-
AbsalãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
O Salmo 3 é considerado como tendo sido escrito por Davi, por ocasião da revolta de Absalão, segundo o cabeçalho do salmo.
-
-
Absalão, Monumento DeAjuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
ABSALÃO, MONUMENTO DE
Uma coluna erigida por Absalão na “Baixada do Rei”, também chamada “Baixada de Savé”, próxima de Jerusalém. (2 Sam. 18:18; Gên. 14:17) O monumento foi erigido por ele devido a não ter filhos para manter vivo seu nome depois de sua morte. Parece, assim, que seus três filhos, mencionados em 2 Samuel 14:27, tinham morrido quando jovens. Absalão não foi sepultado no local de seu monumento, mas foi deixado numa cavidade na floresta de Efraim. — 2 Sam. 18:6, 17.
Existe uma coluna escavada na rocha, no vale do Cédron, que tem sido chamada de “Túmulo de Absalão”, mas sua arquitetura indica que é do período greco-romano, talvez do tempo de Herodes. Assim, não existe base para ligá-la ao nome de Absalão.
-
-
AbsintoAjuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
ABSINTO
Esta palavra designa muitas plantas, freqüentemente um tanto lenhosas, que possuem sabor intensamente amargo, e forte aroma. Na Palestina podem ser encontradas diversas variedades de absinto, especialmente nas áreas desérticas. Na Escritura, o absinto é comparado aos efeitos subseqüentes da imoralidade (Pro. 5:4) e à experiência amarga que devia sobrevir, e deveras sobreveio, a Judá e Jerusalém às mãos dos babilônios. (Jer. 9:15; 23:15; Lam. 3:15, 19) Também representa a injustiça e a improbidade (Amós 5:7; 6:12), e é usado com referência aos apóstatas. (Deut. 29:18) Em Revelação 8:11, o absinto denota uma substância amarga e venenosa.
-
-
AbutreAjuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
ABUTRE
[Heb. , rahhám]; ABUTRE-FUSCO (ABUTRE NEGRO) [Heb. , ‘ozniyáh]. Estas aves estão alistadas entre as declaradas ‘impuras’ na lei mosaica. — Lev. 11:13, 18; Deut. 14:12, 17.
Os abutres são grandes aves necrófagas, um tanto parecidas com os gaviões e as águias, exceto que os abutres em geral só possuem penugens ou penas espalhadas sobre a cabeça e o pescoço, e suas garras são comparativamente fracas. Em muitos países de clima quente, prestam valioso serviço, consumindo carniças ou carnes em putrefação que, de outra forma, provocariam doenças.
Em árabe, língua cognata do hebraico, uma palavra similar a rahhám designa o abutre-do-egito (Neophron percnopterus), ou britango. Esta ave é branca, exceto por suas asas negras, e bico e pernas amarelas. É o menor dos abutres encontrados nas terras bíblicas, tendo cerca de 64 cm de comprimento. Com sua face enrugada e desnuda, olhos grandes, bico adunco e presas curvas, tem uma aparência bem repulsiva. Graças à sua disposição de comer os restos recusados até mesmo por outros abutres, ele é considerado a ave de rapina mais nojenta do Oriente, e, pelo mesmo motivo, a mais útil, devido ao serviço que presta.
O grifo ou abutre-fulvo é o mais comum dos abutres encontrados na Palestina e, segundo certo naturalista, é “a modalidade ornitológica mais notável da Palestina. É impossível, em qualquer parte do país, olhar para o alto sem ver alguns deles majestosamente pairando numa imensa altura”. É uma ave amarelo-castanha e mede cerca de 1, 20 m de comprimento, com uma envergadura das asas de cerca de 2, 70 m.
O abutre-dos-cordeiros está-se tornando incomum na Palestina, atualmente. É o maior dos abutres, tendo cerca de 1, 20 m de altura. Com suas asas longas, pontiagudas, com aproximadamente 3 metros de envergadura, o abutre- dos-cordeiros voa com graça ímpar e dá voltas com facilidade, ao escrutinar o solo, lá em baixo, em busca de alimento. Diferente de outros abutres, o abutre-dos-cordeiros possui plumas na cabeça e uma barba que se parece com a dum bode. Tem preferência pelos ossos com tutano, levando-os a grandes alturas e então deixando-os cair sobre rochas, de modo que se rompam, permitindo que a ave possa obter o tutano interno.
A palavra hebraica ‘ozniyáh tem derivação incerta. O lexicógrafo Ludwig Koehler [Lexicon in Veteris Testamenti Libros (Léxico dos Livros do Velho Testamento), p. 695] sugere que ela identifica o abutre-negro (abutre-fusco, NM; Aegypius monachus), um abutre com cerca do mesmo tamanho que o grifo, mas sendo classificado pelos ornitólogos como um “gênero” separado de abutres. Ao passo que os abutres preferem comumente nidificar nas saliências dos penhascos ou em fendas rochosas, o abutre-negro usualmente faz seu ninho em árvores altas. Sendo mais castanho do que negro, possui a característica cabeça careca dos abutres; seu pescoço é azul, a cauda tem forma de cunha.
-
-
AcãAjuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
ACÃ
(ACAR, 1 Crô. 2:7) [dificuldade, causador de dificuldades]. O filho de Carmi, da casa de Zabdi, da família de Zerá, da tribo de Judá. Quando os israelitas cruzaram o Jordão, Jeová ordenou explicitamente que os primeiros frutos da conquista, a cidade de Jericó, “tem de tornar-se algo devotado à destruição; . . . pertence a Jeová”. Sua prata e seu ouro deviam ser entregues ao tesouro de Jeová. (Jos. 6:17, 19) Acã, contudo, ao encontrar um manto custoso de Sinear, um lingote de ouro, de cinqüenta siclos, e 200 siclos de prata, enterrou-os secretamente embaixo de sua tenda. (Jos. 7:21) Realmente, roubara de Deus! Por causa desta violação das instruções explícitas de Jeová, quando Ai, a próxima cidade, foi atacada, Jeová reteve sua bênção, e Israel pôs-se em fuga. Quem era culpado? Ninguém confessou. Todo o Israel foi colocado sob prova. Tribo por tribo, daí, família por família da tribo de Judá, e, finalmente, homem por homem da casa de Zabdi, passaram perante Jeová, até que o causador de dificuldades, Acã, “foi selecionado”. (Jos. 7:4-18) Somente então ele admitiu seu pecado. A execução seguiu-se prontamente. Acã e sua família, e seu gado, foram primeiramente apedrejados até morrerem, e então queimados, junto com todos os seus bens, no vale de Acor, que também significa “dificuldade”. — Jos. 7:19-26.
-
-
Acaba, Golfo DeAjuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
ACABA, GOLFO DE
Um dos dois braços setentrionais do mar Vermelho. O golfo de Acaba limita-se com a península do Sinai no lado E dela, assim como o golfo de Suez o faz a O. O golfo de Acaba tem cerca de 160 km de extensão e varia de 19 a 27 km de largura. É parte da grande falha geológica, o vale de Abatimento Tectônico, que continua em direção ao N para incluir o mar Morto, o vale do Jordão, o mar da Galiléia e o vale do Líbano.
Em 1 Reis 9:26, faz-se menção duma esquadra de navios que Salomão fez em Eziom-Géber, situada no golfo de Acaba. Mais tarde, em 1 Reis 22:48, as Escrituras falam duma tentativa feita por Jeosafá de enviar navios a Ofir, mas eles sofreram naufrágio em Eziom-Géber.
[Mapa na página 25]
(Para o texto formatado, veja a publicação)
Golfo de Acaba
Golfo de Suez
Mar Vermelho
PENÍNSULA DO SINAI
ARÁBIA.
-
-
AcabeAjuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
ACABE
[irmão do pai]. Filho de Onri, e rei do reino setentrional de Israel. Regeu em Samaria por vinte e dois anos, de 940 a 919 A.E.C., e ao morrer, foi sucedido por seu filho Acazias. — 1 Reis 16:28, 29; 22:40, 51.
TOLERA A ADORAÇÃO FALSA
O registro de Acabe foi um dos piores com respeito à área vital da adoração verdadeira. Não só continuou a corrompida adoração a Jeová por meio dos bezerros de ouro de Jeroboão, mas Acabe também permitiu que a adoração de Baal infetasse Israel numa escala sem precedentes, devido a seu casamento prematuro com Jezabel, a filha de Etbaal, rei de Sídon. Josefo, citando o historiador antigo, Menandro, refere-se a Etbaal como Itobalo, e o relato [Against Apion (Contra Apião), Livro I, par. 18] conta que era o sacerdote de Astartéia antes de ascender ao trono por assassinar o rei. Acabe permitiu que Jezabel, sua esposa pagã, o levasse à adoração de Baal, a construir um templo para Baal, e a erigir um poste sagrado em honra a Astorete (Astartéia). ( 1 Reis 16:30-33) Não demorou muito até que havia quatrocentos e cinqüenta profetas de Baal, e quatrocentos profetas do poste sagrado, todos sendo alimentados à mesa real de Jezabel. (18:19) Os profetas verdadeiros de Jeová eram mortos pela espada e somente as medidas tomadas por Obadias, um homem de fé, encarregado da casa de Acabe, preservaram a vida de cem deles, por ocultá-los em cavernas, onde sobreviveram a pão e água. — 18:3, 4, 13; 19:10.
Como resultado de se voltar para a adoração de Baal, Acabe foi informado por Elias da vinda de grave seca que, segundo Lucas 4:25 e Tiago 5:17, abrangeu um período de três anos e seis meses. ( 1 Reis 17:1; 18:1) Somente a pedido de Elias retornariam as chuvas, e, embora Acabe o procurasse em todas as nações e reinos circunvizinhos, Elias ficou fora de seu alcance até o tempo devido. (17:8, 9; 18:2, 10) Acabe então empenhou-se em lançar a culpa da seca e da fome sobre Elias, acusação essa que Elias refutou, mostrando que a verdadeira causa era a adoração de Baal, patrocinada por Acabe. Uma prova realizada no topo do monte Carmelo provou que Baal não era uma entidade, e manifestou a Jeová como o Deus verdadeiro; os profetas de Baal foram mortos às ordens de Elias, e, pouco depois disso, uma chuvarada de encharcar tudo trouxe fim à seca. (18:17-46) Acabe dirigiu-se de volta a Jezreel, e para sua esposa, a quem informou das ações de Elias contra o baalismo. Jezabel reagiu com violenta ameaça contra Elias, resultando em sua fuga para o monte Horebe. — 19:1-8.
CONSTRUÇÃO DA CAPITAL E VITÓRIAS SOBRE A SÍRIA
Crê-se que as construções de Acabe incluíram a conclusão das fortificações da cidade de Samaria, reveladas pela arqueologia como consistindo em três muralhas imensamente fortes, de primorosa execução. As escavações revelaram uma plataforma palaciana que media cerca de 96 m de N a S, com paredes que fornecem evidência de terem sido recobertas de mármore branco. Numerosos painéis de marfim para decoração de mobília e painéis de parede foram encontrados, talvez relacionados com a “casa de marfim” de Acabe, mencionada em 1 Reis 22:39. (Compare com Amós 3:15; 6:4.) Mas, a riqueza da cidade e a força de sua posição logo foram colocadas à prova em um sítio que o sírio Ben-Hadade lançou contra Samaria, na chefia de uma coligação de trinta e dois reis. De início aquiescendo mansamente às demandas do agressor, Acabe então se recusou a concordar voluntariamente com o virtual saque de seu palácio. As negociações de paz se frustraram e, por orientação divina, Acabe utilizou um estratagema de batalha que pegou desprevenido o inimigo, e levou à matança deste, embora Ben-Hadade escapasse. — 1 Reis 20:1-21.
Convencido de que Jeová era apenas um ‘deus dos montes’, Ben-Hadade retornou no ano seguinte com uma força militar de igual tamanho, mas alinhou-se para a batalha em Afeque, no vale de Esdrelom, ao invés de avançar para a região montanhosa de Samaria. Afeque situava-se próxima de Jezreel, onde Acabe possuía sua residência preferida e um palácio. ( 1 Reis 21:1) As forças israelitas avançaram para o local da batalha, mas pareciam “dois minúsculos rebanhos de caprídeos”, comparadas ao maciço acampamento sírio. Reasseguradas pela promessa de Jeová, de demonstrar que Seu poder não era controlado pela geografia, as forças de Acabe impuseram esmagadora derrota ao inimigo. (20:26-30) No entanto, bem semelhante ao que o Rei Saul fez com Agague, o amalequita, Acabe permitiu que Ben-Hadade sobrevivesse e concluiu um pacto com ele, pelo qual as cidades capturadas seriam devolvidas a Israel e ruas de Damasco seriam designadas a Acabe, evidentemente visando o estabelecimento de comissários israelitas residentes que cuidariam dos interesses comerciais e políticos do reino de Acabe naquela capital síria. (20:31-34) Similar a Saul, Acabe foi condenado por Jeová por causa disso, sendo predita a calamidade futura para ele e seu povo. — 20:35-43.
ASSASSINATO DE NABOTE, E SUAS CONSEQÜÊNCIAS
Durante um intervalo de paz de três anos, Acabe voltou sua atenção para a aquisição do vinhedo de Nabote, de Jezreel, um terreno muito desejado por Acabe porque se limitava com os terrenos do palácio residencial. Quando Nabote recusou a solicitação, à base da lei de Deus sobre a inviolabilidade das possessões hereditárias, Acabe petulantemente retirou-se para sua casa, onde se deitou em seu divã, com o rosto voltado para a parede, recusando-se a comer. Ao saber a causa de seu desalento, a Jezabel pagã fez arranjos para o assassínio de Nabote, sob o manto dum julgamento de blasfêmia, usando cartas escritas em nome de Acabe. Quando Acabe foi apossar-se do terreno cobiçado, encontrou-se com Elias, que o denunciou duramente como assassino, e como alguém que se vendeu para praticar a iniqüidade, movido pelas constantes aguilhoadas de sua esposa pagã. Assim como cães lamberam o sangue de Nabote, assim também os cães lamberíam o sangue de Acabe, e a própria Jezabel e os descendentes de Acabe se tornariam comida para cães e aves de rapina. Essas palavras calaram fundo, e, com profundo pesar, Acabe jejuou vestido de saco, alternadamente se sentando e andando de um lado para o outro, abatido. Á base disto, certa medida de misericórdia lhe foi estendida com respeito ao tempo em que a calamidade sobreviría à sua casa. — 1 Reis 21:1-29.
As relações de Acabe com Judá ao S foram fortalecidas por meio duma aliança matrimonial em que Atalia, a filha de Acabe, casou-se com Jeorão, filho do Rei Jeosafá. ( 1 Reis 22:44; 2 Reis 8:18, 26; 2 Crô. 18:1) Durante uma visita amigável de Jeosafá a Samaria, Acabe o induziu a apoiá-lo no esforço de retomada de Ramote-Gileade dos sírios, que evidentemente não cumpriram de forma plena os termos do pacto feito por Ben-Hadade. Ao passo que um grupo de falsos profetas expressou em coro suas garantias de êxito, por insistência de Jeosafá, foi chamado o profeta Micaías, odiado por Acabe, que predisse certeira calamidade. Ordenando a prisão de Micaías, Acabe teimosamente prosseguiu com o ataque, embora tomando a precaução de disfarçar-se, mas foi atingido por um arqueiro sírio, de modo que morreu lentamente. Seu corpo foi levado a Samaria, para ser ali enterrado, e, quando “começaram a lavar o carro de guerra junto ao reservatório de Samaria os cães lambiam o sangue dele”. Escavou-se grande bacia artificial do lado N do espaçoso pátio do palácio em Samaria, e este talvez seja o local do cumprimento da profecia. — 1 Reis 22:1-38.
INSCRIÇÕES MOABITAS E ASSÍRIAS
Faz-se menção da reconstrução de Jericó durante o reinado de Acabe, talvez como parte dum programa de fortalecimento do controle de Israel sobre Moabe. ( 1 Reis 16:34; compare com 2 Crônicas 28:15.) A Pedra Moabita, do Rei Mesa, de Moabe, fala do domínio de Moabe pelo Rei Onri e seu filho (Acabe).
As inscrições assírias que descrevem a batalha travada entre Salmaneser III e uma coalizão de doze reis em Carcar incluem o nome A-ha-ab-bu como membro da coalizão. A maioria dos peritos aceitam isto, em geral, como referência ao Rei Acabe, de Israel; contudo, quanto à evidência de que tal identificação está sujeita a dúvidas, veja o verbete SALMANASER.
-
-
CaboAjuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
CABO
Medida que, de acordo com fontes rabínicas, tinha uma décima-oitava parte dum efa (2 Reis 6:25), e, por isso, também era uma décima-oitava parte dum bato. (Eze. 45:11) Se se considerar o bato como tendo a capacidade de 22 litros, como a evidência arqueológica parece indicar, então o cabo teria uma capacidade de 1, 22 litros.
-