BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • O crime o atinge
    Despertai! — 1973 | 8 de outubro
    • escolas? Está cônscio do uso ilegal de tóxicos em sua localidade? Preocupa-se com seu carro ser danificado ou roubado quando o estaciona? Ou, se viaja de avião, preocupa-se com a possibilidade de o avião ser seqüestrado? E o que dizer da segurança de sua casa e de seus outros bens?

      A Inquirer Magazine de Filadélfia, EUA, comentou: “Os moradores da cidade estão cavando, aqueles que podem fazer isso, construindo fortalezas em suas casas.” O crime já se espalhou até em áreas antes tidas como seguras.

      Certo visitante das lindas Ilhas Virgens estadunidenses observou que havia um tópico dominante das conversas — o último crime. “Algumas das histórias talvez sejam exageradas”, admitiu, “mas o temor permeia tudo e é palpável, a mentalidade do sítio peculiar à dos muitos moradores das grandes cidades nos EUA”.

      Um residente por vinte anos na ilha de S. Tomé lamentou: “Eu nem sequer dirijo sozinho o carro à noite. Não posso deixar a ilha sem que alguém encoste um caminhão em minha casa e o encha. Já fomos todos roubados diversas vezes.”

      Mas, talvez ainda pense: ‘O crime não me atinge, pelo menos não muito.’ Todavia, atinge sim. Além da constante ameaça à sua segurança e a seus bens, há outras maneiras em que é atingido.

      Exemplificando: considere os preços em rápida ascensão que atingem sua carteira. Norman Jaspan, chefe duma firma consultora de Nova Iorque, explica que alguns varejistas adicionam 15 por cento ao preço de certas manufaturas para contrabalançar o que é roubado pelos empregados. Isso significa que paga Cr$ 115,00 por um item, ao invés de Cr$ 100,00, por causa do roubo dos empregados.

      Como consumidor, o leitor também paga pelas mercadorias roubadas por outros “compradores”. Um alto funcionário da loja de departamentos Macy’s explicou: “O ladrão de loja que nos rouba também rouba a você.”

      Também, ao aumentar o crime, também aumenta a despesa com maiores forças policiais e sistemas penais e jurídicos. Os custos de fazer cumprir a lei, segundo certa pesquisa, eqüivalem a Cr$ 55.900.000.000,00 por ano apenas nos EUA! O leitor, como contribuinte, paga isto, em seu próprio país.

      Daí, há os lagos, as correntes e os oceanos poluídos, ou o ar fumacento que respira. Por certo é atingido por tais coisas, talvez de modo bem crítico. A negligência criminal por parte de grandes indústrias e governos municipais é a causa da poluição.

      Mas, talvez diga: ‘Não diminui o crime? Não mostram isso as estatísticas? Até mesmo o Procurador-Geral dos EUA, recentemente, disse que seu país “mudava do aumento de crime para real redução do crime”. Dá-se realmente isso?

  • Aumentam realmente os crimes?
    Despertai! — 1973 | 8 de outubro
    • Aumentam realmente os crimes?

      O QUE acha? Diminuem os crimes, como afirmam alguns? Então, o que dizer desta declaração recente do Chefe de Polícia de Los Angeles, Califórnia, EUA, E. M. Davis:

      “Há dez anos atrás, os criminosos eram colocados atrás das grades e as pessoas procuravam a felicidade pelas ruas.

      “Hoje em dia, as pessoas estão trancadas em suas casas e em seus escritórios, e os criminosos estão procurando a felicidade pelas ruas.

      Isso parece colidir com o conceito de que o crime diminui, não parece? Então, quais são os fatos — Diminuem ou aumentam os crimes? Considere o seguinte:

      É verdade que, em determinado país, por curtos períodos ocasionais, o crime talvez não aumente tanto quanto fez num curto período similar. Não obstante, isso não significa que diminui no quadro geral. R. Egan comenta no National Observer: “Certo locutor de rádio duma estação de Washington, D. C., anunciou, duma forma que parecia reverente, que ‘o crime em 1971 subiu apenas 7 por cento’. Apenas. . . . O ponto a recordar é que a taxa de crimes ainda está aumentando.”

      Em 1971, havia cerca de seis milhões de crimes graves relatados nos EUA; em 1960 havia menos de dois milhões. Na década de 60, a população aumentou 13 por cento, enquanto o assassinato aumentou 70%, o estupro 113% e o roubo 212%. A delinqüência juvenil subiu 148% no mesmo período. Mas, tais números só contam parte da história!

      A maioria dos crimes jamais são esclarecidos. As possibilidades de se pegar um mediano invasor de domicílio “não são melhores do que 1 em cada 50”, segundo certo professor de direito de Harvard. R. M. Cipes suscita uma pergunta pertinente em seu livro The Crime War (A Guerra ao Crime):

      “Se muitos criminosos não são apanhados, por que presumir que aqueles que conseguimos apanhar são os mais perigosos? Em certo sentido, a probabilidade é oposta: os mais inteligentes e astuciosos ofensores talvez sejam aqueles que mais provavelmente evitem ser apanhados.”

      Ademais, muitos crimes jamais são comunicados à Polícia. Lá em 1967, a Comissão Presidencial Sobre o Crime dos EUA relatou que ocorrem de três a dez vezes mais crimes do que são deveras denunciados à Polícia. Mas, qual é o quadro geral do crime no resto do mundo?

      Aumento Internacional do Crime

      ◆ “O Brasil . . . ”, lemos, “parece engolfado numa onda de violência e de crime”.

      ◆ A Alemanha Ocidental relata: Os crimes que envolvem narcóticos aumentaram nada menos de 238% entre 1969 e 1970.

      ◆ O crime na Dinamarca aumentou em 99 por cento na década de 60.

      ◆ O Sunday Times do leste da Austrália noticiou, em agosto de 1972: “A incidência do crime violento na Austrália Ocidental quase que dobrou nos últimos 12 meses. E não existe uma razão evidente, plausível, para tal aumento ‘incrível’.” E, do outro lado do continente, observa o Herald de Melbourne: “Os crimes de violência [desde 1960] por vitorianos com menos de 21 anos subiram . . . 187,9%. O número de vitorianos com menos de 21 anos cresceu . . . no mesmo período . . . 29,6%.”

      ◆ “Na África e na América Latina”, diz um relatório da ONU, Crime Prevention and Control (Prevenção Contra o Crime e Controle), “o mesmo tipo de quadro pode ser feito . . . Durante os anos 60, o crime [em certo país africano] mais do que dobrou, alguns tipos de crime grave aparentemente triplicaram, e, conforme declarado em seu Plano de Desenvolvimento, ‘este problema mui provavelmente aumentará, ao invés de diminuir’”.

      ◆ A taxa de crimes no Japão parece pequena em comparação com as nações ocidentais. Mas, referindo-se aos crimes recentes, o Daily Yomiuri de Tóquio disse: “São pavorosos e, ainda assim, indicam os graves rompimentos que ocorrem nas relações da sociedade japonesa.”

      ◆ Israel, relata o Times de Nova Iorque, teve um aumento geral de 35% no crime, nos últimos cinco anos; as invasões de domicílio aumentaram 200 por cento.

      ◆ Na Província de Kwangtung, China comunista, o descontentamento entre os jovens, segundo noticiado, levou a “um surto de crime em Cantão”, inclusive lutas de bandos.

      Não é surpresa que, ao analisar a situação internacional do crime o Secretário-Geral da ONU, K. Waldheim, concluísse:

      “Apesar do progresso material, a vida humana jamais provou maior senso de insegurança do que experimenta hoje. . . . Assim, há ampla e crescente evidência de uma crise de crimes de consideráveis proporções.”

      Sim, estes relatórios mostram que o crime está aumentando.

      Maior Temor do Crime

      O aumento do crime, porém, pode ser detectado por outras coisas, além de pelas estatísticas. Conforme também observa o Secretário-Geral Waldheim: “Como a pobreza, a ignorância e a subnutrição, [o crime] é mais sentido do que registrado.”

      Em outras palavras, as pessoas estão com medo. “O medo, que as favelas e até mesmo os distritos de classe média dos Estados Unidos têm conhecido por anos, agora abala os nervos nos . . . ‘bons’ quarteirões da área superior da Zona Oeste” da cidade de Nova Iorque, afirma o National Observer.

      O medo atual do crime é compreensível, pois não só aumenta, mas também se intensifica, se endurece. “A grande mudança quanto a dez anos atrás”, afirma o Tenente de Polícia de São Francisco, W. Koenig, “continua a ser de sua virulência”. Concorda o Ministro do Exterior inglês, Sir Alec Douglas-Home: “Esta violência sem sentido contra pessoas inocentes é uma terrível característica dos tempos em que vivemos.”

      Não se teme apenas pelas vidas, mas também pelas propriedades. As vítimas dos crimes sabem que, com demasiada freqüência, os roubos são acompanhados de desnecessária destruição. As estatísticas oficiais de danos causados por roubos amiúde não incluem o custo dos danos causados à propriedade da vítima. Desnecessária destruição de arquivos e registros já afundou muitas firmas. Os criminosos, por vezes, incendeiam de propósito as casas ou as firmas, depois de as roubarem.

      Grande parte do crime se centraliza nas grandes cidades. Em Washington, D. C., EUA, os congressistas, as autoridades do Pentágono, e até os próprios secretários pessoais e de imprensa do presidente Nixon já foram roubados. Com um humor que revela alguma verdade, certo escritor, cuja base está em Washington, afirma: “Há motivo de se crer que o Governo dos E.U.A. gostaria de enrolar o Capitólio, a Casa Branca e o Monumento a Lincoln e mudar-se para Easton”, Pensilvânia, nos subúrbios chiques.

      O Crime Cresce nos Subúrbios Chiques

      Sim, tornou-se popular mudar-se para os subúrbios chiques, em busca de segurança. Talvez forneça certo alívio temporário de determinados crimes. Mas, será esse o meio real de se evitarem os efeitos do aumento do crime? Um artigo de U. S. News & World Report observa:

      “Em vizinhanças certa vez tranqüilas dos subúrbios, os crimes graves aumentam rapidamente em número, ano após ano. As áreas rurais, também, estão sendo duramente atingidas.”

      Inquestionável é que as estatísticas mostram que o crime aumenta em todo o mundo. No entanto, suponhamos que, momentaneamente, ponhamos de lado os relatórios acima citados que mostram claramente que aumentam os crimes. Mesmo assim, poderá ver evidência do aumento dos crimes. Onde?

      O Comércio Busca Proteção

      Quando vai a uma loja local, já notou mais ‘aparelhos de segurança’ e os guardas que protegem as mercadorias contra o roubo? Talvez tenha visto espelhos, câmaras de televisão ou letreiros de ‘cuidado — ladrão de loja’.

      Uma cadeia de treze lojas de departamentos numa cidade estadunidense afirma gastar cerca de seis e meio milhões de cruzeiros por ano em segurança, mais de 50 por cento desde 1969. A Loja Macy’s em Nova Iorque recentemente remodelou sete andares de seu prédio principal para impedir os roubos de lojas e instalou equipamento eletrônico no valor de Cr$ 1.950.000,00. Nas principais cidades dos EUA, algumas lojas usam uma etiqueta especial de preço. A menos que seja retirada por uma funcionária na caixa registradora, dispara um alarme automático à medida que o ladrão de lojas sai da loja.

      Mesmo nos subúrbios chiques, os donos de lojas admitem que devotam de 30 a 40 por cento do seu tempo “sendo um policial, ao invés de comerciante”. Para prover proteção noturna a seus estabelecimentos, algumas lojas empregam jatos luminosos, tapetes sensíveis à pressão e até mesmo aparelhos invisíveis de ondas sonoras.

      No ínterim, os motoristas de ônibus em alguns bairros não levam mais dinheiro; os passageiros precisam ter o troco exato para viajar. Os táxis têm divisões à prova de bala que separam o motorista dos passageiros; o dinheiro da corrida é guardado em caixas invioláveis.

      Alguns bancos, para reduzir o corrente surto de roubos, usam agora “caixas por televisão”. A figura do caixa aparece numa tela de televisão, mas os negócios são feitos por meio de um tubo de jato. Para proteger-se de cheques sem fundo, os comerciantes tiram fotos de pessoas que descontam os cheques e até mesmo tiram suas impressões digitais.

      Francamente, não lhe revelam as medidas defensivas que os comerciantes tomam, e que foram mencionadas, que os crimes deveras aumentam? Mas, o que está sendo feito nas casas não é menos convincente.

      Intensifica-se a Segurança das Casas

      A segurança das casas nos EUA é agora uma indústria de uns Cr$ 487 milhões por ano. Cães de guarda e alarmas contra invasões de domicílios gozam de vendas recordes. O seguro contra a invasão de domicílio, quando disponível, tem custo extremamente elevado. “As seguradoras”, afirma o Daily News de Springfield (Massachusetts), “acham que não podem absorver tais perdas que aumentaram vertiginosamente com o advento do abuso de tóxicos”.

      Os cidadãos locais pagam voluntariamente grandes somas para obter intensa iluminação das ruas. ‘Associações de quarteirões’ e até mesmo grupos de vigilantes se formam para a proteção comunitária contra invasores de domicílios e estupradores. Os carros vêm supridos de trancas de direção, na tentativa de reduzir os roubos de carros. Apesar das estatísticas — não lhe indicam tais precauções que os crimes aumentam?

      Melhoras Policiais

      A polícia utiliza equipamento e métodos sofisticados para combater o crime. Grandes redes policiais são ligadas por computadores. Dezenas de aparelhos especiais

Publicações em Português (1950-2026)
Sair
Login
  • Português (Brasil)
  • Compartilhar
  • Preferências
  • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Configurações de Privacidade
  • JW.ORG
  • Login
Compartilhar