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  • Almeja dias melhores?
    Despertai! — 1974 | 22 de outubro
    • Almeja dias melhores?

      AO TERMOS entrado já no último trimestre de 1974, que lhe parece o futuro? Será que os problemas e as incertezas da atualidade o estimulam a desejar dias melhores — dias que permitam o usufruto mais pleno e mais revigorante da vida?

      Milhões de pessoas pensam assim hoje. E, com boa razão, também. Jamais viveram as pessoas num tempo em que os homens dispõem de maior poder para realizar coisas, todavia, parecem fazê-lo de forma tão insatisfatória.

      Exemplificando: Há pouco mais de um ano havia a sensação de que o mundo estava à beira de algo realmente grandioso — uma grande mudança para melhor. A guerra do Vietname parecia estar desescalonando, havia crescente espírito de distensão entre os Estados Unidos e a Rússia. A China Vermelha entrara nas Nações Unidas, e suas portas maciças vagarosa e continuamente se abriam para o mundo exterior. Muitas nações estavam no meio de um “surto” econômico. Os meses que se seguiram, porém, arremessaram o mundo num virtual “parafuso”, deixando as pessoas um tanto perplexas com a repentinidade das mudanças.

      Assim, quando 1974 surgiu em cena, encontrou os ingleses subitamente lançados numa semana de trabalho de 3 dias, os franceses pagando Cr$ 8,45 por um galão de gasolina (e ainda se saindo melhor que os italianos, que pagavam Cr$ 9,43 o galão), ao passo que as pessoas no Japão se perguntavam como sua economia vertiginosa — que o elevara rápido à posição de terceira maior potência comercial da terra — poderia resultar tão vulnerável ao embargo petrolífero dos estados árabes, nem mesmo rápidos esforços de apaziguamento dando muito resultado em remover a desolação quanto às futuras perspectivas econômicas. E, recapitulando o cenário político dos EUA, certo escritor do Times de Seattle disse:

      “As coisas que aconteceram na política estadunidense [em 1973] foram tão grotescas que quase parecia como se um roteirista diabólico estivesse sentado, às noites, gargalhando, criando um novo abalo para o dia seguinte.”

      O Fator de Perturbação

      O que é que tanto abala as pessoas? É o efeito que tais coisas exercem sobre suas esperanças para o futuro. Certo inglês disse sobre a situação na Inglaterra: “Isto ainda não é recessão — é apenas um treino.” Ao invés de planejar para vários anos, a atitude confusa de tantos foi expressa pela senhora de Los Angeles, que disse: “Um ano de cada vez é tudo que conseguimos manejar.”

      Depois dos desastres naturais — enchentes, terremotos, secas — ou convulsões temporárias, tais como guerras, as pessoas em geral acham que ainda podem ‘juntar os pedacinhos e começar tudo de novo’, trabalhando por um futuro melhor. O que agora perturba e frustra tanto a muitos é que observam exemplos repetidos de quão instáveis e inseguros são os sistemas básicos do mundo. Os gigantescos sistemas que os homens orgulhosamente construíram agora resultam ser surpreendentemente frágeis e sujeitos a se desconjuntarem quando menos se espera.

      A grande questão na mente de tantos por conseguinte, é: ‘No que podemos confiar? Sobre o que podemos construir para o futuro, que se prove ser mais do que areia movediça?’

  • Esforços mundiais visando dias melhores
    Despertai! — 1974 | 22 de outubro
    • Esforços mundiais visando dias melhores

      O PASSADO recente tem sido muito tempestuoso. Mas, não é verdade que a tempestade amiúde precede dias calmos e agradáveis? O que se dá quanto ao tempo às vezes tem-se dado com os assuntos humanos.

      Na Europa, por exemplo, o período conturbado da Revolução Francesa e da era napoleônica foi seguido por longo período de relativa calma. Os tempos difíceis da grande depressão, que começaram nos EUA em 1929, e atingiram o mundo todo, foram seguidos por anos de relativa prosperidade em muitos países. Os eventos mundiais amiúde parecem operar em ciclos.

      Assim, são os eventos tempestuosos de nossa história recente o prelúdio dum período de relativa paz e segurança em todo o mundo? Há evidência de que as nações da terra farão esforços dramáticos neste sentido. Virá o tempo — e os indícios são de que virá em breve — quando os líderes mundiais confiantemente assegurarão à humanidade de que ela entra nos seus ‘melhores dias’, que os principais obstáculos para uma vida realmente melhor para todo o povo já foram por fim removidos. Até mesmo a profecia bíblica aponta para tal pronunciamento mundano de “paz e segurança”.

      A questão, contudo, é: será que tais esforços introduzirão uma era inteiramente nova de dias melhores que sejam genuínos e duradouros? Ou há outra fonte, uma de maior excelência para a qual se voltar? Para onde a Bíblia nos orienta que nos voltemos?

      Mudará o Sistema?

      Para que haja dias genuinamente melhores, os líderes mundiais terão que fazer uma inversão drástica em todos os campos do empenho humano. Terão de mudar o jeito que segue o inteiro sistema de coisas. Mais do que isso, terão de produzir mudanças fundamentais na própria disposição das pessoas. Acha que tudo isto é provável?

      Entre os principais esforços que são feitos para trazer uma nova era acha-se o de maior cooperação entre as “superpotências” do mundo. Ao visitar a Alemanha Ocidental, o líder do partido comunista soviético, Leonid Brezhnev disse sobre as aprimoradas relações soviético-estadunidenses:

      “Em geral, talvez se possa dizer que nosso planeta hoje se acha mais perto da paz durável e duradoura do que nunca antes. E a União Soviética está pondo todo o seu peso em reforçar esta tendência benéfica.”

      Não pode haver dúvida de que as manobras diplomáticas de grande importância são feitas hoje num passo e numa intensidade raramente vistas antes — em especial em tempos de paz. Muitos observadores concordariam com Spartak Beglov, da agência de notícias soviética, Novosti, de que “novo clima político acha-se em formação” em todo o mundo. Prevêem tremendos benefícios se se puder obter verdadeira cooperação entre as grandes potências do mundo, inclusive a China

      Nutrem-se esperanças, também, de que o sistema econômico do mundo se estabilize, que as recentes crises movam as nações a fazer as muito esperadas mudanças ou ajustes, que novas fontes energéticas — conversores de energia solar, por exemplo — sejam aperfeiçoados ou antigas fontes sejam usadas com maior eficiência, e que, em resultado, nova onda de prosperidade e abundância surja de novo.

      Sim, fique certo de que 1974 verá poderosos esforços para tentar injetar nova vida nos sistemas do mundo. E as coisas talvez pareçam deveras estar de novo ‘melhorando’. Mas, poderá depositar seguramente sua confiança nestes acontecimentos para a obtenção de resultados duradouros?

      O otimismo certamente é melhor que o pessimismo. Ainda mais vital, contudo, é o realismo, porque sem ele o otimismo se torna apenas ilusão que leva ao desapontamento. Quão realísticos, então, são os esforços do mundo de criar nova era de duradoura paz e segurança?

      Encarando os Fatos Reais

      Muitos e muitos tratados e acordos de paz foram assinados pelas nações no passado, sendo saudados na época como prometendo ‘paz duradoura’. Mas, cada breve período de calma foi mais tarde abalado por guerras sucessivamente mais onerosas e horrendas. Não importa quão solenes e sinceros, os pactos de paz entre as nações jamais produziram paz e segurança genuínas e duradouras. Os interesses egoístas sempre atuaram como ácido corrosivo que por fim dissolve os elos de união e cooperação. Afirmaria que as nações são menos egoístas hoje do que eram no passado?

      Pergunte a si mesmo também: Se as nações e os líderes dos vários campos são realmente capazes de realizar as amplas mudanças necessárias para se ter dias genuinamente melhores, por que isto já não foi feito? Ou por que, pelo menos, não vimos alguma melhora constante e gradual? Por certo, não é por que não se tenha gasto suficiente tempo, esforço e dinheiro na tentativa de conseguir isso. Todavia, o que vemos?

      Ao escoar-se o tempo, os problemas, os problemas mundiais, multiplicam-se ao invés de diminuírem. Cada vez mais autoridades expressam a crença de que tais problemas — crescente escassez dos itens básicos, a população mundial em “explosão”, o colapso moral, a poluição — estão em realidade fugindo do controle. Assim, certo artigo publicado pelo Pharos-Tribune and Press, de Indiana, disse:

      “Um significado fundamental do incrível ano de 1973 é que, através de quase toda a frente do empenho humano, esta nação e o mundo viram inculcados o fato de que seus problemas . se aproximam do ponto perigoso.

      “Uma palavra-chave que jaz na raiz deste fenômeno é um quebra-queixo: ampliação. Pode citar um problema. Se, certa vez, parecia manejável, ou pelo menos suportável, parece que hoje assume proporções que ameaçam levá-lo além de nosso domínio. . . .

      “O crescimento do mundo em números e complexidade ampliou a dificuldade até que o perigo penetra nos ossos de todos.”

      O problema é muito mais profundo do que a maioria imagina. Realmente atinge os alicerces da sociedade humana. Pois a fonte principal das agravantes condições mundiais tem de se achar, no fim das contas, nas pessoas, no seu modo de vida, nos padrões — ou na falta deles — segundo os quais vivem e que os guiam em seus tratos mútuos. Indicando esta direção, o autor Alvin Toffler, em seu livro Future Shock (Choque Futuro), declarou:

      “O que ocorre agora não é uma crise do capitalismo, mas da própria sociedade industrial, sem considerar sua forma política.

      “Experimentamos simultaneamente uma revolução dos jovens, uma revolução sexual, uma revolução racial, uma revolução colonial, uma revolução econômica, e a mais rápida e profunda revolução tecnológica na história.

      “Vivemos no meio da crise geral do industrializo. Numa só palavra, estamos no meio da revolução super-industrial.”

      Problemas São Globais Agora

      O que acontece em nossa geração difere muito do que sucedeu em qualquer outra época. No passado, os problemas em um país ou área eram contidos ali. Levava anos, gerações, até mesmo séculos, para que os efeitos da maioria das coisas atingissem outras áreas.

      Mas, este não é o caso agora. Atualmente, o mundo se acha intimamente ligado, entrelaçado fortemente por meio das rápidas comunicações, viagens áreas, intercâmbio econômico e político. Assim, a mudança drástica em certa área é rapidamente sentida em outra. É por isso que o mundo todo sofreu devido aos efeitos da Primeira Guerra Mundial, da grande depressão, da Segunda Guerra Mundial, da guerra do Vietname, e, agora, da crise energética.

      As autoridades admitem que os problemas globais deste sistema parecem certos de se agravarem. Uma razão disso é o inexorável aumento demográfico, em especial nos países que menos poderiam suportá-lo. Segundo o Departamento de Referências Demográficas em Washington, D. C., EUA, a população mundial em fins de 1973 era de 3.900.000.000. E aumenta à taxa de 2% ao ano. Isso significa que durante 1974 o mundo terá um aumento líquido de cerca de 78 milhões de pessoas!

      Assim, os problemas se multiplicam em velocidade e amplitude. Não é de admirar que cada vez mais pessoas se tornem “emocionalmente perturbadas”. Crescentes pressões, em todas as direções, tornam crescentes números de pessoas incapazes de enfrentá-las. É por isso que as instituições de saúde mental estão apinhadas, que tantos se comportam de forma desequilibrada, até mesmo ficando loucos varridos e cometendo assassínios em massa. O que acontece agora em ampla escala pode ser comparado ao que acontece numa batalha quando, devido à excessiva pressão, os soldados ficam com ‘neurose de guerra’.

      Por conseguinte, temos de concluir que todos os graves problemas sociais, morais e econômicos deste mundo não desaparecerão pela simples assinatura de acordos de paz e de cooperação internacional. Assinaturas em pedaços de papel, não importa quão bem intencionadas, não eliminarão a ganância, a violência, a imoralidade ou o colapso familiar. Não terão efeito algum sobre o abuso de tóxicos, as doenças venéreas, a doença e a morte. Não farão as pessoas em sua vizinhança serem mais bondosas, mais amorosas para com outros, farão?

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