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  • Será que os cristãos precisam de “estas boas novas do reino”?
    A Sentinela — 1966 | 1.° de outubro
    • revista, que considerarão e exporão este trama e mostrarão como Deus tem revelado Babilônia, a Grande, a despojado de seus mistérios nestes dias, quando será julgada e eliminada de existência, para grande alívio e bênção de todos os verdadeiros cristãos, que sustentam a pura adoração de Jeová Deus.

  • Devolvendo humildemente o que Deus pede
    A Sentinela — 1966 | 1.° de outubro
    • Devolvendo humildemente o que Deus pede

      Conforme narrado por George A. Rann

      NO ANO 1914, eu morava num rancho de posse provisória na parte meridional de Saskatchewan, Canadá, mais de cinqüenta e seis quilômetros de uma cidade servida por ferrovia. Cerca de uma ou duas vezes por ano, viajava até à cidade a cavalo e de carroça para buscar suprimentos. Em uma destas viagens, eu e um vizinho fomos juntos.

      Este vizinho me dera um livro para ler, antes disso, livro com que ele estava bem familiarizado, e eu acabara de lê-lo. Intitulava-se “O Plano Divino das Eras” e estava repleto de matéria a respeito da Bíblia, que muito me interessava. Ao ir bem adiantado o ano de 1914, muitos Estudantes da Bíblia, inclusive meu vizinho, aguardavam que algo acontecesse em breve, em cumprimento da profecia bíblica. Estes assuntos dominaram nossa palestra.

      Menos de três semanas depois desta viagem à cidade, as próprias coisas sobre as quais falamos aconteciam! Toda a Europa, uma nação após outra, ardia em guerra, procurando destruir seu vizinho. Isto era direto cumprimento da profecia bíblica e comprovava as verdades contidas no livro que meu vizinho me dera. Haviam começado os “últimos dias” mencionados na Bíblia, e víamos e vivíamos nesse mesmo tempo!

      Depois destas ocorrências, fiquei mais interessado em assimilar conhecimento e assim juntei-me ao pequeno grupo de cerca de dez Estudantes da Bíblia que fora organizado na nossa vizinhança com este fim. Era confortador reunir-se com outros crentes, pois ali não havia muitos naqueles dias. Ora, se encontrasse um Estudante da Bíblia em oitenta quilômetros, estaria indo bem.

      DEVOLVENDO

      Desde o verão de 1914 (hemisfério norte) eu lia e estudava a Bíblia com a ajuda das publicações da Sociedade Torre de Vigia. Agora via que, ao passo que recebera muita coisa de Jeová quanto a seus maravilhosos propósitos, ele também queria algo de mim, meu serviço voluntário a ele. Aceitei a responsabilidade e fiz a dedicação de minha vida a Deus. Isto foi motivo de muito regozijo por parte de nosso pequeno grupo.

      Logo descobri que isto não era tudo que Jeová pedia. Sua organização era limpa. Nossos hábitos individuais têm também de sê-lo. Mas, eu era já por anos um fumante inveterado, desde a juventude. Por volta dessa época, meu sistema estava completamente saturado de nicotina. Eu gostaria de parar ràpidamente, mas, visto que o hábito era tanto uma parte de mim, achei que levaria tempo.

      Continuei aumentando meu conhecimento de Deus e seus propósitos, e pedi a Jeová que me desse a força para deixar o hábito de fumar. Daí, certo dia, ao ler minha Bíblia, enchi meu cachimbo e o acendi; mas não tinha mais aquele gostinho bom. Olhei para o cachimbo e vi que tudo estava em ordem, então tentei acendê-lo de novo; mas seu sabor piorara ainda mais, de modo que o pus de lado. Sem dúvida a boa consciência que cultivava vinha em meu socorro. Três semanas depois, joguei fora meus apetrechos de fumar, confiando na ajuda de Jeová de livrar-me do hábito.

      Precisava de ajuda para fazer isso, pois limpar meu corpo da nicotina foi para mim um ordálio indescritivelmente difícil. Às vezes sentia o peito apertar muito, como se os músculos estivessem amarrados num nó. Visto que não renovava o suprimento de nicotina no meu sistema, meu corpo aparentemente reagia à mudança. Às vezes, a dificuldade era tão severa que pensava que morreria. Mas orava a Jeová para ter as forças de vencer este problema, e realmente venci.

      A agonia que passara me fizera pensar sèriamente no futuro. Na verdade, já me dedicara a fazer a vontade de Deus, mas ainda não era batizado, e sabia que isto era outra coisa que Jeová exigia dos que aceitaram suas verdades. Mas, ainda era inverno, e não havia água disponível ao ar livre, nem se achavam disponíveis as facilidades domésticas. O que fazer?

      Finalmente resolvemos o problema construindo um lugar para o meu batismo. Fizemos uma armação para uma banheira de um metro e oitenta de comprimento e 60 centímetros de largura, com a altura de quase quarenta e seis centímetros. Daí pregamos um oleado de mesa na parte superior e deixamos que o oleado caísse sobre a armação, fazendo como que uma banheira, o oleado sendo os lados da banheira. No início da reunião realizada para o meu batismo, pusemos água no fogão da cozinha, e no fim da reunião estava bastante quente para o batismo. Uma perfeita cobertura de água foi obtida em nossa banheira de fabricação caseira e fui batizado.

      DEVOLVENDO MAIS

      As coisas continuaram como antes por algum tempo, mas não por muito tempo. Jeová pusera algo bom em meu coração e agora pedia algo mais em troca. Jeová queria que minha boca fosse usada para falar a outros as boas coisas que eu aprendera. Isto seria expressão de louvor a ele. Comecei a fazer isso com ardor, especialmente de 1920 em diante.

      Por estarmos na lavoura, pregávamos conforme podíamos dispor de tempo. Como vê o leitor, eu era um ‘posseiro’ e tinha de trabalhar arduamente. O governo nos dera título de terra de ‘posseiros’ de 65 hectares cada um; e se nos apegássemos a ela par cinco anos, a terra seria nossa.

      Quando nos estabelecemos em nossos lotes de 65 hectares, não havia nada em que viver, de modo que tivemos todos de construir nossas próprias casas, como elas eram. Lançávamos um assoalho, ao redor do qual construíamos os lados de madeira tosca e cobríamos com papel alcatroado. Do lado de fora, amontoávamos céspedes, de cinqüenta a sessenta centímetros de grossura e da altura de noventa centímetros a um metro e vinte. Isto mantinha o lugar bem quente no inverno. Eu morava sozinho, embora tivesse diversos vizinhos por perto que trabalhavam em suas terras de posse provisória assim como eu.

      Este trabalho de ‘posseiro’ significava que á nossa pregação era feita em arrancadas, pois, ao passo que o ministério se tornou parte de nossa vida, nossas fazendas ainda tinham de ser mantidas. Assim, cuidávamos da obra necessária da temporada, e então gastávamos semanas de cada vez na pregação. Mas, naquele tempo, não havia pregação para a cobertura regular de território semana após semana, como é feito atualmente pelas testemunhas de Jeová.

      Nosso território era rural na maior parte, e gradualmente ampliamos o escopo de nossa atividade, abrangendo um raio de cerca de cento e sessenta quilômetros ou mais a contar de nossas fazendas. Às vezes trabalhávamos a partir de Moosejaw, mas não na própria cidade. Os irmãos ali cuidavam da pregação

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