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Observando o MundoDespertai! — 1978 | 22 de novembro
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Legalização do Aborto em Israel
◆ O Knesset (Parlamento) de Israel sancionou uma lei que legaliza o aborto. A nova lei passará a vigorar um ano após a sua publicação. Permite o aborto a moças de menos de 16 anos ou mulheres de mais de 40; se a gravidez resultou de atividade sexual, ilícita; se a criança nasceria defeituosa; se a saúde emocional ou física da mãe ficasse em perigo ou se o nascimento levasse a sérias dificuldades econômicas. Os judeus ortodoxos opuseram-se vigorosamente a esta lei, argumentando que, sob a lei judaica, o aborto é homicídio e só deve ser permitido quando a vida da mãe está em perigo. De fato, a nova lei legalizará o que já é prática comum em Israel. Um estudo recente revelou que 46,7 por cento das mulheres israelenses tiveram pelo menos um aborto até a idade de 40 anos.
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Breve exame do que há sob o gelo da AntártidaDespertai! — 1978 | 22 de novembro
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Breve exame do que há sob o gelo da Antártida
A Plataforma Glacial de Ross, que tem quase o tamanho da Espanha, há muito tem intrigado os cientistas. “Dificilmente há algum lugar da biosfera da Terra que se rivalize em isolamento e qualidade ímpar com a Plataforma Glacial de Ross — nem mesmo as covas abissais ou as cavernas subterrâneas”, afirma o cientista John Clough. O gelo tem 420 metros de espessura nesta área remota. Para penetrar nesta camada de gelo, os cientistas recentemente levaram a Antártida uma perforatriz que gera um jato supersônico de gás quente. Usando-a, cavaram um buraco no gelo, penetrando no “mundo perdido” do mar lá embaixo. Que aparência tem o fundo do mar coberto de gelo? Para descobrir isto, os cientistas baixaram uma câmara de televisão e um holofote, através do buraco, até o leito oceânico sem qualquer luz solar, a cerca de 200 metros abaixo da plataforma glacial. A câmara revelou que o leito oceânico era, pelo que parece, pavimentado de pequeninas pedras angulares cobertas de sedimentos. Havia algum sinal de vida? Sim, duas criaturas parecidas a crustáceos passaram diante da câmara. Havia outros indícios de vida, tais como rastros e covas feitas no leito oceânico. “Isso indica rica comunidade de organismos que habitam o leito”, disse o Dr. Duwayne Anderson, o cientista principal dos programas polares da Fundação Nacional de Ciência, dos EUA.
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