucionar os problemas alimentares do mundo talvez se considerem superiores aos nativos de outro país. Isto limita sua efetividade. Trata-se de uma razão a mais porque o mundo ainda sofre uma crise alimentar. Afirma H. D. Thurston, da Universidade de Cornell:
“A habilidade de travar relações com os hospedeiros duma pessoa e tratá-los como iguais e co-trabalhadores amiúde é mais importante do que o conhecimento científico dessa pessoa. . . . Até mesmo o lavrador e o trabalhador mais pobre sente grande orgulho e tem sua dignidade humana. A menor sugestão de inferioridade será ressentida e talvez arruine todo o trabalho futuro duma pessoa.”
Todavia, a humildade necessária para solucionar os problemas alimentares internacionais deste sistema não é facilmente encontrada.
A escassez de alimentos, portanto, vai muito além da mera combinação correta de solo e tempo. As atividades políticas, tecnológicas e religiosas, e as atitudes sociais do homem, bem como sua falta de consideração humanitária, sem dúvida complicaram o problema além da habilidade de os homens imperfeitos poderem solucioná-lo.
Nós, hoje em dia, como conseqüência, testemunhamos um paradoxo mundial. Considere apenas: o homem dispõe agora do ‘know-how’ tecnológico para produzir abundantes safras, usando vasta irrigação e estocagem. Dispõe de escolas para ensinar sofisticadas técnicas agrícolas. Há impressionante equipamento agrícola para cultivar amplas áreas de terra. Uma internacional F. A. O. mantém os homens informados sobre a situação alimentar em qualquer parte, e rápidas comunicações os avisam onde são necessários os suprimentos. Rápidos sistemas de transporte podem levar velozmente o alimento para onde seja necessário. Todavia, milhares de pessoas ainda morrem de fome CADA DIA.
Por que agora, neste tempo, existe tal situação paradoxal? Deve haver uma razão. E, igualmente importante, há uma solução para a crise mundial de alimentos?
[Foto na página 7]
As irregularidades do tempo e outros problemas reduziram grandemente os efeitos da “revolução verde”
[Fotos na página 8]
OS LÍDERES DE RELIGIÕES DESTACADAS INCENTIVAM AS FAMÍLIAS GRANDES — MESMO EM PAÍSES POBRES!
‘Os hindus não devem tornar-se minoria’ — Líderes hindus na Índia.
‘O controle da natalidade é irracional’ — Papa Paulo VI.
‘O que comeremos?’
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A fome moderna — sua causa básica e a solução duradouraDespertai! — 1973 | 22 de dezembro
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A fome moderna — sua causa básica e a solução duradoura
NÃO parece incrível que, com tais avanços aparentemente favoráveis, o progresso do homem em alimentar a população da terra quase que foi totalmente cancelado? Muitos fatores, como temos visto, contribuem para isto. Mas, por que isso acontece agora? Para termos a resposta, precisamos retornar à Primeira Guerra Mundial, que começou em 1914. Mas, por que recuar quase sessenta anos?
Porque aquele ano marcou o que certo jornal estadunidense chamou de “o início da maioria de nossas atuais dificuldades internacionais”. Como assim? Porque o divisivo espírito nacionalista se apoderou da humanidade a um ponto sem precedentes. Isto levou a maiores angústias. Os historiadores afirmam — e muitos outros ainda vivos podem comprovar isto — que a Primeira Guerra Mundial trouxe em seu rasto uma das mais terríveis fomes da história, englobando a maior parte da Europa e da Rússia. Os campos foram arruinados pela guerra em amplas áreas. Romperam-se os sistemas de transporte. Os horríveis efeitos da fome resultante contribuíram, por sua vez, para outro holocausto devastador — a Segunda Guerra Mundial.
“Deve-se lembrar”, observa o livro 1918, “de que a estrada para aqueles ditadores [europeus da Segunda Guerra Mundial] foi aberta mormente pelo que as pessoas daqueles países sofreram no terrível inverno depois [da Primeira Guerra Mundial]”.
A segunda guerra mundial repetiu o ciclo — apenas que em escala maior. Anterior chefe dos serviços de saúde dos EUA nos conta: “Após a Segunda Guerra Mundial, ocorreu a maior escassez mundial de alimentos da História.” E, desde aquele tempo, sim, até este momento, houve incontáveis guerrinhas e revoluções, impulsionadas pelo nacionalismo, que resultaram em mais fome. Nem foi simplesmente por romper a agricultura e os transportes que as guerras desde 1914 produziram a fome.
Intensificaram o espírito de nacionalismo. Abriram-se brechas entre as nações de homens, separando-as e antagonizando-as. Como resultado, quando uma nação goza de safras abundantes, partilha-as prontamente com as nações mais pobres? Se isso lhe parecer politicamente vantajoso, sim. Mas, a mais rica talvez também pague a seus agricultores para não produzirem alimento, muito embora se saiba que milhares de pessoas que vivem nas outras nações padecem de subnutrição!
Sim, por estas razões — todas as quais são frutos do nacionalismo — os progressos técnicos do homem nos métodos agrícolas quase que foram todos anulados.
Como a Bíblia Predisse a Fome Moderna
Mui significativamente, a situação de fome que vemos agora foi predita na profecia bíblica para este mesmo período de tempo desde 1914. Considere o que a visão do profeta, em Revelação 6:4-8, descreve:
E saiu [ali] um cavalo cor de fogo; e ao que estava sentado nele foi concedido tirar da terra a paz, para que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada. . . .
“E eu vi, e eis um cavalo preto; e o que estava sentado nele tinha uma balança na mão. E eu ouvi uma voz . . . dizer: ‘Um litro de trigo por um denário [salário de um dia, NM, ed. 1950, em inglês], e três litros de cevada por um denário [salário de um dia]; e não faças dano ao azeite de oliveira e ao vinho.’
“E eu vi, e eis um cavalo descorado, e o que estava sentado nele tinha o nome de Morte. E o Hades [a sepultura] seguia-o, de perto. E foi-lhes dada autoridade sobre a quarta parte da terra, para matar com uma longa espada, e com escassez de víveres, e com praga mortífera, e pelas feras da terra.”
Não é este um quadro exato de como a guerra, seguida pela fome e pela praga, cavalgaram pela terra desde 1914? Mas, poder-se-ia perguntar: Não existiu sempre este ciclo da guerra, acompanhada da praga e da fome? O padrão básico não é novo. Mas, a escala destas condições aqui descritas é fora do comum. A frase figurada “a quarta parte da terra” mostra que a Bíblia se refere a uma grande fração da terra inteira. Isso certamente se cumpriu, como nunca antes, deste 1914. Mas, como podemos saber com certeza que tais palavras de Revelação se aplicam definitivamente desde essa data?
Nisto, somos ajudados pela identificação do primeiro cavaleiro, a respeito do qual Revelação diz:
“E eu vi, e eis um cavalo branco, e o que estava sentado nele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e ele saiu vencendo e para completar a sua vitória.” — Rev. 6:2.
Outros textos, inclusive os da própria Revelação (19:11-13), identificam o sentado no “cavalo branco” como sendo Jesus Cristo. Visto que lhe foi ‘dada uma coroa’, este relato tem de referir-se ao tempo em que Jesus começaria a reger como rei sobre a terra. Então, por assim dizer, começaria a vencer seus inimigos. A quem daria primeiramente sua atenção?
A seus inimigos mais íntimos, o invisível Satanás e seus anjos-demônios. Foram expulsos do céu pára a terra. Os resultados foram: “Ai da terra . . . por que desceu a vós o Diabo, tendo grande ira, sabendo que ele tem um curto período de tempo.” (Rev. 12:12) Que forma de expressão assumiria este “ai”?
Isto é revelado nas respostas dadas por Jesus a seus discípulos. Interessados na regência futura dele, perguntaram-lhe: “Qual será o sinal da tua presença e da terminação do sistema de coisas?” Jesus então predisse evidências visíveis que ocorreriam na terra para significar que ele estava ‘presente’, que realmente regia desde o céu. No espaço de ‘uma geração’, predisse, ocorreriam muitas coisas, antes de ele destruir por completo este sistema de coisas. Note o que Jesus disse que estava incluído na evidência que se podia esperar:
“Nação se levantará contra nação e reino contra reino, e haverá escassez de víveres e terremotos num lugar após outro. Todas essas coisas são um princípio das dores de aflição.” — Mat. 24:3, 7, 8, 34.
Jesus disse que, quando começasse a reger, haveria guerra. O livro de Revelação indica que seria guerra mundial, porque afirma que o segundo cavaleiro com sua “grande espada” ‘tira [não apenas de poucas nações, mas] da terra a paz’. A primeira de tais guerras mundiais começou em 1914. Depois disso, haveria escassez global de víveres e altos preços de alimentos. Revelação mostra que, não apenas os pobres, mas até mesmo os ricos sentiriam os efeitos das reservas limitadas de alimentos. A profecia os avisa a não esgotarem muito seus suprimentos de ‘azeite de oliveira e de vinho’. (Rev. 6:5, 6) Tudo isto é parte do “ai da terra”, assinalando claramente nosso período desde 1914 como o “tempo do fim” para este atual sistema corrupto de coisas. — Rev. 12:12.
Atitude Correta ao Padecer Fome
Os que vivem nas localidades em que os alimentos talvez estejam restritos hoje podem ver, em especial, a realidade das palavras de Jesus. Infelizmente, muitas de tais pessoas ficaram amarguradas por tais condições e se afastam de Deus. Quão muito mais discernidora, porém, é a pessoa que vê nestes eventos o cumprimento da Palavra de Deus!
Os servos verdadeiros de Deus sabem por experiência, que Ele cuida de todos que genuinamente ‘buscam em primeiro lugar o Seu reino’. (Mat. 6:33) Isto não significa que Deus jamais permitirá que seu próprio povo sofra temporariamente, até mesmo a fome. Mesmo o fiel apóstolo cristão, Paulo, disse que em seu intenso ministério passou “fome e sede”. Todavia, tinha confiança de que nada, inclusive a fome, poderia fazer com que ficasse separado do amor de Deus em Cristo. (2 Cor. 11:27; Rom. 8:35-39; Fil. 4:11-13) O apóstolo tinha certeza, também, de que mesmo se Deus permitisse que ele morresse, tinha a promessa duma ressurreição. — Atos 24:15.
Assim, em nossos tempos, ao invés de desanimar por causa de assolar a fome, faça como Jesus aconselhou: “Erguei-vos.” Por quê? “Porque o vosso livramento está-se aproximando.” (Luc. 21:28) Assegure-se de que, visto que a parte da Palavra de Deus que predisse escassez de víveres para os nossos tempos está-se cumprindo, o restante de Suas promessas também se tornarão realidade.
Isto significa que a nova ordem de Deus está bem próxima. Depois de o Rei Jesus Cristo completar sua ‘vitória’ sobre atual sistema perverso de coisas, a justiça prevalecerá em toda a parte. Não mais haverá o nacionalismo divisivo, a política corrupta e os elementos comerciais egoístas para oprimir o povo. Sob o reino de Deus, a terra se tornará deleitoso lugar em que viver. Deus promete que Ele “enxugará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor”. A escassez de víveres e a subnutrição se tornarão algo do passado, que jamais se repetirá de novo. O homem não está em condições de produzir isto, mas Deus está, e ele deu sua promessa segura de que o fará. — Rev. 21:3-5; 16:14, 16.
Evitar Excessos
Não são apenas as pessoas empobrecidas que precisam manter clara visão da nova ordem de Deus. Conforme registrado em Lucas 21:34, 35, Jesus avisou aqueles que não viviam em extrema pobreza: “Prestai atenção a vós mesmos, para que os vossos corações nunca fiquem sobrecarregados com o excesso no comer, e com a imoderação no beber, e com as ansiedades da vida, e aquele dia venha sobre vós instantaneamente como um laço. Pois virá sobre todos os que moram na face de toda a terra.”
Por conseguinte, os das ‘nações ricas’ que, por enquanto, ainda têm mais do que suficiência de alimentos, precisam ter cuidado de não centralizar suas afeições na prosperidade material. Fazer isso significaria deixar de avaliar o significado de nossos tempos. Antes, cada pessoa que gostaria de viver no novo sistema de Deus precisa aprender agora a colocar a adoração de Jeová em primeiro lugar em sua vida.
Pense apenas sobre isso: maravilhosa nova ordem está às portas. O próprio Deus, o Criador do céu e da terra, prometeu que em breve todas as coisas excelentes da terra, inclusive o alimento abundante que possa suprir, serão usadas
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Comer maçãsDespertai! — 1973 | 22 de dezembro
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Comer maçãs
● Dois pesquisadores da Universidade de Alexandria, no Egito, forneceram evidência que parece apoiar o velho adágio “Uma maçã por dia dá saúde e alegria”. Relatam que a pectina, que constitui 0,8 por cento das maçãs, possui propriedades antibacterianas. Em uma experiência, levou apenas quinze minutos para que uma concentração de 1 por cento de pectina matasse 90 por cento das bactérias que podem transtornar o sistema digestivo humano e que se associam à diarréia. No entanto, certa variedade de bactérias que às vezes se acha associada com a diarréia desafiou a pectina — de fato, comeu-a!
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