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Proteja a nova geraçãoA Sentinela — 1964 | 15 de fevereiro
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urgente necessidade de se proteger a juventude. Neste sentido, um folheto intitulado “Um Exame da Delinqüência Juvenil”,b diz o seguinte em seu prefácio:
“O que é grandemente diferente hoje é o mundo em que se criam estas crianças. Ao compreendermos isto, podemos entender melhor alguns dos aspectos da moderna delinqüência juvenil. Jamais na história o passo das mudanças tem sido tão rápido em questão de valores e no modo de vivermos. De todos nós, a juventude é quem mais sente isto. As bombas e a força atômica, o impulso em direção da automatização, os mutáveis padrões culturais, o aumento rápido da população, a mobilidade familiar, a influência incalculável da televisão e de outros métodos conjuntos de modelar a realidade aos jovens, e a cada vez menos necessidade de trabalhadores não-especializados, mais mães que trabalhem fora . . . — estes são apenas alguns dos ingredientes de nosso modo de viver, que golpeiam as crianças com tremendo impacto.”
5. De que os filhos necessitam proteção hoje em dia e durante quanto tempo?
5 Os jovens precisam proteção contra a exploração comercial, contra a tendência para a imoralidade, contra a tendência de se padronizar à moda cheia de perigo da juventude e contra todas as demais tentações destes dias iníquos. Esta proteção deve incluir não somente o período da infância, mas também o longo período de importância crucial, dos treze aos dezenove, quando os jovens mais do que nunca tendem a cair na armadilha da conformidade às veredas do mundo.
6. Que falha frisa a necessidade de treinamento protetor e como foi que um jornal comentou isto?
6 O que frisa a crítica necessidade de darem os pais este treinamento e disciplina protetores é a flagrante falha das escolas e das igrejas. Um relatório dos Estados Unidos mostra que “segundo estatísticas disponíveis, só um universitário em cinco manteve sua fé até ao dia da formatura”. Os pais não podem depender das igrejas da cristandade para dar proteção. Apareceu um item esclarecedor neste sentido no Times do Condado de Carroll (Maryland, EUA), de 18 de maio de 1961:
“Como poderão os homens na liderança cristã atual inspirar nos membros da igreja uma confiança na Palavra de Deus, sendo que eles mesmos não a manifestam? Como podem esperar eles que os membros da igreja vivam segundo os padrões bíblicos, sendo que o valor dos mesmos é enfraquecido pelas suas próprias crenças? Estão na mesma classe do fabricante que não tem confiança no seu produto. Muitos na cristandade, através dos seus líderes, repudiam muitas verdades bíblicas e negam muita coisa que é genuína história bíblica. Eles lançam dúvidas na vereda da impressionável juventude, muitos dos quais nunca questionariam seus pastores e instrutores. O Rev. G. MacGregor Grant, ministro da Igreja Rosedale Unida de Toronto, Canadá, apoiando a sua idéia de que o Livro de Gênesis não é nada mais do que um ‘guia da conduta moral’, é citado a dizer: ‘Prove, por exemplo, a história da queda do homem no Livro de Gênesis. Não é história, mas um conto fantasioso dito por algum hebreu que não tinha conhecimento científico.’ . . . O pronunciamento de descrença nas Escrituras da parte de líderes eclesiásticos pode ser resumido em um totalmente desanimador, sob a tutelagem modernista. Não é de se admirar que o cristianismo organizado se bata em retirada. Não é de se admirar que a sociedade atual tenha perdido todo o senso da direção, da moral, da ética e outros sensos, quando aqueles que deviam liderar o povo na vereda da justiça estão tão fora de passo com a verdade que nem podem indicar o caminho em que homens e mulheres devem andar. . . . Então, quando os jovens se voltam para seus pais ou para seus companheiros com revólver ou faca, o povo fica chocado. Não devia ficar. O que mais se pode esperar, quando as crianças não têm bússola, quando não têm normas morais estabelecidas?”
7. A despeito da confusão hoje em dia, onde podem os pais obter conselho autorizado sobre a proteção aos filhos e com que resultado para os pais?
7 Vendo a responsabilidade e a urgência da situação, os pais devem obter conselho de confiança sobre protegerem seus filhos. Mas de onde? Até mesmo as melhores autoridades humanas diferem. “O problema da disciplina na criação de filhos”, disse uma de tais autoridades, “é um dos mais controversiais, dos mais discutidos e dos mais mal compreendidos.” Que ótimo é saber então que só há uma Autoridade sobre proteger filhos! Jeová Deus, o Criador do homem, é a fonte de todo o conselho autorizado sobre criar e proteger os filhos. Quanto isto deve aliviar os pais cristãos da frustração que vem sobre aqueles que acham que há centenas de autoridades no assunto! Sabendo quem é a Autoridade correta, os pais cristãos podem criar e proteger seus filhos com segurança e livres das frustrações que afligem os que tentam criá-los sem ser “na disciplina e no conselho de autoridade de Jeová”. — Efé. 6:4.
TREINAMENTO DESDE A INFÂNCIA
8. Quando deve começar o treinamento protetor? Por quê?
8 A proteção para a nova geração deve começar desde a infância. Que na infância é o tempo de a começar foi esclarecido pelo grande Protetor Jeová Deus, cuja Palavra diz: “Treina o menino no caminho que é para ele; mesmo quando ficar velho, ele não se desviará dele”. Quanto mais pequena a criança, mais fácil é o estabelecimento de bons hábitos. Uma criança é incomparavelmente mais fácil de treinar do que o cachorro mais inteligente. A criança pode ser ensinada a correr, a subir, a nadar, a ficar de pé, a andar e até mesmo a falar diversas línguas. Semelhantemente, hábitos morais protetores podem ser ensinados na infância. Os próprios cachorros são ensinados a não roubar. Devem os pais ensinar cachorros a não roubar e então fracassarem quando se trata de ensinar seus próprios filhos? Dêem-lhes o treinamento correto desde a infância. — Pro. 22:6.
9, 10. Por que é tão vital o treinamento desde a infância e como ilustra o caso de Moisés o benefício indelével de tal treinamento?
9 Dar treinamento protetor desde a infância também é vital porque fornece à nova geração uma base para a fé, uma base para fazerem grandes decisões que precisam fazer, ao passo que vão atingindo a maturidade. Tal treinamento possibilitará a nova geração a fazer decisões em harmonia com a vontade de Deus. O caso de Moisés é um exemplo notável do valor protetor do treinamento. Moisés nasceu no Egito, no tempo em que as crianças israelitas deviam ser mortas por causa do decreto de Faraó. O registro bíblico em Êxodo, capítulo dois, relata como a criança foi colocada numa arca por Joquebede, sua mãe, e posta entre os juncos perto da margem do rio Nilo. A filha de Faraó o encontrou. Miriã, irmã de Moisés que estava de vigia por perto, adiantou-se e perguntou com admirável tato: “Queres que eu vá chamar uma das hebréias que sirva de ama, e te crie a criança?” A filha de Faraó atendeu a esta sugestão oportuna e concordou que uma mulher hebréia lhe fosse trazida; a mulher foi a própria mãe de Moisés. “Leva este menino”, disse a filha de Faraó, “e cria-mo”. Passou-se o tempo. “Sendo o menino [Moisés] já grande, ela o trouxe à filha de Faraó, da qual passou ele a ser filho.” (Êxo. 2:1-10, ALA) Os pais de Moisés, Anrão e Joquebede, deram então ao menino o treinamento protetor desde a infância, inculcando na mente da criança as leis divinas e o amor a Deus.
10 O treinamento que Moisés recebeu desde a infância deu-lhe uma base para fé, uma base para a grandiosíssima decisão que teria que tomar mais tarde. Sim, na base do treinamento que recebeu na sua casa em Gósen, ele preferiu ficar com o povo de Deus, rejeitando a corte real e suas oportunidades lucrativas e luxuosas, apesar de ter recebido treinamento em toda a ciência mundana dos egípcios. “Moisés foi instruído em toda a sabedoria dos egípcios.” (Atos 7:22) A instrução que Moisés recebeu no Egito se destinava a prepará-lo para alta posição no governo, senão para o próprio trono. Mas, será que Moisés disse: ‘Hum, parece que terei um posto no governo, o próprio trono, talvez. Eu gostaria de ajudar o meu povo, mas esperarei até o rei morrer e então, do trono do Egito, será fácil ajudá-lo’? Não! Moisés rejeitou tais pensamentos. “Pela fé Moisés, quando cresceu, negou-se a ser chamado filho da filha de Faraó, escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus do que ter o usufruto temporário do pecado.” (Heb. 11:24, 25) Moisés tomou a decisão certa, pois uma vez que estivesse em poder, ele poderia defrontar-se com grandes tentações. O exemplo de Moisés recomenda grandemente o treinamento protetor desde a infância. Que benefício indelével traz tal treinamento!
11. Para se tornar um sucesso o treinamento dos filhos, que mais deve ser requerido e como se demonstra isto?
11 O êxito no treinamento protetor das crianças hoje em dia requer não somente que ele comece na infância, mas também que haja unidade de ação e de exemplos corretos dados pelos próprios pais. Os pais que são verdadeiros cristãos não devem ficar divididos na questão de treinar filhos. Eles têm só uma Autoridade, uma só fonte autorizada, então, por que não deveria haver unidade? Unidade de ação significa que a esposa não diminuirá a disciplina do marido nem o marido a da esposa. Unidade de ação significa que ambos põem em vigor a disciplina de Jeová, não somente o pai. A mãe não permitirá aos filhos fazerem o que bem entendem, e então, quando o pai chega em casa, eles tenham que se harmonizar de repente com os caminhos de Jeová. O programa do treinamento protetor da nova geração não deve ser interrompido; deve estar em operação vinte e quatro horas por dia.
TRANSMITINDO AOS FILHOS A MENTALIDADE DE DEUS
12. Qual foi o conselho de Paulo e como são os filhos criados no conselho autorizado de Jeová?
12 As crianças precisam ter a mentalidade divina sobre as questões. A transmissão deste conhecimento começa na infância e continua progressivamente através dos anos da adolescência. O apóstolo Paulo escreveu o seguinte conselho: “Pais, não estejais irritando os vossos filhos, mas prossegui em criá-los na disciplina e no conselho de autoridade de Jeová.” (Efé. 6:4) Como é que são os filhos criados no conselho autorizado de Jeová? As palavras de Paulo, “conselho de autoridade”, no grego original, sugerem literalmente a idéia de se colocar a mentalidade em alguém. Então, que mentalidade precisam as crianças ou a juventude para proteção? A mentalidade de Jeová, naturalmente! Para criar os filhos no conselho autorizado de Jeová, coloque neles a mentalidade de Jeová, não somente enquanto são infantis ou crianças, mas continuamente, progressivamente.
13. Como podem os pais transmitir aos filhos em tenra idade a mentalidade de Deus e o exemplo de quem mostra que isto pode ser feito?
13 Para transmitirem aos filhos a mentalidade de Deus é necessário que os pais lhes ensinem os mandamentos divinos, usando linguagem e ilustrações apropriadas à idade deles. Apresentem-lhes as palavras de Deus numa forma assimilativa que até mesmo os bem jovens possam entender. Não colocou Eunice a mentalidade de Deus em Timóteo “desde a infância”? Isto pode ser feito. Requer paciência, uma boa quantidade de tempo e a necessidade de tornar os princípios divinos claros na mente da criança. Mas, como se deu no caso de Timóteo, quão grande é o benefício! — 2 Tim. 3:15.
14, 15. (a) O que devem os pais tornar claro aos filhos? (b) Explique como os pais podem colocar em seus filhos a mentalidade de Deus referente às questões de roubar e mentir.
14 Os pais estão realmente colocando a mentalidade de Deus nos filhos quando lhes tornam claro como cristal que eles deverão e que irão apoiar a supremacia da lei de Jeová. Por exemplo, quando ensinarem os filhos a não roubar, expliquem-lhes por quê — isto significa muito mais do que o mero querer ou o desejo dos pais sobre o assunto. Façam os filhos compreenderem que não se trata apenas da sua mentalidade sobre a questão, mas que é a mentalidade de Deus e que os pais são responsáveis aos olhos de Deus de pôr em vigor a lei divina. Portanto, depois de explicarem o que é roubo, peguem a Bíblia, abram-na nos versículos apropriados e leiam para a criança o que é a mentalidade de Deus. “Não furtarás” é o que ordena Deus. Mas vão além de Êxodo 20:15 e leiam outros versículos tais como Efésios 4:28: “O gatuno não furte mais.” Fazendo isto, a criança passa a compreender que é um caso sério, que a vontade de Deus é de importância primordial e que os pais sempre apoiarão os mandamentos de Deus.
15 Protejam progressivamente a nova geração com a mentalidade de Deus. Depois de um ponto ter sido esclarecido, passem para outro. Por exemplo, expliquem à criança o que é mentir, quem foi o primeiro mentiroso, por que a falsidade desagrada a Deus e qual será o destino dos mentirosos. Sentem de novo com a criança e abram a Bíblia, mostrem-lhe qual é a mentalidade de Deus. Além de lerem textos que expressam a desaprovação de Deus sobre a mentira, mostrem-lhe que Deus estabelece o exemplo, lendo, por exemplo, os seguintes textos: “Todas as veredas de Jeová são benignidade e verdade.” “É impossível que Deus minta.” (Sal. 25:10; Heb. 6:18) A leitura de textos que expressam a vontade divina sobre as questões de conduta e sobre Deus mesmo estabelecer o exemplo, junto com o exemplo bom dos pais em todas as coisas, darão à criança poderosa proteção contra os dias maus.
16. Em idade apropriada, o que devem saber os jovens e, por conseguinte, o que devem os pais fazer quanto a isto?
16 Ao passo que os filhos crescem, chega o tempo em que os pais precisam transmitir-lhes a mentalidade de Deus sobre a conduta moral correta entre os sexos. De novo, mera declaração dos pais, dizendo o que é errado, não é suficiente. Dêem-lhes o “conselho de autoridade de Jeová”, dirigindo-se à Bíblia e lendo textos acerca da conduta imaculada que Deus requer dos cristãos. Também podem transmitir conhecimento sobre as armadilhas mundanas. Por exemplo, a mocinha filha de pais cristãos pode ser avisada sobre o que pode acontecer, ao passo que ela vai tornando-se mais atraente: como os rapazes e os homens do mundo poderão aproximar-se dela, colocando tentação no seu caminho. Antes que tais tentações venham, os pais precisam proteger a nova geração, dando-lhe o conselho protetor e autorizado de Jeová Deus.
AGUÇANDO OS MANDAMENTOS DE DEUS NA MENTE DELES
17. (a) Além do progresso no treinamento da criança, o que mais é importante e por quê? (b) Como foi frisada por Moisés a sua importância?
17 Tão importante quanto ao progresso para proteger a nova geração é a repetição. Uma vez tendo sido instruída a criança pela mentalidade de Deus sobre certos princípios de conduta, o assunto não está encerrado. É fácil um mandamento tornar-se obscuro, apagado, impuro. Quando a pessoa se confronta com uma tentação, ela precisa da palavra de Deus tão agudamente gravada em sua mente que pode resistir à tentação tão depressa e com tanta segurança quanto José resistiu a tentação que a mulher de Potifar colocou em seu caminho. Não havia a mínima dúvida na mente de José que, se ele cedesse àquela tentação, estaria pecando contra Deus. (Gên. 39:7-12) Repetição para aguçar os mandamentos de Deus em nossa mente é a idéia por trás das palavras de Moisés em Deuteronômio 6:6, 7: “Estas palavras que hoje te ordeno, estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te e ao levantar-te.” — ALA.
18. (a) Por que deu Moisés tais mandamentos aos israelitas e por que são apropriadas hoje em dia as suas palavras? (b) Quais os benefícios duplos obtidos por se dar ouvido a este conselho divino?
18 Esta repetição que inculca a mentalidade de Jeová sobre todas as questões é para a proteção tanto dos filhos como dos pais. Neste mundo, com a iniqüidade tão difundida, com tentações para errar quase em toda a parte, é mais vital do que nunca manter-se a Palavra de Deus, os mandamentos de Deus, sempre viva em nossa mente. Moisés avisou os israelitas que viria ocasião em que eles entrariam em contato com nações pagãs. Ele sabia que então haveria uma tendência para violação das leis de Deus; por isso, Moisés exortou-os à fidelidade e ordenou-lhes que protegessem a nova geração, mediante inculcarem assiduamente as leis de Deus em suas mentes jovens. De modo similar, os cristãos de hoje em dia, neste mundo em que é impossível evitarem inteiramente o contato com os que não são verdadeiros adoradores de Deus, obtêm proteção, mantendo lúcidos na mente os mandamentos de Deus. E quando os pais inculcam as leis divinas em seus filhos e ‘delas falam assentados em casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-se e ao levantar-se’, eles também recebem benefícios repercutentes em tudo isto. Os pais gravam em suas próprias mentes a mentalidade de Deus. A idéia então é colocar a mentalidade de Deus nos filhos e aguçar-lhes continuamente a ciência dos mandamentos divinos mediante a repetição, de modo que não haja engano quanto ao seu significado.
19. Que fato referente à lei divina se deve tornar bem claro aos filhos e qual, portanto, deve ser a conduta tanto dos adultos como dos filhos em tais circunstâncias?
19 Tornem claro também que a lei divina se aplica tanto quando os filhos estão em casa como quando não estão em casa. Às vezes os jovens podem ir a diferentes localidades ou a outra cidade, ficando temporariamente longe da vista dos pais. Ensinem aos filhos que, embora não estejam perto de seus supervisores humanos, jamais ficam fora da vista de Jeová Deus! “Os olhos de Jeová estão em todo o lugar, vigiando tanto os maus como os bons.” (Pro. 15:3) Este texto mostra que nada escapa de ser notado por Jeová Deus. Ele tem meios de observar tudo, pequeno ou grande. Mas, dessemelhante dos espiões e da polícia secreta das nações do mundo, Jeová observa para o nosso bem. Os filhos devem saber disto e ser ensinados que, quando fora de casa, não estão livres para se empenharem em práticas mundanas que nunca fariam sob a vista dos pais e dos servos da congregação cristã. Os próprios adultos devem sempre estabelecer um bom exemplo para a nova geração, quando em visita a outras cidades e quando estão fora da sua congregação.
20. Explique alguns dos conselhos autorizados de Jeová que devem ser dados aos filhos. Qual será o resultado?
20 Portanto, são muitos os princípios sobre conduta que os filhos devem aprender desde a infância. Que círculo amplo cobre o conselho autorizado de Jeová! Ensinem aos filhos o conceito bíblico sobre o dinheiro, de modo que eles nunca exagerem nem subestimem o seu valor. Ensinem-lhes moderação em todos os hábitos. Ensinem-lhes a lei de Deus concernente à associação e como a má associação seguramente estragará os seus bons hábitos. Ensinem-lhes a ler o que for salutar e edificante. Ensinem-lhes a resistir a pessoas mundanas, a fugir da insensatez e da maldade, não importa quanto ridículo a juventude mundana amontoe sobre eles. Ensinem-lhes a ‘cessar de ser modelados segundo este sistema de coisas’. (Rom. 12:2) Ensinem-lhes responsabilidade, dando-lhes responsabilidade. Ensinem-lhes a respeitar a propriedade alheia. Ensinem-lhes a santidade da vida humana. Quantas vezes os jornais dizem que uma criança atirou em alguém, acidentalmente ou não! Em primeiro lugar, por que deveriam as crianças apontar revólveres quer de brinquedo quer reais a outras pessoas? Ensinem os filhos a porem “as armas da luz” e a empunharem a Palavra de Deus, “a espada do espírito”. Dêem-lhes um exemplar particular da Bíblia logo na infância. Ensinem-lhes a lei divina concernente ao casamento, que o cristão está livre para se casar “somente no Senhor”. Façam os filhos compreender os tristes resultados da violação das leis de Jeová. Tudo isto é uma tremenda responsabilidade, a de colocar a mentalidade de Deus nos filhos; mas o resultado é proteção para a nova geração. — Rom. 13:12; Efé. 6:17; 1 Cor. 7:39.
21. Para evitarem a tendência do mundo, o que devem os pais cristãos fazer, resultando em que bênção para os filhos?
21 Embora a tendência do mundo seja a de os adultos necessitarem proteção contra a nova geração, os pais cristãos não devem permitir que esta tendência se desenvolva em suas famílias. Comecem desde a infância conforme fizeram os pais de Moisés. Prossigam dando aos filhos o conselho autorizado de Jeová, certificando-se de que pela repetição os mandamentos do grande Protetor sejam inculcados indesarraigavelmente neles. Dêem aos jovens a mentalidade de Deus através dos anos críticos da adolescência, quando cada vez mais são defrontados com laços. Protejam a nova geração com profundo interesse e amor. Então, a nova geração será usada tanto agora como no novo mundo, glorificando para sempre aquele cujo conselho autorizado torna possível a proteção — Jeová Deus!
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Cada um de nós prestará contas de si mesmoA Sentinela — 1964 | 15 de fevereiro
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Cada um de nós prestará contas de si mesmo
“Nós todos ficaremos postados diante da cadeira de juiz de Deus. Assim, pois, cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus.” — Rom. 14:10, 12.
1, 2. A quem todos nós temos de prestar contas? Sobre o quê e por quê?
NINGUÉM pode escapar de prestar contas a Deus. O grande Juiz, assegura-se-nos, “fará uma prestação de contas na terra”. Não importa onde vivamos ou que religião professemos, “não há criação que não esteja manifesta à sua vista, mas todas as coisas estão nuas e abertamente expostas aos olhos daquele com quem temos uma prestação de contas”. — Rom. 9:28; Heb. 4:13.
2 Quer tenham sido praticadas em público quer às escondidas, prestaremos contas pelas nossas ações. Tudo o que fazemos está ‘abertamente exposto aos olhos’ do Juiz do universo. Deveremos prestar contas quanto a quão bem obedecemos aos mandamentos de Deus: “A conclusão do assunto, tudo tendo sido ouvido, é: Teme o verdadeiro Deus e guarda seus mandamentos. Pois esta é toda a obrigação do homem. Pois o verdadeiro Deus é quem levará toda sorte de obra a juízo, em relação com toda coisa escondida, quanto a se é boa ou se é má.” — Ecl. 12:13, 14.
3. O que mostra a Bíblia quanto a serem responsáveis os filhos?
3 As próprias crianças não estão inteiramente livres de prestar contas a Deus. É verdade que perante Deus os pais são os principais responsáveis pelos filhos; por isso é que se um dos pais for adorador de Jeová, os filhos que nascem de tal união são santos aos olhos de Deus. (1 Cor. 7:14) Mas é bom que se mantenha em mente que o registro bíblico mostra que Deus não fecha os olhos aos malfeitos dos filhos. Certa vez Jeová, usando duas ursas, executou uma turma sarcástica de quarenta e dois rapazinhos, porque aqueles delinqüentes demonstraram desrespeito pelo seu profeta. — 2 Reis 2:23, 24.
4. Em face do que se diz nas Escrituras, como devem os pais instruir os filhos?
4 Então, os pais fazem bem instruir a seus filhos que estes são tidos por responsáveis perante Deus, assim como eles mesmos têm de prestar contas a Deus. No antigo Israel, os filhos que se tornassem delinqüentes incorrigíveis sofriam segundo a vontade de Deus, sendo executados: “Se alguém tiver um filho contumaz e rebelde, que não obedece à voz de seu pai e à de sua mãe, e, ainda castigado, não lhes dá ouvidos, pegarão nele seu pai e sua mãe e o levarão aos anciãos da cidade, à sua porta, e lhes dirão: Este nosso filho é rebelde e contumaz, não dá ouvidos à nossa voz: é dissoluto e beberrão. Então todos os homens da sua cidade o apedrejarão, até que morra; assim eliminarás o mal do meio de ti.” (Deu. 21:18-21, ALA) Atualmente, Deus tem os filhos por responsáveis em ser obedientes aos pais “em união com o Senhor”, segundo Efésios 6:1-3 mostra: “Filhos, sede obedientes aos vossos pais em união com o Senhor, pois isto é justo: ‘Honra a teu pai e a tua mãe’; que é o primeiro mandado com promessa: ‘Para que te vá bem e perdures por longo tempo na terra.’”
RESPONSÁVEIS PELA DISCIPLINA DE JEOVÁ
5. Pelo que são os pais responsáveis perante Deus e que pergunta surge?
5 Depois de mostrar que os filhos não estão livres de prestar contas, o apóstolo Paulo prosseguiu frisando a obrigação dos pais perante Deus: “E vós, pais, não estejais irritando os vossos filhos, mas prossegui em criá-los na disciplina e no conselho de autoridade de Jeová.” (Efé. 6:4) Note que os pais são responsáveis perante Deus a criar seus filhos, não somente no conselho autorizado de Jeová, mas também na disciplina de Jeová. É nesta questão de disciplina que os pais às vezes são negligentes. Embora cuidem deles e lhes dêem atenção amorosa, embora os ensinem na Palavra de Deus, os pais talvez falhem em pôr em vigor as leis de Jeová. Visto que os pais prestarão contas pelo modo em que criam seus filhos, surge a pergunta: O que é a disciplina de Jeová?
6. Com o que começa a disciplina de Jeová, e por que é isto tão importante?
6 A disciplina de Jeová não começa necessariamente com a vara literal. Começa com o exemplo correto dos pais. Jeová dá exemplo perfeito, assim também o seu Filho amado. Devemos imitá-los, tornando-nos discípulos do Senhor Jesus Cristo. A própria palavra “disciplina” vem da mesma raiz que a palavra “discípulo”. Um discípulo é alguém que segue o exemplo de um líder. Então, a disciplina tem muito a ver com discipular, pois os filhos devem imitar seus pais cristãos e tornar-se discípulos de bons líderes. Dando exemplo correto, os pais ajudam os filhos a se tornarem discípulos do Senhor Jesus; então, o exemplo é o meio pelo qual se aplica a disciplina de Jeová. Os pais podem ensinar a seus filhos o que é correto aos olhos de Deus, mas dificilmente podem esperar que seus filhos sejam melhores do que o exemplo que os pais dão em casa e em outros lugares. Os pais não devem praticar coisas erradas aos olhos de Deus e então esperar que os filhos façam todas as coisas certas. Isto quer dizer que às vezes os pais têm de disciplinar a si mesmos, certificando-se de que a vida deles se harmonize em todos os sentidos com as normas justas da Santa Palavra de Jeová. Então, os garotinhos, não somente receberão a instrução dos pais, mas também verão pelo exemplo deles qual é a vereda certa a seguir.
7. (a) Como deve ser aplicada a disciplina de Jeová? (b) Por que não devem os pais exasperar os filhos e como isto pode ser evitado?
7 Para os pais apresentarem boas contas perante Deus com relação ao modo de criarem seus filhos, eles precisam aplicar a disciplina de Jeová com amor e firmeza. Isto exige disciplina positiva, não a do tipo preguiçoso em que os pais subornam seus filhos para procederem bem. Disciplina firme quer dizer que não haverá transigência da parte dos pais. A criança precisa saber o que os pais defendem e que eles não abandonam os princípios de Jeová por nenhuma quantidade de argumento, de imploração nem de choro. Embora firme, a disciplina de Jeová é aplicada com amor, de modo que seja coerente, razoável e justa. Os pais amorosos compreendem que os filhos não são perfeitos e que cometerão erros. Se os filhos forem perseguidos por ameaças de punição por toda pequena imperfeição, pequeno engano ou acidente, então ficarão irritados. Disse Paulo: “Não estejais exasperando os vossos filhos, para que não fiquem desanimados.” (Col. 3:21) Se os filhos forem exasperados pelos pais, ficarão com os nervos desarranjados e não poderão tirar proveito da repreensão. Portanto, os pais amorosos, embora firmes, são razoáveis. A criança pode apreciar a racionabilidade. Dêem explicação à mente infantil. Então a criança poderá acompanhar, sabendo que está sendo dirigida para o lado que Jeová Deus orienta.
8. Segundo indicado pela Palavra de Jeová, que espécie de disciplina se requer às vezes e qual será o seu benefício?
8 Todos os filhos de Adão precisam correção e às vezes a disciplina firme requer vara para produzir dor. “A tolice se prende ao coração dum menino, mas a vara da disciplina é a que a removerá dele.” (Pro. 22:15) Então, a disciplina de Jeová não é uma disciplina aguada, tipo da aconselhada por algumas autoridades mundanas, que sempre retêm a vara. Mas a vara literal é o que basicamente quer dizer Provérbios 23:13, 14: “Não retenhas a disciplina dum mero menino. Caso o bateres com a vara, ele não morrerá. Tu mesmo deves bater nele com a vara, a fim de livrares a sua alma do próprio Seol.” Às vezes, então, um pai precisa falar com o filho mediante causar-lhe dor. Esta dor, assegura-nos a Palavra de Deus, não matará a criança; mas tem efeito benéfico, efeito protetor sobre o filho, protegendo sua “alma do próprio Seol”.
EVITANDO OS PAIS A DOR
9. Como é que a disciplina de Jeová é protetora de dois modos?
9 A disciplina de Jeová é protetora de dois modos: (1) Para a própria criança e (2) para os próprios pais. O filho indisciplinado pode continuar na vereda que desagrada a Jeová e perder a vida no novo mundo de Deus. O filho indisciplinado pode ser a dor dos pais por causa de sua conduta delinqüente. Não se
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