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  • Descubra o mundo maravilhoso do caminhar
    Despertai! — 1974 | 22 de fevereiro
    • de assobios e ordens variadas, manda-os através do vale, em direção ao rebanho, que eles cercam e conduzem vale abaixo em direção a uma porteira. É deveras surpreendente ver como os cães acatam sua orientação e cumprem seu dever de modo entusiástico, sem causar dano às ovelhas.

      Antes de cruzar o rio, nosso amigo ovejero diz que vai levar-nos a uma “fonte de soda”, e, sem dúvida, borbulhando à base da colina há várias fontes de águas minerais, naturalmente gaseificadas e muito refrescantes de se beber. Depois de saciar a sede, cruzamos o rio, que, embora em enchente, só atinge os joelhos nesse ponto.

      A fim de secar nossa roupa, armamos o acampamento para a noite do outro lado. Bem, talvez alguns dos leitores poderiam pensar que molhar-se desse jeito e expor-se em geral aos elementos, por que passa um andarilho, talvez seja um risco para a saúde. Todavia, em duas semanas, apesar de nos molharmos várias vezes e vivermos ao ar livre, nenhum de nós ficou resfriado. Com efeito, via de regra, parece que, quando andamos e estamos expostos aos elementos, ficamos mais imunes a seus efeitos.

      Algo de interessante que descobrimos desde o início da viagem é que, mesmo quando andamos por partes que já havíamos percorrido de carro e que considerávamos como sendo em geral áridas e sem nada de interessante, tornaram-se vividamente interessantes para nós quando a pé. Arbustos, árvores, ravinas e colinas baixas, que se misturam numa mancha distante para os motoristas cheios de pó, tornam-se todos pontos de interesse em nosso passo descontraído ao ar livre.

      Região Montanhosa

      Tendo viajado vários dias, cruzamos o Rio Payne, chegando no fim da estrada para veículos. Neste ponto, estamos a aproximadamente 24 quilômetros de nosso alvo, Ventisquero Grey ou a Geleira Grey, que atingiremos por palmilhar a bem assinalada trilha de cavalos. A trilha serpeia por uma área de notável beleza. Os dois famosos cuernos ou chifres de Payne, que são picos montanhosos cobertos de neve, mergulham agudamente nas águas claras e azuis do Lago Nordenskjold, à nossa direita.

      Este vale parece constituir excelente “túnel aerodinâmico” às vezes. Subitamente observo que as mulheres não estão mais comigo, e, olhando para trás, na trilha, vejo-as no chão, rindo sem parar e agarrando-se a arbustos para não rolarem mais abaixo da encosta pela força do vento. Um pouco mais abaixo, vemos uma “queda d’água” ao inverso, à medida que a força do vento varre a água para cima, numa encosta vertical. Em intervalos, paramos para descansar no alto de longa subida, ou ao lado duma corrente montanhesca clara como cristal.

      Continuando ao longo da base do pico mais alto de Payne, que tem mais de 3.000 metros de altitude, vagarosamente subimos suando até o cume duma colina elevada, e, ali está a geleira! Quão perto parece estar! Mas, não deixe que isso o engane. Nas montanhas, dum ponto elevado, as aparências podem ser muitas vezes enganadoras. Ainda temos que andar algumas horas. Neste ponto, a geleira parece totalmente branca, com apenas um toque de azul. Prosseguindo com o lago à nossa esquerda, encontramos grandes icebergs de formato irregular que se desprenderam de sua fonte na ponta do Lago Grey. Grande parte do restante de nossa caminhada é descendo colina abaixo e passando por bosques.

      Logo encontramos a cabana abandonada do ovelheiro, onde passaremos a noite, perto da extremidade da geleira.

      Naturalmente, não esperaremos até o amanhecer para dar nossa primeira espiada de perto na geleira. Poderia estar chovendo de manhã.

      A Geleira, Vista de Perto

      Uma curta caminhada pelo bosque e chegamos a uma clareira. Estendendo-se diante de nossos olhos, até onde nossa vista alcança no alto das montanhas, acha-se gigantesca maravilha congelada que reluz de tão branca, à luz do sol.

      “Quão grande é?” — pergunta nossa amiga. “Não consigo ver onde termina.” A Geleira Grey varia de uns 2,5 a 6,5 quilômetros de largura; seu comprimento talvez possa ser calculado em mais ou menos 16 quilômetros. No entanto, em realidade, depois de dezesseis quilômetros, ela apenas se junta ao corpo principal da Geleira da Patagônia, que se situa entre as maiores geleiras do mundo. Abrange quase 4.000 quilômetros quadrados, num comprimento total de 555 quilômetros, do norte ao sul. A Geleira Grey é apenas um dos muitos braços glaciários que se lançam ao mar ou nos lagos desde o principal campo de gelo glaciário que engolfa o extremo sul da cadeia de montanhas dos Andes. Termina pouco ao sul de Coihaique, Chile, na Província de Aysén, e, embora seja principalmente chileno, estende vários braços glaciários através da fronteira, para a Argentina, a leste.

      Venha conosco agora, ao descermos ao gelo para uma espiada mais de perto. O exame de perto do gelo revela que, embora branco, não é semelhante à neve, nem é enorme bloco vítreo; antes, é uma estrutura granular chamada nevado. Naturalmente, os glaciares são o resultado de neve compactada e se encontram em muitas regiões montanhosas e nas zonas polares em que o índice de precipitação é maior do que o índice de ablação. Na frente da geleira, onde encontra o lago, há constante murmúrio de gelo tilintando e de água brunindo e gotejando, entrecortados por ocasional estrondo quando outro bloco do gigante de gelo cai no lago.

      Curiosamente, embora a água seja clara e incolor, o gelo comum parece branco de longe devido às bolhas de ar presas nele. Mas, sempre que o gelo dum glaciar é rachado ou uma parte se desprendeu recentemente, é de linda cor azul cristal, pois não contém o ar preso do gelo comum. É também por isso que o gelo glaciário se derrete mais devagar que o gelo artificial.

      “O que faz com que seja tão rugoso, com todas aquelas rachaduras e picos dentados?” — pergunta minha esposa. São real reflexo do solo invisível do vale. Devido a sua superfície irregular, o gelo racha; a erosão adicional do gelo por parte do sol, do vento e da água provoca profundas fendas e a formação de altos e pontiagudos pináculos. Quando isso acontece, seria perigosíssimo tentar atravessar a geleira. No entanto, há lugares em que a superfície do gelo é bem suave e tem poucas fendas, tornando-se seguro andar sobre ele. Aqui vemos correntes glaciares serpenteando através do gelo azul cristal.

      “Mas, como é possível que o gelo maciço ‘deslize’?” — pergunta nossa amiga. O “deslizamento” ou movimento duma geleira depende da temperatura da massa de neve e de gelo acumulada, do declive da superfície do gelo, e da suavidade e inclinação do solo do vale. O glaciar pode passar por obstáculos rochosos que obstruam o caminho por derreter-se na frente e congelar-se atrás. Tal processo é chamado regelo, e só é possível perto do ponto de congelamento. Em temperaturas mais baixas, o gelo pode avançar por um fluxo visco-plástico em que os cristais de gelo se deformam sem quebrar, assim permitindo enfrentar curvas e irregularidades na superfície do vale.

      Ao nos pormos em frente da geleira, junto à extremidade da água, contemplando as esculturas azuis e brancas no gelo, que se estendem por 15 a 30 metros para cima, ficamos todos convictos de que tal descoberta é a culminação de nossa caminhada. Na verdade, aqui pode ser vista a “cintilação de gelo que mete medo”, outra das obras maravilhosas do Criador. — Eze. 1:22; Sal. 104:24.

      Mas, agora já é hora de deixarmos este espetáculo. Nossa volta da geleira resulta igualmente apreciada, visto podermos facilmente modificar nosso itinerário e ver coisas inteiramente diversas.

      Pode-se descobrir coisas interessantes em todas as partes da terra, assim, quer tenha dois dias ou duas semanas, quer more na cidade ou no campo, por que não estaciona aquele carro, para variar, e vê o que consegue descobrir por caminhar?

  • De onde vêm as palavras?
    Despertai! — 1974 | 22 de fevereiro
    • De onde vêm as palavras?

      Do correspondente de “Despertai!” na Rodésia

      AO DOMINARMOS uma língua, nosso modo de pensar se torna inseparavelmente ligado a palavras, de modo que é impossível formular idéias sem usarmos palavras. Mas, de onde vêm as palavras? Como começam?

      Os familiarizados com as Santas Escrituras sabem que o Grande Arquiteto da linguagem não é outro senão Jeová Deus mesmo. Ele deu ao primeiro homem e mulher a habilidade de falar, e mais tarde, por ocasião da construção da Torre de Babel, trouxe à existência uma variedade de línguas, cada uma com seu próprio vocabulário e gramática. Isto era eficaz meio de trazer a fim inglório um projeto dos opositores de Deus contra Seu propósito. — Gên. 11:1-9.

      A influência mútua entre as várias línguas desde aquele tempo e o efeito de umas sobre as outras constituem fascinante estudo.

      Toma Forma o Inglês

      Quanto à língua inglesa, os lingüistas modernos agrupam-na entre as línguas germânicas, visto que suas origens estão na língua dos anglos e saxões que procedem da parte ocidental da Europa que se tornou a província romana da Gália. Presentemente, contudo, a língua é verdadeiro pot-pourri de muitas línguas. Embora grande parte da língua derive-se do grego e latim, bem como do anglo-saxão original, a linguagem da pessoa de fala inglesa talvez contenha vestígios de francês, italiano, hindi, russo e turco, para citar apenas algumas.

      A primeira parte duma palavra, amiúde chamada “prefixo”, talvez dê indício de sua origem. O prefixo “tele-”, por exemplo, talvez indique que a palavra se formou do grego. Assim, temos “telegrama”, significando “algo escrito de longe”, e “telescópio”, que significa “ver de longe”. A palavra “televisão” é híbrida, a primeira parte sendo do grego e a parte final do latim. Basicamente, significa “ver de longe”, exatamente o que fazemos ao vermos televisão.

      “Pan-” é outro prefixo grego. Temo-lo na palavra “panteão”, que significa “todos os deuses”. Também o temos na palavra “pandemônio”. Sabe o que significa literalmente essa palavra? “Todos os demônios”; e é isso o que parece existir quando há um pandemônio.

      A parte final da palavra, ou “sufixo”, como os lingüistas a chamam, amiúde nos ajuda a identificar a origem da palavra. Com certeza já notou que muitas palavras terminam em “-logia”, tais como “arqueologia”, “antropologia”, “biologia”, e “geologia”. Visto que os gregos usavam a palavra logia para significar “estudo”, “tratado”, “conhecimento”, podemos ver que “arqueologia” significa “estudo do antigo”, “antropologia” significa “estudo do homem”, “biologia” significa “estudo da vida” e

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