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  • O que escreveria sobre o futuro da humanidade?
    Despertai! — 1976 | 22 de novembro
    • O que escreveria sobre o futuro da humanidade?

      Do correspondente de “Despertai!” na Dinamarca

      “EXAMES finais.” O que isso lhe traz à mente? Se estiver estudando, talvez evoque idéias de seus vindouros esforços de se lembrar de fatos ou resolver problemas, de modo a passar de ano. Se já faz muito tempo que concluiu seus estudos, talvez lhe traga à memória os testes críticos que determinariam se se formaria ou não. Mas, quer esteja estudando agora quer não, normalmente liga estas duas coisas: o futuro da humanidade e exames finais escolares’

      Em 12 de maio de 1975, a maioria dos 14.700 estudantes que concluíam o curso colegial na Dinamarca viram uma conexão entre eles. Imagine-se na situação deles. Em seus exames finais, tinham de escrever uma dissertação sobre “O Futuro da Humanidade”. Tinham seis horas para estudar um folheto de vinte e quatro páginas, e escrever uma dissertação que envolvesse seu conteúdo.

      As ilustrações nas capas da frente e de trás do folheto sugeriam possibilidades extremamente diferentes para o futuro. A capa da frente mostrava um entalhe de madeira feito pelo artista Palle Nielsen. Era o “Mundo da Guerra”. Daí, na de trás, havia lindo cenário do paraíso, com pessoas brincando com vários animais e colhendo frutas. Abaixo desta gravura, havia uma citação parcial de Revelação 21:3, 4, do último livro da Bíblia. O folheto explicava que esta gravura fora tirada “da publicação das Testemunhas de Jeová, A Verdade Que Conduz à Vida Eterna”.

      Talvez, como se deu com alguns dos estudantes, essas duas ilustrações lhe sugiram dois futuros amplamente diversos — a humanidade em ruína ou no paraíso. Todavia, observe brevemente as seis partes deste opúsculo especialmente preparado. Ao fazê-lo, pense no que o leitor teria escrito sobre o futuro da humanidade.

      Conceitos

      O folheto escolar continha seis trechos impressos, cada um deles tendo de uma a três páginas. O primeiro texto era do livro de Aldous Huxley Brave New World (Admirável Mundo Novo), que a Encyclopœdia Britannica (1974) afirma que apresenta “uma visão pessimista dum estado mundial” no futuro. O livro “descreve um mundo em que as pessoas usam todas as mais novas invenções científicas e sentem-se miseráveis e infelizes porque não sabem como amar-se umas às outras”. Deveras, trata-se duma “visão” depressiva do futuro da humanidade. Escreveria nesse sentido?

      O trecho seguinte era de Det afsindige mennesKe (intitulado em inglês “O Macaco Maluco”), livro do biólogo Albert Szent-Györgyi, Prêmio Nobel. Ele declara: “Atualmente é a primeira vez na história do homem que ele consegue verdadeiramente gozar a vida, livre do frio, da fome e da doença” e “também a primeira vez em sua história que o homem tem a capacidade de exterminar a si mesmo de um só golpe”. O trecho continuava: “Seria de se esperar que qualquer idiota pudesse fazer uma escolha sábia entre estas duas alternativas. É basicamente, uma escolha entre o prazer e a dor. Todavia, o homem parece inclinar-se a escolher esta última.” O biólogo então indaga: “Como poderemos escapar da trilha fatal em que estamos, uma que nos leva para o precipício!” Ele não acha que exista qualquer religião “que abranja toda a humanidade ou que atraia a toda humanidade”, assim, elimina a religião como possível remédio. É especialmente crítico do “imperialismo eclesiástico” da cristandade, pois “tem uma péssima folha de serviços”. Por outro lado, aponta para a ciência e seu “método de edificar um novo mundo seguro, equacionando as diferenças entre as nações, criando a paz sem temor, fome e doenças, com riqueza, dignidade e felicidade jamais sonhadas; um mundo não baseado na força, mas na decência, eqüidade e boa vontade”. Acha que este seria um conceito realista sobre o qual escreveria?

      Pode pensar, como fizeram os estudantes, no terceiro trecho apresentado no opúsculo escolar. Delineava o futuro que o Partido Comunista da União Soviética tem como alvo para o amanhã. Em parte, dizia: “O comunismo também subentende um novo homem, um homem dotado de riqueza espiritual, pureza moral e perfeição física. Uma alta consciência comunista, amor ao trabalho e disciplina, e devoção aos interesses da comunidade — estas são as qualidades inseparáveis de tal pessoa.”

      Muitos dos estudantes dinamarqueses talvez tenham ficado surpresos diante da natureza do quarto texto do opúsculo; talvez o leitor também fique. Apresentando-o, o folheto de exame dizia: “Revelação é o último livro do Novo Testamento. Aqui o Apóstolo João relata suas visões do último Dia, quando os mortos estão sendo ressuscitados de seus túmulos para serem julgados, quer para a salvação quer para a perdição.” Uma citação de Revelação 21:1-8 se seguia. Em parte, isso diz: “A tenda de Deus está com a humanidade, e ele residirá com eles . . . E enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor. As coisas anteriores já passaram.” Não estimula as idéias?

      Agora, perto do fim do opúsculo, o quinto texto era apresentado com o seguinte comentário: “Testemunhas de Jeová: A Verdade Que Conduz à Vida Eterna. No que segue descreve-se a batalha final entre Jeová e Satanás, e as condições após a batalha. As referências no texto aplicam-se a trechos da Bíblia.” Talvez possua um exemplar desse compêndio bíblico, pois oitenta milhões de exemplares já foram produzidos, em 94 idiomas. O opúsculo de exame apresentava trechos tirados das páginas 100 a 106, os capítulos “Os Últimos Dias Deste Sistema Iníquo de Coisas” e “Uma Regência Justa Faz da Terra um Paraíso”. Os trechos mostravam, pela Bíblia, que Jeová Deus e Cristo intervirão nos assuntos humanos, exterminando a iniqüidade da terra e acabando com a má influência de Satanás, o Diabo, e seus demônios. Daí, sob a regência do Príncipe da Paz, os homens de fé poderão usufruir paz e união. Todos os homens serão irmãos. Não existirá mais guerra. Tendo a Cristo como rei justo, a opressão e a corrução não existirão na terra. Os humanos usufruirão a paz e a liberdade do medo.

      Depois de ler tal descrição atraente, o leitor, como os estudantes dinamarqueses, talvez ficassem abalados com o contraste do trecho final. Era dum livro, de 1968, de Sven Holm, Min elskede — en skabelonroman (Meu Amado — Novela Padrão). Como o livro de Huxley, esta novela dinamarquesa expressa um conceito muitíssimo pessimista do mundo futuro.

      Bem, se estivesse na situação daqueles estudantes e tivesse estudado os seis trechos, o que escreveria sobre o futuro da humanidade? Considere as orientações gerais fornecidas aos estudantes.

      Faça Sua Escolha

      Cada estudante que fazia o exame final tinha a opção de escolher qualquer dos seguintes seis exercícios:

      1. Caraterize alguns dos conceitos e atitudes sobre o futuro da humanidade expressos nos seis trechos do opúsculo. Use pelo menos três deles para desenvolver o tema “Perspectivas Futuras”.

      2. Caraterize o quinto texto (Testemunhas de Jeová) quanto ao estilo e a linguagem usados. Discuta como a linguagem usada foi influenciada pelo objetivo do livro, o assunto e os leitores a quem é dirigido. Examine como se relaciona com o quarto trecho (Revelação). Apóie sua caraterização com exemplos dos trechos. Use o tema: “Uma Caraterização Textual.”

      3. Compare as visões futuras dos trechos das novelas de Aldous Huxley e Sven Holm. Considere suas visões à luz da realidade que conhece. Como avalia estes trechos como sendo profecias? Tema: “Fantasia ou Realidade?”

      4. O futuro da humanidade tem sido amiúde travado pela ciência e pelas artes. Explique uma ou mais apresentações do assunto que você conheça, descrevendo como são de esperança futura ou de ruína futura. Poderá escolher seu próprio tema.

      5. Em sua opinião, que fatores determinarão como será o mundo no ano 2000? Tema: “O Ano 2000.”

      6. Interpretação do trecho da novela de Sven Holm. Tema: “Meu Amado — Uma Novela Padrão.”

      Qual dos seis ensaios teria escolhido desenvolver? Pode ver que dois dos trechos expressam, em ficção, o pessimismo que prevalece desde a Primeira Guerra Mundial. Ao passo que muitas pessoas gostariam de crer que o futuro será mais brilhante, não existe ampla base para pessimismo?

      Indo mais além, embora as promessas da ciência, que o Dr. Szent-Gyorgyi menciona, pareçam excelentes, sente cabal confiança de que serão realizadas? Depois de escrever sua composição, um estudante dinamarquês foi citado em Berlingske Tidende, de Copenhague, como afirmando: “Se se der demasiado poder à ciência, o mundo será frio e sem esperança.” Vê a verdade refletida nessa convicção?

      Bem, será que a perspectiva apresentada no trecho comunista soa-lhe nobre e atraente? Todos os que responderem “Sim” confrontam-se com a pergunta de se é provável que tal perspectiva se materialize. Será que a experiência que tem comprova a possibilidade de todos os humanos aceitarem voluntariamente a doutrinação comunista e produzirem um “novo homem, um homem dotado de riqueza espiritual, pureza moral e perfeição física”? Ou, em muitos países comunistas, não são as diretrizes do partido impostas basicamente por meio da força e da repressão?

      Francamente, muitos observadores da natureza humana e do cenário mundial concordariam com outra estudante dinamarquesa que foi citada em Berlingske Tidende: “Só podemos esperar que um milagre consiga evitar uma terceira guerra mundial — uma guerra nuclear que destrua o planeta em alguns segundos.” Assim, o que poderia escrever com exatidão sobre o futuro da humanidade?

      Esta estudante citada por último realmente forneceu um indício. Ela falou de algum acontecimento milagroso. Isto é, em essência, o que os outros dois trechos apontavam, a intervenção do Criador da terra e da humanidade. Não se trata de simples sonho idílico; é uma perspectiva tão real e substancial quanto a terra e a humanidade são reais.

      Muitos parecem imaginar que o livro bíblico de Revelação expressa uma mensagem sombria sobre vindouro Dia da Perdição e que é isto que as Testemunhas de Jeová destacam em sua pregação. Pelo contrário, porém, a intervenção de Deus — descrita em Revelação, e ensinada pelas Testemunhas de Jeová — é um socorro! “Como assim?” talvez fique imaginando. Observe o que Revelação 11:18 prediz: “Veio teu próprio furor [o de Deus] e o tempo designado . . . para arruinar os que arruínam a terra.” Longe de ser um Dia de Perdição para toda a humanidade e a terra, a predita intervenção de Deus significará a eliminação somente dos que ameaçam o bem-estar e a paz da humanidade. Assim, A Verdade Que Conduz à Vida Eterna pôde apontar para o seguinte resultado:

      “Haverá completa ausência do medo de qualquer dano. Nunca mais se terá medo de andar à noite pelo parque para ver a obra estrelada do Criador. . . . então de modo literal, . . . ‘morarão realmente em segurança, sem que alguém as faça tremer’.” Ezequiel 34:28.

      O tema que se deu aos estudantes dinamarqueses para desenvolverem, “O Futuro da Humanidade”, é deveras de importância imediata para todos nós. Considerando cuidadosamente o assunto, a pessoa termina com a pergunta: Devo eu colocar meu futuro e minha confiança nas mãos do homem ou nas de Deus? O simples fato de que todos nós dependemos do Criador para ter a vida que temos, o ar e outros meios de sustentação da vida, certamente recomenda que examinemos o que ele tem a dizer sobre o futuro. Ele está envolvido no futuro da humanidade. Ele está envolvido em seu futuro. Por que não estuda cuidadosamente a Sua Palavra, para verificar o que Ele espera de nos agora, de modo que estejamos em condições de tirar proveito do que Ele determina para o futuro da humanidade?

      [Fotos na página 17]

      Na sua capa da frente e de trás, este folheto oferece dois conceitos diferentes sobre o futuro da humanidade — a humanidade em ruína e a humanidade no paraíso. Qual deles acha que prevê corretamente o que há de vir?

  • ‘Vir sob a sombra’
    Despertai! — 1976 | 22 de novembro
    • ‘Vir sob a sombra’

      A sombra lançada por um penhasco, nuvem, prédio, árvore, ou outro objeto, pode fornecer proteção desejada, como, por exemplo, do sol escaldante. É por isso que a expressão bíblica ‘vir sob a sombra de algo’ significa entrar para um lugar de proteção, segurança ou refúgio. Por exemplo, Ló disse aos homens de Sodoma, a respeito de seus convidados angélicos: “Somente não façais nada a esses homens, porque foi por isso que vieram sob a sombra do meu teto.” (Gên. 19:8) Veja também Isaías 32:1, 2.

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