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Modo de ajudar da verdadeira igrejaA Sentinela — 1972 | 15 de janeiro
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homem. Neste caso, tudo parecerá deveras sem objetivo e sem esperança. Mas não precisa ser assim. Aproveite-se da ajuda provida pelas testemunhas cristãs de Deus. Aprenda as verdades da Palavra de Deus, a Bíblia, e terá um fundamento firme para ter fé forte.
A verdadeira igreja ou congregação de Deus permanecerá uma minoria de testemunhas pessoais. Não possui leigos passivos. Todos são ativos, absortos em servir outros de modo amoroso. Esta congregação se mantém livre deste mundo, de acordo com as palavras de Jesus: “Não fazem parte do mundo, assim como eu não faço parte do mundo.” (João 17:16) Seu cristianismo não é “do mundo”, mundano ou “secular”. Por isso não assumem tarefas políticas. Não se deixam desviar nem ficar ocupados com outras tarefas, fora daquela que lhes foi confiada. Precisam sempre manter perante as pessoas do mundo a verdadeira esperança do reino de Deus.
A coisa mais importante para sua pessoa, para todos — inclusive os pobres e os afligidos — é entrar na relação correta com Deus e Cristo. As testemunhas cristãs de Jeová foram enviadas ao mundo para este fim, não com pão material, que apenas poderia dar ajuda temporária, mas com alimento espiritual, a palavra da vida. Estas palavras de Deus abrirão o caminho para se ter paz com Ele, e ao mesmo tempo abrirão o caminho para a vida eterna na nova ordem de Deus, em que haverá abundância para todos.
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O apóstolo que se tornou ladrãoA Sentinela — 1972 | 15 de janeiro
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O apóstolo que se tornou ladrão
Artigo que se destina a ser lido especialmente pelos pais com os filhos.
JÁ LHE aconteceu que alguém lhe roubou uma coisa? O que achou disso? Quem a roubou foi ladrão, e ninguém gosta dum ladrão.
Sabia que um dos apóstolos de Jesus se tornou ladrão? Seu nome era Judas Iscariotes.
Judas sabia o que era direito fazer. Ainda quando era menino já ouvia a leitura da lei de Deus. Sabia que Deus certa vez falara até mesmo desde o céu, com voz forte, e dissera ao seu povo: “Não deves furtar.” Judas sabia que a lei de Deus era direita. — Êxo. 20:15.
Quando ele cresceu, ficou conhecendo o Grande Instrutor. Judas gostou das coisas que Jesus dizia. Judas tornou-se discípulo de Jesus. Mais tarde, Jesus escolheu a Judas até mesmo para ser um dos doze apóstolos.
Jesus e seus apóstolos passavam muito tempo juntos. Viajavam juntos. Comiam juntos. E o dinheiro do grupo era guardado junto numa caixa. Jesus deu aquela caixa a Judas para tomar conta dela.
É claro que o dinheiro não pertencia a Judas. Era Jesus quem lhe dizia como devia usar o dinheiro. Mas, sabe o que Judas fez, após algum tempo? Começou a tirar dinheiro da caixa quando não devia fazer isso. Fazia isso quando os outros não estavam olhando. Tornou-se ladrão. Começou então a pensar sempre no dinheiro. Procurava meios para obter mais dinheiro.
Certo dia, uma mulher tomou um óleo muito fino e o usou nos pés de Jesus, para que este se sentisse bem. Mas Judas se queixou disso. Disse que o óleo poderia ter sido vendido para que tivessem mais dinheiro a dar aos pobres. O que ele realmente queria era ter mais dinheiro na caixa, para poder roubá-lo. O que acha duma pessoa assim? — João 12:1-6.
Jesus não disse a Judas logo naquela ocasião que era ladrão. Mas disse-lhe que não causasse dificuldades à mulher que fora tão bondosa. Judas não gostou disso. O que iria ele fazer?
Devia ter sentido pesar. Devia ter dito a Jesus que estava roubando e devia ter restituído o dinheiro. Mas, em vez disso, fez algo horrível. Dirigiu-se aos principais sacerdotes, que eram inimigos de Jesus. Estes queriam prender Jesus. Mas queriam fazer isso à noite, para que o povo não os visse. Judas disse-lhes: ‘Se me derem dinheiro, posso dizer-lhes como podem prender Jesus. Quanto me vão dar?’ Os sacerdotes disseram: ‘Vamos dar a você trinta moedas de prata!’ Isto era um bocado de dinheiro. — Mat. 26:14-16.
O iníquo Judas tomou o dinheiro. Foi a mesma coisa como vender o Grande Instrutor àqueles homens. Pode imaginar alguém fazer uma coisa tão horrível assim? Ora, esta é a coisa que acontece quando alguém se torna ladrão. Gosta mais do dinheiro do que ama a Deus.
Agora, vamos ver se compreendemos bem este assunto. Para saber o que é um ladrão, precisamos saber o que significa ser dono de alguma coisa. Alguns têm coisas porque trabalharam para ganhá-las. Ou talvez as tenham comprado com dinheiro. Ou pode ser que as receberam de presente.
Quando seu pai trabalha, ele recebe dinheiro em troca disso. Pertence-lhe este dinheiro? Sim, porque trabalhou por ele. Não pertence a você; pertence a ele.
Com este dinheiro, ele compra coisas para a sua casa. É dono delas. Visto que é dono delas, tem o direito de dizer quem pode usar tais coisas. Ele lhe diz se pode brincar com elas, ou não. E ele provavelmente deixa que sua mãe lhe diga isso também.
Às vezes você vai brincar com outras crianças na casa delas, não vai? As coisas naquela casa pertencem ao pai delas. Seria direito tirar alguma coisa da casa delas e levá-la para a sua própria casa? Não; a menos que o pai ou a mãe delas disserem a você que pode levá-la. Se levar algo para casa sem perguntar a eles primeiro, estará roubando.
Por que é que alguém rouba? Pois bem, pode ser que vê algo que pertence a outra pessoa. Talvez seja uma bicicleta. Quanto mais olha para aquela bicicleta e pensa nela, tanto mais gosta dela. Se não for uma pessoa amorosa, não se vai importar com o que a outra pessoa pensa. Por isso, talvez até mesmo bata na outra pessoa, procurando tirar-lhe a bicicleta. Ou talvez espere até que o outro não esteja olhando. Então vai embora com a bicicleta. O que está realmente fazendo? Está roubando.
Pode ser que o outro não o veja roubar a bicicleta. Mas alguém o vê fazer isso. Sabe quem é? Jeová Deus o vê fazer isso. Deus vê que ele é ladrão.
Não faz nenhuma diferença se a outra pessoa tem muitas coisas ou não. Alguns vão a uma loja e vêem ali muitas coisas. Vêem alguma coisa que desejam muito. Talvez digam para si mesmo que ninguém vai sentir falta desta uma coisa. Por isso a levam embora, mas não pagam por ela. Está direito isso? Não, é roubo.
Quando alguém faz isso, é igual a Judas. Porque Judas era ladrão! Nunca sejamos iguais a ele.
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Livramento da autoridade da escuridãoA Sentinela — 1972 | 15 de janeiro
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Livramento da autoridade da escuridão
“Ele nos livrou da autoridade da escuridão e nos transplantou para o Reino do filho do seu amor.” — Col. 1:13.
1. Que espécie de ambiente e influências nos confrontam?
A MAIORIA das pessoas, quer se apercebam disso, quer não, ficam muito afetadas pelo ambiente e pelas influências de sua infância, inclusive por todas as suas tendências herdadas. Em vista do prevalecente espírito de independência e rebelião contra a autoridade estabelecida e os que exercem o domínio, muitos jovens, atualmente, acham que podem livrar-se das rédeas e resistir com bom êxito a todas estas influências. Mas isto não é verdade. Além de nossa origem familiar direta, todos nós, em sentido mais amplo, somos membros da família humana e temos naturalmente a tendência de acompanhar a multidão, ou algum setor específico dela, ao qual nos sentimos ligados, imitando-os nas suas atitudes e no seu comportamento. Isto é cada vez mais assinalado pelo egoísmo e pela indiferença para com o que se considera serem normas antiquadas de decência e moralidade, inclusive para com a Bíblia e suas normas.
2. (a) Como têm alguns tentado mudar as coisas, e com que resultado? (b) Existe uma base para uma esperança, e de que espécie?
2 Assim, por natureza e por nascença, todos nós somos filhos de uma única família grande, e, falando em sentido humano, parece impossível evitar ou vencer as suas muitas influências más. Alguns têm tentado iniciar um novo modo de vida, um que seja inteiramente bom, mas acabaram verificando que estavam copiando e adotando um ou outro dos modelos prevalecentes de raciocínio e conduta. Por isso, talvez pergunte: “Será que não há esperança? Não há nada que eu possa fazer para mudar as coisas, pelo menos para mim mesmo?” Sim, há esperança. Poderá fazer alguma coisa. Estranho como pareça, poderá ser transplantado para uma família diferente. Poderá escolher um pai diferente. Em vez de rejeitar isso como fantástico e incrível, convidamo-lo a considerar conosco os motivos apresentados como base para estas declarações. De início, porém, podemos dizer veraz e sinceramente que muitas centenas de milhares de pessoas de todas as nacionalidades e rodas da vida já fizeram isso. Transferiram-se para uma nova família e escolheram um novo pai, com enorme proveito para si mesmos. Como é que fizeram isso?
3. (a) Que verdade vital é de importância primária? (b) A que resultado leva a negação desta verdade
3 Talvez esteja ou não familiarizado com a Bíblia. Talvez o seu único contato com ela tenha sido por intermédio de uma das igrejas da cristandade, e tenha
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