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Lições musicais para seu filhinho de dois anos?Despertai! — 1980 | 8 de agosto
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aula de 45 minutos (muito longa para a maioria das crianças de tenra idade) tentando inculcar na mente e na memória da criança que a nota “si” se localiza na terceira linha da pauta da clave de sol, mas isso de nada adiantou. Por fim, com sua paciência e longanimidade quase que esgotadas, levou seu estudante à cozinha e apontou uma lata de biscoitos na terceira prateleira de um armário de parede. Daí, então, retornaram ao piano para recapitular outras notas, linhas e espaços. A criança de seis anos não se lembrava de nada. Subitamente, o professor perguntou: “Onde está a lata de biscoitos no armário?” Sem hesitação, o garotinho respondeu: “Na terceira prateleira.” Por fim o professor conseguira despertar interesse!
A maioria das crianças não quer se incomodar com pormenores. Querem falar como a Mamãe fala, tocar piano ou cantar como a Mamãe canta, ou fazer isso do jeito que o irmão ou a irmã mais velha o faz. E só se lembrarão daquilo que lhes interessa!
Assim, as aulas de música têm de ser do tipo que capte a atenção e a retenha. O amor, e não a agressividade, precisa ser demonstrado pelo professor. Cantigas que empreguem apenas duas ou três notas diferentes, e algum tipo de ritmo cativante, são o que as crianças mais apreciam. E um espírito de “sigam o líder” deve permear a aula. Descubra o que a criança gosta de tocar, e trabalhe nesse sentido. Use de imaginação, porque as crianças certamente a usam. Estabelecer um método para as crianças não é realístico; não leva em consideração que elas variam grandemente quanto ao temperamento e ao gosto.
O professor, quer seja um dos genitores quer outrem, precisa conhecer a personalidade do jovem estudante. Quando ele toca piano, mostra maior interesse no ritmo do que na linha melódica? Tenta tocar simultaneamente várias notas, destarte demonstrando interesse na harmonia? O professor precisa discernir tais inclinações, se há de ser bem sucedido em ensinar a criancinhas.
Uma Palavra de Cautela
Embora seja elogiável que o genitor se queira envolver tanto quanto possível na educação inicial de seu filho, a mãe (ou o pai) precisa reconhecer suas limitações quando se trata de coisas tais como a educação musical. Ao passo que não é difícil tocar aquele grupinho de notas mencionadas antes, ou demonstrar a posição correta das mãos quando se toca piano, a criança estará pronta, muito antes do que imagina, para algo mais avançado. É hora, talvez, de contratar um bom professor. Prosseguir além disso, com a possível apresentação errônea de assuntos mais técnicos, poderá causar danos duradouros ao iniciante. Seja modesto, então, e admita suas limitações.
A música, como tantas coisas que apreciamos, é uma dádiva de Deus. Tem trazido prazer e alegria a incontáveis indivíduos. Torne-a disponível a seus filhos. Desde quando? Desde a infância! — Contribuído.
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A fumaça enche o arDespertai! — 1980 | 8 de agosto
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A fumaça enche o ar
Não faz muito tempo, um advogado não-fumante verificou que só havia lugares na seção de fumantes do avião que ele tomara. Conhecendo os regulamentos federais dos EUA, que exigem que as linhas aéreas forneçam lugares suficientes na seção dos não-fumantes, ele solicitou que tal área em que ele estava sentado fosse transformada em seção para não-fumantes. Isto foi feito. Mas, uma vez no ar, os demais passageiros acenderam seus cigarros de qualquer maneira — e então começou uma verdadeira briga! Os passageiros ficaram zangados uns com os outros, tanto assim que o comandante finalmente veio até ali e mandou que os fumantes parassem de fumar. Eles o desafiaram. “Não posso suportar uma insurreição em minha própria aeronave”, disse ele, alegadamente, e pouco depois pousou o avião num aeroporto a uns 320 quilômetros antes de sua destinação, a cidade de Nova Iorque.
Pelo que parece, tais fumantes levaram a sério seu “direito” de causar poluição.
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