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Uma terra sem florestas — será isso que o futuro nos reserva?Despertai! — 1987 | 22 de julho
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do século, e da baixada da floresta pluvial equatorial das Filipinas pelo ano 1990, noticia a revista Science Digest. Na Austrália, a devastação de suas florestas é bem ampla — dois terços de suas florestas pluviais equatoriais já desapareceram! Na Índia, todo ano o machado derruba cerca de 1,3 milhão de hectares de florestas.
“Quanto a meados da década de 80”, veicula a revista Natural History, de abril de 1986, “todo país da África está perdendo sua cobertura florestal. Deveras, os déficits florestais são agora a regra em todo o Terceiro Mundo”. Em 63 países, 1,5 bilhão de pessoas estão cortando madeira mais rápido do que ela consegue crescer, gerando um déficit que só pode levar à falência das florestas e das madeiras de lenha. Os peritos esperam que tal déficit dobre até o ano 2000.
A destruição das florestas toca no próprio âmago da capacidade do homem de subsistir — a agricultura. Para começar, quando o homem derruba árvores nas montanhas ou colinas para plantar suas sementes, sem vegetação que retenha o solo em seu lugar, o solo é rapidamente levado embora. Também, em países em que a lenha é escassa, “calculadamente 400 milhões de toneladas de estrume são queimados anualmente . . . Calcula-se que esta queima de um fertilizante em potencial reduza as safras de cereais em mais de 14 milhões de toneladas”.
Estão as grandes florestas da Terra realmente condenadas por forças irreversíveis? Ou será que esta geração legará grande parte dos recursos e da beleza da Terra a seus filhos? Ela fala bastante, escreve muitíssimo, mas pouco age. Assim, que futuro legará ela a seus filhos? Só o tempo dirá, e resta pouco tempo.
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Que futuro há para nós e nossos filhosDespertai! — 1987 | 22 de julho
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Que futuro há para nós e nossos filhos
UMA família não pode gastar mais do que ganha e continuar solvente. Uma nação não pode pagar mais do que recebe e ainda prosperar; nem podemos prosseguir consumindo mais do meio ambiente do que ele consiga recuperar. Não podemos desperdiçar mais solo do que o que se forma, criar mais bióxido de carbono do que as plantas possam consumir, abater mais árvores do que possamos substituir, poluir mais ar e água do que a Terra possa reciclar. Os déficits ambientais, do mesmo modo que os déficits nacionais, exigirão uma prestação de contas. Eles terão de ser pagos, quer em dinheiro e na cooperação internacional, quer em vidas — as nossas e as de nossos filhos.
A tecnologia moderna tornou possível a devastação da Terra. Poderia ser empregada para impedi-la. Por que não é? O amor ao dinheiro. Isso custaria bilhões de dólares. Este mundo não consegue enxergar — ou, em seu egoísmo, não quer enxergar — além de seus próprios desejos materialistas míopes. Visto que se recusa a pagar em dinheiro, pagar-se-á com a perda de solo arável, a perda de florestas, a perda dos aqüíferos, com a atmosfera sob o efeito estufa, a água envenenada, as crescentes doenças, e em vidas humanas. E, para apegar-se a seu dinheiro, este mundo está vendendo o futuro de seus filhos.
Será que despertará em tempo? A resposta da História não é tranqüilizadora, mas a resposta de Deus é. O próprio Jeová Deus diz que ele intervirá e ‘arruinará os que arruínam a terra’. (Revelação 11:18) Ele removerá da Terra os que devastam seu meio ambiente e destroem sua beleza, pois ele a criou para sustentar a vida e ser bela. “Os céus são o meu trono e a terra é o meu escabelo”, diz ele, e: “Eu glorificarei o próprio lugar dos meus pés.” — Isaías 66:1; 60:13.
Ele a criou para ser habitada por pessoas que amam a justiça — e ela o será, e isso por milhões que certa vez viveram no passado, por milhões que agora vivem, e por milhões de filhos que ainda nascerão. Ele fez registrar isto em sua Palavra, a Bíblia, e você poderá ler isso por si mesmo em Isaías 45:18 e João 5:28, 29.
Daí, a Terra, sendo cuidada por aqueles que a amam, se regenerará até reaver aquela beleza com que nosso Criador originalmente a dotou. Então, pessoas de inclinações justas e seus filhos terão um futuro, um futuro glorioso: “Apenas mais um pouco, e o iníquo não mais existirá; e estarás certamente atento ao seu lugar, e ele não existirá. Mas os próprios mansos possuirão a terra e deveras se deleitarão na abundância de paz. Os próprios justos possuirão a terra e residirão sobre ela para todo o sempre.” — Salmo 37:10, 11, 29.
E jamais morrerão? E jamais morrerão! “O próprio Deus estará com eles. E enxugará de seus olhos toda a lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor. As coisas anteriores já passaram.” (Revelação 21:3, 4) É bom demais para ser verdade? Não, o atual mundo iníquo é que é ruim demais para permanecer. — Daniel 2:44.
Mas você e seus filhos podem permanecer. Jeová Deus torna isso possível mediante o sacrifício de seu Filho. Aprender sobre Jeová e seu Filho significará vida eterna para você e seus filhos — vida num novo mundo em que a justiça há de morar. (João 3:16; 17:3; 2 Pedro 3:13) Este pode ser o futuro feliz para você e seus filhos. Se será ou não só depende de você.
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