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Cai às vezes nas garras de cobiça?A Sentinela — 1985 | 15 de novembro
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pequenos para passear, mas eles estavam chorando. Um vizinho perguntou: “O que é que há com esses garotos?” Lincoln respondeu: “O mesmo que há com o mundo inteiro. Eu tenho três nozes, mas cada um deles quer duas.”
Os pais devem ‘educar’ os meninos e as meninas coerente e amorosamente para serem altruístas e terem consideração para com os outros. (Provérbios 22:6) Isto os ajudará muito durante o estágio da adolescência, quando os apetites sexuais e outros desejos egoístas talvez se tornem fortes. Nos dias atuais, os jovens são constantemente assediados por provocações sexuais. No entanto, a Bíblia diz: “A fornicação e a impureza de toda sorte, ou a ganância, não sejam nem mesmo mencionadas entre vós, assim como é próprio dum povo santo; nem conduta vergonhosa, nem conversa tola, nem piadas obscenas, coisas que não são decentes . . . Nenhum fornicador, nem pessoa impura, nem pessoa gananciosa — que significa ser idólatra — tem qualquer herança no reino do Cristo e de Deus.” — Efésios 5:3-5.
Note que a “pessoa gananciosa” é também “idólatra”. Em que sentido? Os que ficam possuídos por desejos sexuais, pelo amor ao dinheiro (tal como expresso em furtos, desfalques e jogatina), pela sofreguidão por alimentos e bebidas, ou pela ambição por poder ou fama, tornam-se escravos de tais desejos e os transformam como que em seus ídolos. Seu objetivo principal na vida é satisfazer seu desejo cobiçoso. Os cristãos que praticam tais coisas de modo idólatra sem dúvida são ‘pessoas gananciosas’, na terminologia bíblica, e poderiam ser excluídos da congregação. Eles colocam a adoração de seus “deuses” acima da adoração de Jeová, que é “um Deus que exige devoção exclusiva”. — Êxodo 20:3-6, 17.
Dar atenção a programas de rádio e de TV, ou a livros e revistas que estimulam a cobiça de coisas prejudiciais, é muito perigoso para os cristãos — jovens e idosos. Lembre-se de que Davi deixou de desviar os olhos de Bate-Seba que se banhava, e, num momento de fraqueza, foi apanhado pela cobiça sensual. Será que você desliga a TV ou sai do cinema quando se apresentam imoralidades?
Davi, apesar do seu lapso, tinha um profundo amor a Jeová. Isto o ajudou a se recuperar de sua transgressão.. De modo similar, um antigo cristão, na África, pôde recuperar-se dum grave caso de ganância de dinheiro. Por causa de certas dificuldades, ele ficara endividado. Sendo o responsável pelas finanças da firma em que trabalhava, ficou tentado de “tomar emprestado” algum dinheiro, sem permissão. Ele permitiu que a “semente” da ganância germinasse, e desfalcou uma grande soma de dinheiro. Quando seus patrões começaram a investigar o assunto, ele entrou em pânico e fugiu do país, deixando atrás sua esposa e seus filhos. Mas logo teve dores de consciência e deu-se conta de que havia cometido um terrível erro. Ele voltou para casa e finalmente devolveu todo o montante de dinheiro. Foi repreendido por anciãos cristãos e agora faz elogiável progresso.
O que o ajudou a recuperar-se? A oração e a leitura da Bíblia. Viu que muitas das expressões nos salmos de Davi tocavam em pontos sensíveis no seu próprio coração, ajudando-o a orar mais fervorosa e significativamente. Aqui estão alguns exemplos desses salmos: “Mostra-me favor, ó Deus, segundo a tua benevolência. Segundo a abundância das tuas misericórdias, extingue as minhas transgressões. Cria em mim um coração puro, Ó Deus, e põe dentro de mim um espírito novo, firme.” “Refreia também teu servo de atos presunçosos; não deixes que me dominem.” — Salmo 51:1, 10; 19:13.
Se quiser evitar ou vencer as garras da cobiça, ‘chegue-se a Deus, e ele se chegará a você’. (Tiago 4:8) Quando o coração do cristão está cheio de amor a Jeová, aos irmãos cristãos e aos muitos que precisam de ajuda nestes tempos aflitivos, então será mais difícil para a horrível “semente” da cobiça germinar. Além disso, o espírito santo é um excelente exterminador da cobiça! Portanto, deixe que esta poderosa força penetre no seu coração, purificando-o de desejos impuros, e encha-o com o profundo anseio de servir a Jeová. Assim, a força repugnante da cobiça não o agarrará.
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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1985 | 15 de novembro
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Perguntas dos Leitores
◼ Encaram as Testemunhas de Jeová o alcoolismo como doença?
Muitos falam do alcoolismo como doença, segundo uma definição ampla dessa palavra. Entre estes se encontram pesquisadores, médicos e pessoas que ajudam os alcoólatras, porque muitos desses usam termos tais como “doença”, “enfermidade” ou “mal” na descrição do alcoolismo. Por exemplo, a revista Science Digest de maio de 1984 declarou:
“O alcoolismo ainda é uma doença em busca duma explicação. Anteriormente considerado exclusivamente como distúrbio mental, é hoje encarado como tendo também componentes genéticos e bioquímicos . . . Descobertas recentes apóiam uma evidência anterior procedente da Suécia, de que o vício do álcool muitas vezes ‘percorre’ a mesma família.” — Página 16.
No entanto, há motivos para cautela quanto a encarar o alcoolismo como doença. Alguns alcoólatras, bem como outros, têm estado inclinados a desculpar seu vício ou seu excesso no beber afirmando que realmente não podem fazer nada quanto a isso, porque é uma doença. Outros parecem achar que, se o alcoólatra tem uma predisposição biológica para com o problema, ou se o seu organismo tem um impedimento bioquímico na reação ao álcool, então ele não pode ser encarado como moralmente repreensível.
Os cristãos, porém, preocupam-se primariamente com o conceito de Deus sobre o assunto. O conceito dele é justo, equilibrado e permanente, em contraste com as posições adotadas por médicos e psicólogos, posições que talvez estejam na moda por um tempo, sendo mais tarde alteradas ou abandonadas. A Palavra perfeita de Jeová condena diretamente a embriaguez, que está alistada entre as coisas que podem excluir alguém do Reino de Deus. (Gálatas 5:19-21) Romanos 13:12, 13 aconselha: “A noite está bem avançada; o dia já se tem aproximado. Portanto, ponhamos de lado as obras pertencentes à escuridão e revistamo-nos das armas da luz. Andemos decentemente, como em pleno dia, não em festanças e em bebedeiras, nem em relações ilícitas e em conduta desenfreada, nem em rixa e ciúme.” Mesmo que, em certos casos, possa haver uma predisposição biológica, induzindo alguns a encará-lo como problema clínico ou como doença, os cristãos reconhecendo os aspectos morais do alcoolismo.
O apóstolo Pedro escreveu a cristãos: “Porque já basta o tempo decorrido para terdes feito a vontade das nações, quando procedestes em ações de conduta desenfreada, em concupiscências, em excessos com vinho, em festanças, em competições no beber e em idolatrias ilegais. Visto que não continuais a correr com eles neste proceder para o mesmo antro vil de devassidão, ficam intrigados e falam de vós de modo ultrajante.” (1 Pedro 4:3, 4) O próprio Pedro era imperfeito e compreendia a condição humana. No entanto, ele não disse que todos os cristãos se haviam desviado dos excessos com vinho com exceção dos que tinham alguma predisposição genética ou biológica para o álcool. De fato, o apóstolo Paulo disse que alguns cristãos haviam sido anteriormente fornicadores, ladrões, beberrões e extorsores. Mas não importava o que os havia levado a tais problemas morais, podiam mudar e haviam mudado. Paulo disse: ‘Fostes lavados, fostes santificados, fostes declarados justos no nome de nosso Senhor Jesus Cristo e com o espírito de nosso Deus.’ — 1 Coríntios 6:9-11.
Portanto, quer o alcoolismo seja considerado como doença, quer não, temos de apegar-nos à elevada e boa norma especificada na Palavra de Deus. Todo aquele que tiver ficado viciado em bebidas alcoólicas — quer por falta de autodomínio, quer por influência étnica ou familiar, ou mesmo por causa duma peculiaridade biológica — deve esforçar-se a abandoná-lo, talvez aproveitando-se de ajuda compassiva. (Veja Despertai! de 8 de janeiro de 1983, páginas 4-12.) Assim terá por objetivo “viver o resto do seu tempo na carne, não mais para os desejos dos homens, mas para a vontade de Deus”. — 1 Pedro 4:2.
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