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Mitos populares a respeito da maconhaDespertai! — 1981 | 22 de novembro
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“Um recente estudo controlado com macacos rhesus demonstrou mudanças estruturais duradouras [nas ondas (EEG)] do cérebro” após o uso de maconha. — Revista “Patient Care”.
MITO N.º 4 “A maconha deixa a pessoa mais alerta, mais apta para dirigir um carro.”
“Eu jamais dirigiria bêbedo, mas sempre dirijo quando estou ‘alto’ . . . De fato, às vezes penso que dirijo melhor depois de ter fumado maconha.” — Fumante de maconha, de 17 anos de idade.
FATO Os fumantes de maconha são especialmente perigosos nas estradas, porque muitas vezes não acreditam que sua habilidade de dirigir esteja prejudicada. Não compreendem quão perigosos são, e às vezes acham que sua habilidade de dirigir está realmente melhorada.
“Harry Klonoff, da Universidade da Colúmbia Britânica [Canadá], testou 64 homens e mulheres e descobriu que na maioria dos casos a maconha interferia com a habilidade deles de dirigir.” — “Newsweek.”
“Um estudo de motoristas envolvidos em acidentes fatais, conduzido pela Administração Nacional de Segurança do Tráfego nas Rodovias [E.U.A.], indicou que o uso da maconha foi um fator importante.” — “Medical Tribune.”
MITO N.º 5 “A maconha é uma droga simples, relativamente branda, comparável ao álcool.”
FATO O álcool é uma droga “simples” no sentido de que contém uma só substância ativa, o álcool etílico. A maconha contém, segundo a última contagem, mais de 400 substâncias químicas diferentes. Os cientistas não têm idéia sobre o que provocam algumas delas, mas outras são conhecidas como sendo perigosas.
O benzantraceno e o benzopireno são dois conhecidos cancerígenos (agentes causadores de câncer) presentes na fumaça da maconha em quantidades 50 a 70 por cento maiores do que na de cigarros comuns.
MITO N.º 6 “A maconha que a rapaziada fuma hoje em dia é a mesma que se fumava quando eu era jovem.”
FATO A maconha de hoje é muito mais forte do que era há apenas poucos anos. “Em 1975, a amostra média de maconha confiscada continha apenas 0,4 por cento de THC (tetrahidrocanabinol), a substância química que altera as funções da mente. No ano passado, devido a melhores métodos de cultivo, a média foi de 4 por cento . . . um aumento décuplo em potência.” — “Times” de Nova Iorque.
“Como posso saber se meu filho está usando drogas?” A seguir, alguns indícios fornecidos pelo Instituto de Seguro da Saúde de Nova Iorque —
□ Rir muito de coisas que nenhuma outra pessoa acha engraçadas.
□ Embriaguez aparente, sem cheiro de álcool.
□ Tendência de ficar sentado, com olhar perdido no espaço.
□ Perda de apetite acompanhada de rápida perda de peso.
□ O contrário — incursões ávidas à geladeira.
□ Ficar fora de casa mais tempo do que o normal e dar respostas evasivas quando perguntado sobre isto.
□ Leitura ávida de livros e artigos que tratam do cultivo de drogas.
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Por que as pessoas recorrem aos tóxicos?Despertai! — 1981 | 22 de novembro
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Parte 7
Por que as pessoas recorrem aos tóxicos?
“SURPREENDENTEMENTE, vários estudos nos E.U.A. indicam que as donas-de-casa brancas, da classe média, são as candidatas primárias ao abuso de tranqüilizantes.” — Revista “Maclean’s”.
O QUE LEVA AS PESSOAS A USAREM TÓXICOS?
É interessante que os estudos em animais indicam que “o vício de drogas é menos uma fraqueza da carne do que uma reação ao estresse, ao isolamento e à privação social . . . O solitário, o inadaptado, aquele que se sente bem embaixo na espiral social, tem muito mais probabilidade de se tornar usante regular de drogas e mui provavelmente se tornará viciado”. — Editorial do “Star”, de Toronto.
Apoiando este conceito, o Dr. Stanton Peele, autor de “O Amor e o Vício” (em inglês), diz que “a única alternativa para o vício é a própria pessoa assumir a responsabilidade; a única cura é um senso de valor próprio”.
“Todo mundo está tomando drogas, quer seja o papai que chega em casa depois de ter tomado algumas cervejas, quer seja a mamãe que vai ao médico para que receite alguns comprimidos de Valium ‘apenas para enfrentar o dia’ . . . Não mais nos importamos tanto com isso quanto há 10 anos. A apatia parental agora é realmente quase inacreditável.” — Um assistente social.
PROTEJA SEUS FILHOS DANDO-LHES UM BOM EXEMPLO
Uma pesquisa canadense envolvendo 14.000 estudantes de Ontário descobriu um forte relacionamento entre a vida familiar e o vício de tóxicos.
“Se a mãe usar cada dia tranqüilizantes legais, prescritos, seus filhos terão: probabilidade três vezes e meia maior de usarem maconha; probabilidade cinco vezes maior de usarem LSD ou anfetaminas, probabilidade sete vezes maior de usarem tranqüilizantes ilegais; e probabilidade dez vezes maior de usarem opiatos.”
Por outro lado — “As famílias de baixo risco [nas quais poucos filhos tiveram problemas com tóxicos] . . . não eram permissivas, mas usufruíam a companhia mútua e riam juntos. O pai era firme e a mãe afetuosa, mas ambos eram calorosos. Os pais tinham religião, sabiam em que criam e não se esquivavam de transmitir seus valores aos filhos. As crianças recebiam tarefas domésticas, tinham hora certa para chegar a casa, disciplina e pais que se interessavam em todas as suas atividades. Os pais não eram alcoólatras e as mães não tinham tendência de usar tranqüilizantes. Os pais eram vistos como bons ouvintes que consultavam seus filhos, mas estavam claramente no comando.” — “Star”, de Toronto.
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