-
Ela encontrou motivo para maior alegriaA Sentinela — 1982 | 15 de maio
-
-
deprimida. Tive de resolver se continuaria ou não no serviço de tempo integral. Algumas Testemunhas achavam que eu devia deixar o serviço de tempo integral por estar fraca demais. Mas Jeová ouviu minhas orações e ergueu-me novamente. Renovou minhas forças, e, após três meses, estava de volta ao campo, em busca de suas ‘ovelhas’. (Isaías 40:28-31) Pessoalmente, acho que sou agora capaz de fazer mais do que fazia antes da cirurgia, graças a Jeová.”
Sylvia tem uma personalidade cativante. Pode-se vê-la na rua, à frente — a figura duma moça esbelta, vestida de modo sensato e com bom gosto, com um sorriso simpático no rosto amável. É só natural que as pessoas aceitem sua oferta de publicação bíblicas. Ao passo que ela fala, os ouvintes ficam contagiados pela sua alegria de viver. Ela indica a Jeová como a fonte de felicidade: “Sentir seu cuidado amoroso e carinhoso no decorrer dos anos e trabalhar com ele têm sido uma experiência muito recompensadora e emocionante. Agradeço humildemente a Jeová.” Deveras, ‘os mansos incrementam a sua alegria em Jeová’ — Isaías 29:19.
-
-
Cristãos ativos numa época críticaA Sentinela — 1982 | 15 de maio
-
-
Cristãos ativos numa época crítica
VOCÊ, assim como outros em volta do globo, talvez esteja bem apercebido de que vivemos em tempos críticos.
Muitos se dão conta de que os tempos são críticos porque se dá muita atenção a armas e à guerra. Outros percebem que é uma época crítica devido a problemas econômicos. Ou, se lhe perguntassem por que é crítica nossa época, talvez refletisse no crescente crime e violência. Tais problemas não são senão evidências de que vivemos durante um período predito: “Nos últimos dias haverá tempos críticos, difíceis de manejar.” — 2 Timóteo 3:1-5.
Mas, no domingo 13 de setembro de 1981, houve um acontecimento especial que ilustrou bem que, mesmo em nossos “tempos críticos”, os cristãos podem estar espiritualmente ativos e ser otimistas quanto ao futuro. Que acontecimento foi esse? Como podemos tirar proveito dele?
Formatura da Escola de Gileade
O acontecimento especial que se deu em Nova Iorque, E.U.A., foi a formatura da 71.ª classe da Escola Bíblica de Gileade da Torre de Vigia. Faremos bem em refletir em alguns pontos salientados durante o programa.
O orador principal foi F. W. Franz, presidente da Sociedade Torre de Vigia (dos E.U.A.) e também da Escola. Seu discurso de uma hora iniciou com uma recapitulação da história da Escola. Após o irrompimento da Segunda Guerra Mundial, o então presidente da Sociedade, J. F. Rutherford, acreditava que uma intensa perseguição contra as Testemunhas de Jeová poderia exigir que se mudassem da sede da Sociedade em Brooklyn, Nova Iorque. Assim, fez que se construíssem prédios no interior do estado de Nova Iorque que pudessem alojar o pessoal da sede. Daí, em 1942, quando N. H. Knorr tornou-se o terceiro presidente da Sociedade, cuidadosa revisão de Revelação, capítulo 17, revelou que a organização de paz da Liga das Nações, simbolizada por uma fera, reapareceria de alguma forma. (Revelação 17:8) Isso significava que a guerra acabaria e se seguiria um período de paz. Como sabe, foi exatamente isso o que aconteceu, sendo as Nações Unidas a renovada organização de paz.
Com esse entendimento bíblico, decidiu-se utilizar os prédios no interior do Estado de Nova Iorque para uma escola especial, para treinar missionários que poderiam divulgar as “boas novas do reino” em muitos países estrangeiros durante o vindouro período de paz. (Mateus 24:14) Esta escola sem igual foi inaugurada em 1.º de fevereiro de 1943, e, Franz, agora quarto presidente da Sociedade, dirigia-se à sua 71.ª classe de formandos.
Ele perguntou apropriadamente aos 27 estudantes procedentes de oito países: “Já findaram cerca de 36 anos do atual período de paz, portanto, por quanto tempo ainda vai durar? E que indícios temos de que terminará muito em breve mesmo?” Como responderia você?
Franz considerou então alguns aspectos fascinantes da cronologia bíblica, envolvendo nossa própria época. Mencionou que as Testemunhas de Jeová têm afirmado durante muito tempo que o ano da Primeira Guerra Mundial de 1914 marcou o fim do período mencionado por Jesus: “Jerusalém será pisada pelas nações, até se cumprirem os tempos designados das nações [ou “tempos dos gentios”, Almeida].” (Lucas 21:24) Isso significa que o reino de Deus, representado por Jerusalém, foi estabelecido no céu naquele tempo. Mas alguns têm afirmado que 1914 não teve nenhum significado e que Jesus tinha em mente a cidade de Jerusalém ser pisada literalmente. Porém, o orador perguntou: “O que descobre quando leva este conceito às últimas conseqüências?”
Em 1967, o exército do estado de Israel obteve o domínio da margem ocidental do Jordão, inclusive a antiga cidade murada de Jerusalém. “Contudo”, perguntou Franz, “resultou isso na glória de Jeová Deus? Resultou isso na vinda do Messias para estabelecer o reino de Deus ali na Jerusalém terrestre?” A resposta clara é: Não Nem estão os judeus literais pregando as “boas novas do reino” em cumprimento de Mateus 24:14. Portanto, os fatos mostram que ‘ser “Jerusalém” pisada pelos gentios’ não terminou em 1967. Antes, o “sinal” dado por Jesus tem-se cumprido desde o ano chave de 1914. Desde então o Messias, o Senhor Jesus Cristo, tem dominado desde os céus no meio de seus inimigos. (Salmo 110:1, 2) Os novos missionários foram então admoestados: ‘O tempo que resta deve estar realmente reduzido’, e eles deveriam ter o senso de urgência e muito que fazer nestes tempos críticos. — 1 Coríntios 7:29-31.
Os formandos podiam perceber facilmente por que deveriam estar ativos na obra cristã. O mesmo se podia dizer dos parentes deles e de outros na assistência, que totalizavam cerca de 2.000. Todos ficaram emocionados de saber que haviam sido feitos arranjos para o treinamento de mais missionários. Dois dos estudantes iriam retornar à Alemanha para ser instrutores duma nova “Extensão da Escola de Gileade” naquele país. Trata-se dum curso intensivo de dois meses e meio para ministros que, sem terem de aprender o inglês, podem ser treinados e enviados a designações missionárias no estrangeiro.
Conselho Útil Para Cristãos Ativos
Outros oradores no programa de formatura ofereceram sólidos conselhos bíblicos à classe, conselhos de que todos os cristãos podem tirar proveito em nossos tempos críticos.
U. V. Glass, um dos instrutores da Escola de Gileade, exortou a refletir no exemplo de Jeremias, que continuou a pregar apesar de oposição e perigo. Em contraste, o profeta Urijá, com medo, fugiu para o Egito, mas acabou sendo levado de volta a Judá e executado pelo rei. O exemplo de Jeremias e o apoio da parte do etíope Ebede-Meleque também foram salientados num excelente drama encenado à tarde pelos estudantes. O drama era intitulado: “Proclamador Destemido Duma Mensagem Impopular.”
O programa da formatura incluiu discursos breves, porém úteis, proferidos por ministros experientes. Por exemplo, David Olson enfocou 1 Samuel 2:30, onde Deus diz: “Honrarei os que me honrarem.” Foi salientado que todos apreciamos ser tratados com respeito, por isso devemos fazer questão de honrar ou respeitar os outros. Isso é especialmente útil para os que vivem ou trabalham muito juntos, tais como os missionários. Karl Klein considerou a importância de ‘não suspirarmos uns contra os outros’, conforme aconselhado em Tiago 5:9. Embora possamos gemer ou suspirar por causa de nossas próprias fraquezas, suspirar por causa das fraquezas de co-cristãos geralmente envolve julgá-los e pode fazer com que fiquem desencorajados ou deprimidos.
Embora os estudantes não se tornassem missionários por fazerem algum voto, Ralph Walls salientou que eles (e todos nós) podiam imitar o espírito dos antigos nazireus. Estes se privaram de certas coisas para poderem concentrar-se em assuntos espirituais. E, assim como o cabelo dos nazireus enfatizava sua sujeição a Jeová, os cristãos ativos precisam ter um espírito de submissão, tanto para com aqueles com quem servem, como para com Deus. — Números 6:2-7
O programa da formatura foi encerrado após o drama e a oração final. Mas a assistência estava mais determinada do que nunca a continuar ‘andando com Deus’ ativamente, conforme exortou entusiasticamente à classe, no início do dia, George Gangas, citando os exemplos de Enoque e Noé. (Gênesis 5:24; 6:9) E todos ainda se lembravam do discurso do instrutor J. Redford que concluiu com o incentivo para que os formandos e a assistência continuassem a ‘anunciar o Rei e o Reino’ nestes tempos críticos
[Foto na página 24]
Futuros instrutores da Extensão da Escola de Gileade na Alemanha, junto com missionários filipinos formados.
[Foto na página 25]
O drama bíblico retratou comoventemente a Jeremias como proclamador destemido da mensagem de Deus.
-