-
Um cataclismo atinge o PeruDespertai! — 1971 | 22 de janeiro
-
-
desde 1914, a mortandade variando de centenas a perto de duzentos mil em cada um destes desastres. As testemunhas de Jeová vêem nestes cataclismos evidência suplementar de que vivemos nos últimos dias deste sistema de coisas. Pois Jesus Cristo disse especialmente que “terremotos num lugar após outro” assinalariam a “terminação do sistema de coisas”. — Mat. 24:3, 7.
De todo o mundo surgiu ajuda para auxiliar as vítimas do terremoto a se recuperarem do desastre. As testemunhas de Jeová na cidade de Nova Iorque doaram bem mais de dez toneladas de roupas, classificaram-nas para fácil distribuição, encaixotaram-nas em mais de mil caixas, e as enviaram para o Peru em princípios de junho. Tais esforços ajudaram os peruanos a se recobrar do pior desastre natural do hemisfério ocidental de que se tem registro na história.
-
-
As igrejas e a moral sexualDespertai! — 1971 | 22 de janeiro
-
-
As igrejas e a moral sexual
NO DIA 1.º de junho de 1970, o Times de Nova Iorque noticiou que a doença venérea, um dos resultados da imoralidade sexual, tornou-se “a moléstia contagiosa mais comum da nação, com exceção do resfriado comum”. Em especial estão sendo infetados crescentes números de jovens. Para muitas pessoas sinceras, pareceria que as igrejas, por ensinarem a moral, forneceriam um baluarte de proteção para seus membros. Mas, fornecem mesmo?
O clérigo Norman Vincent Peale admite: “A igreja protestante mostra crescente hesitação no que tange à moral sexual, tendência de adotar uma forma de encarar as coisas com liberalidade ou relativismo.”
Esta atitude chegou recentemente à atenção de toda aquela nação, os Estados Unidos. Em seu número de 17 de maio de 1970, Parede, um suplemento de revista apresentado em noventa e três jornais, apresentou o artigo de destaque: “Centro de Tempestade Religiosa: Novo Código Sexual.” Dizia:
“O novo código sexual proposto da Igreja Presbiteriana Unida — tão liberal que praticamente elimina o pecado como um dos principais fatores nas relações sexuais — já envia ondas traumáticas de controvérsia nos círculos religiosos dos EUA. . . .
“Intitulado ‘A Sexualidade e a Comunidade Humana’, e redigido por uma equipe de peritos em vários campos, o relatório repudia todos os absolutos no que tange à sexualidade humana.
“Entre as significativas morais sexuais advogadas pelos peritos presbiterianos:
“A remoção de todas as restrições contra os adultos não casados que desejem viver juntos. . . .
“A remoção de qualquer estigma que faça com que os homossexuais sintam que se acham em conflito insolúvel com a associação cristã.”
Parade também comentou:
“Quanto ao adultério, por exemplo, até então absolutamente não permitido aos olhos da igreja, afirma o relatório dos peritos: ‘Reconhecemos que talvez haja circunstâncias excepcionais em que a atividade extramarital não seja contrária aos interesses de uma fiel preocupação no bem-estar do cônjuge.’”
Embora não o endossasse, a recente assembléia anual da Igreja Presbiteriana em Chicago votou, por 485 votos contra 250, “receber” o relatório para ser estudado por suas congregações. Para muitos, sua ação parece bastante inocente. Afinal de contas, não o endossaram. Mas, quão distante se puseram dos ensinos de Jesus Cristo quando passivamente ‘receberam para estudo’ uma proposta que aprova a fornicação, o adultério e o homossexualismo!
O que a Igreja Presbiteriana Unida fez não é a primeira ação desse tipo. Em 1966, o Conselho Britânico de Igrejas resolveu: “O Conselho recebe o relatório Sexo e Moral que muito pode contribuir de valor para a discussão contemporânea de questões morais, tanto da parte dos cristãos como dos não-cristãos.”
Todavia, o que afirma tal-relatório? “Devemos deixar para as pessoas envolvidas a decisão quanto a se certa relação pessoal alcançou ou não a intimidade e ternura de que as relações sexuais são a expressão apropriada, quer nos casos em que se visa o casamento quer no caso em que não se vise.” — Página 28.
E, o que significa isso? Uma jovem, ao receber tal instrução, bem que poderá concluir que, se tiver relações sexuais com seu namorado, seus pais não deveriam criticá-la, e as pessoas casadas poderiam arrazoar que, se decidissem ter relações sexuais com outrem, seus cônjuges não se deveriam queixar. Concorda com tal perspectiva?
Em 1963, um relatório intitulado “Visando Um Conceito Quacre Sobre o Sexo” foi terminado. Embora não fosse endossado qual conceito oficial, a Sociedade de Amigos (Quacre) realmente ajudou a financiar a publicação do relatório, achando que isso seria bom.
Tal relatório zomba da proibição bíblica do homossexualismo, e afirma: “Não se deve deplorar mais o ‘homossexualismo’ do que o canhotismo.” “Um ato que expresse verdadeiro afeto entre duas pessoas e dê prazer a ambas, não nos parece ser pecaminoso por motivo apenas de ser homossexual.” (Edição Revista, 1964, págs. 26, 32, 33, 41) Será esse o tipo de instrução religiosa que deseja que seu filho receba?
Embora estas sejam filosofias que crescente número de organizações religiosas ‘recebem’ e consideram como dignas de consideração, o que fazem não representa a Bíblia. Em linguagem explícita, ela afirma:
“Fugi da fornicação.” (1 Cor. 6:18) “Deus julgará os fornicadores e os adúlteros.” (Heb. 13:4) “Nem fornicadores . . . nem adúlteros, . . . nem homens que se deitam com homens . . . herdarão o reino de Deus.” — 1 Cor. 6:9, 10.
Assim, deve-se reconhecer que as igrejas da cristandade, ao passo que professam usar a Bíblia, não a representam realmente. Que repudiam deliberadamente a própria Bíblia se torna evidente das declarações dos líderes religiosos mesmos.
Por exemplo, o Auxiliar do Bispo da Diocese Episcopal de Nova Iorque expressou os conceitos aprovados pela igreja na estação de rádio WQXR de Nova Iorque na noite de 6 de abril de 1970, quando disse:
“O adultério, a fornicação, os atos homossexuais e certas práticas sexuais transviadas talvez violem as normas judaico-cristãs de conduta moral, mas, quando apenas adultos estão envolvidos e não há coerção e tais atos ocorrem em particular’ não devem ser considerados crimes. Mas, o são em muitos casos, e tais leis devem ser anuladas.”
As “normas judaico cristãs de conduta moral” que ele rejeita são as que se encontram na Bíblia. Em sentido similar, o relatório Sexo e Moral recebido pelo Conselho Britânico de Igrejas observa:
“A opinião cristã inteligente não mais considera a Bíblia, ou até mesmo o Novo Testamento, como compêndio do qual se pode extrair regras autoritárias que decidam automaticamente problemas contemporâneos.” — Página 19.
E D. W. Ferm, deão da capela da Taeuldade Mount Holyoke, escrevendo no periódico protestante de destaque The Christan Century, chegou ao ponto de afirmar que a proibição bíblica de relações sexuais antes do casamento é “errada e imoral”. — 14 de jan. de 1970, págs. 47, 48.
Está chocado? Se for membro duma igreja, que conceito tem seu próprio ministro sobre estes assuntos? Valeria pena perguntar-lhe.
Os conceitos editados acima não são simples casos isolados, nem são inteiramente novos. O treino que estes clérigos receberam quando cursaram faculdades teológicas lançou a base para esta tendência. Assim, quando o relatório presbiteriano foi publicado, o teólogo Roger Shinn, do Seminário da União Teológica em Nova Iorque, ao invés de expressar sua desaprovação, disse: “O relatório no tocante ao adultério é coerente com as idéias que surgem neste campo.”
Mas, quais são os frutos dessas “idéias que surgem”? A doença venérea atingiu ‘proporções epidêmicas’, informam as notícias. Aumentam os abortos. Em adição aos feitos “legalmente”, nos Estados Unidos, era de um milhão por ano são feitos ilegalmente. E os clérigos que degradam o código moral da Bíblia fazem uma grande contribuição para piorar a situação.
Meridionalmente, os que desejam para si e suas famílias a proteção concedida pelas altas normas de moral da Bíblia precisam voltar-se para outra parte em busca de instrução, antes que para tais igrejas.
-
-
Um eletricista deixa brilhar sua luzDespertai! — 1971 | 22 de janeiro
-
-
Um eletricista deixa brilhar sua luz
AJUDAR os homens a avaliar a luz da verdade que reluz das páginas da Palavra de Deus pode assumir muitas formas interessantes. Eis aqui como uma testemunha zelosa de Jeová em Nigéria, África, o faz:
“Há alguns anos, iniciei um negócio como empreiteiro eletricista. Meu propósito na vida é promover os interesses do Reino, mas, tendo família a sustentar, tenho de trabalhar no serviço secular para prover suas necessidades. Desde o início, eu estava determinado que isto seria apenas um meio para atingir um fim, o fim de fazer todo o possível para promover a pregação das boas-novas do Reino. Assim, pensei: ‘Que melhor lugar poderia haver para isso do que minha própria oficina?’
“Em conformidade com isso, fiz arranjos para que toda manhã a minha esposa, meus filhos e meus empregados, inclusive diversos aprendizes, se reunissem em minha oficina para considerar o texto diário da Bíblia conforme se encontra no Anuário das Testemunhas de Jeová (em inglês, espanhol e alemão). Embora não fossem testemunhas de Jeová, meus empregados e aprendizes compareciam. Toda manhã, antes de se iniciarem os negócios, estudávamos pelo menos por uma hora o texto e considerávamos algumas das experiências impressas no Anuário. Com freqüência considerávamos também perguntas bíblicas. Isto tem sido meu hábito regular durante os últimos quatorze anos.
“Com o passar do tempo, meus negócios cresceram, de modo que, em aditamento a meus empregados, tenho tido tantos quantos trinta ou mais aprendizes. Agora, a assistência em nossa reunião matinal às vezes chega a atingir até sessenta pessoas. O que resultou de tudo isso?
“Dentre os que têm sido meus empregados, treze são agora Testemunhas batizadas e outros estão recebendo estudos bíblicos em seus próprios lares. Um é um representante viajante da Sociedade Torre de Vigia. Imagine como me senti quando o vi discursando na reunião e me lembrei do tempo em que ele chegou a mim como aprendiz, sem saber nada da Palavra da verdade de Deus.
“Em adição aos que tenho empregado, jamais deixei de dar testemunho a meus fregueses, e dois em cujas casas fiz as instalações elétricas são agora dedicadas testemunhas de Jeová que andam na luz da Palavra de Deus. O início de cada ano, presenteio um exemplar do calendário da Sociedade Torre de Vigia, junto com duas revistas, a cada um dos meus fregueses, e este ano [1968] distribuí nada menos que setenta e duas ofertas.
“Ao passo que trabalhava a fim de fornecer luz, elétrica a meus fregueses, jamais deixei de permitir que a luz espiritual brilhasse e, como podem ver, Jeová abençoa meus esforços.”
-