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  • Alegre dedicação no Taiti

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  • Alegre dedicação no Taiti
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1984
  • Subtítulos
  • ESTAÇÃO DOS FURACÕES!
  • CHEGADA DOS CONVIDADOS
  • O PROGRAMA DE DEDICAÇÃO
  • OUTRO FURACÃO
A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1984
w84 1/6 pp. 28-30

Alegre dedicação no Taiti

PARA as Testemunhas de Jeová no Taiti, a sexta-feira, 15 de abril de 1983, prometia ser um dia emocionante. Estava programado para aquele dia a dedicação do seu novo prédio de filial, o qual seria usado na promoção da obra de pregação do Reino nas ilhas da Polinésia Francesa.

Com a aproximação do dia, os preparativos estavam bem encaminhados. Todos os envolvidos aguardavam com alegre antecipação a chegada dos convidados de Fiji e da Nova Zelândia, bem como um membro do Corpo Governante das Testemunhas de Jeová, Lloyd Barry, e sua esposa, Melba, que também deveriam estar presentes. Entretanto, no íntimo de todos havia a pergunta atormentadora: Como será o tempo?

ESTAÇÃO DOS FURACÕES!

Geralmente, o tempo não constitui problema no Taiti. O sol, os ventos alísios e as depressões tropicais durante a estação das chuvas formam o padrão normal do tempo. Entretanto, naquele ano fora diferente. Pela primeira vez desde 1906, o Taiti foi afetado por uma série de furacões devastadores. Já em dezembro de 1982, o furacão Lisa havia arrancado telhados e árvores no arquipélago da Sociedade, do qual o Taiti é a maior ilha. As coisas mal se tinham normalizado quando no fim de janeiro de 1983 o furacão Nano, com ventos centrais que atingiam 130 quilômetros horários, causou mais estragos.

No fim de fevereiro, um terrível terceiro furacão, de nome Orama, com um enorme olho de mais de 70 quilômetros de diâmetro, e ventos que atingiam 150 quilômetros horários, assolou a região e destruiu grande parte do que o Nano havia poupado. A calma parecia ter retornado quando, em 8 de março, os habitantes souberam que um novo furacão, de nome Reva, estava a caminho, com ventos de até 180 quilômetros horários. Em 12 de março, o centro do furacão Rega passou a 140 quilômetros do Taiti, derrubando árvores e postes elétricos em Papeete, a principal cidade da ilha.

Assim, havia preocupação quanto ao tempo. Havia o Taiti presenciado o último dos furacões? Será que as condições climáticas impediriam a chegada dos convidados e retardariam a dedicação da nova filial? A resposta a ambas as perguntas provou ser Não!

CHEGADA DOS CONVIDADOS

O Taiti não havia presenciado o último dos furacões. Na noitinha de segunda-feira, 11 de abril, foi anunciado que uma depressão tropical chamada Veena se transformara então num furacão no vizinho arquipélago Tuamotu e provavelmente se dirigiria ao Taiti. Realmente, o olho do furacão, em torno do qual sopravam com fúria ventos de até 200 quilômetros horário, passou a 40 quilômetros da costa sudeste do Taiti. Começando cedo na manhã de terça-feira, a ilha foi castigada por seus ventos de alta velocidade.

Depois que ele passou, a imagem de paraíso tropical do Taiti perdeu um pouco do seu brilho. Calcula-se que 3.043 casas foram destruídas e 3.199 foram danificadas; 26 barcos ficaram encalhados e 39 afundaram, e 25.000 pessoas ficaram desabrigadas. Em 13 de abril, o Taiti acordou ao som dum concerto de martelos que ecoavam sobre madeira e chapas de ferro. Os ilhéus estavam reconstruindo. Mas, que dizer da dedicação do novo prédio da filial? E que dizer dos convidados? Conseguiriam chegar ao Taiti? Um avião procedente de Fiji já fora forçado a voltar. Entretanto, por fim, com várias horas de atraso, o avião que trazia os convidados chegou em segurança.

A quinta-feira, 14 de abril, foi um dia cheio. Muitos estavam consertando suas casas danificadas, e, no novo prédio da filial — que felizmente não sofrera danos — estavam em andamento os preparativos — finais. Os visitantes tiveram a oportunidade de ver o novo prédio da filial taitiana, cerca de 25 quilômetros de Papeete. Verificaram que se tratava dum prédio forte e de dois pavimentos, com capacidade para alojar até oito pessoas. No pavimento térreo há vários escritórios, depósitos e uma biblioteca, ao passo que no primeiro andar há, uma cozinha, o refeitório, a sala de estar, a lavanderia e quatro dormitórios.

O PROGRAMA DE DEDICAÇÃO

Finalmente chegou a sexta-feira, 15 de abril. Às 17 horas, Francis Sicari, membro da Comissão de Filial do Taiti e presidente do programa, iniciou com o discurso de boas-vindas. Depois, Alain Jamet, coordenador da Comissão de Filial, apresentou um programa de slides que relembrou a construção do prédio da filial.

Após essa interessante parte, Francis Sicari retomou à tribuna e fez um retrospecto do desenvolvimento da obra de pregação na Polinésia Francesa. Relembrou aos 702 presentes que umas poucas sementes começaram a brotar nas ilhas no início dos anos 50. Em 1957, numa assembléia em Los Angeles, EUA, o presidente da Sociedade Torre de Vigia (dos EUA), Nathan H. Knorr fez um apelo para voluntários servirem no Taiti, onde a necessidade era maior. Alguns atenderam ao apelo e o crescimento foi acelerado.

A fim de ajudar a organizar congregações, a Sociedade providenciou então que diversos servos de tempo integral visitassem de tempos em tempos o Taiti. Entre esses encontravam-se John e Helene Hubler, que haviam iniciado a obra em Nova Caledônia em 1954, e que atualmente servem no distrito na Nova Zelândia. Os Hublers encontravam-se entre os convidados para o programa da dedicação, e foram convidados a relatar algumas de suas experiências. Helene descreveu de maneira comovente a primeira Comemoração a que assistiu no Taiti. Foi realizada ao ar livre, sob um céu aberto, iluminado pela lua cheia que brilhava por entre coqueiros, ao passo que o ar estava perfumado com a fragrância de flores transportada por um suave vento alísio. Esta cena ficara indelével gravada na memória dela desde então.

Donald Clare, coordenador da Comissão de Filial de Fiji, também estava presente. Ele ajudara a supervisionar a obra na Polinésia por vários anos, antes de o Taiti se tornar uma filial à parte, e relatou algumas experiências que teve durante suas diversas viagens ao Taiti. Afirmou que a simplicidade e o zelo dos primeiros pregadores de tempo integral no Taiti figuravam entre as lembranças mais estimadas por ele.

O discurso principal foi proferido por Lloyd Barry. Ele incentivou bastante as Testemunhas locais que haviam sido afetadas pelos recentes furacões. Lembrou-lhes de que tais calamidades são características dos últimos dias deste sistema de coisas, mas Jeová, se desejar, pode salvar Seu povo. O importante é realizarmos o que Jeová nos comissionou a fazer, não importa a situação. (Mateus 24:14; 28:19, 20) Muitas experiências confortadoras procedentes de todo o mundo mostram-nos quão bem esta comissão está sendo cumprida e quão plenamente Jesus Cristo e os anjos a apóiam.

Por que, porém, a Sociedade constrói novos prédios, quando o mundo se encontra num estado tão incerto? O irmão Barry explicou que a organização de Jeová espera sobreviver a estes tempos atribulados. O povo de Deus se está equipando e organizando para efetuar o maior testemunho possível nestes anos finais, antes que o Armagedom destrua este sistema de coisas. E esperam que muitas de suas novas dependências sejam usadas na grande obra de reorganização após o Armagedom.

O orador comparou o programa de dedicação à antiga Festividade das Barracas judaica. Para os antigos servos de Deus, aquela festividade era ocasião de grande alegria. (Deuteronômio 16:13-15) De modo similar, para os reunidos nessa ocasião, a dedicação das novas dependências no Taiti para o serviço exclusivo de Jeová Deus era ocasião de grande regozijo. Por fim, todos os presentes decidiram manter forte sua confiança nas promessas de Jeová.

OUTRO FURACÃO

Todos foram muito fortalecidos e animados pelo programa de dedicação. Os convidados saíram quase que ocultos sob os numerosos colares de flores que lhes foram colocados pelos seus amigos taitianos. Daí, na segunda-feira, 18 de abril, passou o furacão William, soprando com sua maior fúria sobre as ilhas de Tuamotu Oriental. Enormes ondas cobriam os atóis, e ventos violentos destruíram aldeias e coqueirais. Antes de terminar, o furacão William também causara grandes prejuízos.

Não obstante, as 496 Testemunhas de Jeová supervisionadas pela filial do Taiti estavam contentes de que houve um intervalo entre as tempestades de duração suficiente para permitir a realização da dedicação programada para a sua nova filial. Estavam preparadas para ser mais zelosas em falar a seus semelhantes sobre as boas novas do Reino. E estavam especialmente felizes por poderem salientar que, apesar de desastres naturais, “no temor de Jeová há forte confiança, e para os seus filhos virá a haver um refúgio”. — Provérbios 14:26.

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