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  • Como sabemos que vivemos nos “últimos dias”

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  • Como sabemos que vivemos nos “últimos dias”
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1967
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  • COMO SABERÍAMOS?
  • 1914 DÁ INÍCIO AOS “ÚLTIMOS DIAS”
  • MAIS COISAS VIRÃO
  • VIOLÊNCIA, IMORALIDADE, DEGENERAÇÃO
  • ANGÚSTIA DAS NAÇÕES
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A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1967
w67 15/12 pp. 741-745

Como sabemos que vivemos nos “últimos dias”

Um inteiro sistema de coisas deverá desaparecer. Como podemos estar certos de que será nos nossos dias?

O “ÚLTIMO” de algo significa a parte final, o término, o fim. Por exemplo, o último dia da semana significa as últimas vinte e quatro horas que findam a semana.

Quando a Bíblia fala de os “últimos dias”, refere-se, não só a dias duma semana, mas a algo muito mais grave. Quando 2 Timóteo 3:1 declara que “nos últimos dias haverá tempos críticos, difíceis de manejar”, refere-se a um período de tempo assinalado por eventos catastróficos em todo o mundo. Significa que todos os elementos deste sistema de coisas, os políticos, os militares, os econômicos, os sociais e os religiosos, estariam aproximando-se de seu fim cataclísmico.

Assim como o último dia duma semana tem começo definido e fim definido, assim os “últimos dias” deste inteiro sistema de coisas tem começo definido e fim definido. No limitado período de tempo, os eventos mundiais deverão caminhar rapidamente para um clímax. Tal clímax virá quando o próprio Deus pôr fim a este sistema iníquo e o substituir por um que é bom. A Bíblia promete: “Há novos céus e uma nova terra que aguardamos segundo a sua promessa, e nestes há de morar a justiça.” — 2 Ped. 3:8-13.

COMO SABERÍAMOS?

Mas, como podemos saber quando o mundo chega a seus “últimos dias”? Além da cronologia bíblica, será que há algum outro modo de se saber com certeza que período de tempo verá o fim do atual sistema de coisas?

No primeiro século, os discípulos de Jesus queriam saber isso, também, de modo que perguntaram argutamente a ele qual seria o sinal “da terminação do sistema de coisas”. (Mat. 24:3) Em resposta, Jesus enumerou muitos dos eventos momentosos que ocorreriam. Tais eventos ocorreriam numa só geração, para identificar claramente os “últimos dias”. Seriam como as linhas diferentes que formam as impressões digitais duma pessoa, impressão esta que não pode pertencer a nenhuma outra pessoa. Os “últimos dias” abrangem o seu próprio grupo de sinais ou eventos ímpares, formando uma positiva “impressão digital” que não pode pertencer a nenhum outro período de tempo.

Quando se juntam os muitos fatores, verificamos que a nossa geração, os nossos dias — são os identificados na Bíblia como sendo os “últimos dias”. Com efeito, neste ano de 1967, vivemos realmente na parte final desse tempo! Isto pode ser comparado, não só ao último dia duma semana, mas, antes, à última parte daquele último dia.

1914 DÁ INÍCIO AOS “ÚLTIMOS DIAS”

Antes de descrever os “últimos dias”, Jesus acautelou: “Ouvireis falar de guerras e relatos de guerras; vede que não fiqueis apavorados. Pois estas coisas têm de acontecer, mas ainda não é o fim.” (Mat. 24:6) Fiel a suas palavras, houve muitos distúrbios entre as nações durante os séculos que se seguiram, e o fato simples é que os “últimos dias” não vieram durante aquele tempo.

Então, Jesus relatou alguns dos eventos que marcariam os “últimos dias”. Declarou: “Nação se levantará contra nação e reino contra reino.” Depois disso, “haverá grandes terremotos, e, num lugar após outro, pestilências e escassez de víveres.” (Luc. 21:10, 11) O que Jesus dizia a seus futuros seguidores? Que aguardassem uma desastrosa guerra de dimensões até então desconhecidas na História, uma guerra que seria rapidamente seguida por outros desastres, tais como doenças, escassez de víveres e terremotos.

De que guerra falava Jesus? Da Primeira Guerra Mundial! Foi a primeira guerra a preencher a descrição que ele deu, pois incluiu, não só nações, mas reinos inteiros, deveras, o mundo todo. Falando a respeito da Primeira Guerra Mundial, a revista Life declarou: “Matou mais homens do que qualquer guerra anterior, e foi a primeira guerra a tragar nações inteiras, inclusive os civis.”1

Nenhuma guerra anterior na História se comparou a ela. Era tão diferente que os historiadores daquele tempo a chamaram de A Grande Guerra. A seu respeito declara uma enciclopédia: “A Primeira Guerra Mundial ceifou as vidas de duas vezes mais homens do que todas as principais guerras de 1790 a 1913 ajuntadas.” Observou que as perdas totais militares eram superiores a 37.000.000 de pessoas, e acrescentou: “O número de mortes de civis em áreas da própria guerra foi de cerca de 5.000.000 de pessoas. A fome, a doença, e o desabrigo foram responsáveis por cerca de 80 de cada 100 destas mortes de civis. A gripe espanhola, que algumas pessoas atribuíram à guerra, causou dezenas de milhões de outras mortes.”2 Guerra Mundial! Pestilências! Escassez de víveres! Exatamente como Jesus predisse!

Sim, 1914 assinala o “princípio das dores de aflição”, como declarou Jesus. (Mat. 24:8) Foi a linha divisória, o começo dos “últimos dias”, conforme pode ser observado das declarações de muitas autoridades. No aniversário da Primeira Guerra Mundial, o Evening Star de Londres comentou que o conflito “rompeu toda a conjuntura política mundial. Nada poderia continuar no mesmo depois disso. Se eliminarmos de nosso sistema a loucura nuclear e a raça humana sobreviver, algum historiador do próximo século poderá bem concluir que o dia em que o mundo enlouqueceu foi 4 de agosto de 1914”.3

O anterior chanceler da Alemanha Ocidental, Konrad Adenauer falou do tempo “antes de 1914, quando havia verdadeira paz, quietude e segurança nesta terra — tempo em que não conhecíamos o temor. . . . A segurança e quietude desapareceram das vidas dos homens desde 1914. E a paz? Desde 1914, os alemães não conheceram a verdadeira paz, nem grande parte da humanidade”.4 Semelhantemente, o anterior presidente dos Estados Unidos, Dwight Eisenhower, disse: “Desde a primeira Guerra Mundial tem havido uma piora.”5

Também, como Jesus predisse, depois de 1914 uma série de terremotos abalaram o globo, causando mais dano e perdas de vidas do que nunca antes. Em 1915, em Avezzano, Itália, morreram 30.000 pessoas. Em 1920, 180.000 pessoas morreram em Kansu, China. Em 1923, 143.000 pessoas pereceram no Japão. E os terremotos têm continuado a ocorrer com atemorizante intensidade, ceifando mais vidas do que em qualquer outro período da história humana. Agora, quase todo ano se presencia uma grande tragédia devida a terremotos. Apenas desde 1960 houve terremotos devastadores no Morrocos, Chile, Irã, Iugoslávia, Alasca, Turquia e em outras áreas. De modo claro, constitui outro traço da “impressão digital” destes “últimos dias”.

MAIS COISAS VIRÃO

Não obstante, os eventos que ocorreram em relação com a Primeira Guerra Mundial foram, como disse Jesus, apenas o “princípio” dos “últimos dias”. Muito mais havia de vir. E veio mesmo.

Note o que certa fonte histórica diz: “A Primeira Guerra Mundial e o que se seguiu a ela levaram à maior depressão econômica na História, durante a parte inicial da década de 1930. As conseqüências da guerra e os problemas do ajuste à paz levaram à inquietação quase toda nação.” Tudo isto conduziu diretamente para a Segunda Guerra Mundial. Quão custosa foi? “A Segunda Guerra Mundial matou mais pessoas, custou mais dinheiro, danificou mais propriedades, influiu sobre mais pessoas, e provavelmente causou mudanças mais amplas do que qualquer outra guerra na História. . . . Tem-se calculado que o número de mortos pela guerra, civis e militares, atingiu mais de 22.000.000 de pessoas. O número de feridos tem sido calculado em mais de 34.000.000 de pessoas.”6

Isso significa um total de 56.000.000 de vítimas, quase 20.000.000 mais do que na Primeira Guerra Mundial! Na verdade, as “dores de aflição” se tornavam cada vez mais agudas à medida que os “últimos dias” se aproximam de seu fim.

Isto também se dá com outras catástrofes, tais como a escassez de víveres. Durante e depois da Segunda Guerra Mundial, “mais pessoas morreram de fome” do que na Primeira Guerra Mundial, afirma a mesma fonte. Acrescenta: “A guerra deixou milhões de pessoas na Europa e Ásia sem comida, abrigo e roupa adequados. Não dispunham de combustível, maquinaria, matérias primas, e dinheiro. Suas fazendas estavam devastadas. A mortalidade e as doenças infantis grassavam.”7

Nem se têm amainado tais condições. Na Índia atual, diz U.S. News & World Report de 27 de dezembro de 1965, “uma calamidade natural, quase sem precedentes nos tempos modernos, confronta esta nação. A fome difundida, de um tipo não visto no mundo, nesta geração, é esperada como conseqüência inevitável a menos que possa vir ajuda do exterior”.

VIOLÊNCIA, IMORALIDADE, DEGENERAÇÃO

Jesus disse também que haveria “aumento do que é contra a lei”. (Mat. 24:12) O apóstolo Paulo predisse que a delinqüência juvenil, a violência, a corrupção e o egoísmo produziriam sementes: “Nos últimos dias . . . os homens serão amantes de si mesmos, . . . desobedientes aos pais, . . . sem autodomínio, ferozes, sem amor à bondade, . . . mais amantes de prazeres do que amantes de Deus, . . . os homens iníquos e os impostores passarão de mal a pior.” — 2 Tim. 3:1-5, 13.

O registro de nosso tempo, comprovado nas manchetes diárias, brada que tais coisas já estão acontecendo agora! Note este relato: “Luta que às vezes se assemelha à guerra de guerrilha é travada nas ruas das cidades estadunidenses . . . Uma onda de crime e motins varre os Estados Unidos . . . Em muitas cidades, as mulheres sentem-se temerosas de sair depois do anoitecer. E têm boa razão. Estupros, tentativas de agressão, explosões sadísticas de violência insensata estão aumentando. Os crimes não raro parecem ser cometidos por simples selvageria . . . O respeito a lei e à ordem declina.”8

Isto não se limita a um só país. Relatos de todo o mundo indicam a mesma coisa. Das Filipinas: “Nenhum filipino está seguro nas ruas, hoje em dia. . . . o matar por esporte, o vandalismo e as lesões corporais generalizadas aumentam continuamente.”9 Coréia do Sul: “Não podemos passar um dia sequer de vida pacífica em Seul, porque à noite as ruas se tornam ruas de terror.”10 Suécia: “Estas situações críticas que preocupam a todos, segundo é de se esperar, tornar-se-ão cada vez mais graves.”11 Inglaterra: “A anarquia geral é maior — o colapso do senso do dever e de obrigação e veracidade.”12 E os países comunistas? “Quase que em toda parte, inclusive na Rússia Soviética, parece haver aumento do crime, e, em especial, infelizmente, do crime juvenil.”13

O que acontece por todo o mundo é exatamente o que o diretor do Departamento Federal de Investigações dos EUA disse a respeito do seu país: “Os cidadãos deste pais devem poder andar por todas as ruas de nossas cidades sem ser agredidos para ser roubados, estuprados, ou roubados. Mas, não podemos fazer isso atualmente. Por todo o país, quase sem exceção, prevalece esta condição.”14

E a imoralidade varre o mundo como um fogo na floresta. Nos EUA, o número de filhos ilegítimos mais do que dobrou desde 1945. Na América Latina, os índices são muito mais elevados. “Para cada 1.000 nativivos, 716 são ilegítimos na Guatemala, 613 em El Salvador, 739 no Panamá e 240 na Argentina.”15 “O Uruguai apresentou a estatística de três abortos para cada nativivo.”16

Na Grã-Bretanha, o editor e autor Malcolm Muggeridge disse: “A situação deste país . . . na minha opinião, é absolutamente medonha.” Quando se lhe perguntou o que achava da rebelião da juventude britânica contra os velhos valores, respondeu: “Acho que é simples degeneração . . . São apenas degenerados . . . figuras grotescas de uma raça dissipada.”17 Outra fonte relatou: “O colapso da moral particular na Grã-Bretanha se torna o assunto da palestra de um mundo admirado.”18

ANGÚSTIA DAS NAÇÕES

Um decano da educação estadunidense disse a uma reunião de professores que a raça humana atualmente está “quase que perdida”. Acrescentou: “Todas as coisas que aconteceram desde 1914 são coisas que ‘simplesmente não poderiam acontecer’ e veremos muito mais delas.”19

Por isso, o que tem acontecido desde que os “últimos dias” começaram em 1914 é exatamente como Jesus predisse: “Na terra angústia das nações, não sabendo o que fazer . . . os homens ficando desalentados de temor e na expectativa das coisas que vêm sobre a terra habitada.” (Luc. 21:25, 26) A respeito deste mesmo temor, o colunista David Lawrence declara: “O fato é que, hoje em dia, a maior emoção de per si que domina nossas vidas é o medo.”20

E não é de se admirar, pois, além da violência, do crime, da fome, da doença e da imoralidade que crescem assustadoramente, a humanidade tem outro temor. O Times de Nova Iorque relatou que o Secretário de Defesa dos EUA afirmou que “mais de 120 milhões de estadunidenses morreriam no caso de um ataque soviético de mísseis . . . Se incluísse os centros urbanos, . . . a mortandade seria de 149 milhões de pessoas”.21

Não há jeito de se escapar disto. Todos os traços da “impressão digital” levam à indicação conclusiva de que desde 1914 nos achamos nos “últimos dias”, já agora por mais de cinqüenta e dois anos! E trazer isto à atenção não é vociferar calamidades. O próximo fim deste sistema de coisas e o estabelecimento do reino de Deus são fatos que o próprio Deus faz que sejam proclamados em todo o mundo, hoje em dia, assim cumprindo outro sinal dos “últimos dias”, pois disse Jesus que esta mensagem ‘será pregada em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim’. — Mat. 24:14.

Por isso, não se deixe enganar pela propaganda deste mundo, que promete brilhante futuro para este sistema. Deus promete o seu fim. Em quem crerá? Para sua eterna felicidade ouça, aprenda e então faça o que Deus exige do leitor, pois “o mundo está passando, e assim também o seu desejo, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”. — 1 João 2:17.

REFERÊNCIAS

1 Life, 13 de março de 1964, p. 45.

2 The World Book Encyclopedia, 1966, Vol. 20, p. 377.

3 Evening Star de Londres, citado no Times-Picayune de Nova Orleans, 5 de agosto de 1960.

4 West Parker de Cleveland, 20 de janeiro de 1966, p. 1.

5 U. S. News & World Report, 13 de setembro de 1965, p. 20.

6 The World Book Encyclopedia, 1966, Vol. 20, págs. 379, 380, 410.

7 Ibid., págs. 410, 411.

8 U. S. News & World Report, 1.o de agosto de 1966, 47.

9 Weekly Graphic das Filipinas, 13 de maio de 1964.

10 Chosun Daily da Coréia do Sul, 14 de abril de 1964.

11 Becko— Journelen de Estocolmo, 14 de maio de 1964.

12 Look 24 de setembro de 1923.

13 U. S. News & World Report, 1.° de novembro de 1965, p. 80.

14 Ibid., 19 de setembro de 1966, p. 43.

15 Science News Letter, 18 de maio de 1963, p. 309.

16 Look, 14 de julho de 1964.

17 U. S. News & World Report, 25 de julho de 1966, págs. 67, 69.

18 Intelligence Digest, setembro de 1966, p. 4.

19 Dispatch de S. Paul, EUA, 19 de janeiro de 1963, p. 2.

20 U. S. News & World Report, 11 de outubro de 1965, p. 144.

21 Times de Nova Iorque, 19 de fevereiro de 1965, p. 1.

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