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Pais, estão treinando seus filhos?A Sentinela — 1961 | 15 de setembro
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Pais, estão treinando seus filhos?
“Treina o menino no caminho que é para ele; mesmo quando ficar velho, ele não se desviará dele.” — Pro. 22:6, NM.
1. (a) Quando devem os pais pensar no futuro do seu filho, e quão cabal deve ser o programa de treinamento que preparam? (b) Que alvo devem os pais gravar bem na mente da criança, e que asseguração têm os pais se seguirem a ordem de Jeová dada em Provérbios 22:6?
PAIS, antes de nascer seu filho, parem e pensem no futuro dele, nos alvos que estabelecerão para ele e como ele poderá alcançar estes alvos com a sua ajuda. Comecem neste ponto a formular uma série de instruções, tão cabais e completas como lhes é possível formular. Estejam prontos para ensinar ao seu filho como ele se deve comportar em cada passo da vida. Quando ele começar a entender — sim, na primeira infância — expliquem-lhe o futuro que tem. Mostrem-lhe seus deveres e suas responsabilidades. Dêem-lhe instrução e orientação sobre como cumprir estes deveres, fugir dos perigos e garantir as bênçãos que se lhe apresentam. Gravem bem na mente da criança o alvo da vida eterna, por meio de instrução diária; daí, pelo exemplo, conduzam-na passo a passo no caminho da vida que lhe delinearam, até que cada passo se torne um hábito firmemente estabelecido. Orem sem cessar pela bênção de Jeová sobre todo este ensino e treinamento. Assim terão obedecido à ordem de Jeová: “Treina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velha não se desviará dele.” (Pro. 22:6, NR) Temos a garantia da Palavra de Deus que tal treinamento duma criança, quando ela é jovem e impressionável, nunca se apagará e que tais bons hábitos nunca serão destruídos.
2. Que significa a palavra hebraica hhanákh, e que atitude devem os pais adotar para com o treinamento de seu filho?
2 A palavra hebraica hhanákh, traduzida “treinar” ou “iniciar”, significa também dedicar. Ela é muitas vezes usada em conexão com a dedicação duma pessoa, uma casa ou qualquer coisa ao serviço de Deus. Portanto, pais, dediquem seu filho a Deus; daí o ensinem, treinem e disciplinem como filho de Deus, que Ele confiou aos seus cuidados. “Eis que os filhos são herança da parte de Jehovah; o fructo do ventre é uma recompensa.” (Sal. 127:3) Se os pais observarem estes dizeres e os ilustrarem pela sua própria conduta, então seus filhos e suas filhas terão o caminho da vida claramente delineado diante deles e não encontrarão razão para se desviar dele.
3. Que lição, aprendida do reino animal, precisam os pais incutir nos seus filhos?
3 Os pais, no reino animal, vão a grandes extremos para treinar sua cria para a sobrevivência. Tome, por exemplo, a corça e sua cria. Que sabe a corça nova sobre a onça parda e como impedir de se tornar uma refeição para este poderoso animal? Praticamente nada. Mas, Jeová deu à corça mãe sabedoria quanto às técnicas da sobrevivência. A corça treina instintivamente sua cria quanto a como escapar do perigo e sobreviver. Sua primeira regra é a obediência implícita às instruções. Quando ameaça um perigo, a corça exige que sua cria fique deitada absolutamente imóvel. Visto que está magnìficamente camuflada e perfeitamente imóvel, a corça nova permanece escondida dos seus inimigos. A onça urra para amedrontar o filhote e trair a sua posição. Pareceria mais sábio que a pequena corça se levantasse dum pulo e deitasse a correr, para salvar a vida. Mas, até onde acha que conseguiria ir, antes de ser apanhada peia onça faminta? Não muito longe. O filhote obedece à mãe até passar o perigo. A mãe volta então e indica ao seu filhote que pode mover-se. A corcinha salta alegremente, por estar viva. A mãe a lambe afetuosamente por ter obedecido. Sim, a obediência significa vida, a desobediência significa morte. É esta lição vital que os pais humanos precisam incutir nos seus filhos.
4. Antes que os pais possam ensinar princípios bíblicos, que precisam saber, e que, conselho bíblico se dá aos filhos?
4 Antes que os pais possam inculcar técnicas de sobrevivência; conforme apresentadas na Palavra de Deus, a Bíblia, eles mesmos precisam conhecê-las e ser guiados por elas. Moisés disse aos pais israelitas: “Estas palavras que eu te ordeno hoje precisam estar no teu coração.” Depois Moisés declarou: “Terás de inculcá-las a teu filho e terás de falar delas quando estiveres sentado em tua casa, e quando andares pela estrada, e quando te deitares, e quando te levantares.” (Deu. 6:4-9, NM) Jeová manda aos filhos que ouçam esses pais, teocraticamente treinados: “Observa, ó meu filho, o mandamento de teu pai, e não abandones a lei de tua mãe. Ata-os constantemente ao teu coração; prende-os ao teu pescoço. Quando caminhares, ele te guiará; quando te deitares, ficará de guarda sobre ti, e quando tiveres despertado, preocupar-se-á contigo. Pois, o mandamento é uma lâmpada, e a lei uma luz, e as repreensões da disciplina são o caminho da vida.” As crianças precisam ser informadas de que é a vontade de Jeová para com elas que escutem a instrução dada pelos pais, pois este é o caminho para a vida. — Pro. 6:20-23; 4:10-13, 20:24, NM.
O LAR, CENTRO DE TREINAMENTO
5. Qual é o centro do treinamento da criança, quem o chefia e por que é essencial a chefia?
5 O lar é o centro do treinamento teocrático. O que acontece no lar afetará a criança durante o resto de sua vida. O chefe deste centro de treinamento é o pai. A ele cabe a responsabilidade de assumir a chefia na instrução de seus filhos. A Bíblia dá ênfase ao papel destacado que os pais devem desempenhar na educação dos seus filhos, nas seguintes palavras: “Vós, pais, não fiqueis irritando a vossos filhos, mas continuai a criá-los na disciplina e no conselho de autoridade de Jeová,” (Efé. 6:4, NM) O Dr. Benjamin Spock diz: “Alguns pais foram criados pensando que o cuidado dos bebês e das crianças cabe inteiramente à mãe. Esta é uma idéia errada:” Conforme mostra a Bíblia, o homem precisa estar com seus filhos para o desenvolvimento deles. Se não estiver com eles, ficará afetado o crescimento deles, quer ele se importe com isso, quer não. A criança está muito apegada ao seu pai. “Meu pai sabe o que está dizendo”, diz a criança. Mas, quando o pai não a instrui ou não toma a dianteira, ou quando se torna excessivamente crítico ou demasiadamente estrito e duro, a criança fica ferida no íntimo. Ela espera anais do que isso de seu pai, e com todo o direito.
6. Que cinco fatores ficaram salientados numa prova feita, destacando o treinamento no lar?
6 Recentemente fez-se uma prova que mostrou cinco fatores que distinguem um grande número de filhos delinqüentes de grande número de filhos não-delinqüentes. Esta prova, que abrangeu um período de dez anos, revelou como fatores distintivos: (1) a disciplina aplicada pelo pai, (2) a supervisão por parte da mãe, (3) a afeição do pai, (4) a afeição da mãe, e (5) a coesão da família. A descoberta surpreendente foi a importância que os filhos davam à orientação, afeição e disciplina do pai. O pai excessivamente estrito, ríspido e desarrazoado não obteve grande cotação. O pai firme e bondoso teve elevada cotação. A mãe descuidada, que permite que seu filho ande pelas ruas, não estava em grande estima. Não se pode escapar deste único fato: se os filhos serão bons ou maus dependerá em grande parte do treinamento que recebem no lar da parte do pai e da mãe.
7. Por que não tomam as escolas dominicais o lugar do lar come centros de treinamento?
7 Os pais não devem enganar-se a pensar que estão cumprindo a ordem de Deus, de treinar o filho, simplesmente por enviar o jovem a alguma escola dominical ou outra reunião religiosa. A instrução religiosa básica deve ser fornecida no lar. Os pais não podem transferir levianamente esta responsabilidade a outro. Os relatos mostram que a bênção de Deus não está sobre o sistema das escolas dominicais. Embora, nos Estados Unidos, haja, mais de 36.000.000 de crianças freqüentando as aulas em perto de 300.000 escolas dominicais, “poucas são as vidas transformadas para um discipulado verdadeiro, cheio de Cristo”, disse um ministro destacado. Queremos que nossos filhos cresçam, não com uma alimentação de fé anêmica, mas com o forte alimento espiritual capaz de transformá-las em homens e mulheres maduros e cristãos, com personalidades renovadas. O lugar para tal instrução é o lar, ocupando os pais uma posição de destaque.
UM PROGRAMA ESPECÍFICO PARA CADA DIA
8. Que programa específico devem os pais ter para os filhos, e por que é tão importante marcar uma hora especifica para cada dia?
8 O treinamento no lar tem mais probabilidade de ser bem sucedido se os pais tiverem um programa específico para cada dia, que deve ser seguido pelos filhos.. Numa hora marcada, cada dia, deve ser lida a Bíblia, seguido duma breve recapitulação para ver se os filhos entenderam o que leram. O mesmo processo deve ser seguido cada dia ao se considerar o texto e os comentários, segundo indicados na última página de cada Sentinela, baseado no Anuário das Testemunhas de Jeová. Deve também haver semanalmente um estudo bíblico domiciliar com os filhos e um estudo semanal da Sentinela pela família, em que se deve’ fazer os filhos participar. Note: o dia e a hora para cada um destes estudos devem ser específicos, para que no dia determinado e na hora marcada a criança saiba exatamente o que esperar. Uma vez que se formem hábitos de estudo, dificilmente são abandonados. Daí, quando o filho estiver longe de casa, sua mente se fixará no que mamãe e papai estão fazendo naquelas horas específicas. Isto liga a criança mais intimamente ao círculo familiar e a fará refletir nas boas coisas que aprendeu em casa.
9. Mencione as diversas coisas que os pais devem ensinar aos filhos, e diga por quê.
9 As crianças gravam facilmente as coisas na memória. Treine-as para que usem suas mentes, a fim de se lembrarem de importantes passagens bíblicas. Ensine-as a pronunciar corretamente os nomes dos livros bíblicos, e de outros nomes e palavras bíblicas. Instrua-as na doutrina bíblica. Incuta nelas a capacidade de fazer decisões, de distinguir entre o certo e o errado. Treine-as a ter força de vontade. Isto lhes ajudará a resistir às tentações, quando ficarem mais velhos. Instrua-as a repartirem as coisas com outros. Isto criará nelas o espírito da generosidade. Seja vagaroso na crítica, pronto para compadecer-se. Precisa-se ensinar às crianças o respeito pelas coisas sagradas e a consideração para com irmãos e irmãs de mais idade, a compaixão pelos doentes e a bondade para com todos. (Lev. 19:32) É preciso ensinar-lhes humildade, modéstia e moralidade. A criança aos dez anos, é intensamente moral. Incuta na sua mente receptiva os princípios bíblicos da moralidade. Ensine-lhe o certo e o errado da associação com o sexo oposto, como se deve comportar em reuniões sociais, e assim por diante. Tanto as coisas grandes como as pequenas são de grande importância durante estes anos impressionáveis; portanto, pais, treinem seus filhos. Treinem-nos a ser pessoas asseadas na maneira de se vestirem, nos hábitos de falar e em outras coisas, quando na intimidade dos seus lares ou em público. Treinem-nos a cuidarem dos seus próprios quartos, sapatos, roupa, e assim por diante. Nas questões financeiras, ensinem-lhes a diferença entre extravagância e prudência, entre mesquinhez e generosidade. Deixem-nos contribuir da sua própria mesada para a manutenção do Salão do Reino. Deixem-nos pagar a literatura que eles usam; assim lhes ensinarão o valor do dinheiro. Ensinem, lhes a orar com reflexão, fazer orações significativas. Inculquem neles os melhores modos, e eles lhes serão muito gratos por os terem treinado neste respeito. Assim colherão por sua vez grande alegria pela sua paciência e trabalho árduo: “Grandemente se regozijará o pai do justo, e quem gerar a um sábio nele se alegrará. Alegrem-se teu pai e tua mãe, e regozije-se a que te deu à luz.” No entanto, “o filho insensato é tristeza para o pai, e amargura para quem o deu à luz”. “O filho estulto é tristeza para o pai, e o pai do insensato não se alegra.” (Pro. 23:24, 25; 17:25, 21, ALA) O treinamento na juventude fará toda a diferença.
DISCIPLINA E TREINAMENTO
10. Por que é a atitude de oração de Manoá um bom exemplo para os pais atuais?
10 Pais, peçam a Jeová a orientação para treinar e disciplinar seu filho. Manoá, pai de Sansão, queria que seu filho crescesse no caminho certo. Por isso ele orou a Jeová, pedindo orientação no treinamento do seu menino. “Desculpa-me, Jeová”, orou Manoá. “O homem que acabas de enviar, por favor, deixa que ele venha a nós e nos instrua quanto a que devemos fazer para com a criança que há de nascer.” “Concordemente, Deus ouviu a voz de Manoá e o anjo de Deus veio” e os instruiu. Seu filho tornou-se um servo fiel de Jeová. (Juí. 13:8-14, NM) Sigam este bom exemplo. Orem a Jeová, pedindo sua orientação, e então sigam a direção de sua Palavra.
11. Por que necessitam os bons filhos de supervisão e orientação? E o que dizem diversas autoridades sobre a disciplina aplicada às crianças?
11 Não importa quão boas as intenções duma criança, ela ainda é criança e precisa ser tratada como criança. É preciso constante supervisão, porque “a estultícia está ligada ao coração da criança”, diz Provérbios; “mas a vara da disciplina a afastará dela”. Os pais precisam ser razoavelmente coerentes na sua instrução. Precisam sentir, falar e agir do modo como esperam que a criança se comporte, e cuidar de que ela o faça. Há ocasiões em que se deve usar a vara literal para manter a paz e o respeito da família. As Escrituras aconselham: “Não retenhas a disciplina dum mero menino. Caso o bateres com a vara, ele. não morrerá. Tu mesmo deves batê-lo com a vara, a fim de livrares a sua alma do próprio Seol.” — Pro. 22:15, ALA; 23:13, 14, NM) O Dr. Spock diz: “A firme orientação, que se origina da devoção, não é somente boa para as crianças — mas elas a amam!” Pai e mãe precisam gostar de seu filho o bastante para lhe ensinarem o que é certo e o que é errado. J. Edgar Hoover, diretor do Bureau Federal de Investigações dos E. U. A., disse: “A disciplina, quando aplicada justa e coerentemente, cria orgulho, e respeito. As crianças querem — desesperadamente — ser disciplinadas. Superficialmente, talvez, se rebelem. Mas num nível mais profundo, onde se forma o caráter, a criança quer que se lhe diga o que pode e o que não pode fazer. Precisa de postes indicadores para lhe ajudar a se orientar no mundo. Se os pais forem preguiçosos ou indiferentes, ou excessivamente tolerantes, é de se admirar que o filho perca o amor e o respeito por eles? Como pode o filho continuar a respeitar o pai que continuamente transige e cede?” O Juiz Philip B. Gilliarti, do Tribunal Juvenil de Denver, Colorado, deu neste mesmo sentido um conselho direto, que é de interesse e de ajuda para os pais conscienciosos, dizendo: “Os jovens necessitam de muito amor dos pais na sua vida. Isto significa aplicar a rija disciplina de que necessitam e que inconscientemente anseiam. E significa dar sabiamente de si mesmo, de sua experiência e de seu critério.” Portanto, não retenha a disciplina dum mero menino. Uma boa palmada nas costas, apenas um pouco mais em baixo, não o matará. Será para ele uma garantia de que tem cuidados dele. Os seguintes textos dão ênfase à sabedoria do uso de disciplina: Provérbios 3:11, 12; 4:1; 13:1, 24; 19:18; 22:15; 23:13, 14.
12. Mostre como uma ordem, aparentemente clara, pode ser confusa para a criança. Que precisam os pais fazer para tornar a instrução clara aos filhos?
12 Bater na criança talvez nem sempre seja a resposta quando seu filho lhe desobedece. Jeito, equilíbrio, sabedoria e um pouco de bom senso da sua parte, como pai ou mãe, trarão recompensas. Um sorriso afetuoso é muito conciliador; até mesmo os mais pequenos não lhe podem resistir. No entanto, antes de repreender o seu filho, certifique-se de que a falta seja dele, e não a sua própria. Por exemplo, talvez diga: “Joãozinho, não escrevas nos livros da Sociedade, senão apanhas!” Isto lhe parece bastante claro, mas, será que Joãozinho o entende? Permite-lhe que marque outros livros. Ele o vê sublinhar a sua Bíblia, por isso a sua mente pequenina pensa: “Por que não este?” Portanto, quando treina seu filho, fale lhe dum modo que ele entenda. “Este livro é do papai. Não podes escrever nele.” Ou: “Este livro será colocado no serviço. Não deve haver marca nele, entendes?” Dê-lhe uma razão para as suas ordens. O espancamento nem sempre ajudará.
13, 14. (a) Que alvo desejarão os pais apresentar ao seu filho, e como? (b) De que maneira podem os pais treinar seu filho no ministério de casa em casa? (c) Que qualidades ajudarão ao filho a ver que o ministério é uma carreira desejável a seguir? (d) Como podem os pais treinar seus filhos a fazer algum trabalho e a aceitar responsabilidades?
13 Os pais teocráticos desejarão incutir no seu filho o desejo de se tornar ministro de Jeová. Apresente este alvo ao coração da criança cedo na vida. Fará isso melhor por lhe dar um bom exemplo. Leve o filho consigo, de casa em casa, no ministério, às revisitas e aos estudos bíblicos domiciliares. Explique-lhe por que faz as coisas. Precisa certificar-se de que o filho entenda como e também por que se espera que faça as coisas. Diga-lhe por que proferiu determinado sermão à porta, por que ofereceu o livro em vez de as revistas. Convide-o a se expressar sobre isso. Inculque respeito, dando razões. É melhor não estar sempre mandando. — Êxo. 12:26, 27.
14 A bondade, a cordialidade e a compreensão contribuem muito para criar na criança o desejo de se tornar testemunha de Jeová. Não basta dizer ao seu filho ou à sua filha: “Quero que sejas ministro de Jeová.” Precisa demonstrar à criança uma boa razão para ela se tornar tal. O que diz, como vive e como se comporta é pesado ná mente da criança pró ou contra o ministério. Portanto, se misturar o seu treinamento com terno amor e afeição, a criança verá que o ministério é uma carreira desejável a seguir. Não hesite em dizer ao seu filho quanto gosta de tê-lo consigo no Salão do Reino, quanto lhe agradam os comentários dele ou as anotações que ele faz. Incentive-o sempre que puder e faça-o sinceramente. O efeito para o bem é sobrepujante. Expresse a sua apreciação mesmo pelo mínimo trabalho que ele faça. Ele talvez seja vagaroso e ineficiente, mas, lembre-se, ainda é criança. Ele leva mais tempo para ver e fazer as coisas. Não ‘crie sempre um caso’ de tudo, como dizem as crianças. Faça as coisas parecerem naturais, fáceis e direitas, quando as treina. “Enquanto o trabalho e divertido”, disse um pai desencantado, “as crianças são como dínamos; mas quando o trabalho se torna rotina ou exige esforço extra, logo somem da vista”. Ora, então faça que lavar louça, aparar o gramado, lavar o carro, limpar o Salão do Reino, a atividade no centro de serviço e o ministério de campo sejam agradáveis — “divertidos”. Mas, tenha paciência com as crianças. Bons hábitos de trabalho e boas atitudes levam tempo para se desenvolver. Mas, com o bom exemplo dos adultos e a boa cooperação entre adultos e crianças, alcança-se o alvo do ministério. A Dra. Charlotte D. Elmott, diretora de orientação e ensino secundário, nas escolas de Santa Bárbara, na Califórnia, declarou: “Uma vez que os jovens adquirem experiência no trabalho, começam realmente a se desenvolver.” Treine-os para aceitarem no princípio pequenos serviços, para depois aceitarem trabalho e responsabilidade mais pesados. Em pouco tempo estarão em condições de tomar a dianteira no serviço e assumir os deveres de servo. Não lhes negue este privilégio. Equipe também seu filho com um ofício e talvez com um passatempo. Isto lhe ajudará a manter-se equilibrado ao se tornar mais velho.
PEQUENAS COISAS SIGNIFICAM MUITO
15. De que maneira podem os pais usar de tato quando treinam seus filhos?
15 As crianças são muito sensíveis. As pequenas coisas significam muito para elas. “Se a mamãe e o papai fossem apenas mais apreciativos”, dizem elas. Seja apreciativo. Elogie o filho sempre que puder. Seja compassivo e compreensivo. Diga: “Achei aquela revisão um pouco difícil, mas veio que você obteve boa nota.” Diga sempre algo de bom, para tirar a aspereza da sua crítica. “Você deu um bom discurso na escola do ministério teocrático, meu filho. Mas, continue a melhorar nos pontos mencionados pelo servo da escola.” Use de repreensão apenas quando absolutamente necessário. Mesmo então, amorteça tais golpes com amor, afeição e um tom compreensivo. Lembre-se: “A repreensão opera mais profundamente no que tem entendimento.” Somos também informados de que precisamos “usar de tato para com todos”, o que inclui também nossos filhos. — Pro. 17:10; 2 Tim. 2:24, 25; Gál. 6:1, NM.
16. Qual é o elemento mais vital no treinamento dos filhos, e por que é importante que os pais tomem tempo para escutar seus filhos?
16 O elemento mais vital no treinamento da criança é que os pais amem o filho no sentido de estarem devotados a ele, de quererem que se desenvolva bem, gostando de todas as suas boas qualidades. O Dr. Spock diz: A criança “expressa a sua devoção aos pais por modelar-se à imagem deles; não apenas no sentido de copiarem sua perícia, suas ocupações, sua maneira de falar, mas de tentarem genuinamente ser civilizados e idôneos como eles. É assim que o rapaz adquire grande parte do seu desejo de ser cooperativo com os homens, destemido no perigo, cortês para com as mulheres, fiel no trabalho, assim como seu pai é. É assim que a menina fica inspirada a ser prestimosa no lar, devota as crianças (verdadeiras e bonecas), terna com os outros membros da família, assim como sua mãe é.” Seu filho desejará da mesma maneira imitá-lo para se tornar ministro de Deus. Portanto, dê-lhe um bom exemplo. Mostre amor e compreensão aos filhos. Escute seus problemas e suas experiências. Escutá-los dá-lhes o sentimento de que os pensamentos deles lhe são importantes, que sabe o que eles têm na mente, que se importa com eles e pode ajudar-lhes com os seus problemas. Se não os escutar, outra pessoa o fará. E eles talvez recebam o conselho errado.
17. (a) Que precisa cada filho, e como pode isso ser arranjado? (b) Como podem os pais incutir no filho o espírito missionário, e qual é a maior bênção que podem legar a seu filho?
17 Treine seus filhos do modo como gostaria de ser treinado. Preocupe-se com eles. Pais, onde estão seus filhos neste momento? O que estão fazendo? Quando foi a última vez que tiveram uma conversa franca com eles? Cada criança necessita a oportunidade de ter o pai ou a mãe a sós. Dê-lhe esta oportunidade por ir passear com ela. Isto faz com que a criança o conheça melhor. Leve-a consigo ao serviço, a piqueniques ou a viajar; brinque com ela. Leve a criança aos serviços batismais, a todas as reuniões de congregação, às assembléias nacionais e internacionais das testemunhas de Jeová. Sempre que possível, trabalhe ao lado dela. Incentive o filho a pregar e a ensinar como pioneiro de férias. Faça-o acompanhá-lo a servir onde há grande necessidade de dar o testemunho do Reino. Incuta na sua mente jovem o espírito missionário por ler os relatos de experiências, por convidar missionários e pioneiros ao seu lar. Ensine ao filho a amar os irmãos, a verdade da Palavra de Deus e a sociedade do Novo Mundo, pois este é o caminho para a vida. Que bênção maior pode o pai ou a mãe dar ao seu filho do que uma boa introdução no ministério do Reino, que é o caminho que conduz à vida eterna?
18. (a) Com que espécie de instrução recebida costumam os filhos manter-se firmes no seu treinamento inicial? (b) Que vindicação provê o treinamento correto da criança?
18 Quando os filhos são treinados para serem diligentes, quando são restritos e corrigidos com a correta mistura de firmeza e afeto, quando são disciplinados para suportar durezas, para manterem o seu lugar e para obedecerem, e quando tudo isso é imposto pelos bons exemplos que se lhes dão, fazendo-se constantes orações por eles e com eles, os filhos geralmente não se desviam do caminho. Os bons efeitos do seu treinamento podem ser vistos onde quer que vão e enquanto vivam. Tais filhos bem treinados tornam-se fonte de profunda alegria para seus pais. Sim, pais, a Palavra de Jeová diz: “Grandemente se regozijará o pai do justo.” (Pro. 23:24, ALA) Portanto, pais, treinem, seu filho no caminho em que deve andar. Se fizerem isso, seu filho lhes será uma alegria, será uma bênção para a organização teocrática e uma vindicação do arranjo que Jeová instituiu para o treinamento dos filhos, a saber, o lar, no qual o pai e a mãe ocupam as posições principais.
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Pais, protejam a vida do seu filho com o conhecimento acuradoA Sentinela — 1961 | 15 de setembro
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Pais, protejam a vida do seu filho com o conhecimento acurado
1. Que perguntas devem fazer-se os pais e os filhos no tempo atual, e por quê?
OS PAIS da sociedade do Novo Mundo estão agora com seus filhos no limiar do novo mundo prometido de Deus, mas ainda precisam entrar neste. Satanás e seus demônios, e um mundo terrivelmente corruto e iníquo gostariam de impedir que entrem nele, se possível. Que podem os pais fazer para proteger a si mesmos, bem como aos seus filhos, para evitar que sejam tragados pela depravação e a destruição deste mundo? O que podem os filhos fazer para evitar a contaminação com este velho mundo, protegendo-se assim contra a destruição com ele no Armagedon? Que precisa ser feito tanto pelos pais como pelos filhos, deve interessar a todos os que desejam a vida.
2. A fim de sobreviverem ao fim deste mundo, que precisam fazer os pais e os filhos?
2 Jeová Deus, por meio de sua Palavra inspirada, informa-nos o que devemos fazer para sobreviver ao fim deste mundo. “Adquire sabedoria, adquire entendimento”, é o conselho sábio. “Não te esqueças nem te desvies dos dizeres da minha boca. Não a abandones, e ela te guardará. Ama-a, e ela te protegerá.” “A sabedoria é uma proteção assim como o dinheiro é uma proteção; mas a vantagem do conhecimento é que a sabedoria preserva vivos seus possuidores.” Portanto, se os pais hão de sobreviver a estes tempos de tribulação junto com seus filhos, e entrar no novo mundo prometido, precisam buscar a sabedoria de Jeová, ser ensinados sobre os seus caminhos e viver de acordo com eles. O conhecimento acurado da Palavra de Jeová tornar-se-á um escudo protetor em volta deles, nesta hora de tentação e de crise. — Pro. 4:5, 6; Ecl. 7:12, NM.
3. (a) Quando se deve começar a ensinar os filhos, e como? (b) Que responsabilidade descansa sobre os pais no que se refere aos filhos e o alvo deles na vida? (c) Para impedir que os filhos se percam, que mais se precisa ensinar-lhes e qual é o melhor modo de se fazer isso?
3 Os filhos precisam ser ensinados cedo na vida a sabedoria de Jeová, os princípios da vida cristã. Assim que a criança tiver bastante idade para fazer perguntas sobre a vida, ela tem bastante idade para receber respostas francas. Não é necessário explicar à criança as coisas em pormenores, mas simplesmente responda às perguntas de modo breve, claro e feliz. Não há razão para fazer rodeios. Jeová fala de modo claro na Bíblia e os pais podem falar com a mesma franqueza quando falam aos seus filhos. É da responsabilidade dos pais dar ao filho um alvo na vida. Os pais cristãos desejarão fazer do novo mundo, com suas bênçãos e vida, este alvo para seu filho. Para este fim, inculcarão agora no seu filho os princípios da vida segundo o novo mundo. Isto deve incluir a instrução sobre os fatos da vida, a constituição biológica da criança, suas emoções básicas e seus desejos. Nunca devem os pais sentir necessidade de introduzir contos de fadas sobre “a cegonha trazendo bebês”, ao explicarem a origem da vida. O milagre do nascimento não é nada de que se envergonhar. Satisfaça as pequenas mentes inquiridoras com as razões e as causas da vida, porque, se não lhes disser isso, outra pessoa o fará, mas p que as crianças possam aprender dos outros talvez nem sempre seja a verdade. As crianças devem também ser ensinadas a necessidade de autocontrole, que a força impelente neles em prol da procriação tem o poder de atrair, de embaraçar, de dividir e de destruir a relação feliz, se se abusar dela. Deve-se ensinar aos filhos que há coisas certas e coisas erradas, e eles precisam aprender a distingui-las. (Heb. 5:14) Precisam chegar a reconhecer que muitos erros não produzem o que é direito, que a amplamente difundida imoralidade entre os homens não justifica tornar-se imoral, que as leis de Jeová precisam ser cumpridas acima de tudo o mais, se se há de alcançar a vida. Visto que “é o desígnio íntimo do homem desce a sua mocidade” e visto que “a estultícia está ligada ao coração da criança”, talvez seja necessário restringir, disciplinar e até punir a criança, para impedir que se perca. (Gên. 8:21; Pro. 22:15, ALA) A criança aprende melhor pelo exemplo amoroso dos pais. A criança corretamente treinada poderá dizer com o salmista: “De todo mau caminho desvio os meus pés, para observar a tua palavra.” Sim, a Palavra de Jeová será uma proteção neste mundo desencaminhado. — Sal. 119:101-105, ALA.
4. (a) Que aviso bíblico temos sobre os perigos do sexo? (b) Qual é a condição moral doentia do mundo, e com que conseqüência para os jovens?
4 Talvez a mais perigosa de todas as corruções para a juventude seja a atitude moderna para com o sexo. Foi assim com os filhos de Israel, pouco antes de entrarem na Terra Prometida. Muitos deles perseveraram durante quarenta anos; daí, nas planícies de Moab, pouco antes de alcançarem a realização do seu sonho, milhares deles caíram vítimas das práticas imorais com as filhas de Moab. Vinte e quatro mil deles pereceram num só dia! (Núm. 25:1-9) Estamos hoje numa situação similar. Diante de nós está o novo mundo de promessa, mas em volta de nós há um mundo “louco pelo sexo”. Um professor de Harvard disse: Vivemos sob a “contínua pressão dum gigantesco exército de onipresentes estímulos do sexo”. Os livros e os filmes que estimulam a sugestividade são muito populares. Prevalecem o estupro, a homossexualidade, a ilegitimidade e as doenças venéreas. Histórias sobre as vidas devassas de celebridades de Hollywood enchem os jornais, mas raras vezes, ou nunca, se lê sobre as vidas de pessoas decentes, de boa moral, que criaram filhos sadios para o bem da comunidade. Este colapso moral foi predito para os “últimos dias”. (2 Tim. 3:1-7) Está produzindo os seus frutos: “Aquilo que o homem semear, isso também ceifará.” (Gál. 6:7, ALA) Em toda a parte se pode ver uma revolta aberta contra a boa moral e as convenções, com um efeito devastador especialmente sobre a juventude. Um censo feito em diversas universidades revelou que 79 por cento dos estudantes aprovavam as relações sexuais antes do casamento. Uns 36 por cento dos rapazes interrogados disseram que estavam determinados a ir até o ponto que pudessem, quando saíam com moças, dentro de três encontros. Bons rapazes e boas moças, conforme se sabe, perderam completamente o controle sobre si mesmos em questões de moral, acabando por fim confusos, amedrontados, deprimidos e à beira do suicídio. Os pais, na sociedade do Novo Mundo, sabem que estas condições confrontam também os seus filhos, que se vêem obrigados pelas circunstâncias a estar em contato com os jovens do mundo. Portanto, cuide de seus filhos, pois a vida deles está envolvida.
5. Que treinamento precisam receber os filhos para serem protegidos contra a devassidão do velho mundo?
5 Queremos que os nossos filhos se desenvolvam em homens e mulheres decentes, tementes a Deus, que entendem e reconhecem seu papel na vida. Mas, simplesmente desejar isso não o fará assim. Precisamos estar prontos para inculcar princípios justos, que os transformarão em companheiros desejáveis. É preciso dar muita ênfase, na mocidade, às exigências de Jeová quanto à conduta correta entre os sexos, a conveniência da pureza e as recompensas por se manter a integridade. A consciência da criança precisa ser treinada para saber que o estado de solteiro tem o seu lugar, mas que nunca, pode usurpar as prerrogativas pertencentes exclusivamente aos casados; que tratar levianamente ou abusar da consciência treinada significa, sofrer naufrágio no que se refere à fé. Significa a perda da vida no novo mundo. (1 Tim. 1:19) Tal treinamento precisa começar cedo na mocidade, para alcançar os melhores resultados. — 2 Tim. 3:15-17.
6. Que instrução podem os pais dar aos seus filhos sobre os fatos da vida e sobre o casamento e suas responsabilidades? Como ajudará isso aos filhos?
6 Quando a criança pergunta à mãe ou ao pai: “Donde vêm as crianças?” ou: “Por que são os meninos diferentes das meninas?” é tempo para começar a instruir o filho quanto a seu papel na vida. Explique ao filho que as meninas foram feitas por Deus para terem bebês, e que é por isso que são diferentes. Diga-lhes como nasce a criança, como são alimentados os bebês e como são mantidos quentinhos na mãe até poderem comer e respirar sozinhos; e que é assim que Jeová o fez e que isso precisa ser respeitado. A criança chegará assim a amar a Jeová e desejará harmonizar a sua vida com os princípios Dele. Durante os momentos de tentação, sua consciência treinada será uma força em prol do bem e restringirá o filho do proceder errado. Mais tarde na vida, o jovem olhará para as relações sexuais, não como algo “terrível” ou “sujo”, mas correto e limpo, no seu lugar — no matrimônio. Os pais podem também fazer muito para preparar os filhos para as obrigações que acompanham o matrimônio, tais como economia doméstica, cuidar de crianças e ter a atitude correta para com o matrimônio e suas responsabilidades. O ajuste marital será então muito mais fácil e mais feliz. — Gên. 1:28.
OS PERIGOS DA JUVENTUDE
7. Quais são alguns dos perigos de se cortejar alguém sem a presença de outras pessoas? Que estudos corroboraram isso?
7 Em alguns países, dentro e fora da cristandade, existe hoje o costume aceito de que um rapaz e uma moça saiam juntos sozinhos. Isto é considerado erroneamente como o primeiro passo em direção da relação adulta entre homem e mulher. Entretanto, tais períodos de se chegarem a conhecer melhor estão cheios de muitos perigos. O fato de que muitos pais permitem que seus filhos saiam sozinhos com os do sexo oposto mesmo antes dos seus quatorze anos, mostra que esses pais não se apercebem das implicações psicológicas e morais dum namoro prematuro entre os do sexo oposto. Os filhos a quem se permite adotar este proceder expõem-se a óbvios perigos morais e sociais, que surgem dum prematuro estímulo sexual, o que não pode culminar na expressão legítima ainda anos no futuro, a saber, o matrimônio. Num estudo feito entre 517 estudantes pré-universitários verificou-se que os estudantes que começaram a sair sozinhos com os do sexo oposto no tempo da escola primária ou nos primeiros anos da escola secundária estavam emocionalmente desajustados. O sobrepujante impulso sexual impeliu a muitos ao ponto donde não havia mais recuo — ao pecado. Em resultado, as crianças ilegítimas dadas à luz por adolescentes, durante os últimos quinze anos, aumentou ao dobro. O aumento dos casamentos cedo na vida tornou-se vertiginoso, e assim também a proporção dos divórcios entre este grupo. Muitas escolas secundárias relatam que há um casamento em cada vinte estudantes solteiros. No caso dos círculos religiosos, um grande número de rapazes e de moças foram sujeitos a um período de prova, ou foram até mesmo desassociados da congregação cristã, por causa de séria imoralidade, manchando assim a sua reputação e desqualificando-se por muitos anos de privilégios honrosos de serviço religioso. A razão disso pode ser traçada ao tempo em que se permitia que os rapazes e as meninas saíssem sozinhos juntos, logo cedo na vida, antes ou logo depois de atingirem a puberdade.
8. Que podem os pais fazer para proteger seus filhos contra os perigos de saírem sozinhos com alguém do sexo oposto?
8 O que podem os pais fazer para ajudar seus filhos a compreender os perigos de cortejarem cedo alguém do sexo oposto sem alguém para acompanhá-los? Pelo tempo em que o filho já tem idade suficiente para sentir o impulso sexual de querer sair sozinho com uma jovem, seu pai e sua mãe já devem ter tido uma longa conversa com ele sobre a força da paixão, sobre os perigos das carícias amorosas e sobre a conduta correta entre rapaz e moça, quando sozinhos. O apóstolo Paulo aconselhou o jovem Timóteo a ‘fugir dos desejos pertinentes à juventude’. (2 Tim. 2:22, NM) Fugir de tais desejos perigosos significa fugir das pessoas e dos lugares que possam suscitar tais desejos. Por isso, as moças cristãs nunca devem deixar-se levar por rapazes por caminhos solitários ou a lugares isolados, onde a paixão possa ter rédeas soltas sem ser observada. Os pais que se deixam induzir a permitir que seus filhos tenham associação desacompanhada com os do sexo oposto, deviam proteger seus filhos por fixarem uma hora para estes estarem em casa à noite. Nas horas após o escurecer é quando o corpo se cansa rapidamente, quando a resistência é baixa e quando a capacidade de fazer as decisões corretas em questões morais fica grandemente reduzida. As barreiras baixam. A paixão é facilmente suscitada e o jovem que corteja uma moça não é facilmente convencido de que é decente e aconselhável ir para casa. Deve-se fazer compreender às moças ou filhas que os rapazes são muito suscetíveis à tentação sexual. Os rapazes, por sua vez, também devem saber que as moças são igualmente suscetíveis. Por isso seria muito indecente da parte das moças ou dos rapazes excitarem-se mutuamente mediante vestimenta e ações impróprias, ou pela exibição de si mesmos. Os pais podem demonstrar que estão interessados no bem-estar do seu filho ou filha por lhes falarem sobre os fatos da vida e o papel que o sexo desempenha na vida. Os pais devem falar aos filhos sobre os perigos das carícias amorosas. Uma boa regra para os pais é nunca deixar seu filho ou sua filha sair com alguém a cortejar, se não gostariam que ele ou ela se case com tal pessoa, pois é com muita freqüência que tal cortejar acaba num casamento vexatório. O pai cristão, por amor do seu filho, deve proibir que o filho ou a filha se comprometa em particular com alguém do sexo oposto, que não seja da família, para saírem não acompanhados para diversões e recreação. O pai que é superintendente ou servo ministerial duma congregação cristã está de fato sob a obrigação de proibir tais compromissos impróprios e prematuros entre os sexos, da parte dos seus filhos. — 1 Tim. 3:4, 12, 13; Tito 1:5-9.
9, 10. (a) Por que são desaconselháveis as caricias amorosas? (b) Por que não se combinam o álcool e o cortejar a sós?
9 Em muitas partes da terra consideram-se coisa comum as carícias amorosas entre os solteiros mundanos. O motivo destas carícias amorosas não é a afeição, mas a gratificação sexual. Não têm por objetivo o matrimônio. Os jovens que se entregam a tais carícias e namoros mostram que suas emoções sexuais estão fora de controle. Revelam a necessidade de autodisciplina e exibem a sua ignorância dos costumes sociais aceitos e das conseqüências dos mesmos. Quando 159 mulheres foram interrogadas sobre tais carícias, cerca de 25 por cento delas admitiu que as faziam nervosas. Algumas das que se entregaram muito a carícias choraram incontrolavelmente antes de dormir, sem saber por quê. Os médicos consultados aconselharam que fossem menos íntimas com seus namorados. Quando reduziram a sua intimidade com os namorados, pararam os seus choros. Verificou-se que não se entregar aos abraços e às caricias está relacionado com o bom ajuste depois do casamento. Muitas vezes os jovens sentem-se seguros de namorar quando saem com um grupo. Dizem que há segurança no seu número. Mas o que acontece quando os namorados se afastam sorrateiramente sozinhos? Ou o que acontece quando o grupo inteiro se entrega a fortes namoros e começa a ir mais longe do que os simples namoricos? Dificilmente outra coisa senão a imoralidade. Portanto, lembre-se do aviso do apóstolo Paulo: “Más associações corrompem hábitos úteis.” — 1 Cor. 15:33, NM.
10 O comportamento da pessoa quando sai sozinha com alguém do sexo oposto por mero companheirismo é uma responsabilidade conjunta. Nenhum rapaz e nenhuma moça tem o direito de assumir o pleno controle da situação e introduzir a consciência do sexo. Outrossim, tomar bebidas alcoólicas e cortejar são duas coisas que absolutamente não se misturam bem. Especialmente as moças devem saber isso, visto que alguns homens introduzem premeditadamente a bebida alcoólica a fim de pôr a moça à vontade e reduzir a sua resistência, para que se resigne aos avanços sexuais. O álcool excita a paixão. O álcool enfraquece a força da vontade. Expõe assim a vítima ao desastre. A Palavra de Deus adverte: “O vinho é escarnecedor, e a bebida forte turbulenta; e todo aquelle que é vencido por elles, não é sábio.” — Pro. 20:1.
11. Por que é bom juízo apresentar aos pais o companheiro ou a companheira que se corteja, e quando deve ser interrompido o namoro?
11 Quando o cortejar se torna permissível aos jovens cristãos, então é sábio que apresentem seu namorado ou sua namorada aos pais. Isto ajuda ao jovem interessado a julgar seu companheiro ou sua companheira do sexo oposto através do ponto de vista dos pais. Os olhos deles não estão ofuscados pelo sentimento romântico. Por exemplo, quando o servo de Abraão encontrou Rebeca junto à fonte, o que fez Rebeca? O relato de Gênesis diz: “A donzela correu, e fez saber estas cousas na casa de sua mãe.” De modo que o servo foi convidado à casa, onde contou à família a proposta de casamento que seu amo Abraão fazia para seu filho Isaac. Os pais e os irmãos de Rebeca escutaram atentamente e então perguntaram a Rebeca se ela iria para se casar com Isaac. A resposta de Rebeca foi: “Irei.” Rebeca foi acompanhada de mulheres em toda a viagem até Isaac. Quando por fim se encontrou com ela, Isaac tomou Rebeca e ela se tornou esposa dele e a amava. Estes dois casaram-se assim com a aprovação dos pais. Portanto, quando os filhos cristãos já receberam a necessária instrução e treinamento para os fazerem maduros em questões do sexo, de modo que se lhes pode permitir com segurança que cortejem alguém, é bom senso da parte dos pais (e estes devem cuidar disso) que fiquem conhecendo a pessoa ou as pessoas com quem seu filho sai. Se o jovem ou a jovem, depois de saírem várias vezes, verificarem que não há interesse mútuo nem acordo religioso, então é melhor que não se permita que a crescente amizade se desenvolva num namoro. Não seria nos melhores interesses de nenhuma das partes permitir a continuação de tal relação. — Gên. 24:15-67, Al.
OS PROBLEMAS DO NAMORO
12. Que problemas surgem quando se corteja alguém, e como se pode ter uma razoável certeza de ter o companheiro correto?
12 Nos países onde se permite o cortejar, é geralmente considerado como meio de ajudar os jovens a selecionar o tipo de pessoa com quem se hão de casar algum dia. O namoro leva usualmente ao casamento. Este cortejo ou namoro introduz muitos problemas, e há perigos morais que podem ser grandemente aumentados pela atração mais profunda entre os dois e pela freqüência com que se encontram sozinhos. Para determinarem a compatibilidade duradoura entre ambos os que se namoram, cada um deve formar uma opinião sobre o outro. Se pensarem no casamento, deviam ver-se em toda sorte de condições e situações. A moça deve ver seu namorado na sua roupa de trabalho e nas suas diversas disposições de ânimo e reações. O homem deve ver a sua namorada na sua maneia de vestir-se comumente em casa e chegar a conhecer os gostos e as aversões dela, bem como seu temperamento. Se com o tempo o casal de jovens é capaz de gostar da sua presença mútua, sossegada, se gostam de fazer as coisas junto e um para o outro, se têm saudade um do outro e se preocupam com a saúde um do outro, orando pelo bom êxito do outro e para que vença seus problemas, se uma palavra do companheiro ou da companheira traz alegria íntima, se a sua voz causa emoção, se o que diz edifica e promove respeito, então há uma boa probabilidade de que o amor dure e que ambos tenham prazer um no outro durante os anos que se seguirem ao casamento. — 1 Cor. 13:4-8.
13, 14. (a) Por que se deve manter alheio ao cortejo o consentimento deliberado para ser sexualmente estimulado? (b) Quanto tempo deve durar o cortejar, e quais são os perigos num namoro prolongado, quando não hã o espírito de Deus?
13 Quando se permite o namoro sem a presença duma pessoa de companhia, ambas as partes devem manter sempre afastado o perigo de consentirem deliberadamente na excitação sexual. Há mais probabilidade de felicidade quando o namoro não é manchado pela imoralidade. Os namoros impuros têm usualmente apenas um fim, a saber, contenda e desprezo mútuo entre os dois. Que os que se cortejam mantenham limpa a sua relação perante Jeová. — Sal. 19:2.
14 Onde tal cortejar é costumeiro, quanto tempo deve durar? Quando alguém está decidido e trata o assunto de modo correto, deve continuar até que diga solenemente, perante testemunhas: “Êste é meu companheiro (ou minha companheira) para toda a vida.” Então, mesmo depois disso, durante a vida de casado, deve continuar o cortejar. Num amplo estudo feito entre muitas mulheres, 85 por cento delas achavam que a moça não se deve casar “até que tenha conhecido seu prospectivo companheiro por seis meses até dois anos”. No entanto, estas mulheres do mundo estavam em geral de acordo que duas pessoas podem provavelmente conhecer-se bem dentro dum ano. Observaram que quanto mais durar o cortejo, tanto maior se torna a atração física entre os sexos e o perigo de imoralidade, isto é, para homens e mulheres do mundo. Num estudo entre 576 casais de noivos, verificou-se que, “embora menos de 40 por cento dos que eram noivos por oito meses ou menos se tivessem entregado a intimidades físicas, perto da metade (48,4%) dos que eram noivos por 28 ou mais meses tinham feito isso. De fato, o mesmo estudo indicou a presença de forte atração física entre dois terços destes em menos de seis meses”. Esta informação de fontes mundanas só contribui para provar que, no caso de homens e mulheres não dedicados a Deus e que não têm o espírito de Deus, os namoros indevidamente prolongados sem razões válidas não só são sem significado, mas são perigosos. Quando alguém se sente desditoso e descontente durante o namoro, é melhor que não entre num noivado para se casar. Ninguém deve edificar um matrimônio na areia movediça da incerteza. Deve ser observado que, nos tempos bíblicos, os pais costumavam deixar seus filhos noivar por um ano, a fim de prover um tempo mínimo para treinar os filhos para as responsabilidades maritais. Em muitos casos, este ano de noivado passava inteiramente sem cortejo da parte dos noivos. A conveniência do casamento era decidida pelos pais ou tutores dos noivos.
NOIVADO E CASAMENTO
15. Que questões devem ser discutidas durante o período do noivado, e quanto tempo deve durar o noivado?
15 O noivado, na cristandade, é uma promessa séria de se casar. Durante este período, os casais falam sobre as questões importantes que surgem depois do casamento, tais como filhos, finanças, religião, parentes, e assim por diante. Os casais revelam a sua condição de saúde, se há uma doença que poria em perigo a saúde do outro; e se alguém tiver dívidas, isto também é revelado. Saber estas coisas leva tempo. Verificou-se que as pessoas com noivados razoavelmente longos são mais felizes no matrimônio. Mas, quanto tempo deve durar o noivado? Não há regras fixas para isso. Muito depende do casal, quanto tempo já se conhecem e qual foi o período de se cortejarem. Um dia não é tempo suficiente e dez anos pode ser um tempo longo demais. Não importa quanto tempo dure o noivado, ainda não é matrimônio, e por isso os jovens não têm direito a relações sexuais. Quando os dois decidem casar-se, é recomendável um casamento com a presença de amigos, pois o casamento às escondidas tem-se mostrado muito arriscado. A presença de Jesus no casamento em Caná mostra a sua aprovação de tal arranjo. — João 2:1-11.
16. De que maneira mostram certas investigações a necessidade de que os jovens encarem a realidade quando pensam no casamento? E que devem procurar os jovens quando procuram um cônjuge?
16 O casamento é para pessoas maduras, adultas. Não é para crianças. Um estudo recente entre 15.000 adolescentes revelou que 96 por cento deles esperava ter mais de dois banheiros nos seus futuros lares. Outro estudo feito entre moças de vinte anos em doze cidades, revelou que os protótipos ideais para seus maridos eram os astros do cinema. Isto mostra uma atitude irrealística, infantil, para com o matrimônio, e explica o elevado
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