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  • O fumar veio para ficar?
    Despertai! — 1981 | 8 de setembro
    • Parte 1

      O fumar veio para ficar?

      A MAIORIA das pessoas na terra ou são fumantes ou, em algum tempo, são expostas ao hábito de fumar dos outros. A bem dizer, em todo lugar onde as pessoas vivem, está extraordinariamente arraigado o hábito de fumar.

      De modo que, quando a tribo tasaday foi descoberta numa floresta equatorial das Filipinas há alguns anos, sua infamiliaridade com o tabaco foi considerada como forte prova de seu extremo isolamento. Contudo, o cigarro é de origem relativamente recente.

      Breve História

      Há menos de 500 anos, Cristóvão Colombo foi o primeiro europeu a encontrar pessoas com o hábito de fumar. Os índios do Novo Mundo fumavam tabaco em cachimbos. Nos anos 1600, os europeus fumavam cigarros enrolados a mão. Depois, nos anos 1880, foi inventada a primeira máquina eficiente de fazer cigarros.

      Foi especialmente durante a Primeira Guerra Mundial que fumar cigarro ganhou ampla popularidade. E foi só nos últimos 40 anos ou mais que as mulheres em geral começaram a fumar. Hoje é fenomenal o uso de cigarros.

      Uma Indústria em Rápido Crescimento

      Durante 1978, foram produzidos cerca de 4.200.000.000.000 de cigarros! Isto representa suficientes cigarros para cada homem, mulher e criança na terra fumar aproximadamente três por dia, ou sejam, 1.000 por ano! Como cerca de metade da população da terra tem menos de 20 anos de idade, isto representa 2.000 cigarros por ano para cada membro adulto da família humana!

      Só na China, centenas de milhões de pessoas fumam. Também, mais de 55 milhões fazem isso nos Estados Unidos, 34 milhões no Japão, 18 milhões na Grã-Bretanha e assim por diante. Não é incomum uma pessoa fumar 10.000 cigarros ou mais por ano. Certamente, é de supor que tal hábito popular veio para ficar. Mas, alguns não pensam assim.

      Um executivo de uma indústria de cigarros disse: “Estamos preparados para a fase final do tabaco. Não no ano que vem, mas, talvez, daqui a 20 anos.” Companhias de cigarro nos Estados Unidos também passaram para outros ramos. Todas elas retiraram a palavra “cigarro” do nome de suas firmas.

      John Pinney, diretor do Departamento do Fumo e da Saúde dos E.U.A., afirma: “Fumar está caindo da moda.” Por que diria ele isto a respeito de um hábito ao qual a maior parte da família humana está viciada?

      Exposto um Assassino

      “Vivemos numa nova era de pandemias”, escreveu o Dr. Jean Mayer. Quase metade dos homens nos países ocidentais morrem de doenças cardíacas, e o câncer mata muitos dos demais. A evidência revela que fumar cigarro é a causa principal desses terríveis flagelos.

      A Faculdade Real de Medicina da Grã-Bretanha chamou o hábito de fumar de “tão grande causador de morte quanto foram as grandes doenças epidêmicas como o tifo, a cólera e a tuberculose”. O Serviço de Saúde Pública dos E.U.A. diz que o fumar é nossa “principal causa de doenças e morte evitáveis”.

      A evidência se acumula. Em janeiro de 1979, p diretor nacional de saúde dos E.U.A. publicou um relatório sobre fumar, citando 30.000 trabalhos de pesquisa como referências. “Fumar cigarro”, dizia o relatório, “é o fator do ambiente, singelo e evitável, que mais contribui para doença, deficiência e morte nos Estados Unidos”. Comentando editorialmente o relatório, o Times de Nova Iorque observava: “O fumo está matando mais de 350.000 americanos cada ano.”

      O relatório do diretor nacional de saúde dos E.U.A., em 1980 sublinhava os efeitos desastrosos do fumo nas mulheres, que começaram mais recentemente a fumar em massa. “Estão aparecendo agora entre as mulheres os primeiros sinais de uma epidemia de doença relacionada com o fumo”, disse ele. “Dentro de três anos, calcula-se que o índice do câncer pulmonar ultrapassará o do câncer da mama.”

      O Dr. Halfdan Mahler, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, disse em março de 1980: “Fumar é provavelmente a maior causa singela evitável da saúde precária no mundo.”

      Caso seja fumante e centenas de conceituadas autoridades médicas lhe dissessem estas coisas sobre seu hábito, o que faria?

      Está Caindo da Moda?

      Dezenas de milhões de fumantes, aceitando a evidência, deixaram de fumar. Só nos Estados Unidos há uns 30 milhões de ex-fumantes. A maioria dos homens nos E.U.A. fumava em 1965, mas, em 1979, menos de 37 por cento fumavam. Durante esse período, até mesmo o número de mulheres fumantes diminuiu de 32 para 28 por cento. Mais de metade da população adulta do Canadá fumava em 1965; hoje menos de 42 por cento fumam.

      Sim, muitos fumantes foram ajudados a abandonar o hábito. Em 1978, foram consumidos nos Estados Unidos 2.000.000.000 de cigarros menos do que no ano anterior. Daniel Horn, da Câmara Nacional de Compensação do Fumo e da Saúde, proclamou com otimismo: “Ganhou-se o combate contra o fumo. Tudo o que resta é fazer uma operação de limpeza.” Mas, será que é verdade?

      De forma alguma! Conforme replicou um empresário do Instituto do Fumo: “Não tencionamos ficar de braços cruzados contemplando a destruição de nossa indústria.” De modo que foram gastos US$ 875 milhões (cerca de Cr$ 78.750.000.000,00) em ano recente na propaganda de cigarros, mais do que o que foi gasto em qualquer outro produto vendido nos Estados Unidos. Na realidade, o declínio de 2.000.000.000 no consumo de cigarros nos E.U.A. foi apenas de 617 bilhões de cigarros para 615 bilhões, menos de um terço de um por cento de decréscimo.

      O fato é que a indústria de cigarros continua a crescer, à medida que novos mercados são explorados nos chamados países do Terceiro Mundo. Em ano recente, os E.U.A. aumentaram suas exportações de fumo mais de 20 por cento! Assim, foram produzidos mundialmente em 1978 100 bilhões de cigarros mais do que em 1977.

      Para assegurar que o fumar não caia da moda, a indústria de cigarros explorou outro mercado — a juventude. Segundo explica o psicólogo Dr. Ronald Shor: “Os adolescentes estão à procura de sugestiva identidade de adulto, e estão tentando encontrar um meio de levar uma vida feliz e normal de adulto sem terem de renunciar ao seu espírito jovem. É exatamente o que as propagandas [de cigarro] dizem que pode acontecer à pessoa, se se tornar fumante.”

      Assim, 6.000.000 de jovens nos E.U.A., de menos de 20 anos de idade, fumam agora. Há, evidentemente, uma percentagem maior em outros países, conforme observa a revista World Health: “Na Bélgica, 50 por cento dos jovens comecem a fumar aos 15 anos. Na República Federal da Alemanha, 36 por cento na faixa de 10 a 12 anos já são fumantes confirmados e regulares.”

      Mas, por que é que um produto conhecido como sendo causador de terríveis doenças não é proibido, ao invés de se fazer propaganda espalhafatosa dele como sendo bom para as pessoas? E, se os perigos de fumar são tão bem confirmados, por que é que tantos milhões de pessoas continuam a fumar?

  • Por que fumar é tão popular
    Despertai! — 1981 | 8 de setembro
    • Parte 2

      Por que fumar é tão popular

      APESAR de avisos de perigo para a saúde e campanhas contra o fumo, o hábito de fumar ainda goza de muita popularidade. Com efeito, muitas pessoas fumam mais do que antes.

      Entre 1965 e 1978, o número de cigarros usados nos Estados Unidos subiu para quase 90.000.000.000, mas o número dos fumantes continuou quase o mesmo. Por que esse aumento de consumo por parte dos que fumam?

      Teor de Nicotina e Alcatrão

      O reduzido teor de nicotina e de alcatrão nos cigarros é, pelo que parece, um fator. A nicotina, um importante ingrediente do tabaco para fumar, é tema droga venenosa usada comercialmente em inseticidas. E o alcatrão são as partículas de matéria na fumaça, que também é chamado de “resíduo glutinoso da fumaça do tabaco”. Como a nicotina e o alcatrão são perigosos para a saúde, as companhias de cigarro têm diminuído o teor deles nos seus cigarros. Com que resultados?

      Um deles é que os fumantes tendem a fumar mais cigarros “Em experiências preliminares”, relata Medical World News, “sete fumantes inveterados de cigarros fumaram, em média, 25% mais cigarros por dia quando passaram a usar uma marca com pouco teor de nicotina”. O Dr. Stanley Schachter, que orientou as experiências, concluiu, por conseguinte, que “a campanha de cigarros com pouco teor de nicotina é enganosa”.

      Mas, por que se fumam mais cigarros quando o teor de nicotina e de alcatrão é mais baixo? Em especial, é para satisfazer o desejo ardente que o fumante sente de nicotina — a fim de que obtenha a quantidade à qual está acostumado. A nicotina atinge o cérebro em questão de alguns segundos depois de ser inalada pelo fumante. Portanto, cada baforada, explica o Dr. Michael A. H. Russell, representa uma dose de uma unidade de nicotina. Diz ele, em Drug Metabolism Reviews (1978), que é como receber uma injeção de heroína.

      O viciado em heroína pode passar diversas horas sem sentir desejo ardente de outra injeção. Depois de a pessoa fumar um cigarro, leva cerca de 20 a 30 minutos para a nicotina se dispersar do cérebro para os outros órgãos. Isto é mais ou menos o intervalo de tempo entre um cigarro e outro para os fumantes inveterados — quando precisam de outra “injeção” de nicotina.

      Contudo, e justo comparar o desejo ardente de um cigarro com o de heroína? Será que a nicotina realmente vicia?

      É Vício Fumar?

      Comumente, as pessoas dizem que fumam porque isto as descontrai, alivia a tensão nervosa e faz com que se sintam calmas. Mas as experiências mostram que, ao invés de realmente descontrair o fumante, o fumar simplesmente habilita o fumante a afastar os sintomas adversos da privação.

      Este fato foi revelado quando tanto não-fumantes como fumantes foram expostos a situações tensas. Os fumantes que fumaram cigarros que continham alto teor de nicotina se sentiram, nessas situações, melhor do que quando fumaram cigarros com baixo ou nenhum teor de nicotina. Mas não se sentiriam nem melhor nem pior do que os não-fumantes nessas mesmas situações. Eis a conclusão: “O fumar não torna o fumante menos irritável ou menos vulnerável à perturbação”, disse o Dr. Schachter. Entretanto, acrescentou ele que “não fumar ou a insuficiência, de nicotina o torna mais irritável”.

      Assim como o viciado em heroína precisa de heroína para afastar a irritabilidade e outros sintomas parecidos, o fumante também precisa de sua nicotina pelo mesmo motivo.

      Fumar cigarro é agora considerado por autoridades no assunto uma forma de vício. Segundo o relatório Smoking or Health (Fumar ou Saúde), feito pela Faculdade Real de Medicina da Grã-Bretanha, isto “é uma forma de dependência de droga diferente da de outras drogas viciadoras, mas não menos forte”. O relatório conclui: “A maioria dos fumantes continua a entregar-se ao hábito porque está viciada à nicotina.”

      O Dr. M. A. H. Russell, à base de considerável pesquisa, declara explicitamente: “Se não fosse a nicotina no fumo do tabaco, as pessoas não estariam muito mais inclinadas a fumar cigarros do que fazer bolhas de sabão ou acender estrelinhas.” Embora outros fatores também possam estar envolvidos para tornar esse hábito tão arraigado, muitos dos fumantes são obviamente viciados em sentido físico. Isto se evidencia pela sua agonia quando ficam sem fumar cigarros. Descrevendo a sua situação ao largar o hábito de fumar, Budd Whitebook escreveu para a revista Harper’s:

      “Meu corpo estava mais doente do que pensei que pudesse ficar. As juntas de meus braços e ombros, os músculos do meu peito e a barriga de minhas pernas doíam tanto na primeira noite que eu me escondi no escuro e chorei. A dor durou só um dia, mas, por pelo menos uma semana, eu tinha sempre dor em alguma parte. Minha boca, meu nariz, minha garganta, meu estômago e cada um dos meus dentes sentiam a falta do fumo e da nicotina, e os efeitos duraram muito mais tempo. Eu abria a boca de tal forma que era como se estivesse ajustando uma dentadura comprada numa loja de artigos baratos. Minha garganta doía como se eu tivesse fumado demais, talvez por inalar muito por causa da falta de cigarro. Eu assoava o nariz desnecessariamente. É espantoso como várias partes de mim — falange, órgão, membrana e cabelo — queriam fumo, cada parte de seu próprio modo dolorido. Por duas semanas inteiras eu sentia náusea.”

      Talvez alguém diga: ‘Não é criminoso promover um hábito que vicia e prejudica a tal ponto a saúde?’ Por que se faz isso?

      Tudo por Causa de Dinheiro

      Sabe-se que até mesmo pessoas consideradas benignas e respeitáveis fazem, a bem dizer, tudo por causa de dinheiro. Sim, até mesmo matam. Os governos fazem às vezes guerra, sacrificando muitas vidas, para proteger egoistamente interesses econômicos. Não há porventura um paralelo em promover o uso de cigarro?

      Medical Tribune declara: “Os cigarros são uma das principais causas de morte nos Estados Unidos, contudo a maioria dos órgãos governamentais demonstrou repetidamente não estar disposta a proteger o público ou, pior ainda, age para agravar uma situação maléfica através de subsídios aos cultivadores do fumo.”

      O Daily News de Nova Iorque dizia: “A atitude do governo para com o fumo é um estudo sobre hipocrisia. . . . tem fornecido subsídio para tabaco desde 1938, aumentando continuamente a soma até US$ 65 milhões [cerca de Cr$ 5.850.000.000,00] atualmente, inclusive a concessão de US$ 24 milhões [cerca de Cr$ 2.160.000.000,00] em empréstimos para a exportação de fumo para nações desprivilegiadas sob o programa de Alimentação Para Paz.”

      O governo dos E.U.A. arrecada bilhões de dólares anualmente em impostos sobre cigarros. Mas milhares de cidadãos também lucram com o fumo. Só nos Estados Unidos, o hábito de fumar provê o meio de vida para umas 450.000 famílias que cultivam fumo e para 72.700 trabalhadores na indústria do cigarro. “Se acabássemos com o fumo”, exclamou um cultivador, “iríamos todos depender do seguro do desemprego e dos food stamps [selos emitidos pelo governo para os de baixa renda, resgatáveis em alimento]. O pequeno agricultor não consegue subsistir de milho e do feijão-soja”

      Todavia, podem ser feitos ajustes, e as pessoas podem ganhar seu sustento por outros meios. Há alguns anos, todas as Testemunhas de Jeová que estavam relacionadas de alguma forma com o comércio do fumo saíram dele completamente. Compreenderam quão incoerente seria um cristão fornecer um produto que, segundo a evidência médica, “é responsável anualmente por mais mortes do que o número de mortos americanos nos campos de batalha da Segunda Guerra Mundial, da Coréia e do Vietnã em conjunto”.

      Mas algumas pessoas talvez digam: ‘O fumante só prejudica a si próprio Por que proibir um produto do qual as pessoas acham que derivam prazer?’

      [Fotos na página 8]

      Assim como o viciado em heroína precisa de heroína para afastar a irritabilidade . . .

      . . . O fumante também precisa de sua nicotina pelo mesmo motivo.

  • Devia ser proibido fumar?
    Despertai! — 1981 | 8 de setembro
    • Parte 3

      Devia ser proibido fumar?

      “GOSTO muito de fumar. Mesmo que custe alguns anos de minha vida, vale a pena, pelo prazer que me dá.” Foi assim que um homem explicou para seu neto a razão por que ele fumava. Mais tarde, esse homem morreu de câncer.

      Contudo, há fumantes de longo tempo que sobreviveram até 80 ou até mesmo 90 anos de idade, gozando de saúde relativamente boa. Portanto, se o fumante entende os riscos, deve-se-lhe negar o que ele gosta?

      Também, será que o fumante tem alguma responsabilidade pelos efeitos que seu hábito de fumar tem sobre os outros?

      Responsabilidade Moral?

      Não se pode deixar de levar em conta — a maioria dos fumantes começou a fumar desde a mocidade. Na União Soviética, relata a revista World Health, “82,4 por cento dos fumantes interrogados começaram a fumar antes de atingirem 19 anos de idade”. Outro estudo revelava que cerca de um terço dos fumantes regulares começaram a fumar antes dos nove anos de idade!

      Por que iniciam as crianças hábitos que mais tarde, na maioria, dizem que gostariam de poder deixar? O exemplo dos adultos é a principal razão. As crianças fumam para parecerem adultos. Querem imitar o mundo duro e sofisticado dos adultos. Na União Soviética, quatro dentre cinco fumantes procediam de famílias onde um adulto fumava. Portanto, embora um fumante possa achar que o que ele faz diz respeito só a si próprio, seu exemplo influi nos outros.

      Isto se dá especialmente devido ao exemplo da equipe médica. Considera-se em geral que se trata de pessoas que sabem se fumar é realmente perigoso para a saúde ou não. Conforme comentava o editorial de Journal of the American Medical Association:

      “Toda unidade de medicina organizada deveria encarar honestamente o fato de que as imagens de seus membros são um fator fundamental no procedimento dos pacientes. Se fumarmos ou permitirmos fumar em nossas reuniões e em nossas instituições médicas, estamos claramente dizendo: ‘Não dêem crédito às nossas palavras, olhem para o que fazemos.’ Concordemente, os estabelecimentos médicos deviam excluir o fumo de todas as suas funções oficiais e instar com os membros individuais para levarem essas práticas a seus próprios consultórios e instituições médicas com as quais estão afiliados. Afinal de contas se os médicos, que têm o maior conhecimento dos efeitos do fumo, causadores de doenças, e são em geral pessoas moderadas, recusam tomar tal ação, como podemos razoavelmente esperar que o leigo mediano, não-informado e relativamente imoderado, atue de modo melhor?”

      Portanto, em apoio dos avisos médicos sobre os perigos do hábito de fumar, era de esperar que fosse proibido fumar em hospitais. Mas, dos 7.200 hospitais nos Estados Unidos, informava Medical World News, apenas 472 tinham áreas com proibição de fumar, e meramente 491 proscreveram a venda de cigarros. Um hospital que excluíra a venda de cigarros até mesmo inverteu a sua diretriz, “porque houve um declínio comercial quando a loja de artigos para presentes excluiu os cigarros”.

      O que pensa dos que colocam o dinheiro e o interesse próprio na frente do bem-estar dos outros? Importa-se o leitor realmente quanto a como o seu próprio exemplo influi nos outros? Infelizmente, predomina com muita freqüência o interesse próprio. Por exemplo, em 1978, Columbia Journalism Review não conseguiu encontrar, nos sete anos prévios, um único artigo extenso sobre os perigos do fumo em qualquer revista importante nacional que aceitava fazer propaganda de cigarro.

      Vem Sendo Proibido Fumar

      A tendência, porém, é inconfundível. Em cada vez mais lugares vem sendo proibido fumar. E, quando as pessoas fumam em lugares proibidos, amiúde se lhes pede que apaguem seu cigarro.

      Alguns estados nos E.U.A. adotaram rigorosas leis contra o fumo. Em Minnesota, é proibido fumar em lugares públicos, sendo definidos os “lugares públicos” como “qualquer área fechada, interna, usada pelo público em geral”. Em Utah, há imposição de restrições similares sobre fumar, de modo que, conforme explicado, “os fumantes em Utah estão agora completamente livres para fumar só quando estão do lado de fora das portas ou em lares particulares”!

      Também, a lei exige agora que os aviões comerciais dos E.U.A. forneçam um assento numa área para não-fumantes a cada passageiro que o desejar.

      Muitos fumantes ressentem o aumento de restrições à sua liberdade de fumar. Em dezembro passado, um homem, a quem se pedira que apagasse seu cigarro, matou com um tiro um agente da polícia que lhe pedira fazer isso! Têm as proibições justificativas?

      Efeito Sobre os Não-fumantes

      Poucos talvez se apercebam do tremendo dano que o fumo causa aos outros, além do dano ao próprio fumante. Por exemplo, muitos milhares morrem cada ano em incêndios causados por cigarros, 2.000 anualmente só nos E.U.A.! No Canadá, mais de 40 por cento de todos os incêndios estão diretamente relacionados com o hábito de fumar.

      Outrossim, o fumo do cigarro polui terrivelmente o ar. Durante um jogo de futebol americano no Pontiac Silverdome, de Michigan, E.U.A., uma amostra do ar revelava que o nível de partículas era suficientemente elevado para causar um alarma sobre poluição do ar, se tivesse ocorrido fora. Foi responsável por isso o fumo de muitos dos 80.000 entusiastas.

      O efeito resultante de alguém respirar ar cheio de fumo pode ser o mesmo como se a própria pessoa tivesse fumado. American Medical News, citando o Dr. Charles F. Tate, dizia: “Vêm sendo efetuados estudos agora que mostram que, estando alguém sentado num aposento onde há pessoas fumando, dependendo do número de pessoas que estão fumando no aposento e do tamanho deste, o não-fumante estará fumando o equivalente de um maço por dia.” E respirar a fumaça de um cigarro deixado queimando é na realidade mais prejudicial, visto que contém quase o dobro de alcatrão e de nicotina da fumaça que é inalada quando uma pessoa fuma um cigarro.

      Sabe-se já por algum tempo que adultos não-fumantes que sofrem de doenças cardíacas e pulmonares, bem como criancinhas, são prejudicados com a fumaça de cigarros. Recentemente, um estudo publicado em New England Journal of Medicine revelava que adultos não-fumantes, com boa saúde, também sofrem efeitos adversos. “Agora, pela primeira vez, temos uma medida quantitativa de uma mudança física”, escrevem o Dr. Claude Lenfant e Barbara Liu num editorial acompanhante do periódico já mencionado.

      É especialmente perigoso para o bebê por nascer quando uma mulher grávida fuma. O fumar constringe os vasos sanguíneos e as artérias do útero, privando o bebê por nascer dos necessários oxigênio e nutrientes. Também, o venenoso monóxido de carbono passa através da placenta, atingindo o bebê. “É bem evidente”, diz a Dra. Mary B. Meyer, da Escola Johns Hopkins de Higiene e Saúde Pública, “que o fumar aumenta o risco de abortamento, parto de natimortos e prematuros”.

      Considerando o dano causado ao fumante, bem como aos que são forçados a inalar a fumaça produzida por ele, não pode perceber nisso uma boa razão para que se proíba fumar? As Testemunhas de Jeová há muito mostraram que fumar é incompatível com os princípios bíblicos. “Purifiquemo-nos de toda imundície da carne e do espírito”, diz a Palavra de Deus. (2 Cor. 7:1) Claramente, o fumar polui e enferma o fumante, bem como os que se acham perto dele. Como pode, então, uma pessoa fumar e ainda amar os outros que não desejam ser poluídos pela fumaça? — Mat. 22:39.

      Quando o reino de Deus tiver destruído o desamoroso velho sistema de coisas, não haverá mais fumantes de tabaco. Seguramente, o fumar não veio para ficar. Portanto, se você deseja permanecer para desfrutar as bênçãos da nova ordem de Deus — e porventura for fumante de tabaco — precisa livrar-se desse hábito poluente. E, se realmente deseja isso, você pode conseguir!

      [Foto na página 10]

      O exemplo dos adultos é a principal razão pela qual as crianças começam a fumar.

      [Fotos na página 11]

      Em cada vez mais lugares vem sendo proibido fumar.

      Respirar a fumaça de um cigarro deixado queimando é mais prejudicial do que inalar o fumo ao fumar um cigarro.

      [Fotos na página 12]

      O fumar aumenta o risco de abortamento, parto de natimortos e prematuros.

      Pode uma pessoa viver segundo os princípios da Bíblia e ao mesmo tempo fumar?

  • Você pode livrar-se!
    Despertai! — 1981 | 8 de setembro
    • Parte 4

      Você pode livrar-se!

      “A COISA mais fácil que já fiz.” Foi assim que Mark Twain, o famoso escritor, descreveu como deixou de fumar. “Eu devo saber”, acrescentou ele, “já fiz isso mil vezes”.

      Sim, o verdadeiro desafio não é parar, é não começar de novo. Milhões de fumantes param — talvez por um dia, ou até mesmo por uma semana ou vários meses — mas depois começam novamente. Vencer a dependência física de nicotina amiúde não é a luta mais difícil — mas resistir ao forte desejo de mais um cigarro.

      Entretanto, se realmente quiser, pode livrar-se do hábito de fumar. A prova? Toda uma sociedade de pessoas, as Testemunhas de Jeová, está livre do fumo. Mas, quais membros da população em geral, nem sempre foram assim.

      Em muitos países, um terço ou mais dos adultos fumam. Isto indica que cerca de um terço dos mais de 2.000.000 de Testemunhas fumavam antes. Como é que estas centenas de milhares de pessoas se livraram do hábito de fumar ao se tornarem Testemunhas?

      Conhecimento e Decisão

      É como o Dr. Charles F. Tate explicou em American Medical News: “A decisão tem de ser feita profundamente no íntimo. Uma vez feita a decisão, é mais do que meio caminho andado.” Em outras palavras, precisa realmente desejar largar. O que pode prover essa determinação?

      O conhecimento pode. Mas que conhecimento? Bem, para muitos é o conhecimento de que o hábito de fumar pode causar a morte. “Paciente após paciente vem para ver o resultado duma radiografia”, disse o Dr. Tate. “Eu lhes mostro uma radiografia revelando um tumor. Eles perguntam se é câncer. Tenho de confirmar a suspeita deles e eles nunca mais querem ver outro cigarro.”

      Quando pessoas se tornam Testemunhas de Jeová, porém, não é simplesmente o conhecimento de que fumar pode causar a morte que faz com que deixem o hábito. Antes, é o conhecimento sobre Jeová Deus — de que, conforme diz a Bíblia, “foi ele quem nos fez”. (Sal. 100:3) Sabendo que poluírem seus corpos não agrada Àquele que os criou, as Testemunhas se abstêm de fumar. — 2 Cor. 7:1.

      Também, é vital à sua firme decisão de não fumar o conhecimento de que o fumo prejudica os outros. Não só as crianças aprendem este hábito mortífero dos mais velhos, mas a própria fumada pode contribuir para a morte prematura de outros. O conhecimento destas coisas faz com que seja impossível para o verdadeiro cristão fumar. Portanto, em obediência à lei de Deus, de ‘amarem o próximo como a si mesmos’, todos os fumantes que se tornam Testemunhas de Jeová deixam de fumar. — Mat. 22:39.

      Isto não quer dizer que é sempre fácil para os que se tornam Testemunhas abandonar o fumo. Para alguns, é uma verdadeira agonia — a coisa mais difícil que tiveram de fazer na vida. Mas, com ajuda, conseguiram largar. E você poderá fazer o mesmo.

      A Ajuda Necessária

      “Remédios para largar o fumo”, diz New Scientist, “estão tornando-se rapidamente uma aventura potencialmente lucrativa como as ajudas para emagrecer”. Todavia, após uma pesquisa sobre as várias terapias e programas, o referido periódico conclui: “Sem exceção, as ajudas que há atualmente no mercado oferecem pouco em matéria de verdadeira ajuda para o fumante.” Os preparados químicos contra o fumo têm evidentemente pouco valor, se é que têm.

      O benefício especial das ajudas ou dos programas contra o fumo é prover apoio, algo para dar às pessoas confiança, um sistema em que crer. Muitos fumantes não conseguem parar porque não estão convictos de que podem realmente. Portanto, o que precisam é ajuda para crer que podem conseguir. Amigos compassivos são inestimáveis, especialmente os que largaram eles próprios, e assim podem assegurar que é possível. Os fumantes que se tornaram Testemunhas de Jeová receberam essa espécie de ajuda para abandonar o hábito.

      Mas o que se precisa especialmente para deixar de fumar é a ajuda de Deus. O apóstolo Paulo disse verazmente: “Para todas as coisas tenho força em virtude daquele que me confere poder.” (Fil. 4:13) Uma fumante de três a quatro maços de cigarro por dia — uma dona-de-casa, em Brooklyn, Nova Iorque — contou como conseguiu manter a sua decisão de abandonar o hábito de fumar:

      “Minhas mãos tremiam. Eu chorava quase constantemente. Estava doente; a vontade de fumar era agonizante. Mas eu tinha tomado uma resolução, e, com a ajuda de Jeová, mantive minha decisão. Agora estou convencida de que as pessoas que não conseguem simplesmente não têm realmente o desejo de deixar. Ainda gostam mais de fumar do que de Jeová.”

      Eis a chave para se livrar — o desejo genuíno de agradar a Deus. O fumar pode proporcionar prazer, assim como o uso da maconha, a promiscuidade sexual e outro procedimento ilícito. Portanto, conforme disse um fumante que teve dificuldade em deixar o hábito: “Por fim, eu admiti em oração a Jeová que eu gostava realmente de fumar, mas eu queria deixar isso para agradar-lhe. . . . Finalmente, consegui livrar-me do hábito.”

      Você também pode livrar-se. Se deseja agradar a Deus, escreva aos editores de Despertai! que terão a satisfação de enviar à sua casa, gratuitamente, um ministro qualificado que lhe fornecerá informações bíblicas e a espécie de apoio moral que ajudou a muitos a deixar de fumar.

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