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Empenhe-se pela paz com o próximoDespertai! — 1986 | 22 de janeiro
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No que Depender de Sua Pessoa, Empenhe-se Pela Paz
De forma ativa, ‘empenhe-se pela paz com todos’. (Hebreus 12:14) Ela não existe de modo automático. Nem sempre é possível alcançá-la. Em alguns casos, terá de desistir de empenhar-se por ela. “Não tenhas companheirismo com alguém dado à ira; e não deves entrar com o homem que tem acessos de furor.” (Provérbios 22:24) No entanto, “se possível, no que depender de vós, sede pacíficos para com todos os homens”. — Romanos 12:18.
O termo grego para a espécie de amor que Jesus lhe mandou demonstrar para com o próximo é a·gá·pe. A definição que o apóstolo Paulo fornece desta qualidade, a·gá·pe, resume as linhas gerais do empenho pela paz com o próximo: “O amor é longânime e benigno. O amor não é ciumento, não se gaba, não se enfuna, não se comporta indecentemente, não procura os seus próprios interesses, não fica encolerizado. Não leva em conta o dano. Não se alegra com a injustiça, mas alegra-se com a verdade. Suporta todas as coisas, acredita todas as coisas, espera todas as coisas, persevera em todas as coisas. O amor nunca falha.” — 1 Coríntios 13:4-8.
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Quem é o meu próximo?Despertai! — 1986 | 22 de janeiro
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Quem é o meu próximo?
‘VOCÊ me pergunta: “Quem é o meu próximo?” Ora, é quem mora ao lado, naturalmente! E os que moram rua abaixo, os da vizinhança. Eles são o meu próximo.’
Não de acordo com alguns dos que viviam na época de Cristo Jesus. Até naquela época havia diferença de opiniões. Isto se patenteia quando consideramos a conversa entre Jesus e um homem versado na Lei judaica, segundo registrado em Lucas 10:25-37.
“Instrutor, por fazer o que hei de herdar a vida eterna?”, indagou o advogado.
“O que está escrito na Lei? Como é que lês?”, perguntou-lhe Jesus.
“‘Tens de amar a Jeová, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de toda a tua força, e de toda a tua mente’, e ‘o teu próximo como a ti mesmo’”, respondeu-lhe o advogado.
“Respondeste corretamente”, disse-lhe Jesus. “Persiste em fazer isso e obterás a vida.”
Mas o advogado não ficou satisfeito em deixar as coisas nesse pé. Assim, perguntou então: “Quem é realmente o meu próximo?”
Os escribas judaicos, contrário à sua própria Lei mosaica, diziam em suas tradições orais: “Tens de amar o teu próximo e odiar o teu inimigo.” Os escribas e os fariseus ensinavam que apenas os judeus que guardavam a lei oral eram o próximo. Os judeus que deixavam de fazê-lo, e todos os gentios, não eram encarados como o próximo, e sim como inimigos. Tais judeus heréticos, e os gentios, não deviam ser ajudados, mesmo se sua vida estivesse em perigo. Tendo isto presente, e para justificar-se por não amar a todos os homens, o advogado perguntou: “Quem é realmente o meu próximo?”
Em resposta a tal indagação, Jesus deu a ilustração do Bom Samaritano (os samaritanos eram considerados estrangeiros, e eram odiados pelos judeus).
“Certo homem”, disse Jesus, “descia de Jerusalém para Jericó e caiu entre salteadores,
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